Temacast #48 – Guerra do Paraguai (parte 1)

Guerra do Paraguai (parte 1)

A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul no século 19. Rivalidades platinas e a formação de Estados nacionais deflagraram o confronto, que destruiu a economia e a população paraguaia.

É também chamada Guerra da Tríplice Aliança. Na Argentina e Uruguai é chamada de Guerra de la Triple Alianza e de Guerra Grande, no Paraguai.

A Guerra do Paraguai durou seis anos. Teve seu início  em dezembro de 1864 e só chegou ao fim no ano de 1870, com a morte de Francisco Solano Lopes em Cerro Cora.
Desde o final do Império até o início do Regime Militar, a versão oficial do conflito defendida pela historiografia brasileira era a que o Brasil havia sido forçado à guerra pelo ditador Solano López que, ambicionando expandir seus domínios até o Atlântico e criar o “Paraguai Maior”, havia invadido partes do território brasileiro, uruguaio e argentino. É importante ressaltar que ao longo de todo esse período – República Velha, Era Vargas e República Nova – o Brasil foi comandado por uma elite política, tanto civil quanto militar, ligada diretamente à Guerra do Paraguai. A República brasileira foi fundada por heróis da guerra do Paraguai, como Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto e Pinheiro Machado, e nas décadas seguintes, foi encabeçada por descendentes de ex-combatentes, tais como Hermes da Fonseca, Getúlio Vargas e Eurico Gaspar Dutra…

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Índio Guaicurus em montaria

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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Hino Nacional do Paraguai
  • Audiomachine – Akkadian Empire
  • Ivan Torrent – The Light Crusaders
  • Jasper Blunk – World of Fireflies (feat. Merethe Soltvedt)
  • PostHaste Music – Riven (Mark Petrie)
  • Audiomachine – Land of Shadows (Paul Dinletir)
  • Valentin Boomes – Avalon
  • Future World Music – Journeyto Pandora
  • Future World Music – Victory of Life
  • Audiomachine – Breath and Life
  • Ivan Torrent – Before I Leave This World
  • West One Music – Jewel of África
  • Epic Score – Smash them Ali (No Vocais)
  • Epic Score – Hells Army
  • Two Steps From Hell – Love and Loss
  • Epic Score – Unstoppable Forces
  • Black Phoenix Music – Elven’s Dawn (feat. Julie Elven)
  • Audiomachine – Guardians atthe Gate
  • Audiomachine – Blood and Glory
  • Kyueko – Better Fly
  • West One Music – lllumination
  • Future World Music – Aqua Vitae
  • E.S. Posthumus – Mosane
  • Future World Music – New Beginnings
  • Corner Stone Cues – El Morro
  • Position Music – Kingdom of Avilion
  • KillerTracks – Kingdom of Ashes
  • Immediate Music – Serenata lmmortale
  • Two Steps From Hell – Kronos
  • PP Music – Fulgor Solaris
  • Groove Addicts – Interstellar
  • Groove Addicts – Wings of Glory
  • Two Steps From Hell – Blackheart
  • Audiomachine – Épica
  • Zack Hemsey – Evolution
  • Two Steps From Hell – Heart of Courage
  • Immediate Music – Dark Side of Power
  • Audiomachine – Knights and Lords
  • Two Steps From Hell – Elementum
  • Audiomachine – Reign of Chaos
  • Roland Mair-Gruber – The Reunion
  • Epic North – Falling Giants
  • Alex Must – Birth of Fairies
  • Audiomachine – Back In Da Loop
  • Two Steps From Hell – Breathe
  • Veigar Margeirsson – Rise Above

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Temacast #47 – Lei de Murphy

Lei de Murphy:

Existe uma lei mais implacável que a gravidade, mais absoluta que a física, mais inevitável que o destino. É um fator que desafia a ciência e talvez a única certeza que possamos vislumbrar nessa vastidão de dúvidas que é a vida: A Lei de Murphy que diz: Se alguma coisa pode dar errado, dará.

Esse Murphy era o engenheiro aeroespacial Edward Aloysius Murphy e formulou sua lei em 1949 depois de descobrir que estavam mal conectados todos os eletrodos de um equipamento para medir os efeitos da aceleração e desaceleração em pilotos. No começo o que ele disse foi específico para o técnico que cometeu o erro. “Se houver uma única maneira de fazer algo errado, ele o fará”. O gerente de projetos que trabalhava com a equipe anotou aquela frase num caderninho onde ele mantinha frases que achava engraçadas e deu o nome de Lei de Murphy. Com base naquela lei, que o gerente reescreveu na forma com que conhecemos hoje, várias precauções foram tomadas para que erros assim não acontecessem de novo e com isso o projeto acabou sendo concluído com sucesso.

Mas, afinal, a Lei de Murphy existe? Muitos acreditam que sim, principalmente quando estão completamente tomados pela raiva de certos acontecimentos.

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Lei de Murphy e as filas

A lei de Murphy e as filas


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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • John Lee Hooker – No Shoes
  • Bonny Tyler – I put a spell on you
  • Buddy Guy Cover by Scott Holt – One Room Country Shack
  • Fausto Papetti – Samba Pati
  • Magic Slim – How unlucky can one man be
  • Alvin Lee – Bluest Blues
  • Stevie Ray Vaughan – Tin Pan Alley
  • Neal Schon – Caruso
  • Junior Wells – Why are people like that
  • Blues Company – Silent Night
  • Van Morrison and Tom Jones  – Sometimes we cry
  • Mckinley Mitchell – Trouble Blues
  • Joe Bonamassa – Stop
  • Blind Boy Fuller- Walking my Troubles away
  • Beth Hart and Joe Bonamassa – I’ll Take Care Of You
  • John Lee Hooker- Night time is the right time
  • Popa Chubby Black Coffee Blues Band –  Messin’ With The Kid
  • Dire Straits – Sultans Of Swing

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Temacast #46 – História das Olimpíadas

História das Olimpíadas:

É importante entender que quando falamos em Olimpíadas, estamos falando de dois momentos diferentes da História e por mais que um seja a base do outro, existem diferenças que precisam ser pontuadas. Como todos já sabem, as olimpíadas começaram a ser realizadas na Grécia, mas os valores olímpicos que são debatidos hoje em dia foram idealizados no Século XIX pelo Barão Pierre de Coubertin. Atualmente existem diferentes jogos olímpicos, cada um acontecendo a cada quatro anos.

Os Jogos Olímpicos de Verão são os mais antigos de todos e, na mesma cidade sede, poucos dias depois de seu encerramento, acontecem os Jogos Paraolímpicos destinados a pessoas com deficiências visuais e motoras. Alternando com os jogos de verão, mas acontecendo em outra cidade sede e dois anos após, existem os Jogos Olímpicos de Inverno. Além destes, existem ainda os Jogos Olímpicos da Juventude, onde participam atletas adolescentes. Esta competição também tem suas versões de verão e inverno e acontecem também em ano par, sendo que agora em 2016 já que acontecem as Olimpíadas de Verão, acontecerão também os Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude. Em 2018 quando houver as Olimpíadas de Inverno, teremos os Jogos Olímpicos de Verão da Juventude. Então os jogos são assim sempre alternados para você não ter dois eventos acontecendo no mesmo mês…

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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Vangelis – Chariots of Fire
  • Peter Frampton – Breaking all the rules (extended)
  • Asia – Only time will tell
  • Journey – Stone in love
  • Red Speedwagon – Keep the fire burning
  • Survivor – Eye of the tiger
  • Kansas – Play the game tonight
  • Santana – Hold on
  • The Police – Every little thing she does is magic
  • Toto – Rosanna
  • Alessi Brothers – All for a reason
  • Gilbert Montagnè – Just for tonight
  • Journey – Don’t stop believin’
  • Scandal feat. Patty Smyth – The Warrior
  • Steve Perry – She’s Mine
  • Survivor – High on you
  • Bonnie Tyler – Holding out for a hero
  • Steve Perry – You should be happy
  • Special – Caught up in you
  • Matthew Wilder – The Kid’s American
  • Journey – Keep on Runnin’
  • Duran Duran – Come Undone
  • Phil Collins – Another Day In Paradise
  • Take That – Wait

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Temacast #45 – Psicopatia

Psicopatia:

Os termos “psicopata ou psicopatia” caíram na boca do povo, embora na maioria das vezes sejam usados de forma equivocada. Na verdade, poucos transtornos são tão incompreendidos quanto a personalidade psicopática. Descrita pela primeira vez em 1941 pelo psiquiatra americano Hervey M. Cleckley, do Medical College da Geórgia, a psicopatia consiste num conjunto de comportamentos e traços de personalidade específicos.

Quando o assunto é “psicopatia”, logo imaginamos uma lista de exemplos psicopatas vindos diretos de Hollywood. Personagens como o Coringa, Hannibal, Norman Bates e tantos outros criaram um estereotipo que nem sempre é preciso para classificar pessoas ditas psicopatas. Mas, pelo menos em uma característica os filmes costumam acertar em cheio: elas são pessoas assustadoras.

De acordo com o Dr. Kent Kiehl, neurocientista da Universidade do Novo México (EUA) e pioneiro em estudos que buscam um entendimento melhor sobre a mente dos que sofrem com a psicopatia, podemos classificar como “psicopata” alguém com altos índices de falta de empatia, culpa e remorso. São pessoas extremamente impulsivas e que tendem a não fazer planos ou pensar antes de agir. E, apesar de geralmente não serem tão inteligentes quanto Hannibal Lecter, costumam ser astutos, manipuladores e, acredite, encantadores. Falaremos sobre este transtorno e suas implicações, como a doença é diagnosticada, seu tratamento e os prejuízos causados aos que convivem com os portadores desta doença. Tudo isso e muito mais neste episódio.

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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Talking Heads – Psycho Killer
  • David Bowie – Something In The Air
  • Huey Lewis and The News – Hip To Be Square
  • Book Of Love – I Touch Roses
  • Karliene – Become the Beast
  • Lana Del Rey – Sweet Serial Killer
  • Lana Del Rey – Born To Die
  • Genesis – In Too Deep
  • Lana Del Rey – Dark Paradise
  • Lana Del Rey – Gods and Monsters
  • M A R R S – Pump Up The Volume
  • New Order – True Faith
  • Lana Del Rey – Summertime Sadness
  • Phil Collins – Sussudio
  • The Neighbourhood – Sweater Weather
  • Red lights – Curiosity killed the cat
  • Lana Del Rey – High By The Beach
  • SoapSkin – Me and the Devil
  • The Waves – Walking On Sunshine
  • The Rolling Stones – Sympathy For The Devil
  • Lana Del Rey – Shades Of Cool
  • Daryl Hall & John Oates – Kiss On My List
  • Eurythmics – I Saved The World Again
  • Crowded House – Don’t Dream It’s Over

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Temacast #44 – Muhammad Ali

Muhammad Ali:

Considerado por muitos o maior boxeador de toda a história, Muhammad Ali foi três vezes campeão mundial de boxe na categoria de Peso Pesado, campeão olímpico e um dos mais importantes ativistas pelos direitos dos negros americanos. Ele foi o único boxeador até hoje a conquistar o título mundial três vezes assim como foi o único a ser escolhido por cinco anos o Lutador do Ano pela revista Ring Magazine. Ele também foi escolhido o Atleta do Século XX pela revista Sports Illustrated e a Maior Personalidade do Esporte pela rede BBC.

Em uma época em que os lutadores pouco falavam, deixando as entrevistas a cargo de seus agentes, Muhammad Ali foi uma das vozes mais sensatas e ouvidas de sua geração. Ele lutou até o fim pelo que acreditava e sua importância está muito acima do que ele fez nos ringues. É dele que vamos falar hoje, mas para isso vamos começar entendendo de onde ele veio a afim de compreender o homem além do mito.

Muhammad Ali nasceu com o nome de Cassius Marcellus Clay Jr. no dia 17 de Janeiro de 1942 na cidade de Louisville, Kentucky. Ele tinha uma irmã e quatro irmãos e era filho de Odessa O’Grady Clay e Cassius Marcellus Clay Sr, que recebeu esse nome (Cassius Marcellus) em homenagem a um político republicado abolicionista do Século XIX que era também do estado de Kentucky. Obviamente um político branco, algo que incomodaria muito ao personagem deste episódio anos depois…

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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Syl Johnson – Is It Because I’m Black
  • Stevie Wonder – I Wish
  • Stevie Wonder – Signed, Sealed, Delivered I’m Yours
  • Ray Charles – Moon over Miami
  • Muddy Waters – I’m Ready
  • Michael Kiwanuka – Always Waiting
  • Michael Kiwanuka – Black Man In A White World
  • Michael Kiwanuka – Any Day Will Do Fine
  • Michael Kiwanuka – Bones
  • Michael Kiwanuka – I’m Getting Ready
  • Michael Kiwanuka – Home Again
  • Michael Kiwanuka – Tell Me A Tale
  • Michael Kiwanuka – Waterfall
  • Michael Kiwanuka – Worry Walks Beside Me
  • The Staple Singers – Respect Yourself
  • Sixto Rodrigues – This Is Not a Song, It’s an Outburst- Or, The Establishment Blues
  • Sixto Rodrigues – Inner City Blues
  • Sixto Rodrigues – I Wonder
  • Carpenters – Please Mr. Postman
  • Al Green – Im Still In Love With You
  • Al Green – Sha – La – La (Make Me Happy)
  • Ann Peebles – My Man He’s A Lovin Man
  • Ann Peebles – Trouble, Heartaches And Sadness
  • Ann Peebles – Old Man With Young Ideas
  • Ann Peebles – Chain Of Fools
  • Ann Peebles – I Didn’t Take Your Man
  • Ann Peebles – You’re More Than I Can Stand
  • Ann Peebles – Put Yourself In My Place
  • Ann Peebles – I’d Rather Leave While I’m In Love

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Temacast #43 – The Doors

The Doors:

Acho que todos os nossos ouvintes conhecem The Doors, mas para aqueles que por ventura nunca tenha ouvido falar, o The Doors é uma banda californiana formada em 1965, tendo lançado 8 álbuns entre 1967 e 1972, seis deles com o Jim Morrison e sendo que sete ficaram na lista dos 10 mais vendidos da Billboard. Além desses álbuns eles lançaram diversos singles que também venderam bastante. Apenas pelas vendas nos Estados Unidos eles ganharam 20 discos de ouro, 14 de platina e 5 de Diamante. Até 1971 apenas, eles já tinham vendido mais de 4 milhões de discos e quase 8 milhões de singles só nos Estados Unidos. Se for considerado hoje em dia e em uma escala mundial, esse número é bem maior, passando de 100 milhões de cópias vendidas.

Segundo o tecladista da banda, Ray Manzarek, o nome da banda veio do livro de Aldous Huxley  The doors of perception (As portas da percepção) e que vem da frase do poeta inglês, do século XVIII, William Blake que diz: “Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito.

The Doors, uma banda que abriu as portas da percepção para a poesia por meio das suas músicas e mantém uma legião de fãs até hoje…

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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • You’re Lost Little Girl
  • Back Door Man
  • End Of The Night
  • Take It As It Comes
  • Soul Kitchen
  • My Eyes Have Seen You
  • Twentienth Century Fox
  • People Are Strange
  • Break on Through
  • Alabama Song
  • Light My Fire
  • Moonlight Drive
  • Love Me Two Times
  • Love Street
  • The Kinks – All Day and All of the Night
  • Hello, I Love You
  • Tell All The People
  • Touch Me
  • Peace Frog
  • Roadhouse Blues
  • Been Down So Long
  • Love Her Madly
  • The Crystal Ship
  • Cars Hiss By My Window
  • Dead Cats Dead Rats
  • The End
  • When The Music’s Over

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Temacast #42 – Guerra Civil Americana

Guerra Civil Americana:

Para falarmos da guerra civil americana, precisamos voltar pelo menos 2 séculos no passado e entender como foi a ocupação dos Estados Unidos, na época ainda colônia britânica. Por diversas questões como clima e vegetação, o tipo de população que se estabeleceu no sul era bem diferente do que se estabeleceu no norte. E aqui é bom deixar claro que quando falamos em Estados Unidos, estamos falando de um território bem menor do que hoje. Muito do interior do país era pouco explorado. A colonização inicial se deu nas áreas mais próximas à costa do Atlântico e depois foi expandindo no sul em direção a onde hoje é o Texas e no norte onde hoje fica Chicago no estado de Illinois.

Bem, voltando às diferenças entre Norte e Sul durante a Guerra Civil Americana. A região Norte do país foi colonizada em sua maioria por imigrantes ingleses, irlandeses e alemães que trabalhavam em propriedades familiares. No sul também houve uma grande imigração europeia no início, mas essa imigração foi diminuindo e a população foi composta em sua maioria pelos descendentes dos que imigraram gerações antes. Então, enquanto no Norte a população crescia devido a uma continuada imigração europeia, no sul ela crescia devido a uma alta taxa de natalidade e ao tráfego negreiro que crescia bastante, conforme falamos no episódio anterior sobre a Escravidão

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Bloqueio Plano Anaconda


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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Mitch Miller – Civil War Songs Union When Johnny comes marching home
  • Confederate Song –  Oh Susana
  • Southern Wagon
  • American civil war music   Fifes and Drums
  • Confederate Song – Rose of Alabamy
  • Confederate Song – Wearing of The Grey
  • We’ll Fight for Uncle Sam
  • To arms in Dixie
  • The Yellow Rose of Texas
  • Tutti Sound – This Is My Place To Protect
  • Two Steps From Hell – Portals Over Earth
  • Two Steps From Hell – Rise Of The Abyss
  • Two Steps From Hell – The Colonel
  • Two Steps From Hell – The Purifier
  • Two Steps From Hell – Winterspell
  • Tutti Sound – Scandalous Scene
  • Tutti Sound – This Is My Place To Protect
  • Epic Score – You Must Overcome
  • Tom Roush – The Picture on The Wall – 1864 Civil War Ballad
  • The Beatles – Please Mister Postman
  • The Alan Parsons Project –  Eye In The Sky
  • Big Star – Turn My Back on the Sun
  • Bee Gees  – Tragedy
  • Bee Gees  – You Should Be Dancing
  • Paul McCartney – Band On The Run
  • Paul McCartney – Another Day
  • Paul McCartney – Mull Of Kintyre

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Temacast #41 – Escravidão

Escravidão:

Como definição, a escravidão é um regime jurídico ou econômico onde o princípio de propriedade privada é aplicado também a seres humanos, permitindo que pessoas sejam classificadas como propriedade. Sendo assim, elas podem ser compradas e vendidas e não podem, por sua vontade, se desvencilhar desta relação de exploração. Além disso, o escravo a princípio não recebe nenhum tipo de remuneração pelo trabalho que executa e suas atividades bem como seu tempo são controlados por quem detém sua posse. Essa é a definição clássica de escravidão e, por estes termos, ela é considerada ilegal em todos os países. O último a abolir em definitivo a escravidão foi a Mauritânia em, pasme, 2007! Apenas poucos anos atrás. No entanto, isso não significa que a escravidão tenha deixado de existir.

