Santos Dumont e os Pioneiros da Aviação:

Alberto Santos Dumont nasceu há 144 anos, durante o reinado de D. Pedro II, em 20 de julho de 1873, em uma das mais remotas localidades da então Província de Minas Gerais. Santos Dumont era filho de Henrique Dumont e Francisca de Paula Santos. O seu pai Henrique era natural de Diamantina e filho de um imigrante francês, François Dumont, um negociante de pedras preciosas.

Na juventude, Henrique havia sido enviado pelo pai para estudar engenharia na Escola Central de Paris, tendo trabalhado mais tarde junto ao governo de Minas, em Ouro Preto. Durante a década de 1860, recebeu no Rio de Janeiro a incumbência do próprio Imperador de construir até essa longínqua região de Minas uma extensão da Estrada de Ferro D. Pedro II (posteriormente rebatizada para Estrada de Ferro Central do Brasil). A estrada de ferro fazia parte de um vasto projeto de obras públicas de D. Pedro II que visava interligar as regiões centrais do Brasil com o litoral por trem e foi uma honra para Henrique receber essa incumbência. A desvantagem foi uma vida extremamente isolada. Henrique e a sua esposa Francisca foram a primeira geração de brasileiros a viver no distrito de João Aires, no minúsculo vilarejo de Cabangu.

Fica aqui a homenagem do Temacast ao 144° aniversário de nascimento de Santos Dumont

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Documentário: Santos Dumont, O homem pode voar (YouTube)


TRANSCRIÇÃO DO ÁUDIO

Equipe de Transcrição:
Carlos Barbosa – Linkedin
Fernanda Marini – Twitter: @femarini
Karla Michelle Braga –  Facebook
Rafael Rezende – Twitter: @KoreiaPS

Link: Transcrição

 


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  • Sou fã do podcast e já apresentei alguns episódios históricos para minha esposa que é historiadora e professora de história. Ela considerou usar como ferramenta de aula, pois gostou muito da apresentação do conteúdo. De imediato, adorei o episódio atual. Bom saber mais detalhes sobre a vida do inventor e também sobre os alicerces da aviação. Lamentável o desfecho trágico que se abateu sobre Dumont, mas como ser humano, entendo a tristeza proveniente do nefasto uso do conhecimento aeronáutico para fins belicosos. Porém, é reconfortante o reforço que o cast faz às intenções altruístas de Alberto e fica registrado o exemplo dele, para que nossos legados sejam a de aproximação e benefício de todos nós, enquanto humanidade. Abraços e contem sempre com a minha audiência.

    • Olá Zambi,
      Obrigado pela visita, elogios e reconhecimento do nosso trabalho!
      Um grande abraço

      • Por nada. A honra em desfrutar desse material é minha. 😉

  • Fábio Peres

    Sem palavras…
    Já estou na segunda audição do cast.

    😉

    Sou grande fã de Santos Dumont e cada vez mais fã do TemaCast!!

    Polêmicas a parte, acho justíssimo o título de Marechal-do-Ar (mais alto posto da hierarquia da nossa Aeronáutica) ao querido “Betão Aviador” (segundo o Igor Alcântara… Adorei… KKKK). Difícil dizer se ele aceitaria o título, mas o reconhecimento por parte da FAB eu considero acertadíssimo.

    Uma pequena curiosidade que acho digna de nota sobre Santos Dumont é seu papel na criação do Parque Nacional do Iguaçu, onde estão as cataratas…
    Após visitar a região, ele ficou indignado por toda aquela maravilha ser uma propriedade privada, pertencente a o uruguaio Jesus Val, e envidou esforços para que fosse passada a propriedade do povo brasileiro. Existe um busto de Santos Dumont no parque, onde ele teria visitado, exaltando sua iniciativa.

    Obrigado Francisco, Igor e Jorge por todos os seus esforços e belíssimo trabalho no TemaCast.

    Um grande abraço deste humilde ouvinte e “mecenário” fresco!
    Mecenário: aquele que é mecenas… tá certo, né? (Não é mercenário… ;-P)

    • Jorge Virgilio

      Obrigado pelos elogios e pelo reconhecimento, Fábio. Foi um prazer falar de Santos Dumont e a parte mais difícil de fazer esse cast foi ter que “cortar fora” da pauta 99% das coisas que li sobre ele por limitação de tempo. Esperamos ter conseguido difundir para mais Brasileiros a importância desse grande patriota. Abraços!

  • Como sempre fantástico o conteúdo. Parabéns a todos os envolvidos!

    • Jorge Virgilio

      Obrigado, Felipe.

