Grandes Questões Nacionais: Grafeno:

O carbono, 6º elemento da tabela periódica, é o 15° elemento químico mais abundante da superfície terrestre e o 4º elemento mais abundante no universo depois do hidrogênio, do hélio e do oxigênio. Sua incomum e extraordinária capacidade de formar polímeros, ou seja, grandes moléculas a partir de unidades estruturais menores, sob as diversas condições de temperatura na Terra, fizeram deste elemento a base de todas as formas de vidas conhecidas.

No corpo humano, o carbono é o segundo elemento mais abundante em massa (cerca de 18,5% da nossa massa), perdendo apenas para o oxigênio. Na natureza, há vários alótropos de carbono. Em termos simples, os alótropos de um elemento químico são as diversas substâncias que ele pode formar sozinho apenas mudando o modo como seus átomos são ligados uns aos outros e arranjados espacialmente. Entre os alótropos mais conhecidos do carbono estão o carbono amorfo (onde os átomos de carbono estão ligados de forma aleatória), o diamante (ou cristal de carbono, no qual os átomos de carbono estão ligados entre si de forma periódica formado estruturas sólidas regulares de 8 ou 48 faces), o grafite e o grafeno (onde os átomos de carbono estão agrupados periodicamente na forma de hexágono, um sólido de seis faces).

Grandes Questões Nacionais: Grafeno

Os dois físicos que se propuseram a resolver esse desafio técnico foram o russo-holandês Andre Geim e o russo-britânico Konstantin Novoselov. Ambos foram encarados inicialmente com ceticismo pelos colegas da Universidade de Manchester, na Inglaterra, onde trabalhavam. Geim era particularmente famoso por fazer pesquisas consideradas “pouco acadêmicas”, como, por exemplo, investigar o magnetismo dentro d’água, com uso de lagartixas. Esta experiência, inclusive, lhe rendeu no ano 2000 o Prêmio Ig Nobel, uma sátira do Prêmio Nobel criada pela revista de humor Anais da Pesquisa Improvável (Annals of Improbable Research) e entregue na Universidade de Harvard, que normalmente premia pesquisas raras e absurdas para honrar a imaginação dos seus realizadores e atrair o interesse do público para a ciência, a medicina e a tecnologia de modo geral.

Saiba mais sobre isso ouvindo Grandes Questões Nacionais: Grafeno.


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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Bullets_Borders – It’s Up to You
  • Loveshadow – Let It Go
  • The Alex Beroza – Lifted Up
  • Peace – There’s A Better Way
  • pieCES – The Wrong Reason
  • 1972 – The LS Solar
  • Pillow Philosophy 69 – The Sticky Pages Mix
  • Loveshadow – Summer Love
  • Loveshadow – A Book of Empty Lines
  • Loveshadow – Almost Given Up

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TC 100 e o mundo no século XXI:

Neste episódio especial abordamos diversos assuntos que estão provocando polêmicas ao redor do mundo, mesmo que estejamos vivendo em pleno século XXI.

  • Quase 50 anos depois do lançamento da Apollo 11, e 500 após a circunavegação de Fernão de Magalhães, cada vez mais gente acredita que a Terra não é um globo. Em vez disso, ela seria uma pizza gigante – um disco coberto por uma redoma invisível e cercado por um paredão de gelo. Também estaria parada, deitada eternamente em berço esplêndido no centro do Universo.
  • Desde 2001, quando a China entrou para a OMC (Organização Mundial do Comércio) podemos observar os embates entre o país asiático e os EUA. Em 2019 estamos em plena guerra comercial entre os dois países cujas tensões se agravam. Agora a briga se estende também para o campo da tecnologia com a chegada do 5G. Há até analistas que não descartam um desfecho bélico entre as nações.