Há, nos tempos atuais, também a definição de “condição análoga à escravidão” que é onde uma pessoa trabalha para a outra sem na prática ter a opção de sair daquele emprego ou mesmo se mudar para um outro lugar. Dentre as formas que vamos ver que mantém uma pessoa ainda hoje em dia nessas condições estão desde questões financeiras até mesmo o uso da força por parte de seus captores.

Falando em etimologia, a palavra “escravo” em português ou “Slave” em inglês vem do Latim SCLAVUS, “pessoa que é propriedade de outra” e de de SLAVUS, “eslavo”. Mas, Eslavo, da etnia eslava? Sim, já que em guerras antigas muitos desta etnia foram capturados e escravizados…

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Temacast #40 – La Belle Epoque

La Belle Epoque:

Foi um importante período na História da humanidade que durou basicamente do fim da guerra Franco-Prussiana até o início da Primeira Guerra Mundial, sendo portanto de 1871 até 1914. Foi um período onde houve um enorme avanço em diversas áreas do conhecimento e costumes humanos: ciência e tecnologia, artes plásticas, moda, filosofia e até religião. Foram 43 anos onde o ocidente, em especial a Europa, passou sem grandes guerras ou crises financeiras e isso permitiu um enorme crescimento.

A Guerra Franco-Prussiana, que na França também é chamada de A Guerra de 1870, foi uma Guerra entre o Segundo Império Francês e a Confederação Alemã do Norte que era liderada pelo Reino da Prússia. Vale aqui dois adendos rápidos então sobre o que foi o Segundo Império Francês e quem era essa Confederação Alemã do Norte.

Começando com o Segundo Império Francês este foi o período que compreendeu de 1852 a 1870 onde a França foi governada pelo neto de Napoleão Bonaparte, o Napoleão III. Na teoria o regime era uma monarquia parlamentarista, mas na prática o legislativo não mandava nada, sendo que Napoleão III governava quase como um ditador. E a oposição nem tinha muita voz, já que a França vivia um momento muito bom dos pontos de vista econômico, social e cultural.

Já a Confederação Alemã do Norte foi formada em 1867 e era integrada por 22 estados, todos luteranos e falantes da língua alemã com seus dialetos variados, sendo o principal destes estados o Reino da Prússia conforme nós já falamos…

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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Edith Piaf – Non, Je ne regrette rien
  • Joe Dassin – Et Si Tu N’Existais Pas
  • Maurice Chevalier – Ça c’est Paris
  • Charles Trenet – La Mer
  • Jacques Brel – Ne Me Quitte Pas
  • France Gall – Poupee de Cire, Poupee de Son
  • Tino Rossi – J’attendrai
  • Edith Piaf – La Vie En Rose
  • Francoise Hardy – Tous Les Garcons et Les Filles
  • Yves Montand – Sous Le Ciel De Paris
  • Serge Gainsbourg – Elisa
  • Charles Aznavour – La Bohème
  • Charles Aznavour – For Me Formidable
  • Pierre Groscolas – Fille du vent
  • Juliette Gréco – Il n’y a plus d’après
  • Pierre Bachelet – Emmanuelle
  • Chiquinha Gonzaga – Ô abre alas
  • Charles Aznavour – Tous les visage de l’amour
  • Michel Sardou – La maladie d’amour
  • Adamo – C’est ma vie
  • Alain Barrière – Ma Vie
  • Françoise Hardy – La question
  • Georges Brassens – Les copains d´abord
  • Gloria Lasso – Etrangère au Paradis
  • Gloria Lasso – Histoire d’un amour
  • Léo Marjane – Seule ce soir
  • Franck Pourcel – Les Parapluies De Cherbourg

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Temacast #39 – Grandes Impostores

Grandes Impostores:

Desde sempre, inúmeras pessoas fizeram se passar por outras, assumiram ser o que não eram e obtiveram sucesso quanto aos objetivos que pretendiam. Alguns pelo simples prazer de obter êxito, outros para obter lucro, não mediam esforços para enganar, trapacear e ter acesso ao dinheiro alheio sem trabalhar ou simplesmente para se sentirem mais inteligentes e espertos do que os outros.

Antes de mais nada, vamos diferenciar o mentiroso do impostor. O mentiroso utiliza a inverdade, na maioria das vezes, para encobrir algo, fazer bonito na sociedade, se desfazer de responsabilidades e de culpas. Já o impostor é aquele que diz ser outra pessoa ou que diz ser algo que não é, por exemplo, um médico. O mentiroso pode contar uma mentira onde ele diz ser alguém mais importantes do que realmente é numa determinada e única oportunidade, já o impostor vai vivenciar a experiência até as últimas consequências, até ser pego. Mas, com certeza o impostor é antes de mais nada um mentiroso,

Neste episódio nós iremos falar de alguns dos grandes impostores de que se tem notícias. Iremos contar seus principais golpes, como terminaram suas carreiras e demonstrar que “cara-de-pau” é a maior ferramenta utilizada por eles…

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PERSONAGENS CITADOS NO EPISÓDIO
  • Frank William Abagnale Jr
  • Christopher Rocancourt
  • Ferdinand Demara
  • David Hampton
  • Milli Vanilli
  • Cassie Chadwick
  • Mary Baker
  • Wilhelm Voigt
  • George Psalmanazar
  • Stanley Clifford Weyman
  • George Dupre
  • Christian Karl Gerhartsreiter
  • Alan Conway
  • Anoushirvan D. Fakhran
  • Marcelo Nascimento da Rocha

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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Freddie Mercury – The Great Pretender
  • Frank Sinatra – Come Fly With Me
  • John Williams – Learning the Ropes
  • Lasgo – Searching
  • Fugees – Killing Me Softly With His Song
  • Coolio Feat. L.V. – Gangsta’s Paradise
  • Lulu – To Sir With Love
  • Milli Vanilli –  Girl You Know It’s True
  • Akon – Beautiful
  • En Vogue – My Lovin’
  • The Beautiful South – A Little Time
  • Eva Cassidy – Somewhere Over the Rainbow
  • K.D. Lang – Constant Craving
  • Shola Ama – You Might Need Somebody
  • Sixpence None The Richer – Kiss Me
  • Crowded House – Don’t Dream It’s Over
  • Ian Anderson – Fly By Night
  • Joss Stone – Right To Be Wrong
  • Jorge Ben Jor – W-Brasil
  • Tema do filme ‘Em Algum Lugar do Passado’ (Somewhere in Time)
  • Bruno Mars – Locked Out of Heaven
  • Boston – More Than A Feeling
  • BJ Thomas   Oh me, Oh my (I’m a fool for you baby)
  • Grateful Dead   Good Morning Little Schoolgirl
  • Carly Simon  – Nobody Does It Better ( Theme from the Bond movie The Spy Who Loved Me )

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Temacast #38 – Oswaldo Cruz

Oswaldo Cruz

Oswaldo Gonçalves Cruz nasceu em 5 de agosto de 1872 em São Luís de Paraitinga, São Paulo, filho do médico Bento Gonçalves Cruz e de Amália Bulhões Cruz. Aos 5 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, estudou no colégio Pedro II e aos 15 anos incompletos, em 1887, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Em 1892, formou-se doutor em Medicina com a tese A veiculação microbiana pelas águas. No mesmo dia que se forma seu pai vem a falecer e ele assume a clínica do pai na fábrica de tecidos Corcovado e trabalha na policlínica de Botafogo. Em 1894 Oswaldo Cruz foi trabalhar na Policlínica Geral do Rio de Janeiro onde ele montou e chefiou um laboratório de análises clínicas ligado ao serviço de moléstias internas. No mesmo ano de 1894 consegue diagnosticar como cólera uma epidemia que se alastrava no Vale do Paraíba. Quatro anos depois, realizou seu grande sonho: especializar-se em Bacteriologia no Instituto Pasteur de Paris, que reunia os grandes nomes da ciência na época…

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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Marchinha – Cidade Maravilhosa
  • Moro num país tropical
  • Jean Michel Jarre – Souvenir Of China
  • Jean Michel Jarre – The Overture
  • Jean Michel Jarre – Arpegiator
  • Jean Michel Jarre – Equinoxe IV
  • Jean Michel Jarre – Equinoxe VII
  • Jean Michel Jarre – Magnetic Fields IV
  • Jean Michel Jarre – Magnetic Fields II
  • Blank And Jones – Feel Good
  • Jeff Bennet’s Lounge Experience Feat. Alexandra – Sympathy
  • Moby & Mark Lanegan – The Lonely Night (Moby’s January 14th Mix)
  • Hannah ILD – Right Beside You
  • Deep Josh & Jose Rodriguez Feat. Lisa Rose – The Clouds
  • Echobelly – King Of The Kerb
  • Boz Scaggs – Jojo
  • The Cars – Drive

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Temacast #37 – Disco Music

Disco Music: Não se sabe exatamente como e quando o movimento disco começou. Alguns dizem que ele surgiu no início dos anos 70, nas discotecas de Chicago, Nova York e Filadélfia, onde haviam festas totalmente dançantes, frequentadas por um público alternativo. Outros afirmam que a disco music só começou mesmo depois da abertura da Studio 54 – em Nova York – e do lançamento do filme “Os Embalos de Sábado à Noite” em 1977, que foi a época em que a mania se espalhou pelas rádios, gravadoras, discotecas e estava gerando bilhões por ano.

No entanto, a Disco não foi um gênero musical pré fabricado, criado em um curto período de tempo em que se possa estabelecer um ponto original determinado. Isso porque quando se fala da Disco Music, define-se um estilo musical que surgiu a partir da transformação de elementos de diversos gêneros musicais como do Soul, Jazz e Funk. Assim, para contar a história da música Disco é preciso viajar um pouco em cada um desses estilos até que se tenha formada a chamada Disco Music. O que se sabe com certeza é que a primeira boate que promoveu festas mais ao estilo da Disco foi a boate The Loft inaugurada por David Mancuso em 1970, portanto sete anos antes da Studio 54. A The Loft inspirou muitas outras como a Studio 54, a The Gallery, etc…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


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PARTICIPANTES
FONTES 

VEJA MAIS

VITRINE

MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • The Trammps – Disco Inferno
  • Ivonne Elliman – If I Can’t Have You
  • Alicia Bridges   I Love The Nightlife
  • Biddu Orchestra – girl you’ll be a woman soon
  • Manu Dibango   Soul Makossa
  • Barry White – Love’s Theme
  • Gloria Gaynor – Never Can Say Goodbye
  • Bee Gees – Stayin’ Alive
  • Toni Tonado – BR3
  • Tina Charles – I love to love
  • Van McCoy – The Hustle
  • Donna Summer – Love to love you baby
  • Kool & the Gang – Ladies night
  • Gloria  Gaynor – I Will Survive
  • Chic – Le Freak
  • Abba – Dancing Queen
  • Bee Gees – How Deep Is Your Love
  • Village People – YMCA
  • Lady Zu – A Noite Vai Chegar
  • As Freneticas – Perigosa
  • Gretchen – Melô Do Piripipi
  • Lulu Santos – Assim Caminha a Humanidade
  • Tavares – More Than a Woman
  • K.C. and The Sunshine Band – Boogie Shoes
  • Chic – Everybody Dance
  • Bee Gees – Night Fever
  • Stars On 45 – Beatles Medley
  • Village People – Macho Man
  • Roberta Kelly – Zoodiac
  • Patrick Hernandez – Born to be alive

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Temacast #36 – Invasões Holandesas

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Invasões Holandesas e a União Ibérica: Para contextualizarmos o período ao qual nos referimos se faz necessário dizer que o nordeste brasileiro era o maior produtor de açúcar do mundo no século XVII. Sendo o Brasil na época colônia era obrigado, pelo pacto colonial, a vender todo o açúcar produzido para Portugal. Este por sua vez, não vendia o açúcar diretamente para os consumidores e sim, vendia o mesmo para a Holanda que fazia a distribuição do produto por toda a Europa. Muito bem, depois deste breve resumo onde pode-se ver que Portugal ganhava sendo colonizador e atravessador e Holanda também ganhava tendo o monopólio de distribuição do açúcar, por que a Holanda viria a invadir o Brasil? Bom, é isso que vamos aprender neste episódio de hoje.

Países baixos

Neste período histórico possui vários atores importantes. Além de Espanha e Portugal, tem o território conhecido como “Países Baixos”. Antes de falar porque eles são importantes, vamos definir o que são os Países Baixos, que em holandês se pronuncia mais ou menos como “Nei-der-land” (país baixo).
Nos Séculos XV e XVI, a Holanda era parte das chamadas 17 províncias, que corresponde mais ou menos ao que hoje são os territórios da Holanda, Bélgica, Luxemburgo, norte da França (na região de Calais) e uma porção pequena do oeste da Alemanha…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


PARTICIPANTES
FONTES 

VITRINE

MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Hino Nacional da Holanda
  • 1 Hora de música épica   Two Steps from Hell   Volumen 1 (YouTube)
  • Enigma – Mea Culpa
  • Hino Nacional da Espanha
  • Hino Nacional de Portugal
  • 10 Canciones Épicas Para Tus Vídeos 1 (YouTube)
  • Era – Impera
  • Carpenters – Please, Mr. Postman
  • Popa Chubby Black Coffee Blues Band – Messin’ With The Kid
  • Chris Isaak –  Dixie Fried
  • D*Note – D*Votion
  • DAB – Delayed
  • Creedence Clearwater Revival – It’s Just A Thought
  • Creedence Clearwater Revival – Have You Ever Seen The Rain

 


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INDICAÇÃO DE LIVRO NO CAST

A Guerra dos Hereges – O Grande Romance Histórico da Invasão Holandesa a Pernambuco, por Aydano Roriz (Romance Histórico Brasileiro)


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Temacast #35 – A influência dos jogos

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A influência dos jogos no desenvolvimento social: Os videogames trazem vários benefícios para as pessoas. Estudos feitos com as modernas técnicas de tomografia mostram que o videogame ativa e exercita mais áreas do cérebro do que as outras atividades de lazer. Os jogadores podem também aprender a cultura de outros países, como o Japão, mitologias, adquirir gosto pela leitura, além do usuário ter de criar estratégias em tempo real durante o jogo (e muitas delas ele tem que fazer rapidamente), criar soluções para os problemas e quebra-cabeças, traduzir os diálogos (melhorando e treinando outros idiomas, como o inglês).