  • Mad Lucas

    Vez por outra o Temacast lança um episódio cujo tema determina minhas leituras e audições pelas próximas semanas! Foi o caso do episódio sobre Lampião, Luiz Gonzaga, Guerra Fria, Mohamed Ali, entre muitos outros e hoje, claro, não poderia ser diferente; ando devorando tudo que tenho encontrado a respeito de Santos-Dumont, de matérias na internet a videos no Youtube. A propósito, encontrei também o audiobook do livro que vocês recomendaram; do Paul Hoffman; ótima opção para aqueles que, como eu, passam longas horas no trânsito. Segue o link, a quem se interessar: http://www.visionvox.com.br/audiolivros/AudioLivro.php?audiolivro=1653&titulo=Asas%20da%20Loucura:%20A%20Extraordin%E1ria%20Vida%20de%20Santos-Dumont
    Quanto a vocês, equipe do Temacast, o meu sincero agradecimento pela companhia e inspiração nesses dias corridos. Grande abraço!

    • Jorge Virgilio

      Obrigado, Lucas. Ficamos felizes que tenha curtido o episódio. Continue com a gente! Abraços.

  • Darley Santos

    Achei bem colocada a forma como vocês retrataram esses aspectos da personalidade de Santos Dumont: o idealismo, altruísmo ou romantismo, como queira, de “entregar” à humanidade uma invenção que acreditava ser para o bem da mesma… Os irmãos Wright, com o habitual pragmatismo americano, não perderam tempo em requerer os créditos para si pela invenção. Mas olha, li uma matéria desse ano da VEJA afirmando que “de fato” Santos Dumont não foi o inventor do avião: http://veja.abril.com.br/blog/cacador-de-mitos/os-irmaos-wright-usavam-catapulta-e-outros-mitos-em-defesa-de-santos-dumont/

    • Jorge Virgilio

      Bom, o artigo da Veja é do Narloch, cuja única especialidade é detonar o Brasil. Como defendemos no episódio, ninguém realmente inventou o avião no sentido estrito do termo. A maior contribuição do Santos Dumont foi ter desenvolvido o controle de uma máquina voadora, mostrando que era possível manobrá-la contra e a favor dos ventos; e isso independentemente se era ou não um balão. O 14 Bis está longe de ser a principal contribuição do Santos Dumont, a principal é o controle e o uso de motores a combustão. E de fato os Wright foram importantes no desenvolvimento das asas e da sustentação do avião, como também citamos no episódio. Abraços.

      • Flávio Cunha

        O fato dos irmãos Wright quererem ganhar fama e dinheiro com sua invenção (eles não patentearam o avião, mas sim o sistema de controle de voo) não os torna mercenários, não há nada de errado em querer lucrar com algo que você desenvolveu, visto que essa não era a preocupação de Santos Dumont, que era milionário. O objetivo dele era altruísta, mas seus recursos eram praticamente ilimitados, diferente dos Wright, que tiveram que investir para desenvolver uma tecnologia e queriam o retorno deste investimento. O “pragmatismo” dos americanos é um extremo, mas o “coitadismo” brasileiro está no outro extremo dessa comparação.

        • Jorge Virgilio

          Olá, Flávio. Obrigado pela mensagem. Nós não criticamos o fato dos Wright quererem ganhar dinheiro com o avião. O que criticamos foi a ideia absurda dos Wright de quererem ter o MONOPÓLIO sobre o avião (eles queriam que toda e qualquer aeronave produzida no mundo lhes pagasse royalties), sendo que o avião é composto de várias invenções intermediárias, que não foram criadas por eles. A mesma coisa aconteceu com o Marconi e o rádio. Ele conseguiu a patente e o monopólio do rádio na Europa e queria que o mundo inteiro lhe pagasse royalties. O Tesla o processou e ganhou o processo que quebrou a patente do Marconi nos EUA, visto que para fazer o rádio ele usou dezenas de invenções do próprio Tesla e de outros inventores. Só que nesse caso, claro, havia o interesse dos EUA e da General Electrics, que ao quebrar a patente do Marconi, pode explorar o rádio nos EUA sem pagar nada a ninguém, criando o seu próprio monopólio particular, visto que a “Marconi Wireless Telegraph Company of America” teve que se submeter a GE para operar nos EUA. Mais tarde, durante a 1ª Guerra Mundial, a Marinha dos EUA se apropriou de todas as rádios da America Marconi alegando ser parte do esforço de guerra. Acabada a guerra, eles decidiram que não iriam devolver as rádios, e mais, que era uma questão de “segurança nacional” nacionalizar as rádios dos EUA, visto que havia transferência tecnológica entre a GE e o Marconi, cuja empresa era baseada em Londres. Em 1919, a America Marconi é transformada em Radio Corporation of America, empresa onde todos os dirigentes deveriam ser americanos natos e a maior parte das ações pertencentes ao governo dos EUA. Então, não apenas o Dumont era ingênuo no seu altruísmo, mas os próprios Wright também eram a sua maneira (além de megalomaníacos), acreditando que os EUA iam deixá-los se tornar novos Thomas Edsons. Os EUA jamais quiseram que eles ou qualquer pessoa tivesse o monopólio do avião, uma tecnologia eminentemente militar. Eles já vinham tendo problemas com os Rockfeller e o petróleo e o monopólio advindo da fusão da Bell Company com a AT&T. A própria GE era uma pedra no sapato do governo. Da mesma forma, os EUA jamais permitiu que o Tesla patenteasse as linhas de transmissão por corrente alternada, embora nesse caso o Tesla tenha de fato as inventado SOZINHO. Para você ter uma ideia, se o Tesla tivesse patenteado esse sistema, ele teria se tornado o primeiro bilionário da humanidade. Os Wright assim como o Dumont só serviam de propaganda para o governo.