TC 100 e o mundo no século XXI

  • Número de migrantes no mundo cresceu 41% entre 2000 e 2015, segundo ONU. Quais as razões desde aumento de migração no planeta e qual o comportamento dos países que recebem estes imigrantes?
  • A definição formal diz que Inteligência Artificial é a teoria e o desenvolvimento de um sistema computacional capaz de executar tarefas normalmente requeridas pela inteligência humana como percepção visual, reconhecimento de fala, tomada de decisão, tradução de um idioma para outro, etc. O interesse na área é bem antigo e começou com o inglês Alan Turing, retratado no filme “O Jogo da Imitação”, que na década de 1950 especulava ao que ele chamava de “máquinas pensantes” que poderiam “pensar” em níveis semelhantes aos humanos. Baseado nisso ele desenvolveu o que hoje conhecemos como “Teste de Turing”, que basicamente verifica se uma máquina consegue se fazer passar por um humano e enganar uma pessoa. Alguns anos após Turing, o termo “Inteligência Artificial” foi cunhado pelo cientista estaunidense John McCarthy. Desde então, cientistas e filósofos debatem o significado de “pensar” e “inteligência” e o que significaria uma máquina ser “autônoma”.

Saiba mais sobre isso ouvindo TC 100 e o mundo no século XXI.


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LINKS CITADOS NO EPISÓDIO

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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Alok – Hear Me Now
  • 1 HOUR NO COPYRIGHT MUSIC (YouTube)
  • Trap Nation Lowly Palace Mix (Royalty Free) (YouTube)
  • The Love Language – Calm Down
  • The Essex Green – Don

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Breve história da cerveja no Brasil:

Em 1808, com a chegada da família real portuguesa no Brasil e a abertura dos portos, o monopólio dos comerciantes da cidade do Porto terminou finalmente. Também terminou as proibições que impediam os colonos brasileiros de possuir manufaturas de bebidas alcoólicas diferentes da cachaça (como vimos no TC#64 da Revolta da Cachaça, os produtores de cachaça acabaram recebendo uma espécie de licença para continuar fabricando cachaça pois esta era a principal moeda de compra de escravos vindos da África). Assim, finalmente a cerveja foi legalizada em solo brasileiro. Conta-se que D. João VI, então príncipe regente, era um ávido apreciador de cerveja.

Por esse motivo, logo que desembarcou no Rio de Janeiro tratou de estabelecer acordos que lhe permitissem continuar a consumir sua bebida predileta na sua nova Corte. Os tratados de “Amizade e Aliança” e o de “Comércio e Navegação”, assinados em 1810 com o Reino Unido, fez com que a cerveja consumida do Brasil fosse um monopólio inglês. Antes da chegada da aristocracia portuguesa, as bebidas mais procuradas e consumidas do Brasil eram a Cachaça; a Gengibirra, um tipo de bebida alcoólica feita de farinha de milho, gengibre, casca de limão e água; a Caramuru, feita de milho, gengibre, açúcar mascavo e água; e o Aluá ou Aroá, uma infusão de abacaxi ou cereais, com açúcar moreno ou rapadura aos pedacinhos.

Breve história da cerveja no Brasil

Dessas quatro, a mais popular foi certamente o aluá, aquela feita de arroz, que era a variedade mais consumida pelos escravos, em particular, na cidade do Rio de Janeiro. Embora a nobreza portuguesa instalada no Rio de Janeiro importasse licores e vinhos europeus (principalmente, da França), como bebida gelada, o aluá permaneceu como a bebida mais popular do Brasil durante todo o período do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e do Primeiro Reinado (governo de D. Pedro I). Era, em geral, vendido no meio da rua em grandes jarras de barro carregadas por mulheres negras (escravas de ganho ou libertas). Só a partir de 1830, com a chegada de novos produtos ao mercado brasileiro, que o consumo do aluá começaria a se reduzir aos poucos, sobrevivendo essencialmente através cultura afro-brasileira após o advento da República em 1889.