Os videogames também têm desvantagens, e muitas delas podem causar perigo para a sociedade. O primeiro malefício, e muito comum em qualquer tipo de jogo (não só os videogames) é o vício. Por ser uma atividade prazerosa, os jogadores podem viciar rapidamente. Já ocorreram mortes de jogadores que jogaram muitas horas, com poucas pausas para comer e dormir. Um sul-coreano que passou 50 horas quase ininterruptas à frente de um computador, divertindo-se com jogos, morreu de parada cardíaca minutos depois de finalizar sua epopeia em um cybercafe…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


PARTICIPANTES
FONTES 
  • Psicologado
  • Ulbra
  • Outras fontes
  • Conhecimento dos profissionais que participaram

VEJA MAIS

Autor comentado no episódio: Link


VITRINE

MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Diablo I  II Soundtrack   Tristram Village
  • Assassin’s Creed TOP 10 Soundtrack
  • Starcraft 2   Wings of Liberty
  • David Bowie – This is Not America
  • David Bowie – Absolute Beginners

 


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Temacast #34 – Retrô 2015

 

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Retrô 2015: A exemplo do ano passado, este ano também optamos por fazer um episódio sobre alguns acontecimentos de 2015. Não vamos falar do que esteve todos os dias nas grandes manchetes pelo mundo e no Brasil, mas em vez disso vamos falar sobre alguns acontecimentos menos “visados”, mas que são também de fundamental importância para todos em alguns casos e outros que são meras curiosidades ocorridas durante o ano, como por exemplo a queda de 488 metros de um esquiador e que não teve grandes ferimentos, a estranha pesquisa realizada pela USP sobre uma cachaça de qualidade comparada a uísque 12 anos e tantas outras. Também abordamos fatos sobre ciências, arqueologia e verificamos se algumas promessas de 2014 foram concretizadas…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


PARTICIPANTES

VEJA MAIS
nobel paz 2015

NOBEL DA PAZ 2015: Wided Bouchamaoui, Houcine Abbassi, Abdessattar ben Moussa, Mohamed Fadhel Mahmoud

 

Nobel física 2015

NOBEL DA FÍSICA 2015: Takaaki Kajida e Arthur B. McDonald

Vídeo do esquiador numa queda de 488 metros


VITRINE

MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Dire Straits – So Far Away
  • Dire Straits – My Parties
  • Echobelly – Natural Animal
  • Dire Straits – Once Upon A Time In The West
  • Dire Straits – The Bug
  • Dire Straits – Why Worry
  • Dire Strits – Communiqué
  • Dire Strits –  Your Latest Trick
  • Gareth Emery – U Album Mix
  • Dash Berlin – Earth Meets Water
  • Gareth Emery – Lights & Thunder Omnia Radio Edit
  • John O’Callaghan – Games Ian Standerwick Radio Edit

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Temacast #33 – Corrupção na Ditadura

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Corrupção na Ditadura: O último período do Brasil sob comando dos militares ocorreu após o golpe de Estado em março de 1964 e durou até 1985, com a saída do general João Baptista Figueiredo. O regime foi marcado pelas restrições ao trabalho do Legislativo e do Judiciário, blindagem do Executivo e, consequentemente, de todas as instituições civis e militares subordinadas ao governo federal, censura à imprensa e repressão à sociedade civil. Os ouvintes que quiserem saber mais sobre o regime militar poderão ouvir o episódio #04 do Temacast.
O historiador Pedro Henrique Pedreira Campos afirma: “A falta de fiscalização autônoma a agentes públicos praticamente impedia o combate à corrupção. “Era um cenário ideal para práticas corruptas”, diz o autor do livro “Estranhas Catedrais – As Empreiteiras Brasileiras e a Ditadura Civil-militar”, que aborda a ligação das empresas de construção com o regime.
E continua: “Isso de dizer que havia menos corrupção é uma falsa impressão. Não é que eram menos casos, pelo contrário. É que a denúncias eram menos publicadas. Os mecanismos de fiscalização eram bem menos eficientes. A imprensa estava cerceada, censurada, várias empresas foram forçadas à falência. A pequena imprensa foi duramente perseguida”.
“Os mecanismos do Estado também eram ineficientes. O Congresso ficou fechado algumas vezes; dentro da oposição oficial, o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), quem não seguisse a linha poderia ser cassado pelo AI-5. A Polícia Federal e o Ministério Público eram usados para finalidades diretas da ditadura; a margem de independência do Judiciário era muito pequena. Era um cenário montado para impedir contestação.”…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


PARTICIPANTES

FONTES 

VÍDEOS

Motivos para não querermos os militares no comando

Liberdade de imprensa – Gal Newton Cruz (Tratamento dado a um repórter)

Guerra de palavras: entrevista com o Gal Leônidas Pires Gonçalves

Que história é essa Newton Cruz?


VITRINE

MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Originais Do Samba – Se Gritar Pega Ladrão
  • Aerus – Me dá um dinheiro aí
  • João Bosco – Bala com bala
  • Chico Buarque – Hino Da Repressão
  • Caetano Veloso – Podres Poderes
  • Elza Soares – Mas que nada
  • Chico Buarque – Roda viva
  • Caetano Veloso – O Quereres
  • Chico Buarque – Corrente
  • Gonzaguinha – Comportamento geral
  • Chico Buarque – Vai passar
  • Chico Buarque – Apesar de você
  • Chico Buarque – Tema de “Os inconfidentes”
  • Chico Buarque – Bye bye Brasil
  • Chico Buarque – Pelas tabelas
  • Gonzaguinha – Vamos à Luta
  • Chico Buarque – Cálice
  • Bezerra da Silva – Vírus da Corrupção
  • Cássia Eller  – Malandragem
  • Cássia Eller – Lanterna dos Afogados
  • Jota Quest – As Dores Do Mundo
  • Legião Urbana – Que País é Este
  • Tim Maia – Vale tudo
  • Gilberto Gil – Realce

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Temacast #32 – Depressão

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Depressão: O que dizer da dor que não pode ser dita? Sem causa ou natureza definíveis, sem possibilidade de compreensão? Dor do nada, simplesmente do vazio de existir, indescritível, incomensurável, e que, por isso mesmo, chama em vão a palavra?  Muitos falaram dela, para dizê-la, traduzí-la ou minora-la usaram termos como: tristeza, trevas, sombras sem fim, sol negro, nevoeiro, tempestade em céu sereno, certeza infeliz, apatia, tédio…

Aristóteles e outros estavam seguros de que era uma admirável condição da mente, associada à inteligência, à genialidade e à criatividade. Hoje a melancolia cede terreno à depressão, que implica diminuição, redução e decréscimo. Mas o que de fato define, indica ou revela essa forma de marcar tristeza?

Como se transforma em doença a dor de existir?

É comum as pessoas pensarem na depressão como tristeza e associar episódios e comportamentos isolados, que na verdade podem ser apenas episódios de ansiedade ou mesmo um luto que se estende um pouco mais do considerado normal. Também é comum pessoas falarem que depressão é apenas “frescura”, falta do que fazer, e que o deprimido não está “doente de verdade”. Podem associar a características isoladas da depressão e não compreender que o deprimido precisa de ajuda profissional e também suporte e apoio dos amigos e familiares. O senso comum também associa a depressão imediatamente ao suicida, mesmo que por vezes, não haja intenção suicida por parte do deprimido. Muita gente associa a depressão a uma “personalidade fraca”. O deprimido, no senso comum, pode ser alguém ligado a problemas espirituais, um pessimista ou alguém “mimado”, que não sabe lidar com responsabilidades da vida adulta, do cotidiano.  Por essas observações, é fácil notar o quanto o deprimido é julgado pela sua condição e o quanto as pessoas, em geral, são leigas quanto a esse tipo de distúrbio…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


PARTICIPANTES
  • Francisco Seixas @temacast
  • Igor Alcantara (igoralcantara)
  • Juliana Torres (Facebook)
  • Faísca e Fumaça – cachorrinhos da Juliana ainda sem site, Facebook e outros 🙂
FONTES 
Livros
  • Ansiedade e Depressão, prof. Dr. Wilson Ferreira de Melo
  • Depressão e Gênero: por que as mulheres deprimem mais que os homens
  • Analise Funcional de um caso Clinico de Depressão, Sobre Comportamento e Cognição. Pags 195 a 202. Vera Regina Lignelli Otero.

VEJA MAIS

FILMES SOBRE O ASSUNTO

 


VITRINE

MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Queen – Under Pressure
  • Radiohead – Creep
  • Coldplay – A Sky Full Of Stars
  • Radiohead – Fake Plastic Trees
  • Coldplay – Yellow
  • Coldplay – The Scientist
  • Coldplay – Midnight
  • Coldplay – Magic
  • Coldplay – Paradise
  • Coldplay – In My Place
  • The Smashing Pumpkins – Mellon Collie and the Infinite Sadness
  • Coldplay – Viva La Vida
  • Radiohead – No Surprise
  • Radiohead – How to disappear completely
  • Radiohead – There There
  • Aerosmith – Crazy
  • Bryan Ferry – Make you feel my love
  • Cliff Richard – We Don’t Talk Anymore
  • Kim Carnes – Bette Davis Eyes
  • Falko – Der Komissar
  • Creedence Clearwater Revival – Proud Mary
  • Deep Purple – Smoke On The Water

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Temacast #31 – Luiz Gonzaga

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Luiz Gonzaga nasceu em 13 de Dezembro de 1912, na Fazenda Caiçara, em Exu, distante 603 Km da Capital Pernambucana. Seu nome, Luiz se deve ao fato de que ele nasceu no dia de Santa Luzia. Gonzaga, seu segundo nome, foi um pedido do padre que o batizou e Nascimento, por ter nascido no mês em que Jesus nasceu.

Ele foi o segundo dos nove filhos da união do casal Januário José dos Santos e Ana Batista de Jesus (Santana), veio ao mundo dividido entre a enxada e a sanfona. Foi observando seu pai animando bailes e consertando velhas sanfonas, que despertou a curiosidade pelo instrumento. Certa vez seu pai encontrava-se na roça e sua mãe na beira do rio. O mesmo pegou uma velha sanfona e começou a tocar. Santana, que não queria que o filho trilhasse o mesmo caminho do pai, dava-lhe puxões de orelha que nada adiantavam. Luiz Gonzaga seguia em frente, acompanhando seu pai em diversos forrós, revezando-se com ele na sanfona e ganhando seus primeiros trocados. Um belo dia Januário foi pego de surpresa quando o Sr Miguelzinho, dono de um forró, pediu para que Gonzaga tocasse, este havia contratado um outro tocador que não apareceu. A salvação foi convidar o então menino Gonzaga que já havia mostrado suas habilidades no mesmo terreiro, claro que sem seus pais saberem. Foi um sucesso. E por aquelas “bandas” era conhecido por Luiz de Januário. Assim o Forró rolou solto ao longo da noite, Luiz Gonzaga sentia-se feliz, empolgado, era a primeira vez que tocava com o consentimento da mãe. Com o passar da noite, começou a sentir seus olhos arderem, a cabeça pesar, foi então que pediu para deitar na rede e de tão menino que era, ainda fez xixi enquanto dormia. Daí então passou a…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


PARTICIPANTES
FONTES 

VEJA MAIS

Filme: Chapéu de Couro (Youtube)

Filme: O Homem que Engarrafava Nuvens (Youtube)

Asa Branca- David Byrne


VITRINE

MÚSICAS DE LUIZ GONZAGA NESTE EPISÓDIO
  • Cintura fina
  • Ó véio macho
  • Nem se despediu de mim
  • Mangaratiba
  • Forró no escuro
  • Lampião falou
  • Xamego (Vira e mexe)
  • Chinelo de Rosinha (Trio Nordestino)
  • No meu pé de serra
  • Respeita Januário
  • Baião
  • Asa branca
  • A volta da Asa Branca
  • Vozes da seca
  • Juazeiro
  • Vem morena
  • Paraíba
  • Onde tu vai baião
  • Sanfona do povo
  • A vida do viajante (com Gonzaguinha)
  • A morte do vaqueiro
  • Ovo de codorna
  • Boiadeiro
  • Saudade de Pernambuco
  • Hora do adeus
  • Farinhada (com Elba Ramalho)
  • Danado de bom
  • Baião de São Sebastião
MÚSICAS DE DOMINGUINHOS NESTE EPISÓDIO
  • Eu só quero um xodó
  • Abri a porta
  • Pedras que cantam
  • Isso aqui tá bom demais
  • Depois da derradeira / Nem me deu bola
  • Riso cristalino
  • Eu me lembro

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DESCULPEM NOSSA FALHA!

No episódio é dito que o bairro Guaianazes de São Paulo tem aproximadamente 4 milhões de habitantes quando na verdade esta é a população estimada de toda a Zona Leste da capital paulista. O Bairro de Guianazes tem uma população aproximada de 400.000 habitantes que é 10 vezes maior do que a de Arco Verde, cidade natal do Thiago Miro, citado no cast!


Temacast Especial – Dia do Podcast

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Dia do Podcast: Hoje, 21 de outubro de 2015, estamos comemorando o segundo ano do #DiaDoPodcast. Com a intenção de promover a data e a mídia podcast, gravamos um papo informal falando sobre o assunto.

No dia 30 de Setembro de 2014 foi comemorado o primeiro #PodcastDay nos Estados Unidos. Essa ação foi criada pelo podcaster americano Steve Lee (Netcast Studio) e visa propagar a mídia para o mundo inteiro, atingir o máximo de pessoas possível. Em apenas um ano de existência, o PodcastDay conseguiu um alcance muito maior do que eles mesmo esperavam e já está em desenvolvimento o International #PodcastDay para 2015.

Saiba mais…


PARTICIPANTES

VEJA MAIS

O que é Podcast

História do Podcast

#DiadoPodcast


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Temacast #30 – California

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California:

Está localizada na costa oeste dos Estados Unidos e é banhada pelo Oceano Pacífico. Pode não parecer, já que se você olhar no mapa o estado é só uma tripinha, mas ele é o terceiro maior estado americano em área, ficando atrás do Alasca e do Texas. Em riqueza, ela está em primeiro lugar no país e é bem mais rica do que muitos países. O estado tem um produto interno bruto de 2.2 Trilhões de dólares por ano, o que equivale a 13% de todos os Estados Unidos e é maior que o PIB de quase todos os países do mundo, com exceção de 7: o próprio Estados Unidos, a China, o Japão, a Alemanha, a França, o Reino Unido e o Brasil. E essa lista vai mudar, porque acredita-se que já neste ano de 2015 supere o PIB do Brasil. Hoje o nosso PIB e o PIB da California é praticamente o mesmo.

Pois é, isso quer dizer que ela é mais rica que a Itália, Rússia, Espanha e vários outros “ban ban bans” por aí.
Falando sobre as regiões da California, resumidamente nós temos o Norte da California, onde fica San Francisco, todo o famoso Vale do Silício e a capital do estado, Sacramento e temos o Sul da California onde fica a segunda maior cidade dos EUA, Los Angeles e tem também San Diego, já na fronteira com o México. Essas são as principais cidades do estado: Los Angeles, San Francisco, San Diego e Sacramento. No quesito populacional, ela também é o estado mais populoso dos EUA, com 38 milhões de pessoas, tem 8 cidades dentre as mais populosas do país e com a segunda maior área metropolitana: Los Angeles, que tem quase 19 milhões de pessoas.

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


PARTICIPANTES
FONTES 

VEJA MAIS

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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Dead Kennedys – California Über Alles
  • Led Zeppelin – Going to California
  • Ray Conniff – It Never Rains In California
  • Harpo – San Francisco night
  • Maroon 5 – Leaving California
  • Chuck Berry – California
  • Billy Scott – The Prophets ‘California’
  • Counting Crows – Los Angeles
  • Lenny Kravitz – California
  • Manfred Mann’s Earth Band – California
  • Eagles – Hotel California
  • Roy Orbison – California Blue
  • Ennio Morricone – A Fistful Of Dollars
  • Ennio Morricone – The Good, The Bad and The Ugly
  • The Mamas & The Papas – California Dreamin’
  • Scott McKenzie – If You’re Going To San Francisco
  • U2 – California (There Is No End To Love)
  • Marlena Shaw   California Soul
  • Beach Boys – California Girls
  • Soul Kid – We got more bounce in California
  • Red Hot Chilli Peppers – Californication
  • The Adicts – California
  • Rosa Maria – California Dreamin’
  • Chris Isaak – San Francisco Days
  • Pet Shop Boys – Go West
  • Stereophonics – Have a Nice Day

 


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Temacast #29 – Guerra de Farrapos

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Guerra de Farrapos –

Também é chamada de Revolução Farroupilha ou Decênio Heróico, foi um movimento que eclodiu no Rio Grande do Sul e configurou-se, na mais longa revolta brasileira. Durou 10 anos (1835 – 1845) e foi liderada pela classe dominante gaúcha, formada por fazendeiros de gado, que usou as camadas pobres da população como massa de apoio no processo de luta. O Rio Grande do Sul, estava esgotado pela sequência de guerras, a última das quais tinha sido a campanha da Cisplatina, com as estâncias e charqueadas produzindo pouco, com os rebanhos esgotados e sem que o império brasileiro pagasse as indenizações de guerra, apesar de enriquecer com as exportações de café e açúcar do centro do País. Os impostos sobre o gado em pé e sobre a arroba de charque – principais produtos da Província – eram escorchantes. Todos os produtos da pecuária pagavam dízimo. Cada arroba exportada pagava 600 réis de taxa e cada légua de campo pagava 100 mil réis de imposto anual. O pior porém é que o centro do Brasil preferia comprar o charque platino ao invés do rio-grandense que era produzido pelo braço escravo das charqueadas e, portanto, caro. O charque uruguaio ou argentino, fruto do braço assalariado nos intervalos das infindáveis guerras e revoluções do Prata, era vendido no Rio de Janeiro e São Paulo bem mais barato que o charque rio-grandense.
Não se deve nessa época falar em contrabando, porque a fronteira sul do Rio Grande era indefinida. Até bem pouco a Cisplatina era província do império e muitos estancieiros brasileiros ou orientais tinham campos no Uruguai e também no Rio Grande, sendo impossível dizer onde terminava o Brasil e onde começava a República Oriental do Uruguai – em organização.