        • Jorge Virgilio

          Um último comentário: se os irmãos Wright tivessem focado em transformar o conhecimento deles em aeronáutica numa empresa e numa indústria ao invés de ficar processando todo mundo e choramingando, eles talvez tivessem conseguido ao menos ficar ricos com isso (ainda que não fossem os únicos a explorar a tecnologia). O fato é que eles ficaram se fazendo de coitados injustiçados pelos europeus malvados, indo de advogado em advogado, de processo em processo, e em 1910, as firmas europeias já havia superado em qualidade os seus protótipos. Na primeira guerra mundial, os EUA ainda não tinha nenhuma aeronave decente (ao menos se comparado com os franceses, cujo primeiro modelo de aeronave industrial é do Dumont). O governo estadunidense ficou cansado da polêmica com os Wright e começaram a incentivar outros pesquisadores, que esses sim pragmáticos começaram a criar suas próprias firmas, e a perfeiçoar a tecnologia. O Dumont não fez nenhum firma – o que é uma pena – mas ao menos ele nunca quis ganhar dinheiro com isso. Os Wright são vendidos como grandes pobres inventores que queriam apenas lucrar com o seu suor e são taxados de mercenários por esse mundo hipócrita, mas o fato é que eles não queriam lucrar com o suor deles (pelo menos não mais). Eles não queriam abrir uma fábrica, nada disso. Eles queriam apenas explorar aquela patente e viver de renda. E acabaram sendo ultrapassados dentro e fora dos EUA.

  • Adilson Garrafoni

    Parabéns pelo podcast. Novamente com um tema que nos deixa orgulhoso. Sou de Ribeirão Preto e não conhecia toda esta história das fazendas da família dele na região.
    Vamos fazer um podcast do Ariano Suassuna (este sim é um fenômeno)!!!

    • Olá Adilson
      Sabia que temos uma pauta em construção sobre o Suassuna?
      Aguarde!
      abraço

  • fabiogf

    Parabéns pelo episódio sobre Santos Dumont! Sinceramente eu, como acredito, boa parte dos brasileiros não conhece os detalhes da vida não só dele mas de sua família. Fico imaginando como o exemplo do pai influenciou Alberto. É possível compreender um pouco mais sobre como as coisas foram se desenvolvendo economicamente na época dele. Obrigado.

    • Jorge Virgilio

      Olá, Fábio. Obrigado pela mensagem e pelos elogios. De fato, nós já recebemos mensagem de pessoas de Ribeirão Preto que não conheciam mais detalhes da história da família Dumont, mesmo eles tendo vivido lá por muitos anos. Certamente entender o desenvolvimento do complexo cafeeiro paulista no final do século XIX é importante para entender a evolução da economia e da industrialização brasileira ao longo do século XX. Abraços.

  • Renver

    Como nossa geração é medíocre.

    Com grandes nomes como Santos Dumont e Oswaldo Cruz na nossa história…e valorizamos celebridades fúteis.

    Excelente episódio.

    Aguardo muito episodios sobre Leonardo Da Vinci e a era Collor.

    • Jorge Virgilio

      Obrigado pela mensagem, Renver. Infelizmente, essa mediocrização é um fenômeno mundial. Quanto ao Collor, chegamos a falar brevemente sobre ele em Serviço Secreto – parte 3 e no episódio sobre o Plano Real. Mas futuramente quem sabe façamos um só sobre ele. Abraços!