Atualmente, o aluá é produzido de modo geral nos Estados da região Nordeste e nos Estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, sendo servido principalmente em rituais de cultos de matriz africana. A nível de curiosidade, existe uma polêmica em relação a origem etimológica do nome “aluá”: alguns creem que seja de origem tupi, outros de origem asiática (possivelmente árabe) e um terceiro grupo, mais numeroso, que seja de origem africana, mais precisamente da língua dos negros hauçás, naturais da Costa da Mina (o litoral do golfo da Guiné, correspondendo hoje aos litorais de Gana, Togo, Benin e Nigéria).

Saiba mais sobre isso ouvindo Breve história da cerveja no Brasil.


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FONTES
  • Livro: “Os Primórdios da Cerveja no Brasil.”, Sérgio de Paula Santos.
  • Artigo: “A trajetória da cultura cervejeira e sua introdução no Brasil”,  Vitória Nascimento Dantas
  • Artigo: “Como a cerveja se tornou bebida brasileira: a história da indústria de cerveja no Brasil desde o início até 1930.”, Edgar Kob. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
  • Livro: “Almanaques administrativo, mercantil, e industrial do Rio de Janeiro”
  • Outras fontes

TRANSCRIÇÃO DO ÁUDIO

Equipe de Transcrição:
Karla Michelle Braga –  Facebook
Link: Em andamento


LINKS DO ALMANAK LAEMMERT

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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Loveshadow – Peace ( There s A better Way )
  • Loveshadow – It s Up to You(Bullets Borders)
  • Loveshadow – Summer Love
  • The Easton Ellises – Falcon 69
  • 10 Code – Today
  • Elektrophon – Psychobelle
  • AlexBeroza – Improvisation On Friday…
  • AlexBeroza – Start Again
  • Ani – Teryaiu Tebya
  • Loveshadow – 1972. The LS Solar Reprise
  • DJlang59 – Drops of H2O ( The Filtered Water Treatment )
  • Loveshadow – Fools Paradise. HelanaJ and Per Alpert
  • Loveshadow – Let Your Love Shine
  • Loveshadow – Melting Into One
  • Loveshadow – Moving With The Season
  • Jingle   Chopp em Garrafa  Chopp da Brahma (1935)
  • Loveshadow – My Everything ( Deep Parisian Prelude )
  • Loveshadow – My Heart On the Floor
  • Loveshadow – Never Be The Same
  • Loveshadow – Officer Down
  • Loveshadow – Twelve ( In the End )

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Propostas dos candidatos a presidente em 2018:

Com a finalidade de facilitar nossos ouvintes no que diz respeito a pesquisar sobre os candidatos ao cargo de presidente nas eleições de 2018, nós gravamos este episódio especial do Temacast.

Nós basicamente iremos citar as principais propostas dos candidatos ao cargo e quem sabe faremos alguns comentários sem qualquer tendência partidária ou preferência por qualquer candidato. Também deixaremos no post do episódio o link para o Plano de Governo dos candidatos.

Primeiramente vamos apresentar os candidatos em ordem alfabética, seus partidos e um breve resumo sobre eles. Em seguida apresentaremos as propostas que os candidatos têm para as seguintes áreas: Segurança, Educação e Saúde, Políticas Sociais, Economia e Emprego, Política Interna, Política Externa

Propostas dos candidatos a presidente em 2018

O texto com as propostas foram retirados do site da BBC Brasil (link abaixo na seção FONTES) onde cada candidato possui suas declarações em cada área que citamos acima.

Candidatos ao cargo citados no episódio:

  • Alvaro Dias
  • Ciro Gomes
  • Daciolo
  • Geraldo Alckmin
  • Guilherme Boulos
  • Henrique Meirelles
  • Jair Bolsonaro
  • João Amoêdo
  • João Goulart Filho
  • José Maria Eymael
  • Lula/Haddad
  • Marina Silva
  • Vera Lúcia

Saiba mais sobre isso ouvindo Propostas dos candidatos a presidente em 2018.