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


PARTICIPANTES
FONTES 

VEJA MAIS

Vídeo sobre o assunto

Ata de Sessão da Loja Maçônica que deu início ao movimento (fonte)

Aos dezoito dias do mês de setembro de 1835 E:. V:. e 5835 V:. L:., reunidos em sua sede, sito à Rua da Igreja, nº 67, em lugar Claríssimo, Forte e Terrível aos tiranos, situado abaixo da abóbada celeste do Zenith, aos 30º sul e 5º de latitude da América Brasileira, ao Vale de Porto Alegre, Província de São Pedro do Rio Grande, nas dependências do Gabinete de Leituras onde funciona a Loj:. Maç:. Philantropia e Liberdade, com o fim de, especificamente, traçarem as metas finais para o início do movimento revolucionário com que seus integrantes pretendem resgatar os brios, os direitos e dignidade do povo Riograndense. A sessão foi aberta pelo Ven:. Mestre, Ir:. Bento Gonçalves da Silva. Registre-se, a bem da verdade, ainda as presenças dos IIr:. José Mariano de Mattos, ex- Ven:., José Gomes de Vasconcellos Jardim, Pedro Boticário, Vicente da Fontoura, Paulino da Fontoura, Antônio de Souza Neto e Domingos José de Almeida, o qual serviu como secretário e lavrou a presente ata. Logo de início o Ven:. Mestre, depois de tecer breves considerações sobre os motivos da presente reunião, de caráter extraordinário, informou a seus pares que o movimento estava prestes a ser desencadeado. A data escolhida é o dia vinte de setembro do corrente, isto é, depois de amanhã. Nesta data, todos nós, em nome do Rio Grande do Sul, nos levantaremos em luta contra o imperialismo que reina no país. Na ocasião, ficou acertada a tomada da capital da província pelas tropas dos IIr:. Vasconcellos Jardim e Onofre Pires, que deverão se deslocar desde a localidade de Pedras Brancas, quando avisados. Tanto Vasconcellos Jardim como Onofre Pires, ao serem informados, responderam que estariam a postos, aguardando o momento para agirem. Também se fez ouvir o nobre Ir:. Vicente da Fontoura, que sugeriu o máximo cuidado, pois certamente, o Presidente Braga seria avisado do movimento. O Tronco de Beneficência fez a sua circulação e rendeu a medalha cunhada de 421$000, contados pelo Ir:. Tes:. Pedro Boticário. Por proposição do Ir:. José Mariano de Mattos, o Tronco de Beneficência foi destinado à compra de uma Carta da Alforria de um escravo de meia idade, no valor de 350$000, proposta aceita por unanimidade. Foi realizada poderosa Cadeia de União, que pela justiça e grandeza da causa, pois em nome do povo Riograndense, lutariam pela Liberdade, Igualdade e Humanidade, pediam a força e a proteção do G:. A:. D:. U:. para todos os IIr:. e seus companheiros que iriam participar das contendas. Já eram altas horas da madrugada quando os trabalhos foram encerrados, afirmando o Ven:. Mestre que todos deveriam confiar nas LL:. do G:. A:. D:. U:. e, como ninguém mais quisesse fazer uso da palavra, foram encerrados os trabalhos, do que eu, Domingos José de Almeida, Secretário, tracei o presente Balaústre, a fim de que a história, através dos tempos, possa registrar que um grupo de maçons, homens livres e de bons costumes, empenhou-se com o risco da própria vida, em restabelecer o reconhecimento dos direitos desta abençoada terra, berço de grandes homens, localizada no extremo sul de nossa querida Pátria. Oriente de Porto Alegre, aos dezoito dias do mês de setembro de 1835 da E:. V:., 18º dia do sexto mês, Tirsi, da V:. L:. do ano de 5835.|Ir Domingos José de Almeida – Secretário


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OBRA LITERÁRIA NACIONAL BUSCA APOIO NO CATARSE

capa_kalciferumEm Kalciferum, Rafael precisa aprender que o mundo é cheio de demônios.
Rafael começa em seu novo emprego, porém descobre que um de seus colegas de trabalho é um demônio.

É nesse mundo, com criaturas fantásticas e assustadoras, que o terror nacional Kalciferum se passa.

O projeto começou em 2011 e o autor, Andrei Fernandes sempre se interessou por todo tipo de obra literária relacionada ao oculto. As HQs obscuras de Neil Gaiman, Alan Moore e Mike Mignola influenciaram muito o trabalho do designer e contista.

Aos fãs do gênero são oferecidas recompensas no Catarse. Pôsteres, um tarô especial com as ilustrações únicas do livro e até mesmo estatuetas exclusivas de edição limitada serão oferecidas àqueles que mais colaborarem com o projeto.

Para auxiliar esse projeto nacional, confira a página no catarse  (a campanha entra dia 8/10) ou acesse o site oficial do livro http://kalciferum.com.br/.


MÚSICAS DESTE EPISÓDIO

■ Hino República Rio Grandense
■ Grupo Caverá  – Gaudêncio Sete luas
■ Allex  – Estrela Guria
■ Raul Ellwanger – Pealo de Sangue
■ Os Serranos – Baile da Mariquinha
■ Allex – Recuerdos da 28
■ Leopoldo Rassier – Cordas de Espinho
■ Victor Hugo – Vento Negro
■ José Claudio Machado – Quando Sopra o Minuano
■ Noel Guarany – Romance do Pala Véio
■ Daniel Torres – Canto Alegretense
■ Os Farrapos – Me Comparando ao Rio Grande
■ Leopoldo Rassier – Veterano
■ Grupo Caverá – Os Homens de Preto
■ Victor Hugo – Desgarrados
■ Renato Borghetti – Milonga Para as Missões
■ Allex – Esquilador
■ Dante Rámon Ledesma – América Latina
■ Allex – Cantiga de Rio e Remo
■ Leopoldo Rassier – Não Podemo se entregá pros Home
■ Leopoldo Rassie – Entardecer
■ Os Serranos – É disso que o velho gosta
■ Isabela Fogaça – Porto Alegre é demais
■ Kleiton & Kledir – Fonte da saudade
■ Kleiton & Kledir – Maria fumaça
■ Kleiton & Kledir – Deu pra ti
■ Kleiton & Kledir – Tô que tô
■ Kleiton & Kledir – Nem pensar


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Robert Evans


 

Conto de Priscila Guerrero

Robert Evans

O nome desta cidade pouco importa. Basta saber que era pequena, castigada pelo sol, possuía uma rua principal, com suas lojas feitas de madeira, algo simples e rústico. Havia uma fonte de água, onde os moradores e viajantes podiam amarrar seus cavalos, para que estes pudessem descansar das longas viagens cruzando o Arizona.

A vida seguia devagar, aquele ano de 1890 custava a passar. Cada viajante que chegava era bem recebido pela população, que com ele buscava novidades e notícias do governo. Aquele lugar era realmente esquecido, largado e só se parava ali, porque não havia melhor opção naquela região.

Robert Evans estava cuidando de seus afazeres no armazém. Limpava as prateleiras, empilhava alguns produtos que haviam acabado de chegar de uma fazenda próxima. Limpava algumas garrafas de ‘Whiskey John John’, o menos ruim daquela região, segundo seu produtor, o velho e gordo senhor John Parker.

“Robert, que diabos de lugar você se meteu?” — pensava consigo enquanto arrumava os sacos de feijão na entrada da loja para tomarem sol e não mofarem.

Esticou as costas, bateu a poeira de seu avental, se espreguiçou e olhou para frente. Viu que as pessoas da rua estavam atônitas e olhavam para o alto. Sem entender nada, foi para junto delas e olhou também.

Além do sol daquela manhã, de algumas nuvens e de algumas poucas aves que vez ou outra rondavam o matadouro do William Foster, havia algo a mais. Algo que não se encaixava com o cenário. Um objeto flutuava no céu daquela cidade e todos os seus moradores estavam pasmos, tentando entender o que era aquilo.

O objeto era grande, uma grande esfera metálica, reluzia ao sol e parecia contemplar aquela população, que aos poucos, começava a ter alguma reação diante de algo tão surreal.

— É DEUS! É o Juízo Final!! — choramingou a velha senhora Duncan, viúva, gordinha e que já estava de joelhos se pondo a orar e implorar por misericórdia.

— Deve ser um truque dos malditos moleques ruivos do Smith! — bradou Robin Thompson, ferreiro da cidade, que se irritava com essa família desde que os garotos quase atearam fogo em seu estabelecimento há dois invernos.

Robert não conseguia dizer nada. Olhava para o céu. E ficou lá, parado, olhando apenas. Aquela esfera, por sua vez, também estava parada. Algumas pessoas correram e se fecharam em suas casas, alguém retirou a senhora Duncan do chão e a levou para a igreja. Afinal de contas, lá era o local para rezar. Até mesmo Robin se cansou de reclamar e foi tomar uns tragos no bar antes que o dono fechasse as portas do lugar.

Evans estava lá parado. Apenas olhava para cima. Seu corpo magro, alto e queimado pelo sol daquele lugar não se movia. O vento soprava por seus cabelos castanhos. A esfera estava no céu, refletindo a luz solar.

As pessoas tentavam espiar pelas frestas e janelas, mas não tinham coragem de ir lá fora. Robert coçou a barba, arrumou os cabelos, retirou o avental e jogou-o longe. Caminhou em direção àquela esfera, cansou-se de esperar.

Aproximou-se cada vez mais, o ar ficava pesado. Robert respirava com dificuldade, seus passos pareciam pesados. Chegou o mais perto que pode. Olhou para o alto. A esfera estava acima de sua cabeça a uns 8 metros de altura, que equivalia à altura da caixa d’água da cidade.

Subitamente, na superfície metálica da esfera surgiu um ponto negro. Aos poucos foi ampliando seu tamanho até tornar-se uma abertura circular. Nenhum som era emitido nesse processo.

Robert coçou a barba novamente e pensou: “Mal consigo respirar. Que diabos!”

Uma figura pálida surge naquele buraco. Com olhos amarelos, fita Robert. Um sorriso macabro se abre. O homem olha, quase sem piscar para aquela criatura. Algo começa erguê-lo. Não havia luz alguma além da solar. Nenhum som além da respiração dele, cada vez mais ofegante. Subiu para aquele buraco.

As pessoas da cidade, viam a cena sem entender nada, apavoradas com aquele homem levitando, como num show de mágicas e truques baratos. Ninguém tinha coragem de sair, pelo contrário, reforçam as portas e janelas com o que podiam. Estavam tomados pelo pânico. Aquilo não podia ser algo bom.

Entrou na esfera. A criatura pálida o olhava com seus grandes olhos amarelos e seu sorriso macabro mostrava todos seus dentes, pontiagudos, como dentes de tubarão.

De repente, um barulho estranho:

TRIIIM!! TRIIIM!!! TRIIIM!!!!

Robert sente seu corpo cair, a criatura desaparece, tudo some.

Estava em seu quarto de hotel no Arizona. Acordou com falta de ar. Olhou ao redor, não reconhecia nada. O barulho continuava. Olhou para o lado, no criado mudo, aquele aparelho. O telefone toca incessante.

‘Robert’ atende e uma voz lhe diz gentilmente:

— “São 7 horas da manhã, Senhor Jones. Deseja seu café no quarto ou no saguão?”

— “Er… ham…” — titubeou um pouco e por fim respondeu: “no saguão, descerei em meia hora, obrigado.” Desligou o aparelho. Olhou-o uns instantes, tentando entender o que estava acontecendo.

Levantou-se, olhou-se no espelho. Foi ao banheiro, escovou os dentes, tomou um banho, vestiu-se. Penteou seus longos cabelos ruivos e sua barba igualmente ruiva. “É, preciso dar um jeito nessa barba, está desgrenhada. Pareço meu velho tio irlandês.” — pensou consigo mesmo.

Antes de sair, pegou o jornal que o serviço de quarto do hotel já deixara por baixo da porta. Procurou pela data, aliviado leu: “seis de agosto de mil novecentos e setenta e quatro.”

Saiu, trancou a porta. Pegou o elevador e desceu para o café no saguão.

Dentro de seu quarto, atrás de uma das grossas cortinas, uma criatura de olhos amarelos dá um passo para o lado e surge.

Olha para a cama desfeita, o banheiro desarrumado, pega o telefone, disca o número 555 e simplesmente diz:

“Perfeito.”

Abre seu sorriso macabro, deita-se na cama desarrumada e desaparece em seguida.


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Temacast #28 – Os irmãos Grimm

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Os Irmãos Grimm: No final do século XVIII em Hanau, na Alemanha nascem, respectivamente em 1785 e um ano depois, Jacob e Wilhelm, filhos de um advogado que morreria quando os irmãos ainda eram muito jovens. Sem recursos e com uma mãe para sustentar, Jacob e Wilhem aceitam a oferta de uma tia para custear seus estudos de Direto na universidade de Kassel, onde ambos formaram-se com sucesso.
Já trabalhando em sua área de formação, Jacob Grimm aprende com Friedrich Von Savigny como se dedicar às pesquisas e fica apaixonado pelo conhecimento; sobretudo filologia, o estudo das linguagens. Esta paixão era também compartilhada por Wilhelm e os estudos de ambos abrangiam não só a linguagem, mas também História, a própria Alemanha, a Idade Média e a Humanidade. Buscando ter mais tempo para dedicarem-se às suas pesquisas, os irmãos Grimm conseguem ocupações que lhes rendiam mais horas para seus interesses pessoais – com este tempo, Jacob e Wilhem dão inicio a um tratado sobre a Língua Germânica, desenvolvendo uma teoria que ganharia seu sobrenome.
Todos os estudos dos irmãos Grimm eram iniciados do zero, sem apoio de pesquisas anteriores, guias, dicionários ou estudos de palavras – a dedicação dos irmãos era notável. Contudo, era mais notável o progresso de Jacob, que era melhor estudioso ao passo que Wilhelm mostrava-se melhor escritor. Usando o que cada um tinha de melhor para contribuir com suas obras, o trabalho dos Grimm mostrava bastante coeso.
Quanto às suas personalidades, os irmãos Grimm mostravam-se particularmente germânicos: pouco senso de humor e uma certa tendência para o romântico. Jacob admitira mais tarde que, mesmo já adulto, a mera menção a algo “misterioso” o deixava entusiasmado. Mas também nutriam apreço pelas coisas simples do campo…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


PARTICIPANTES
LINKS 

VEJA MAIS

Link para 200 contos dos irmãos Grimm


VITRINE

MÚSICAS DESTE EPISÓDIO

■ Walt Disney Pictures – Best Soundtracks (YouTube)

■ 1 Hour of Elves, Fairies, and Merfolk Music  (YouTube)

■ David Bowie – Opening Titles (do filme O Labirinto)

■ David Bowie – As the World Falls Down (do filme O Labirinto)

■ David Bowie – Underground (do filme O Labirinto)

■ Simon And Garfunkel – Mrs Robinson

■ Michael Jackson –  Rock With You

■ Pet Shop Boys – Domino Dancing


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Temacast #27 – Guerra da Cisplatina

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– Guerra da Cisplatina –

Ocorreu entre os anos de 1825 a 1828 e envolveu o Império do Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata (Argentina). A batalha foi uma disputa pela posse da então Colônia do Sacramento  – atual Uruguai. A área era considerada estratégica, pois era de grande domínio fluvial, com acesso aos rios Paraná e Paraguai e via de transporte da prata andina. A região onde se situa atualmente o Uruguai foi inicialmente colonizada por Portugal, em 1679. Os portugueses fundaram a Vila de Sacramento, e por quase cem anos a região permaneceu praticamente em suas mãos. Esta colônia mais ao sul da América portuguesa era importante, pois, controlando o estuário do Prata seria possível manter a comunicação com os regiões interiores que hoje formam o Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (preocupação esta que os brasileiros iriam herdar e que viria a resultar mais tarde na Guerra do Paraguai). Em 1817, toda a região, denominada Banda Oriental (da região do Prata), foi reconquistada pelos portugueses por ordem de João VI e renomeada Cisplatina (que significa literalmente “este lado do Prata”).

Esta província era povoada tanto por castelhanos, como por portugueses e também por seus descendentes, resultando numa amálgama cultural que dificultava o surgimento de uma identidade própria para seus habitantes. A província aceitou fazer parte do Império do Brasil, inclusive enviando deputados para a Constituinte de 1823 (e antes mesmo para as Cortes em 1822). Só que, trinta e dois nativos da província liderados por Juan Antonio Lavalleja revoltaram-se contra o Brasil e declaram a união da Cisplatina com as Províncias Unidas do Rio da Prata (futura Argentina).

Essa insurreição fora possível graças à colaboração material e financeira por parte das Províncias Unidas. Esse atentado contra a soberania brasileira por parte de uma nação estrangeira foi revidada por uma declaração formal de guerra em 10 de dezembro de 1825. Apesar de deter um exército com mais de 26 mil homens e uma poderosa marinha de guerra (em comparação com seu adversário), o Brasil foi incapaz de derrotar as forças rebeldes da Cisplatina e as tropas das Províncias Unidas. PRIMEIRA DERROTA DO BRASIL PARA A ARGENTINA e nem tinha ainda o Messi ou Maradona.

Já no campo militar, as tropas brasileiras, preparadas para batalhas convencionais, eram incapazes de fazer frente às tropas argentinas que utilizavam táticas que atualmente seriam consideradas de guerrilha. O Exército Brasileiro manteve sua presença nas cidades e vilas da Cisplatina, mas não encontrava maneiras de desferir um golpe certeiro no inimigo que preferia atuar de maneira inconsistente na região rural...

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


PARTICIPANTES
FONTES 

GANHADORES DOS LIVROS

Através da hashtag AniversarioTemacast: Nelson Imbulseiro

Através do comentário no episódio de aniversário: Gabriele Tschá

Ambos deverão entrar em contato com o Temacast para informar dados para a entrega dos livros através do email temacast@temacast.com.br ou pelo Facebook através de MP diretamente com o Igor Alcantara


VITRINE

MÚSICAS DESTE EPISÓDIO

■ Bajofondo Tango Club – Pa’ Bailar (featuring Ryota Komatsu)

■ 1 Hour Most Epic Battle Music Collection (via YouTube)

■ Bedrock – Beautiful Strange

■ Rodrigo Amarante – Tuyo

■ Bajofondo Tango Club – Cristal

■ Pat & Mick – Let’s All Chant

■ The Cool Notes – Spend The Night

■ The Reynolds Girls – I’d Rather Jack

■ Blank & Jones – Desire (Ambient Mix)

 

 


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O Cachorro Branco


 

Conto de Igor alcantara

O Cachorro Branco

A Morte tem diversas faces. Quando digo Morte, note que inicio a palavra com letra maiúscula, tratamento dado aos nomes próprios. Não se trata de descuido meu. Como sabe, a Morte é uma pessoa, ou uma personificação de um conceito e um universo próprio. Não é uma pessoa como você ou como seu pai e irmãos já que possui uma natureza quase divina, mas mesmo assim tem personalidade, qualidades e defeitos, como qualquer um.

Apenas seus irmãos podem ver o verdadeiro rosto da Morte, ou Gabriel, como prefere ser chamado. Para todos os outros, ele aparece de uma forma diferente: pode ser um animal, um vulto ou mesmo um objeto. Para mim a Morte sempre surgiu na forma de um estranho e assustador cachorro branco.

Desde o momento em que você nasce, a Morte passa a acompanhar os seus passos. Por vezes, você pode vê-la, mesmo não percebendo quem ela é. É o medo do inevitável encontro final que nos faz lutar por este conceito abstrato e tolo chamado vida.