  • Flavio Cunha

    Muito satisfeito com o programa, que inclusive sugeri como tema no meu último e-mail, embora tenha certeza que não fui o único. Já ouvi umas 4 vezes. Qualquer podcast sobre Santos Dumont me deixa emocionado e, como não poderia deixar de ser, o Temacast chegou a me deixar com os olhos marejados. Poucas pessoas no mundo tiveram objetivos tão puros (ou utópicos, como queira) e desprendidos sobre uma invenção, uma tecnologia que foi doada à humanidade, que, como era de se esperar, não fez jus aos anseios do inventor. Meu filho foi batizado de “Albert” não à toa, pois evoca os 2 cientistas (sim, cientista) que mais admiro. A propósito, depois da observação do príncipe Albert da Grã Bretanha sobre os arquitetos, fiquei mais feliz ainda de ter escolhido esse nome.

    Entretanto, preciso deixar uma crítica aqui. A apresentação do nosso amigo Jorge Virgílio, honestamente, me deixa um pouco incomodado. É óbvio que com esse conteúdo denso não há como decorar todo o texto, mas ele “lê” demais, muitas vezes engolindo vírgulas, cortando ou mudando entonações e de forma mecânica, coisa que não observo na desenvoltura de Francisco e Igor. Já venho notando isso a bem tempo, desde os episódio sobre a Guerra do Paraguai, mas não melhorou muito nos demais episódios. Quero deixar bem claro que aponto isso como uma crítica construtiva, algo a ser observado e que não muda em nada minha ótima impressão do podcast e da equipe, inclusive da inacreditável capacidade de síntese e de criar uma pauta interessante do próprio Virgílio. Sou um apoiador, continuarei sendo e o Temacast continua sendo meu podcast favorito. Abraço a todos.

    • Jorge Virgilio

      Olá, Flávio. Obrigado por nos escrever. E obrigado pelas críticas e elogios. Estou sempre tentando melhorar, apesar das dificuldades. Valeu pelo toque. Abraços!

  • Alef Carlôto

    Saindo do armário agora, como vcs dizem, rs! Acompanho a muito tempo o Temacast e creio que já maratonei todos! Fantástico cast, praticamente obrigatório. E que surpresa a citação de “Vidas ao Vento”, eu como fã das animações do Ghibli (sinal de que a equipe do cast tem bom gosto, rs) e acompanhando o estúdio a mais de 10 anos tive o prazer de assistir Vidas ao Vento na tela grande em uma das poucas salas onde foi exibido. Já começando sendo chato, a comentário final deu a entender que o filme seria sobre o Pai de Hayao Miyazaki, e na verdade é sobre Jiro Horikoshi, o desenvolvedor do caça zero. O pai de Hayaio se chamava Katsuyiki Miyazaki e trabalhou de fato mas como funcionário em um negócio familiar de propriedade do seu tio que fabricava principalmente lemes para aeronaves, a Miyazaki Planes. Um fato interessante a acrescentar é que muitas animações deles tem excelentes cenas de vôos e batalhas aéreas pela sua paixão pela mecânica das aeronaves antigas como “Porco Rosso” (que trata de pirataria aérea no mar adriático) e Laputa – O Castelo dos Céus. Mais uma vez parabéns pelo cast!!

    • Jorge Virgilio

      Oi, Alef. Obrigado pela mensagem e pelos elogios. De fato, foi um deslize meu dizer que o filme era a história do pai do Miyazaki. O que eu quis dizer é que o filme é uma homenagem ao pai dele. O filme na verdade ele é uma biografia fictícia do Jiro, e mistura fatos da vida dele com a do poeta Tatsuo Hori, que lidou com a dor de ver a sua pessoa mais amada cair perante uma doença e depois acabou por contrair a doença também. Obrigado pela correção. Abraços!

      • Alef Carlôto

        Que nada , não foi nem uma correção, eu imaginei que havia um quê de homenagem mesmo e que foi isso que quis dizer, mas pode ter ficado meio dúbio, mais uma vez não tenho palavras para agradecer por cada Temacast que vcs colocam no ar, vou ficar ligado no face pra acompanhar o novo sistema de Hangout e poder participar mais.

  • Eu não conhecia a história do Santos Dumont antes de escutar esse podcast, parabéns, só senti falta do Igor Alcantara o que houve?

    • Jorge Virgilio

      Olá, Paulo. Obrigado pela mensagem. O Igor não estava disponível no dia que gravamos este episódio (por razões pessoais). Devido ao nosso calendário apertado, não podemos adiar demais a gravação do episódio para lançarmos no dia certo.

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