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FONTES
  • BBC
  • Outras fontes

TRANSCRIÇÃO DO ÁUDIO

Equipe de Transcrição:
Karla Michelle Braga –  Facebook
Fernanda Marini – Twitter: @femarini
Link: Em andamento

 


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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO

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As Teorias Marxistas:

Neste episódio, abordamos as teorias marxistas não com a costumeira abordagem político-ideológica a que estamos acostumados a encontrar por ai. Falamos das teorias marxistas com foco na economia da época em que Marx viveu e comparamos ao dias atuais.

Diferentemente de outros pensadores econômicos de seu tempo, Marx não estava comprometido com ideias abstratas. De fato, ele tinha uma opinião bastante ruim sobre as pessoas que defendiam “utopias” baseadas em conceitos etéreos como “justiça”, “igualdade social”, etc. Pessoas, inclusive, a quem ele chamava “socialistas utópicos”. Estando comprometido com o pensamento científico, Marx desejava embasar sua teoria social em algum conceito mais concreto que o “bem-estar” ou a “paz mundial”.

Ele queria algo que fosse mensurável e comparável. E por isso concluiu que, dentre as coisas que podiam ser medidas e comparadas, a coisa mais importante, mais característica acerca de nós seres humanos e as diferentes sociedades que nós construímos através do tempo, é a nossa capacidade de produzir o nosso próprio meio de subsistência. Em outras palavras, para Marx, é a capacidade de criar novas coisas através do trabalho que essencialmente nos diferencia, nós seres humanos, dos outros animais…

Saiba mais sobre isso ouvindo as teorias marxistas.


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FONTES
  • Curso “Moral Foundations of Politics” da Yale University, pelo prof. Ian Shapiro
  • “O Manifesto Comunista”, Karl Marx
  • “O Capital vol. 1”, Karl Marx
  • “O Capital vol. 2”, Karl Marx
  • Outras fontes

TRANSCRIÇÃO DO ÁUDIO

Equipe de Transcrição:
Carlos Barbosa – Linkedin
Fernanda Marini – Twitter: @femarini
Karla Michelle Braga –  Facebook
Rafael Rezende – Twitter: @KoreiaPS

Link: Transcrição

 


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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • The Best of Beethoven (YouTube)
  • Serenada ao Luar de Schubert (YouTube)

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Plano Real:

Quando Itamar Franco assumiu interinamente a Presidência da República no dia 29 de dezembro de 1992, imediatamente após a renúncia de Fernando Collor, a inflação acumulada nos 12 meses anteriores estava em 1119%.  Em 1991, ela havia sido de 472%. Em 1990, de 1621%. Também em decorrência da recessão, a arrecadação tributária não era suficiente para cobrir as despesas do governo. Como consequência, o governo apenas ordenava ao Banco Central –  que, na época, podia comprar títulos do Tesouro Nacional – que imprimisse o dinheiro necessário para fazer frente às despesas. O resultado era um moto-perpétuo inflacionário. Uma herança maldita advinda do governo Juscelino Kubitschek, que havia construído Brasília a partir de dinheiro impresso para essa finalidade e do repasse do Tesouro Nacional às empreiteiras.

Entretanto, a origem mais profunda da crise dos anos 1990, antes do Plano Real, remonta ao início dos anos 1980. O componente desencadeador fundamental dessa crise foi a ruptura do padrão de financiamento do Estado nacional-desenvolvimentista, inaugurado por Getúlio Vargas, aperfeiçoado por JK e seguido a risca pelos militares, somado ao desequilíbrio das contas externas provocado pelo choque externo ocorrido entre 1978-1982, com a crise do petróleo e a consequente alta do preço do barril de petróleo, que repercutiram profundamente nas condições internas e internacionais de financiamento do setor público brasileiro e no déficit comercial brasileiro. A crise do petróleo obrigou os EUA a elevar enormemente as suas taxas de juros a empréstimos e a reduzir enormemente a compra de produtos da América Latina, o que elevou significativamente o já preocupante endividamento externo dos países desse bloco, atingindo principalmente o Brasil, o mais endividado de todos (até hoje)…

Saiba mais sobre isso ouvindo Plano Real.