Lá estava eu naquele local distante e esquecido. Estava frio e úmido. Passei a mão sobre a barriga e ela voltou cheia de sangue. Foi quando eu o vi mais uma vez. Primeiro apenas escutei seu latido que aos poucos se tornou mais nítido e próximo. Ajoelhei-me na lama enquanto encarava o corpo esguio do cachorro branco que me encarava de forma ameaçadora. Senti que aquele seria nosso último encontro.

Quando nasci, minha mãe teve complicações no parto que quase foram fatais para mim. Ela me contou essa história em detalhes repetidas vezes. O mais intrigante era ela dizer ter visto uma pequena cadela branca passando pela sala de cirurgia enquanto os médicos se esforçavam para salvar a nós dois. Quando perguntei a ela o que sentiu durante a visão, ela me respondeu que foi o dia em que mais teve medo em toda sua vida.

A morte anda ao nosso lado o tempo todo como estradas paralelas que levam ao mesmo lugar. Um dia, esses caminhos se encontram e nunca mais se separam. Este momento pode chegar quando você menos espera. Talvez você nem consiga terminar de ler este parágrafo, ou mesmo não veja o sol nascer amanhã. Só existe uma certeza: quando a hora se aproximar, Ele vai te olhar diretamente nos olhos.

Aos meus quinze anos de idade, as duas alamedas quase se cruzaram. Eu andava por uma rua escura quando já passava da meia-noite. Ouvi alguém atrás de mim e acelerei meu passo para evitar o encontro. O andar apressado logo se tornou uma corrida, mas não houve como evitar: ele me encontrou.

Era uma pessoa com aproximadamente quarenta anos de idade e tinha uma pequena faca em suas mãos. Pediu que eu lhe entregasse todo o meu dinheiro, mas eu não tinha nada nos bolsos e era por isso que voltava para casa a pé. Fui a uma festa contando com uma carona para regressar, mas o amigo que me traria de volta não foi e eu não havia me planejado para esta possibilidade.

O ladrão irritou-se por ter perdido tempo comigo e anunciou que iria me matar. Foi quando olhei a mão que segurava sua faca e vi uma tatuagem. Era o rosto de um cão. O meu olhar repentino distraiu meu agressor, que achou que eu olhava para algo atrás dele. Por instinto, ele virou de costas e foi minha chance de escapar. Dei-lhe um chute certeiro no joelho que o fez cair e depois um em sua virilha para deixa-lo sem ação enquanto eu fugia assustado.

Deve ser por isso que eu nunca gostei de cachorros. Sempre me deram medo. Quando criança, enquanto todos meus amigos tinham um destes animais de estimação, eu tinha um gato. Era obrigado a ouvir piadas por causa disso, mas nunca me incomodei. Felinos pareciam me trazer sorte, protegendo-me das ameaças que volta e meia rondavam meu caminho. Por muito tempo, achei que se evitasse aquela figura branca e ameaçadora, eu estaria a salvo. Foi até que um evento, aos meus vinte e três anos de idade, mudou tudo.

Estávamos em quatro pessoas: eu ao volante do carro e minha bela namorada ao meu lado e atrás dois amigos muito queridos. Era uma agradável manhã de sábado. Descíamos pela serra em direção ao litoral para aproveitarmos o fim-de-semana na casa de praia de um dos que estavam conosco. 0 som alto tocava uma música que falava de um jovem inocente que prometia que no dia seguinte seguiria o sol, em um sinal de esperança de dias melhores. Sentimento esse compartilhado por todos, mas que me seria arrancado minutos depois.

Após uma curva um pouco mais acentuada, vi surgir no meio da estrada um enorme cão de pelo esbranquiçado, parado como se não temesse a nada. Assustado, virei o volante bruscamente e perdi o controle do carro que capotou seguidas vezes por uma encosta. Fiquei dias no hospital entre a vida e a morte, inconsciente. Durante esse período, eu apenas tive sonhos estranhos. Em um desses, um senhor com terno e sobretudo chegava a um velório com um cachorro preso à coleira. Ele olhava para cada um e se dirigia ao caixão, onde estava eu, deitado, morto, mas de olhos abertos. Este senhor beijava a minha testa e me levava a passear.

Em outro pesadelo, eu ainda era criança e brincava junto a uma matilha de filhotes de lobos, sendo observado pelo líder da matilha, que estava em pé sobre uma rocha alta. Os pequenos lambiam meu rosto e pulavam em cima de mim e eu parecia gostar daquilo. 0 problema é que os sonhos são como a vida: instáveis.
De repente, os filhotes começam a dar pequenas mordidas em mim, o que no começo ignorei por achar ser parte da brincadeira. No entanto, eles passaram a se tornar mais agressivos e as mordidas eram mais intensas e os grunhidos se converteram em rosnados e latidos de ameaças. Tentei fugir, mas estava cercado. Já o lobo alfa, o chefe de todos, apenas olhava, sem demonstrar qualquer emoção.

Quando saí do coma, quis saber sobre os que estavam comigo. Para minha tristeza, minha namorada não resistiu aos ferimentos e morreu antes mesmo de chegar ao hospital. Conversando com os amigos que sofreram o acidente conosco, eles afirmaram que não havia cachorro algum cruzando a estrada. Disseram que eu simplesmente perdi o controle do carro sem motivo aparente. Por várias vezes tentei convencer a todos que minha visão era real, que eu não estava louco, mas para evitar os olhares de condenação, acabei por desistir de minha falida argumentação.

Quando nascemos, a morte passa a nos acompanhar, mas ela não caminha sozinha conosco. Se o cachorro branco andava do meu lado esquerdo, ao direito eu sentia a sombra do inseparável corvo da culpa. Este sentimento me fez diversas vezes assumir a responsabilidades de ações a respeito das quais eu não tinha sido causador. Depois do acidente que vitimou minha namorada, isso aumentou. Eu me senti culpado pela morte dela e esta culpa andou comigo até o dia de hoje. Foi pensando nela e no que a causei que cheguei a tal situação.

Quando me sinto mal e quando a angústia é de tal dimensão que eu não consigo suportar, um dos artifícios que uso é sair para uma boa e longa caminhada, não importa o horário ou as condições climáticas. Andar me faz pensar melhor, refletir na vida e acalmar meu coração freqüentemente abalado. Hoje me senti assim. Não sei explicar o motivo, acho que foi uma série de traumas nos últimos anos que acumularam-se e que hoje chegaram ao seu nível máximo. Nada me fazia acalmar e decidi que era o momento para uma revigorante caminhada. Vesti uma calça, coloquei uma camiseta e meu tênis mais surrado e saí sem destino.

A princípio eu iria apenas dar uma volta no quarteirão, mas ao chegar ao ponto de retornar, decidi ir mais além, até ao centro comercial mais próximo e chegando lá resolvi continuar para mais longe ainda. Eu não sabia aonde queria chegar, apenas precisava  andar e pensar na vida. Quando saí de casa já passava de meia-noite e poucas pessoas circulavam pela vizinhança. No íntimo o que eu desejava era ser parado por algum criminoso que colocasse fim à minha já desgastada vida. Não via motivos para acreditar em um futuro melhor e a caminhada representava a luta e o conflito entre os dois pensamentos que me dividiam: desistir ou ainda ter esperança?

Andar sempre em frente por cerca de duas horas me levou a um famoso parque da cidade que tinha seus portões sempre abertos, mas que naquele horário era o habitat do submundo urbano. De repente senti um pouco de medo e decidi voltar, mas antes disse a mim mesmo que andaria pelo parque por apenas quinze minutos e apenas depois retornaria para casa. Quando fiz a volta para enfim sair daquele local, eu o vi mais uma vez. O grande cachorro branco. Ele estava a trinta metros de mim. Procurei não demonstrar medo e segui em frente, mas então ele passou a rosnar e latir ferozmente. Arrisquei mais alguns passos e a reação do animal foi mais feroz ainda. Eu sabia que se avançasse um metro que fosse, ele iria me atacar. Eu precisava ir embora, mas não podia enfrenta-lo.
Resolvi então pegar uma pedra que estava perto de mim e lançar contra ele de modo a afugentá-lo, mas isso só o deixou mais irritado. Dominado de uma coragem que não havia tido até então, olhei fixamente em seus olhos para mostrar que eu não iria fugir.

Este foi meu erro.
Não se deve jamais encarar a morte, olhar diretamente para ela. Ao fazer isso, nós selamos nosso destino e fazemos com que os caminhos se encontrem de modo e jamais se separarem. Senti uma dor profunda no peito e caí de joelhos. Havia sangue em minha barriga, havia sido atingido por um tiro que veio não sei de onde. A hemorragia era intensa. Minutos depois eu o via correndo em minha direção, mas agora manso como um cãozinho querido a me lamber.
Sempre achei que o tal animal era meu inimigo, mas naquele momento percebi que o que ele fez durante toda a minha vida foi me proteger. Desafiá-lo me fez morrer, mas não enxerguei isso como uma coisa ruim, afinal, a morte era tudo o que eu mais queria naquele momento de dor.


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“COELHOS BOTAM OVOS?”


Temacast #26 – 1º Aniversário

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– Temacast – 1º Aniversário –

Este é o nosso episódio #26 e é também quando fechamos o nosso 1º ano de atividade. Nós iremos falar sobre o hábito de se comemorar aniversários e de quebra vamos falar um pouco sobre como tudo começou e trazer vários depoimentos de amigos para celebrar conosco a data. Bom, primeiramente vamos falar sobre comemorações de aniversário. De acordo com o livro The Lore of Birthdays (“A Sabedoria dos Aniversários”, sem tradução em português), dos antropólogos americanos Ralph e Adelin Linton, aniversários merecem comemorações desde o Egito antigo, ou seja, a moda surgiu por volta de 3000 a.C. Tanto os egípcios quanto os gregos, que adotaram o costume, restringiam as comemorações apenas a seres superiores: faraós e deuses. Com o tempo, o hábito foi se estendendo aos mortais e contaminou também os romanos, que davam o privilégio ao imperador, a sua família e aos senadores. Nos primórdios do cristianismo, o costume foi abolido por causa das suas origens pagãs. Foi só no século IV que a Igreja começou a celebrar o nascimento de Cristo, o Natal. Daí, ressurgiu o hábito de festejar aniversários e pouco a pouco foram surgindo as peças simbólicas: o bolo, as velinhas, o “parabéns a você”…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


PARTICIPANTES
DEPOIMENTOS 

VITRINE

CONCURSOS PARA GANHAR LIVROS

1 – Através da hashtag #AniversarioTemacast

O ouvinte deverá escolher o episódio do Temacast que ele mais gostou e compartilhar o link nas redes sociais Twitter e/ou Facebook e utilizar a hashtag #AniversarioTemacast. (ATENÇÃO: Compartilhamentos no Grupo Saiba Mais do Temacast não serão computados)

Período: entre 15/08/2015 e 30/08/2015.

Será entregue 1 (um) livro do Igor Alcantara a ser escolhido pelo ganhador dentre os 5 que ele já publicou.

■ O ganhador será aquele cujo post for o mais curtido nas redes sociais. As redes sociais participantes são Facebook e Twitter apenas. As curtidas de uma rede não se somam à de outra, são contadas como participações separadas.

Caso haja empate entre dois ou mais ouvintes será feito um sorteio.

2 – Através de comentário neste episódio

O ouvinte deverá escrever um comentário NESTE episódio dizendo o que o Temacast representa para você, o que ele acrescentou na sua rotina ou que tipo de mudança causou. Enfim, dizer qual é a sua relação com o Temacast.

Período: entre 15/08/2015 e 30/08/2015

Será entregue 1 (um) livro do Igor Alcantara a ser escolhido pelo ganhador dentre os 5 que ele já publicou.

■ O ganhador será aquele que receber melhor avaliação pela equipe do Temacast.

livros-igor


MÚSICAS DESTE EPISÓDIO

■ Parabéns da Galinha Pintadinha

■ Katy Perry – Birthday

■ Miley Cyrus – We Can’t Stop

■ Flo Rida – Let It Roll

■ Katy Perry – This Is How We Do

■ John Newman – Love Me Again

■ Bruno Mars – Locked Out of Heaven

■ Astor Piazzola – Adios Nonino

■ The Doobie Brothers – Long Train Runnin’

■ The Doors – The Changeling

■ The Beatles – Birthday

■ Israel Kamakawiwo’ole – Over The Rainbow  What A Wonderful World

■ Phil Collins – Colours

■ Creedence Clearwater Revival – Proud Mary

■ Kim Carnes – Bette Davis Eyes

■ Akon –  Beautiful

■ Jane Birkin & Serge Gainsbourg – Je T’aime…  Moi Non Plus

■ Al Green – Sha – La – La (Make Me Happy)

■ Oingo Boingo –  Just Another Day

■ Pet Shop Boys – It’s A Sin

■ Queen – The Show Must Go On

■ Sade – The Moon and the Sky

■ Scorpions – When The Smoke Going Down

■ Simply Red – Sunrise

■ Will to Power –  I’m Not In Love


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Temacast #25 – Intolerância

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– Intolerância (A era dos extremos) –

A Intolerância é o nome dado quando falta a uma pessoa ou a um grupo o seu oposto: a tolerância. Tolerância é uma palavra derivada do latim Tolerare que significa “suportar” ou “aceitar” e está relacionada ao grau de aceitação diante de um elemento contrário a uma regra, seja ela moral, religiosa, cultural, civil ou física.
Quando dissemos grau, é isso mesmo que você entendeu. Segundo a definição do conceito, existem diferentes graus de tolerância. A pessoa pode ser completamente tolerante a algo, completamente intolerante ou parcialmente tolerante.
Um exemplo disso é a questão da intolerância de pessoas quanto à homossexualidade. Existem pessoas que são completamente tolerantes a isso e encaram como algo normal e acham que homossexuais devem ter seus direitos garantidos por lei, incluindo o direito ao casamento civil e adoção de crianças. Existem pessoas que são completamente intolerantes e que acham que a homossexualidade deve ser banida, sugerindo até uma coisa meio esdrúxula que é a chamada “cura gay”. No entanto, a maioria das pessoas possui diferentes graus de intolerância a isso. Existem aquelas que toleram a existência de homossexuais, mais não quer que eles tenham direito algum, existem aquelas que defendem o direito ao casamento civil, mas são contra a adoção, além de diversas variações desta intolerância. Então, quando a gente fala que existe intolerância de X sobre Y, não necessariamente é a intolerância total. Na maioria das vezes a intolerância é parcial. Além disso, é importante a gente dizer aqui que as pessoas acham que intolerância acontece apenas partindo do grupo que pertence à maioria contra as minorias, mas isso não é verdade. É bem comum que minorias vivam isoladas por intolerância em relação ao mundo externo. Existem diversas religiões, como os Amish por exemplo, que se encaixam neste perfil.
Outra curiosidade é que a primeira vez que a expressão Tolerância foi usada foi no século XV e designava quando uma pessoa conseguia uma permissão das autoridades religiosas para se ver livre de alguma obrigação. Por exemplo, quando um casamento era anulado. Por isso, essa palavra começou a ser usada no âmbito da religião para depois adquirir um significado mais amplo. Entretanto…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


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FONTES

 


MÚSICAS DESTE EPISÓDIO

■ Annie – Anthonio (Berlin Breakdown Version)

■ Sia – Chandelier

■ Jace Everett – Bad Things

■ Seal (Featuring Mikey Dread) – Lips Like Sugar

■ The Rolling Stones – Let It Loose

■ Harry Nilsson – Everybody’s Talkin’

■ Ryan Star – Brand new day

■ Milo Greene – What’s The Matter

■ Nouvelle Vague – In a Manner of Speaking

■ Georg Levin – Leisure Suit

■ Battleme – Hey Hey, My My

■ Bic Runga – Sway

■ Billy Paul – Thanks For Saving My Life

■ Soulful House Stephanie Cooke – What Makes The World Go Round

■ Gerry Rafferty – Baker Street

■ Pet Shop Boys – Being Boring

■ Georg Levin – (I Got) Somebody New

■ Zamfir – The Lonely Shepherd

■ La Caina – Sweet Sunset

■ Modaji ft. Jag – No Disquise

■ Afterlife – Breather 2000 (Arithunda Mix)


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Temacast #24 – Revolução Constitucionalista de 32

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– Revolução Constitucionalista de 32 –

Bem, caro ouvinte, se você escutou nosso episódio anterior sobre a Revolução de 1930, sabe que no cerne desse movimento estava o embate entre os interesses paulistas que foram sobrepostos pela vitória da Aliança Liberal, liderada principalmente pelas oligarquias de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Se você não ouviu o nosso episódio anterior, que foi o TemaCast 23, nós aconselhamos que você volte lá e dê uma escutadinha. É bom observar que a chegada ao poder de Getúlio Vargas em 30, para exercer um governo provisório, foi recebida pela população paulista com muita euforia e festas nas ruas em comemoração a mudança. O episódio anterior terminou com a subida de Getúlio Vargas ao poder no que ficou conhecido como o “Governo Provisório”. Começou ali um período que vai até 1945 e foi chamado posteriormente de “A Era Vargas”. Então, nada melhor do que começar este episódio com esse período, não é mesmo?
A Era Vargas foi um período conturbado da história republicana brasileira, com a ocorrência de alguns levantes armados contra o presidente, que comportava-se ao mesmo tempo como um ditador e como um populista. Dentre esses levantes encontra-se a Revolução Constitucionalista de 1932, que, como você sabe, é o tema que estamos abordando hoje.
O motivo inicial para esta revolução foi a oposição aos interventores nomeados por Getúlio Vargas para governar o estado de São Paulo, durante seu governo provisório. Vargas representava uma aliança de forças políticas e econômicas que se opunha justamente a essa elite cafeeira. Entretanto, desde o início de seu mandato, tentou flertar com os cafeicultores através da política de proteção à cafeicultura e à industrialização, cujo polo principal estava em São Paulo. Mas era ambígua essa política, pois poderia fortalecer novamente essa elite.