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FONTES
  • “Brasil: plano real e a estabilização econômica inacabada”, Dirceu Grasel
  • “Políticas Públicas e Estado: o Plano Real”, Marcus Ianoni
  • “A teoria da inflação inercial: concepções da PUC-RJ e da FGV-SP”, Osmani Pontes Moreno
  • Outras fontes

TRANSCRIÇÃO DO ÁUDIO

Créditos: Karla Michelle Braga (facebook)

Link:  Transcrição


VITRINE

MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Paulinho da Viola – Dinheiro na mão é vendaval
  • Art Popular – Fricote
  • Cássia Eller – O segundo sol
  • Art Popular – Valeu Demais
  • Cássia Eller – Palavras ao vento
  • Titãs – Sonífera Ilha
  • Titãs – Eu Não Aguento
  • Legião Urbana – Tempo Perdido
  • Pixote – A lua e eu
  • Skank – Vamos Fugir
  • Só Pra Contrariar – Mineirinho
  • Rappa – A Feira
  • Rappa – Vapor Barato
  • Claudinho e Buchecha – Quero te encontrar
  • Pink Floyd – Money
  • Pink Floyd – Learning To Fly
  • Pink Floyd – One Slip
  • Pink Floyd – On The Turning Away
  • Pink Floyd – Comfortably Numb

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Retrô 2016 – férias:

Este será, como de costume, o último episódio do ano. O Temacast entrará de férias e deverá retornar em março de 2017. Dessa maneira, aproveitamos para desejar a todos um excelente final de ano e um início de ano novo super legal. Ah! Não se esqueçam de botar juízo na cabeça nas festas que estão por vir. Não dirijam depois de beber e se beberem peguem um Uber. Nós queremos encontrar todos com muita saúde no ano que vem.

Como sempre fazemos, também neste episódio, Retrô 2016 – férias, iremos falar sobre vários acontecimentos deste ano que está chegando ao fim. Sempre optamos por falar das coisas que não foram muito divulgadas nas mídias de massa. Entretanto, desta vez também falamos de assuntos que foram muito divulgados devido ao calibre dos mesmos e do impacto que tiveram em nossas vidas.

Entre outros assuntos abordamos um fenômeno raro ocorrido na Índia chamado “Feto in fetus”. Se você não sabe o que é isso esta será a oportunidade de conhecer.

O que você acha de uma bateria nuclear que pode durar milhares de anos? E sobre máquinas moleculares que irão revolucionar os tratamentos de saúde?

Não deixe de conhecer as últimas evoluções do exoesqueleto desenvolvido pelo neurocientista Miguel Nicolelis e apresentado na abertura da Copa de 2014 de forma muito aquém do que deveria ter sido. No seu projeto aconteceram coisas surpreendentes e muito boas!

Saiba mais sobre outros assuntos ouvindo o episódio Retrô 2016 – férias.


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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Stevie Wonder – Sir Duke
  • Vincent Bell –  Airport Love Theme
  • Sade – Smooth Operator
  • Triumvirat – The Walls Of Doom
  • Gonzaguinha – E vamos à luta
  • Elis Regina – Aquele Abraço
  • Elis Regina – Como Nossos Pais
  • Chico Buarque – Apesar de Você
  • João Gilberto   Chega de saudade
  • Guilherme Arantes – Olhos Vermelhos
  • Sérgio Sampaio – Bloco Na Rua
  • Tunai – Frisson
  • Cazuza – Brasil
  • Cazuza – Codinome Beija Flor
  • DJlang59 – Drops of H2O
  • The Beatles – Let It Be
  • Loveshadow – It’s up to You
  • Loveshadow – Peace
  • Loveshadow – Almost Given Up
  • Loveshadow – I am Your Black Swan
  • Loveshadow – Liberty Road
  • Simone – Então é natal
  • Bob Sinclair – World Hold On
  • Sam La More – I Wish It Could Last
  • Sa Trincha – Sa Trincha 2009
  • Gigi D’ Agostino – Toujours Lamour (Forte Forte)