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


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FOTOS

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Cartaz MMDC

Cartaz MMDC

Cartão Postal MMDC

Cartão Postal MMDC


MÚSICAS DESTE EPISÓDIO

■ Homenagem aos heróis Paulistas na revolução de 1932

■ Paris Belfort  –  Hino 9 de Julho  MMDC

■ Hino do Estado de São Paulo

■ Scottaltham – Never Heard a Rhyme Like This Before

■ AlexBeroza – Improvisation on Friday…

■ Djlang59 – Drops of H2O ( The Filtered Water Treatment )

■ Black & Jones – Souvenir

■ Blank & Jones – After Love (Ambient Mix)

■ Caetanos Veloso – Sampa

■ São Paulo, A Sinfonia da Metrópole

■ Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo – Amanhecento

■ Adoniran Barbosa – O samba do Ernesto

■ Adoniran Barbosa – Tiro ao Álvaro

■  Adoniran Barbosa – Aguenta a mão João

■ Demônios da garôa – Isto é São Paulo


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Temacast #23 – Revolução de 30

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– Revolução de 30 –

Antes de falarmos da Revolução de 1930, precisamos falar do período que a antecedeu. Estamos falando da República Velha. Ela começou em 15 de Novembro de 1889 com a Proclamação da República e durou até 1930 quando aconteceu o momento histórico que vamos abordar neste episódio. Foram 41 anos e 13 presidentes diferentes.
Falando brevemente sobre a República Velha, o primeiro presidente foi o Marechal Deodoro da Fonseca, que proclamou a República e conquistou o mandato através do Governo Provisório.
O Governo Provisório foi responsável por acabar com a mediação da Igreja nos interesses políticos. Deodoro da Fonseca, em seu governo, separou Igreja e Estado, determinou o fim do padroado e fez com que o casamento se tornasse um registro civil obrigatório.
Em 1891, foi elaborada a Primeira Constituição da República, baseada no texto constitucional dos Estados Unidos. Dentre as principais mudanças estavam o rompimento com o sistema monárquico, a divisão dos três poderes independentes entre si (Legislativo, Executivo e Judiciário) e a alternância da presidência com eleições diretas realizadas no período de 4 anos. Todos os homens com mais de 21 anos letrados eram obrigados a votar e as províncias passaram a ser denominadas estados, obtendo mais autonomia federativa…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


PERSONAGENS DA VITRINE

Da esquerda para direita:

  • Getúlio Vargas
  • João Pessoa
  • Washington Luis
  • Júlio Prestes

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FONTES

 


MÚSICAS DESTE EPISÓDIO

■ Renato Borguetti

■ Marcus Viana – Pátria Minas

■ Tom Zé – São, São Paulo

■ Roaring Twenties – Berlin Jazz Melancoly, 1929

■ Fanny Brice  – I’d Rather Be Blue Over You, 1929

■ Demônios da garôa – Trem das onze

■ Os Serranos – É disso que o velho gosta

■  Afonso Gadelha – Baião da lua azul

■ Paulinho Pedra Azul – Só pra você

■ Suspense  Intrigue ‘ Music – Best of the Best (fonte YouTube)

■ Neto Fagundes – Canto Alegretense

■ Afonso Gadelha – O amor

■ Beto Guedes – São Paulo

■ Flávio Venturini – Beija Flor

■ Kleiton e Kledir – Maria Fumaça

■ Kleiton e Kledir – Deu pra ti

■ The Beatles – When I’m Sixty-Four

■ Alphaville – Forever Young


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Veja o ganhador do livro na leitura de emails deste episódio e no vídeo publicado no Saiba Mais!


Temacast #22 – Barão do Rio Branco

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– Barão do Rio Branco –

José Maria da Silva Paranhos Júnior, barão do Rio Branco, foi professor, político, jornalista, diplomata, historiador, advogado e biógrafo. Nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 20 de abril de 1845, e faleceu na mesma cidade, em 10 de fevereiro de 1912.
Rio Branco era filho de José Maria da Silva Paranhos, o visconde do Rio Branco. Cursou o Colégio Pedro II, a Faculdade de Direito de São Paulo, depois a de Recife. Bacharel em 1866, viajou pela Europa e, na volta, regeu a cadeira de Corografia  e História do Brasil no Imperial Colégio. É isso mesmo, eu falei Corografia que é o estudo da descrição particular de uma nação ou de uma área geográfica.
Em 1869, foi nomeado promotor público de Nova Friburgo. No mesmo ano acompanhou, como secretário da Missão Especial, o visconde do Rio Branco (seu pai) ao rio da Prata e ao Paraguai. No mesmo caráter se manteve, em 1870 e 1871, nas negociações de paz entre os membros da Tríplice Aliança e o Paraguai. Regressando ao Rio, dedicou-se ao jornalismo. Foi dirigir o jornal A Nação, juntamente com Gusmão Lobo. Em maio de 1876, Rio Branco deixava o jornalismo para aceitar o cargo de cônsul-geral do Brasil em Liverpool.
Em 1884, integrou a comissão de delegado à Exposição Internacional de São Petersburgo e, depois de proclamada a República, foi nomeado, em 1891, em substituição do conselheiro Antonio Prado, superintendente geral na Europa da emigração para o Brasil, cargo que exerceu até 1893…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


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FONTES

IMAGENS

questão de Palmas

questão do Pirara

questão do Amapá

Tratado de Petrópolis - Acre


MÚSICAS DESTE EPISÓDIO

■ Dobrado Barão do Rio Branco

■ Carlos gomes – Alvorada


CHIQUINHA GONZAGA Coleção Folhas Raizes da MPB Vol 18

■ Não insistas rapariga

■ Atraente

■ Lua branca

■ Corta-jaca

■ Yara

■ Day-break ainda não morreu

■ Plangente

■ Sonhando

■ Biónne

■ Em guarda!

■ Dança brasileira

■ Amapá

■ Lo t’amo

■ Laurita

■ Sultana


■ Louis Moreau Gottschalk – Marcha Solene Brasileira

■ Steve howe – Bachianas Brasileiras no5 (aria)

■ Yes – The Gates of Delirium (parcial)


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Temacast #21 – Beatles – Lado B – parte 2

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– Beatles – Lado B (parte 2/2) –

Voltando de sua última turnê e precisando descansar da rotina pesada e da polêmica causada pela entrevista do John, eles tiraram 7 semanas de férias, onde puderam cuidar de assuntos particulares. George Harrison foi para a Índia para melhorar sua habilidade com a Sítar, tendo aulas com o famoso Ravi Shankar. Paul e George Martin ajudaram na trilha sonora do filme “The Family Way”, dirigido pelos irmãos Boulting. John Lennon atuou no filme “How I Won the War” (Como eu Venci a Guerra) de Richard Lester e Ringo resolveu passar mais tempo com sua esposa Maureen Cox e seu filho Zak Starkey.

De todos os Beatles, o que mais gostava de ser um Beatle era Paul McCartney. George estava já querendo sair porque ele achava que não recebia o valor que merecia. John estava mais ocupado com os projetos que estava começando com a Yoko e com o ativismo pela paz e contra especificamente a Guerra do Vietnã. Já o Ringo, bom, pra ele estava tudo bem. Eles já estavam tendo inúmeros desentendimentos então Paul durante as férias ficou pensando em como fazer a banda continuar unida. Ele queria resgatar a alegria dos outros em tocar juntos.

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


PARTICIPANTES

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FONTES
FOTOS
Capa original dos Beatles - álbum Get Back

Capa original dos Beatles – álbum Get Back


MÚSICAS DESTE EPISÓDIO

■ Sgt Peppers (reprise)
■ Strawberry Fields Forever
■ When I’m Sixty-Four
■ Penny Lane
■ Within You, Without You
■ Lucy in the Sky With Diamonds
■ A Day in the Life
■ Magical Mystery Tour
■ The Fool on the Hill
■ I Am the Walrus
■ All You Need Is Love
■ The Fool on the Hill
■ Blackbird
■ Dear Prudence
■ Back in the USSR
■ Hey Jude
■ I’m so tired
■ Rocky Raccoon
■ Yellow submarine
■ Hey bulldog
■ Piggies
■ While My Guitar Gently Wheeps
■ It’s All Too Much
■ Two of us
■ Something
■ She Came in Through the Bathroom Window
■ Let it be
■ Get back
■ Across the universe
■ The end
■ It’s All Too Much
■ Because
■ Carry That Weight
■ Good night
■ Ob-La-Di, Ob-La-Da


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Temacast #20 – Beatles – Lado B – parte 1

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– Beatles – Lado B – (parte 1/2) –

No Episódio Lado A nós terminamos no momento em que os Beatles trocaram de baterista. Saía Pete Best e entrava Ringo Starr. Eles tinham acabado de assinar contrato com a Parlophone do produtor George Martin. Pois é, isso foi em Agosto de 1962 e já em Setembro daquele mesmo ano eles já voltavam ao lendário estúdio Abbey Road para a gravação de seu primeiro single.
Antes disso, ainda no final de Agosto, Cynthia Powel descobriu que estava grávida. Nós comentamos brevemente sobre ela lá no episódio anterior quando dissemos que John e Cynthia se conheceram no Liverpool College of Art e começaram a namorar. Foi neste mesmo local que ele conheceu o Stu Sutcliffe. Pois bem, às vésperas dos Beatles estourarem, John Lennon se casou com Cynthia e no ano seguinte nasceu seu primeiro filho, Julian Lennon.
Bem, mas voltando à gravação do primeiro single, vamos lembrar que um single é um disquinho com apenas uma música de cada lado. Então, por serem só apenas duas músicas, elas tem que ser muito bem escolhidas. O George Martin queria que fosse uma música própria deles e um cover, pois gravar uma música já consagrada era mais fácil.
Só que depois de John e Paul muito insistirem, ficou acertado que seriam duas músicas de autoria própria. E as músicas eram: Love me Do e PS: I Love You.
Este single foi então lançado em 11 de Setembro de 1962, mas na hora da gravação, o Ringo ficou muito nervoso e não conseguiu tocar direito. Ele ficou então tocando apenas uma percussão de fundo. Por causa disso, George Martin chamou o baterista…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


PARTICIPANTES

VEJA MAIS
  • Vídeo do Youtube onde Igor fala sobre Beatles e Please Please Me: 1 2 3 4 5
Police keeping back a crowd of young fans outside Buckingham Palace, London, as pop group the Beatles receive their MBEs.   (Photo by Central Press/Getty Images)

Police keeping back a crowd of young fans outside Buckingham Palace, London, as pop group the Beatles receive their MBEs. (Photo by Central Press/Getty Images)

FILMES

Dos próprios Beatles:

A Hard Day’s Night (1964)
Help! (1965)
Magical Mystery Tour (1967)
Yellow Submarine (1968)
Let It Be (1970)
Documentários Anthology (1996)

Outros filmes:

I Wanna Hold Your Hand – Febre de Juventude (1978)
Backbeat – Os Cinco Rapazes de Liverpool (1994)
Across the Universe (2007)
Nowhere Boy (2009)


FONTES

MÚSICAS DESTE EPISÓDIO

■ Revolution
■ Love me do
■ P.S. I love you
■ Do you want to know a secret
■ Twist and shout
■ Ask me why
■ Please please me
■ She loves you
■ Sie Liebt Dich
■ From me to you
■ Thank you girl
■ All my loving
■ Don’t bother me
■ I wanna be your man
■ A hard day’s night
■ And I love her
■ If I fell
■ Can’t buy me love
■ Till there was you
■ Eight days a week
■ Every little thing
■ Help!
■ No replay
■ Yesterday
■ I need you
■ It’s only love
■ I’ve just seen a face
■ Drive my car
■ Girl
■ In my life
■ Tomorrow never knows
■ Love you to
■ Here, There and Everywhere
■ I’m only sleeping
■ Norwegian wood (This bird has flown)
■ If I needed someone
■ Taxman
■ Eleanor Rigby
■ Yellow submarine
■ Being for the benefit of Mr. Kite
■ She’s leaving home
■ Penny Lane
■ Lucy in the sky with diamond


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GANHADOR DO SORTEIO

E o ganhador do livro foi o ouvinte MicoAngelo – RS  que nós avaliou com 5 estrelas na iTunes Store em 18/12/2014.

Deverá entrar em contato com a equipe do Temacast até dia 30 de junho para reclamar o prêmio. Caso isto não ocorra, um novo sorteio será realizado.

Parabéns MicoAngelo!

Temacast #19 – Beatles – Lado A

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– Beatles – Lado A –

Antes de começarmos falando sobre essa que é por muitos considerada a mais importante banda de rock de todos os tempos, precisamos lembrar que parte dessa história nós já comentamos lá no Temacast #12, onde abordamos a invasão de bandas inglesas ao mercado norte-americano na década de 1960. Este acontecimento ficou conhecido como “British Invasion” e fez o mundo conhecer bandas como The Who, Rolling Stones, The Kinks e muitas outras. E tudo começou com quatro garotos nascidos no interior da inglaterra: os Beatles. Então se você quiser conhecer mais sobre este período, nós recomendamos que você também escute o Temacast #12 – British Invasion.
Antes de entrar na história da banda em si, precisamos saber um pouco das pessoas por trás do mito e para isso vamos falar sobre quem eram John, Paul, George e Ringo. Depois que a banda começou a ficar famosa, a liderança foi naturalmente dividida entre John e Paul, mas no início todas as decisões importantes, incluindo o nome do grupo, eram tomadas por um garoto quase órfão chamado John Winston Lennon.

John nasceu em Liverpool em 9 de Outubro de 1940, filho de Julia Spencer e Alfred Spencer. O pai de John trabalhou na marinha mercante durante a guerra e sempre mandava dinheiro para a família, mas depois de um tempo ele deserdou e, com isso, parou de ajudar em casa.  Na prática, Júlia não era mais esposa de Alfred e ninguém sequer sabia em que lugar do mundo ele se encontrava, mas no papel eles ainda eram casados. Por isso, quando ela começou a namorar e depois a morar junto com Bobby Dykins, a família pressionou muito, pois eles consideravam que ela vivia em pecado. Depois de muito pressionada, Júlia deixou seu filho sob os cuidados de sua irmã, Mimi, que foi quem o criou de verdade. Isso aconteceu pouco antes dele completar cinco anos de idade. Neste período, ele ficava um tempo sem ver a mãe, mas de tempos em tempos passava algumas tardes com ela ou …

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


PARTICIPANTES

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FONTES
  • Igor Alcantara (conhecimento e pesquisa pessoal)
  • Outras fontes

MÚSICAS DESTE EPISÓDIO

Beatles

■  Greetings [Speech]
■  From Us to You [#]
■  I Saw Her Standing There
■  Roll over Beethoven
■  That’ll Be the Day
■  Hippy Hippy Shake
■  In Spite of All the Danger
■  Sweet Little Sixteen
■  Lend Me Your Comb
■  Your Feet’s Too Big
■  Twist and Shout
■  Mr. Moonlight
■  Julia
■  A Taste of Honey
■  Kansas City-Hey-Hey-Hey-Hey!
■  Hully Gully
■  Ask Me Why
■  Red Sails in the Sunset
■  Everybody’s Trying to Be My Baby
■  Matchbox
■  I’m Talking About You
■  Shimmy Shake
■  Long Tall Sally
■  I Remember You
■  Nothin’ Shakin’ (But the Leaves on the Trees)
■  Falling in Love Again
■  Little Sheila
■  To Know Her Is to Love Her
■  Money (1962) by the Beatles with Pete Best
■  My Bonnie – With Tony Sheridan
■  Anna (Go to Him)
■  The Quarrymen – Maggie Mae
■  John Lennon – Mother
■  George Harrison – Isn’t It a Pity
■  Paul McCartney – And I Love Her
■  Paul McCartney – My Love
■  The Hollies – I’m Down
■  The Hollies – Long Cool Woman In A Black Dress
■  The Hollies – The Air That I Breathe


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Temacast #18 – Guerra de Canudos

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– Guerra de Canudos –

Guerra de Canudos, ou Campanha de Canudos, foi o confronto entre o Exército Brasileiro e os integrantes de um movimento popular de fundo sócio-religioso liderado por Antônio Conselheiro, que durou de 1896 a 1897, então na comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia, no nordeste do Brasil. O governo da Bahia, com apoio dos latifundiários, não concordavam com o fato dos habitantes de Canudos não pagarem impostos e viverem sem seguir as leis estabelecidas. Afirmavam também que Antônio Conselheiro defendia a volta da Monarquia.

Por outro lado, Antônio Conselheiro defendia o fim da cobrança dos impostos e era contrário ao casamento civil. Ele afirmava ser um enviado de Deus que deveria liderar o movimento contra as diferenças e injustiças sociais. Era também um crítico do sistema republicano e como ele funcionava no período…

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FOTOS DA ÉPOCA
Os prisioneiros de Canudos - foto de Flávio Barros - 1897

Os prisioneiros de Canudos – foto de Flávio de Barros – 1897

Vista geral de Canudos - foto Flávio de Barros

Vista geral de Canudos – foto Flávio de Barros

Soldados e um conselheirista ao centro - Foto de Flávio de Barroa

Soldados e um conselheirista ao centro que seria degolado em seguida – Foto de Flávio de Barros – 1897

Corpo de Antônio Conselheiro morto - Foto de Flávio de Barros

Corpo de Antônio Conselheiro morto – Foto de Flávio de Barros – 1897


MÚSICAS DESTE EPISÓDIO

■ Edu Lobo – Canudos
■ Meyson – Cordel para Conselheiro
■ Daniel Zanna – Canudos
■ Raimundo Fagner – Antonio Conselheiro
■ Grupo ECCO – Sobradinho
■ Chico Pottier – Guerra de Canudos
■ Chico Mário – Guerra de Canudos
■ Quinteto Amorial – Zabumba Lanceada
■ Fábio Paes – Salve Canudos
■ Trio Nordestino – Antonio Conselheiro
■ Fernanda Takai – Diz que fui por aí
■ Gal Costa – Meu bem, meu mal
■ Maria Bethania – Brincar de viver
■ Tim Maia – Não vou ficar
■ Tribalistas – Carnavália
■ Cássia Eller – O segundo sol

Temacast #17 – Inveja e solidão

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– Inveja e solidão –

Inveja, palavra proveniente do latim invidia, (olhar com malícia, de olhar mal, de mau-olhado. Aliás, na Itália meridional, tirar o mau-olhado significa expulsar a inveja) ou seja, inveja significa o desejo de obter algo que outra pessoa possui e que você não tem. Representa a tristeza ou o pesar pelo bem alheio. Invejar também tem a regra de que se eu não tenho o que o outro tem, quero destruir o que o outro tem e o próprio outro, inclusive. Na Índia budista a inveja é considerada a fusão do ciúme com cobiça, pois ambos sentimentos bloqueiam o caminho para o Nirvana que significa o estado de libertação atingido pelo ser humano ao percorrer sua busca espiritual.

Para o judaísmo a inveja é considerada as vezes como um elemento motor para as conquista individuais, ou seja, se vc tem o que eu não tenho vc me incentiva a buscar obter o mesmo e com isso crescerei. Ainda para o judaísmo a inveja só se torna pecado quando eu quero tirar de você o que você tem e eu não tenho. Mas, não se iluda! não existe inveja boa ou inveja “branca”. Ela é sempre corrosiva, destrutiva e ambivalente, ou seja, ela prejudica a quem tem o sentimento e a vítima do invejoso. A não ser que você seja invejado e muito rico! Neste caso, só o invejoso se dá mal!

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MÚSICAS NESTE EPISÓDIO

■ Rita Lee – Erva venenosa
■ Gilberto Gil – Por que alguém tem inveja de você
■ Bezerra da Silva – Bruta Inveja
■ Nerildo e Nerivam – Inveja
■ Edmar Miguel – O vizinho invejoso
■ Zeca Pagodinho – Cuidado com a inveja
■ Bob Seger – Shame on the moon
■ Bread – Dismal day
■ Bryan Ferry & Roxy Music – More than this
■ Bryan Ferry & Roxy Music – Avalon
■ Elcho – Lazy Summer Days
■ Afterlife – Breather 2000 (Arithunda Mix)
■ Blank & Jones – Desire (Ambient Mix)
■ DAB – Delayed
■ Cláudio Zoli – Noite de Prazer
■ Vinícius Cantuária – Cheio de amor
■ Hanoi Hanoi – Totalmente demais
■ Vinícius Cantuária – Só você
■ Lulu Santos – Parabéns, Feliz aniversário

Temacast #16 – 1º de abril

[baixar versão zipada]

– 1º de abril –

A brincadeira surgiu na França, no reinado de Carlos IX (1560-1574). Desde o começo do século XVI, o ano-novo era comemorado em 25 de março, com a chegada da primavera. As festas, que incluíam troca de presentes e animados bailes noite adentro, duravam uma semana, terminando em 1º de abril.

Em 1562, porém, o papa Gregório XIII instituiu um novo calendário para todo o mundo cristão – o chamado calendário gregoriano – em que o ano-novo caía em 1º de janeiro. O rei francês só seguiu o decreto papal dois anos depois, em 1564, e, mesmo assim, os franceses que resistiram à mudança, ou a ignoraram ou a esqueceram, mantiveram a comemoração na antiga data. Alguns gozadores começaram a ridicularizar esse apego enviando aos conservadores adeptos do calendário anterior – apelidados de “bobos de abril” – presentes estranhos e convites para festas inexistentes. Com o tempo, a galhofa firmou-se em todo o país, de onde, cerca de 200 anos depois, migrou para a Inglaterra e daí para o mundo. Mas, a despeito do 1º de abril, é certo que todos mentem e fica apergunta? Por que mentimos? Quem nunca inventou uma desculpa para escapar de um compromisso ou “distorceu um pouco” os fatos para impressionar alguém? A lista de motivos que podem levar uma pessoa a mentir é praticamente interminável. Será que existe algo em comum entre eles? Em estudo recente, os pesquisadores Shaul Shalvi, da Universidade de Amsterdam (Holanda), Ori Eldar e Yoella Bereby-Meyer, da Universidade Ben-Gurion do Negev (Israel), investigaram fatores que podem estar por trás de um comportamento desonesto. Para começar, eles usaram como base duas premissas confirmadas por pesquisas anteriores: a de que o primeiro instinto da pessoa faz com que ela busque servir seus próprios interesses; e a de que as pessoas mostram uma tendência maior a mentir quando conseguem justificar a mentira para si mesmas. Shalvi e seus colegas imaginaram que um terceiro fator poderia incentivar uma mentira: o tempo

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LINKS CITADOS NESTE EPISÓDIO

MÚSICAS DESTE EPISÓDIO

■ Tim Maia – Você mentiu
■ Bryan Adams – I’m a liar
■ ELO – Endless lies
■ Evanescence – Lies
■ New Order – Liar
■ America – She’s a liar
■ Oasis – I can see a liar
■ Deep Collective – Lies
■ Christian – Lies
■ Queen – Liar
■ Erasmo Carlos – Pega na mentira
■ La Ley – Mentira
■ Adele – Set fire to the rain
■ Alphaville – Big in Japan
■ Aphodite Child –  Rain and Tears
■ Barry White – Never, never gonna give you up
■ Chris Isaak – Can’t help falling in love
■ Daryl Hall & John Oates – I Can’t Go For That (No Can Do)

Temacast #15 – Guerra Fria – parte 2

[baixar versão zipada]

– Guerra Fria – parte 2 –

O computador que você tem agora à sua frente; a Internet, rede em que este podcast foi publicado; o seu relógio digital e até a viagem do homem à Lua são, de certa forma, frutos da Guerra Fria. Tecnologias das mais variadas áreas foram influenciadas por ela.

Sem a ameaça do bloco adversário, o desenvolvimento de satélites e foguetes se daria em outro ritmo. Há quem acredite que sem a constante sombra do Kremlin, os Estados Unidos sequer se interessariam pelo desenvolvimento de foguetes. Isso porque muitos militares do alto escalão americano acreditavam que os aviões bombardeiros eram o transporte ideal da grande vedete do setor bélico: a bomba atômica. Deslumbrados pelo grande poder destrutivo da bomba, demonstrado em Hiroshima e Nagasaki, os militares concentrariam esforços, e dinheiro, no desenvolvimento de artefatos nucleares, deixando descobertos outros setores de pesquisa. Mas os avanços dos foguetes soviéticos não deixaram os EUA dormirem no ponto.

Os embates deram-se como numa partida de xadrez, em que cada movimento de um dos lados era seguido de uma resposta, quase que imediata, do oponente. O primeiro lance foi dos Estados Unidos, que já em 1946 fez um teste nuclear no Atol de Bikini, no Pacífico. A repercussão mundial levou o estilista francês Jaques Heim a batizar seu maiô de duas peças com o nome do atol. A URSS recebeu o recado e, em 1949, já testava o seu primeiro artefato nuclear.

Saiba mais sobre o assunto ouvindo este episódio e, de quebra, perceba que fazer podcast com amor pode significar estar gravando com terremotos rondando a sua casa, se você mora em Los Angeles…


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TRILHA SONORA DESTE EPISÓDIO

Iron Maiden   The Final Frontier
Two Step From Hell
Tema do Tetris
Beatles – Back to the URSS
Carpenters – Please, Mr. Postman
Aerosmith – Love me two times
Aerosmith – Crazy
Bee Gees – More than a woman
Bruno Mars – Show me
Bruno Mars – Locked out of heaven

Temacast #14 – O Brasil tem jeito?

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– O Brasil tem jeito? –

Uma imagem que existe do brasileiro é a de que somos muito paternalistas. Enxergamos os políticos ou o próprio chefe, como um paizão que vai nos salvar dos problemas. É isso mesmo ou essa é uma visão errada? Um dos principais males do paternalismo é criar a expectativa de que “alguém” de algum lugar irá surgir e nos salvar, o que na prática acaba em uma eterna esperança que é alicerçada em algo ou alguém.

A gente espera que surja um político decente que mude os rumos do país… temos esperança que alguém tome as rédeas e FAÇA alguma coisa para que possamos sair do marasmo… e esperamos… com fé… fé em algo ou alguém que não sabemos o que é ou quem seja… esperamos… um milagre, afinal Deus é brasileiro!

“Deus é brasileiro” é todo o discurso que o acomodado precisa, porque afinal, “se Deus vai resolver tudo eu não preciso fazer NADA”! Isso é um poço que é a cara da cultura brasileira e, enquanto isso, os espertos de plantão estão comendo a nossa carne e triturando os nossos ossos…

Neste episódio, discutimos sobre as crenças que nos move para este estado letárgico que faz com que cruzemos os braços e que acreditemos que o Brasil é um país do futuro, embora nada seja feito para que isso se torne realidade.


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Temacast #13 – Guerra Fria – parte 1

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– Guerra Fria – parte 1 –

A Guerra Fria teve suas origens nas divergências entre EUA e URSS ainda durante a Segunda Guerra Mundial e se instalou definitivamente a partir de 1947, quando as diferenças entre os dois países, que emergiram da guerra não apenas como os grandes vencedores, mas também como duas superpotências mundiais, adquiriram o caráter de um conflito permanente. Tratava-se de um conflito de natureza principalmente estratégica e militar, mas que se revestia também de aspectos econômicos e político-ideológicos, opondo, de um lado, um bloco capitalista, cujo modelo de organização política tendia a ser a democracia, e, de outro, um bloco socialista, cuja organização político-social reproduzia, em maior ou menor medida, o socialismo autoritário vigente na URSS.

Guerra Fria é uma expressão cunhada pelo jornalista americano Walter Lipmann para designar a competição entre os EUA e seus aliados ocidentais, países capitalistas desenvolvidos e em desenvolvimento, e a UNIÃO DAS REPUBLICAS SOCIALISTAS SOVÍETICAS, líder de uma aliança formada majoritariamente por países da Europa Oriental.

Esta guerra foi chamada “fria” porque não houve um combate direto entre as superpotências e, já que ambos os lados possuíam armas nucleares, certamente não haveria um vencedor numa guerra nuclear. A guerra se dava mais indiretamente – através do financiamento de conflitos e guerras em outros territórios – e através de uma acirrada competição em diversas áreas como tecnologia, armamento, esportes, produção cultural, etc.

Saiba mais ouvindo o episódio


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Temacast #12 – British Invasion

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– British Invasion –

Vamos voltar no tempo para uma deliciosa viagem. Estamos no dia 07 de Fevereiro de 1964 na cidade de Nova York, especificamente no aeroporto JFK. É de manhã quando pousa o vôo 101 da Pan Am trazendo quatro jovens ingleses que mudariam a música para sempre. Milhares de pessoas os esperavam e o que eles fizeram dois dias depois é comentado até hoje. No dia 09 de Fevereiro de 1964 os Beatles fizeram sua primeira apresentação em um popular programa de auditório, o Ed Sullivan Show. Foram 73 milhões de espectadores, a maior audiência da TV mundial até aquela data e uma das maiores até hoje.

A British Invasion foi um fenômeno cultural ocorrido nos anos 60, a princípio nos EUA e depois em vários países no mundo, onde centenas de bandas inglesas invadiram o mercado americano e passaram a fazer um enorme sucesso como nunca antes havia ocorrido influenciando para sempre o rumo da história da música e também interferindo nos costumes, vestuário, comportamento e o consumo de produção cultural…

Os motivos de tal fato ter ocorrido, as consequências e o legado são abordados no Temacast #12 – British Invasion.

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


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MÚSICAS TOCADAS NESTE EPISÓDIO

* The Beatles – All My Loving
* The Beatles – Till There Was You
* The Beatles – She Loves You
* Billy J. Kramer & The Dakotas – Bad To Me
* Chad & Jeremy – A Summer Song
* Dusty Springfield – I Only Want To Be With You
* The Beatles – I Want To Hold Your Hand
* Peter & Gordon – A World Without Love
* Rolling Stones- Route 66
* Rolling Stones- I Just Want To Make Love To You
* Rolling Stones- Honest I Do
* The Dave Clark Five – Glad All Over
* The Animals – The House of The Rising Sun
* Gerry & The Pacemakers – How do you do it
* The Searchers – Needles and pins
* The Kinks – You Really got me
* Rolling Stones- Carol
* The Yardbirds – For you love
* The Who – My generation
* The Hollies – Bus stop
* The Tremeloes – Silent is gold
* Lulu – To sir with love
* Small Faces – Itchycoo Park
* The Seekers – Georgy Girl
* Swinging Blue Jeans – Hippy Hippy Shake

LEITURA DE EMAILS
* Rolling Stones- Walking The Dog
* The Beatles – I Should Have Known Better
* The Beatles – And I Love Her
* The Beatles – Can’t Buy Me Love


PLAYLIST DE MÚSICAS DA BRITISH INVASION NO SPOTIFY (POR IGOR ALCANTARA)

 

Temacast #11 – Barão de mauá

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– Barão de Mauá –

Irineu Evangelista de Souza com seu espírito empreendedor, revolucionário e progressista teve que, durante toda a sua vida como homem de negócios, enfrentar as dificuldades e obstáculos criados por uma sociedade cuja economia era centrada na produção rural e na mão de obra dos escravos. Para as elites da época as ideias e os ideais de Irineu se opunham aos interesses deles.

Por este motivo, nota-se que Irineu foi fortemente combatido por leis feitas para dificultar seus negócios, por sabotagens, trapaças e, portanto, teve vários reveses financeiros na sua vida. Por outro lado, seu talento e perseverança sempre o colocava novamente em novos empreendimentos e o pioneirismo foi sempre a sua marca mais visível!

Apesar disso, em 1865 a fortuna pessoal do Barão de Mauá era de 10.000 contos de réis (ou 10 toneçadas de ouro) corrigida para valores de hoje seria aproximadamente de R$ 1 bilhão e 40 milhões pela conversão do preço da gr de ouro da época para o preço de hoje. Já o capital da sua empresa Mauá & Cia era de 115.000 contos de réis ou R$11 bilhões 960 milhões. O orçamento do império era de 97.000 contos de réis…


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Temacast #10 – Retrô 2014

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– Retrô 2014 –

Durante o ano de 2014, como em qualquer outro ano, alguns acontecimentos de grande importância são negligenciados pelas mídias de massa. Normalmente estes acontecimentos perdem espaço para outros que não possuem nenhuma importância para melhorias de nossas vidas e do nosso futuro. Neste episódio abordamos alguns acontecimentos que foram desprezados em 2014 mas que certamente terão grande impacto na qualidade de vida de todos os habitantes deste planetinha!

A tela de LCD ou de OLED do seu computador ou smartphone é resultado de um desses eventos. Você sabia?

Saiba mais sobre este assunto e muitos outros neste episódio que fala sobre ciência, arte, tecnologia, comportamento, arqueologia, etc.


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Temacast #09 – Felicidade

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– Felicidade –

Pela análise da palavra Felicidade na Grécia antiga, sabe-se bastante sobre o que eles pensavam a respeito deste assunto. Para os gregos, a felicidade era algo concedido pelos deuses para os homens. Portanto, se era concedido, poderia ser tirado. Os principais filósofos gregos mais antigos achavam que a Felicidade era uma medida da sorte de uma pessoa desde seu nascimento até a sua morte. Portanto, não se podia dizer que uma pessoa era feliz antes que ela morresse.

Acreditava-se que o homem deveria aceitar a sorte que os deuses lhe deram e viver bem com isso. Quando uma pessoa não conseguia “digerir” isso e buscava mais do que lhe foi dado, ele era punido pelos deuses e toda a sua sorte retirada. Várias tragédias gregas contam exemplos disso. Por exemplo, em Édipo Rei, de Sófocles.

Em outras palavras, para ser feliz na vida, os gregos achavam que a pessoa precisava acima de tudo ter auto-controle. Aceitar o que a vida lhe dá. Quando você perdia o auto-controle, estava fadado a desejar o que não podia ter e isso levava ao sofrimento. Não é à toa que na entrada do templo de Apolo, em Delphos havia duas inscrições:

“Conheça-te a ti mesmo” e “Nada em Excesso”.

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


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Temacast #08 – Raul Seixas

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 – Raul Seixas –

Neste ano, 2014, completou 25 anos da morte de Raul Seixas. No dia 21 de agosto de 1989, ele foi encontrado morto em seu apartamento, em São Paulo, pela sua empregada Dalva Borges da Silva, por volta das 8h da manhã.  A causa de sua morte, aos 44 anos de idade, é devida ao alcoolismo, agravado pelo fato de que ele era diabético, e por não ter tomado insulina na noite anterior. Isto acabou acarretando uma pancreatite aguda fulminante com parada cardíaca.

A vasta biblioteca de seu pai era seu brinquedo favorito. E foi daí que veio o gosto pela palavra e a miopia precoce. Vivia trancado no quarto devorando o “Livro dos Porquês” do “Tesouro da Juventude”. Inventava histórias fantásticas que, transformadas em gibis, e com desenhos do próprio Raul, eram vendidos ao irmão caçula, Plininho (Plínio Santos Seixas, três anos mais novo). Melô era o personagem central de suas histórias, um cientista louco que viajava no tempo com figuras históricas, Deus e o Diabo…

Este episódio faz uma viajem no tempo e fala sobre a infância, adolescência e a vida adulta de um dos maiores (se não o maior) ídolos da música brasileira. Venha conosco!!


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Temacast #07 – Agressividade na WEB

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– Agressividade na WEB –

Agressividade parece ser um “lugar comum” quando falamos da internet. Para nós, o fato de sabermos que as chances de sermos duramente atacados por qualquer motivo quando interagimos com outros internautas serem grandes soa como se estivéssemos diante de uma situação irreversível e definitiva. É como se este fosse o padrão esperado para este tipo de ambiente. Em função disso, muitos optam por TAMBÉM serem agressivos ou para se protejerem ou para se adequarem a situação gerando assim uma espiral de retaliações onde o foco e o objetivo da comunicação se perdem dando espaço para a agressão sem causa, sem limites e sem perspectiva de um retrocesso neste comportamento.

Para justificar o acontecimento desse fenômeno e apontar a existência de uma subcultura desviante na Internet, foi fundamentado que os indivíduos no meio virtual estão acobertados por um novo conjunto normativo, diverso daquele construído no espaço físico. Este novo conjunto normativo inspira-se, aparentemente de forma deturpada, no modelo de proteção norte-americano de liberdade de expressão, em que se prega a manifestação do pensamento a todo custo em detrimento de outros direitos dos indivíduos. Isto, somado ao efeito desinibitivo do ambiente virtual acaba por gerar um comportamento onde o usuário experimenta a sensação de que o que ocorre naquele mundo virtual é de fato pertencente apenas naquele mundo do faz-de-conta e portanto não passível de julgamentos e punições do mundo real.

Você se acha agressivo na WEB?

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


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FONTES
  • UFSC
  • Outras fontes…
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Temacast #06 – Lampião

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– Lampião-

O próprio termo “cangaceiro”, em suas origens, faz referência ao termo “canga”, peça de madeira usualmente colocada sobre o pescoço de animas de carga. Assim, a palavra cangaceiro faz alusão aos utensílios que os cangaceiros carregavam em seu corpo. Além disso, essa ideia heroica sobre os cangaceiros é equivocada. Os primeiros cangaceiros de que se tem relato eram, de fato, “prestadores de serviço” aos chefes políticos locais. Perseguiam e matavam os inimigos políticos dos coronéis de uma região. Segundo alguns historiadores o início do cangaço remonta o ano de 1870. A atuação do cangaço abrangeu os estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

Do ponto de vista da lei os cangaceiros eram bandidos e criminosos da pior espécie já que matavam, roubavam e praticavam outros crimes como estupros e negociatas sujas com políticos e fazendeiros. Do ponto de vista político eles faziam parte de uma pequena porção da população que não aceitaram, desde os tempos da colonização, o modelo oligárquico onde o poder econômico e político pertencem a uma minoria privilegiada em detrimento do sofrimento da grande maioria para qual o que restava era a submissão, o sofrimento ou revoltar-se contra a situação através de ações transgressoras das leis vigentes fazendo-se valer de regras e leis particulares.

Daí que muitos endeusam os cangaceiros quando olham pelo prisma político e outros os julgam como simples arruaceiros, covardes, usurpadores, assassino sem compaixão e corruptos, comparando-os aos chefes de tráfico atuais que tornam-se comandantes da comunidade a que pertencem através de pequenos favores e de muito medo gerado pela violência extrema.

Virgulino Ferreira, vulgo Lampião, foi e ainda é considerado por muitos como o rei do cangaço. Tornou-se cangaceiro para vingar-se da morte do pai e foi tido por muitos como o Robin Hood do sertão.


PARTICIPANTES
  • Francisco Seixas
  • Larissa Abreu
  • Igor Alcantara
  • Fabrício Soares
 

FONTES

LINK PARA LIVRO CITADO

Trinta e três – Autor: Igor Alcantara

FILMES RELACIONADOS COM O ASSUNTO
  1. Lampião, o Rei do Cangaço (1936) – Benjamim Abrahão
  2. O cangaceiro (1954) – Lima Barreto
  3. A morte comanda o Cangaço (1961) – Carlos Coimbra
  4. Três cabras de Lampião (1962) – Aurélio Teixeira
  5. O lamparina (1963) – Glauco Mirko Laurelli
  6. Deus e o diabo na terra do sol (1964) – Glauber Rocha
  7. Memória do Cangaço (1965) – Paulo Gil Soares
  8. Maria Bonita, Rainha do Cangaço (1968) – Miguel Borges
  9. Corisco e Dadá (1996) – Rosemberg Cariry
  10. Baile perfumado (1997) – Paulo Caldas e Lírio Ferreira

 


FOTO MENCIONADA NO EPISÓDIO
Decapitados

Cabeças decapitadas dos cangaceiros


TRILHA SONORA

* Luiz Gonzaga – Mulher rendeira
* Ruben Brasil – Bio Lampião
* Ropiário Júnior – Coração de cangaço
* Júlio Vieira – Veredas do cangaço
* Júlio Vieira – Lampião rei do cangaço
* Antonio Nobrega e Teca Calazans – Cavalos do cão
* Erivan Gomes – Culpado ou inocente
* Anderson Ramalho – Sertão
* Mano Carlão e DJ Rill – Passado e futuro
* Herbert Lucena – Herói, vilão ou libertário
* Escurinho – Nas entrafas de Bom Nome
* Ernesto Teixeira – Convite a Lampião
* Jamil Santos e Antonio Cabral – A última noite de Lampião
* Rui Grudi – Maria Bonita
* Amelinha – Mulher nova, bonita e carinhosa

A maioria das músicas foram tiradas do YouTube.
Basta procurar por “I Festival de Músicas do Cangaço”


FILME ORIGINAL DE LAMPIÃO FEITO POR BENJAMIN ABRAHÃO (SEM SOM)

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Temacast #05 – Mulheres & Podcast

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– Mulheres & Podcast –

Ultimamente, muito tem se falado sobre a relação das mulheres com os podcasts. Fato é que na última PodPesquisa os números apontaram um percentual de 12% dos ouvintes desta mídia como pertencentes ao sexo feminino. Para piorar mais ainda, há informações de que as mulheres também não são apreciadoras de pesquisa e enquetes, então, onde está a verdade?

Elas ouvem mas não gostam de responder pesquisa? Elas não ouvem e portanto nem sabem da existência da PodPesquisa? Elas não ouvem por motivo de conteúdo dirigido ao outro sexo? Tem muito palavrão, Tem muita piada machista? Elas foram negligenciadas como público para esta mídia? Será que elas simplesmente não tem tempo, não vêm graça, acham chato?

O QUE, MEU DEUS?

Por isso, Bianca Lima, Ira Croft, Larissa Abreu, Igor Alcantara e Francisco Seixas irão bater um papo e tentar colaborar para resolver este mistério que tem tomado o tempo de muita gente em discussões infinitas!

Ah! de quebra não perca a participação de última hora (e comportada) do Catena do MdM.


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SITES E PODCASTS CITADOS NESTE EPISÓDIO

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Episódio de Os Comentadores sobre este assunto

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Temacast #04 – Regime Militar

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– Regime Militar –

Na madrugada do dia 31 de março de 1964, um golpe militar foi deflagrado contra o governo legalmente constituído de João Goulart. A falta de reação do governo e dos grupos que lhe davam apoio foi notável. Não se conseguiu articular os militares legalistas. Também fracassou uma greve geral proposta pelo Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) em apoio ao governo. João Goulart, em busca de segurança, viajou no dia 1o de abril do Rio, para Brasília, e em seguida para Porto Alegre, onde Leonel Brizola tentava organizar a resistência com apoio de oficiais legalistas, a exemplo do que ocorrera em 1961. Apesar da insistência de Brizola, Jango desistiu de um confronto militar com os golpistas e seguiu para o exílio no Uruguai, de onde só retornaria ao Brasil para ser sepultado, em 1976. Antes mesmo de Jango deixar o país, o presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, já havia declarado vaga a presidência da República.

O presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumiu interinamente a presidência, conforme previsto na Constituição de 1946, e como já ocorrera em 1961, após a renúncia de Jânio Quadros. Logo em seguida é eleito o primeiro presidente militar, Castelo Branco, que daria início a 21 anos de repressão, endurecimento, trunculência, torturas e desaparecimentos de vários cidadãos que se opunham ao modelo ditatorial dos militares. Acompanhem-nos nesta abordagem que irá desde o golpe em 1964 até o início da abertura política e a saída dos militares do poder.


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Filmes que falam sobre o regime militar:

  1. MANHÃ CINZENTA (1968), Olney São Paulo – Em plena vigência do AI-5, o cineasta-militante Olney São Paulo dirigiu este filme, que se passa numa fictícia ditadura latino-americana, onde um casal que participa de uma passeata é preso, torturado e interrogado por um robô, antecipando o que aconteceria com o próprio diretor. A ditadura tirou o filme de circulação, mas uma cópia sobreviveu para mostrar a coragem de Olney São Paulo, que morreu depois de várias sessões de tortura, em 1978.
  2. PRA FRENTE, BRASIL (1982), Roberto Farias – Um homem comum volta para casa, mas é confundido com um “subversivo” e submetido a sessões de tortura para confessar seus supostos crimes. Este é um dos primeiros filmes a tratar abertamente da ditadura militar brasileira, sem recorrer a subterfúgios ou aliterações. Reginaldo Faria escreveu o argumento e o irmão, Roberto, assinou o roteiro e a direção do filme, repleto de astros globais, o que ajudou a projetar o trabalho.
  3. NUNCA FOMOS TÃO FELIZES (1984), Murilo Salles – Rodado no último ano do regime militar, a estreia de Murilo Salles na direção mostra o reencontro entre pai e filho, depois de oito anos. Um passou anos na prisão; o outro vivia num colégio interno. Os anos de ausência e confinamento vão ser colocados à prova num apartamento vazio, onde o filho vai tentar descobrir qual a verdadeira identidade de seu pai. Um dos melhores papéis da carreira de Claudio Marzo.
  4. CABRA MARCADO PARA MORRER (1984), Eduardo Coutinho – A história deste filme equivale, de certa forma, à história da própria ditadura militar brasileira. Eduardo Coutinho rodava um documentário sobre a morte de um líder camponês em 1964, quando teve que interromper as filmagens por causa do golpe. Retomou os trabalhos 20 anos depois, pouco antes de cair o regime, mesclando o que já havia registrado com a vida dos personagens duas décadas depois. Obra-prima do documentário mundial.
  5. O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? (1997), Bruno Barreto – Embora ficcionalize passagens e personagens, a adaptação de Bruno Barreto para o livro de Fernando Gabeira, que narra o sequestro do embaixador americano no Brasil por grupos de esquerda, tem seus méritos. É uma das primeiras produções de grande porte sobre a época da ditadura, tem um elenco de renome que chamou atenção para o episódio e ganhou destaque internacional, sendo inclusive indicado ao Oscar.
  6. AÇÃO ENTRE AMIGOS (1998), Beto Brant – Beto Brant transforma o reencontro de quatro ex-guerrilheiros, 25 anos após o fim do regime militar, numa reflexão sobre a herança que o golpe de 1964 deixou para os brasileiros. Os quatro amigos, torturados durante a ditadura, descobrem que seu carrasco, o homem que matou a namorada de um deles, ainda está vivo –e decidem partir para um acerto de contas. O lendário pagador de promessas Leonardo Villar faz o torturador.
  7. CABRA CEGA (2005), Toni Venturi – Em seu melhor longa de ficção, Toni Venturi faz um retrato dos militantes que viviam confinados à espera do dia em que voltariam à luta armada. Leonardo Medeiros vive um guerrilheiro ferido, que se esconde no apartamento de um amigo, e que tem na personagem de Débora Duboc seu único elo com o mundo externo. Isolado, começa a enxergar inimigos por todos os lados. Belas interpretações da dupla de protagonistas.
  8. O ANO EM QUE MEUS PAIS SAIRAM DE FÉRIAS (2006), Cao Hamburger – Cao Hamburger, conhecido por seus trabalhos destinados ao público infantil, usa o olhar de uma criança como fio condutor para este delicado drama sobre os efeitos da ditadura dentro das famílias. Estamos no ano do tricampeonato mundial e o protagonista, um menino de doze anos apaixonado por futebol, é deixado pelos pais, militantes de esquerda, na casa do avô. Enquanto espera a volta deles, o garoto começa a perceber o mundo a sua volta.
  9. HOJE (2011), Tata Amaral – Os fantasmas da ditadura protagonizam este filme claustrofóbico de Tata Amaral. Denise Fraga interpreta uma mulher que acaba de comprar um apartamento com o dinheiro de uma indenização judicial. Cíclico, o filme revela aos poucos quem é a protagonista, por que ela recebeu o dinheiro e de onde veio a misteriosa figura que se esconde entre os cômodos daquele apartamento. Denise Fraga surpreende num papel dramático.
  10. TATUAGEM (2013), Hilton Lacerda – A estreia do roteirista Hilton Lacerda na direção é um libelo à liberdade e um manifesto anárquico contra a censura. Protagonizado por um grupo teatral do Recife, o filme contrapõe militares e artistas em plena ditadura militar, mas transforma os últimos nos verdadeiros soldados. Os soldados da mudança. Irandhir Santos, grande, interpreta o líder da trupe. Ele cai de amores pelo recruta vivido pelo estreante Jesuíta Barbosa, que fica encantado pelo modo de vida do grupo.
  11. BATISMO DE SANGUE (2007), Helvécio Ratton – Apesar do incômodo didatismo do roteiro, o longa é eficiente em contar a história dos frades dominicanos que abriram as portas de seu convento para abrigar o grupo da Aliança Libertadora Nacional (ALN), liderado por Carlos Marighella. Gerando desconfiança, os frades logo passaram a ser alvo da polícia, sofrendo torturas físicas e psicológicas que marcaram a política militar. Bastante cru, o trabalho traz boas atuações do elenco principal e faz um retrato impiedoso do sofrimento gerado pela ditadura.
  12. ZUZU ANGEL (2000), Sergio Rezende – Brasil, anos 60. A ditadura militar faz o país mergulhar em um dos momentos mais negros de sua história. Alheia a tudo isto, Zuzu Angel, uma estilista de modas, fica cada vez mais famosa no Brasil e no exterior. O desfile da sua coleção em Nova York consolidou sua carreira, que estava em ascensão. Paralelamente seu filho, Stuart, ingressa na luta armada, que combatia as arbitrariedades dos militares. Resumindo: as diferenças ideológicas entre mãe e filho eram profundas. Ela uma empresária, ele lutando pela revolução socialista e Sônia, sua mulher, partilha das mesmas idéias. Numa noite Zuzu recebe uma ligação, dizendo que “Paulo caiu”, ou seja, Stuart tinha sido preso pelos militares. As forças armadas negam e Zuzu visita uma prisão militar e nada acha, mas viu que as celas estavam tão bem arrumadas que aquilo só podia ser um teatro de mau gosto, orquestrado pela ditadura. Pouco tempo depois ela recebe uma carta dizendo que Stuart foi torturado até a morte na aeronáutica. Então ela inicia uma batalha aparentemente simples: localizar o corpo do filho e enterrá-lo, mas os militares continuam fazendo seu patético teatro e até “inocentam” Stuart por falta de provas, apesar de já o terem executado. Zuzu vai se tornando uma figura cada vez mais incômoda para a ditadura e ela escreve que não descarta de forma nenhuma a chance de ser morta em um “acidente” ou “assalto”.

fonte (filmes de 1 a 11): Pragmatismo Político

ENTREVISTA COM O MATADOR DO REGIME MILITAR

CLÁUDIO GUERRA – Ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social)

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Temacast #03 – O sal

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– O sal –

Seu uso e comércio sempre estiveram intimamente relacionados com o homem. Ele foi ao longo dos tempos a única rocha comestível por humanos. Seu uso é difundido em todas as cozinhas do mundo, como um condimento ou conservante de alimentos, como o caso da carne e do peixe. O sal foi a causa de grandes crises econômicas da civilização e está ligado a riqueza e prosperidade de muitas nações no passado. Embora hoje o sal não tenha mais o valor de ouro como no passado, devido as técnicas modernas de extração e abundância em todo planeta, continua sendo de grande importância para o ser humano que o utiliza não apenas como tempero e conservante. O sal se apresenta também na indústria, em hospitais, na prevenção de acidentes,  viabilizando deslocamento das pessoas e sendo utilizado na fabricação de mais de 14000 produtos dos mais diversos. Certamente, porque a vida surgiu no mar, tanto a água como o sal são partes integrantes e vitais dos organismos. E, nós humanos não fugimos a esta regra. Temos sal em todos os líquidos orgânicos: nas lágrimas, na saliva, na urina e no sangue, cujo teor é de 6,5 g por litro. Respeitados os limites aconselhados o sal é absolutamente indispensável, a nós e aos animais, em cujas rações também se inclui o sal.

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Temacast #02 – Movimento Hippie

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– Movimento hippie –

Este episódio fala sobre o movimento hippie. Em Março de 1965 os estudantes da Universidade de Michigan levaram a cabo a primeira ação com o objetivo de mostrar que a guerra do Vietnã era imoral e que os EUA deveriam abandoná-la.
O movimento estudantil contestava injustiças sociais tais como o racismo, a pobreza, os inferiores direitos das mulheres, a falta de liberdade de expressão. A guerra do Vietnã começa a ser gradualmente contestada. Os protestos e manifestações tornaram-se frequentes, por vezes confrontados pela polícia e com casos de morte.

Surge então o movimento de contracultura que iria contestar todos os valores vigentes da sociedade americana bem como o modo de vida tido como correto na época e os hippies passam a ser os principais representantes deste movimento. Adotam um modo de vida simples onde procuram se manter através da produção de artesanatos para obterem renda e ao mesmo tempo divulgarem a sua cultura. Muitos grupos afastam-se dos centros e passam a viver em comunidades no campo onde mantêm um relacionamento amistoso entre os membros e passam a dividir tudo, desde a produção de alimentos, dinheiro conseguido com o comércio de seus produtos, as drogas até os parceiros sexuais.

Mais detalhes sobre este movimento que mudou o mundo para sempre você poderá conhecer neste episódio do Temacast.


VEJA MAIS

History Channel Special – Hippies 2007

Link do episódio:  Promontório Estéril
 
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