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 Origem da Favela:

Como vimos no Episódio #18 do Temacast, que narra os eventos da Guerra de Canudos, o Exército brasileiro fracassou nas primeiras três expedições que pretendiam destruir a cidade de Belo Monte – como o arraial de Canudos foi batizado pelos seus habitantes. Como solução final para os “irredutíveis canudenses”, o Presidente Prudente de Moraes, o primeiro Presidente civil da República brasileira, ofereceu aos soldados de baixa patente e a outros sertanejos que viviam por ali nas cercanias de Canudos o recebimento de terras no Distrito Federal (Rio de Janeiro) caso eles o Exército fossem vitoriosos contra os “rebeldes”.

Assim, após a morte de Antônio Conselheiro e a destruição de Canudos, que se deu em 5 de outubro de 1897, esses ex-combatentes de guerra vieram todos com suas famílias para o Rio de Janeiro, mas chegando lá não encontraram lugar para morar e passaram a ocupar o Morro da Providência, no centro da cidade, bem próximo a Estação Central do Brasil. Em princípio, essa ocupação era de caráter provisório – até que o Governo Federal cumprisse a promessa de dar moradia aos veteranos de Canudos – mas, como o Governo Federal nunca cumpriu a promessa feita por Prudente de Moraes, a ocupação provisória acabou se tornando permanente.

Entretanto,

Apesar de a chegada dos soldados ter ampliado o número de habitantes ali no Morro da Providência, ele já vinha sendo ocupado havia quatro anos, desde 1893, quando o então prefeito do Rio, Barata Ribeiro, mandou demolir o maior cortiço do centro da cidade: o “Cabeça de Porco”. Com a chegada dos miseráveis que compunham as tropas de Canudos, o Morro da Providência passou a ser apelidado de Morro da Favella, em alusão a um arbusto abundante no sertão baiano que produzia frutos com sementes semelhantes às da fava e que era popularmente chamado no norte de faveleira, faveleiro ou favela. A faveleira ou favela é o arbusto da mandioca brava, umas das poucas coisas que nasciam no solo pedregoso do Morro da Providência. Assim como os montes que cercavam Canudos, o Morro da Providência era completamente recoberto dessas faveleiras…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio sobre a origem da favela.


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FONTES 
  • Livro: A Invenção da Favela, Licia do Prado Valladares
  • Depoimento pessoal
  • Outras fontes

VEJA MAIS

FOTOS
Rocinha nos seus primórdios (2)
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VITRINE

MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Arlindo Cruz  – Favela
  • Bezerra da Silva – Eu sou Favela
  • Renato da Rocinha – Moro lá
  • Renato da Rocinha – Qualquer Lugar
  • Realidade da Favela – A voz não cala
  • Seu Jorge – Eu Sou Favela
  • Renato da Rocinha – Misticidade
  • Cidinho e Doca – Rap da Felicidade
  • Mc Bob Rum – Rap do Silva
  • Renato da Rocinha – Roçando
  • Mc Dollores – Guerra de Ambição (Trilha do Filme ‘Fuga da Rocinha’)
  • Renato da Rocinha – Outros Tempos
  • Luiz Melodia e Escola de Música da Rocinha – Cruel
  • Renato da Rocinha – Chega de Fazer Pirraça
  • Ultraje a Rigor – Nós vamos invadir sua praia
  • Renato da Rocinha – Rocinha
  • Abertura (Francis Hime   Sinfonia do Rio de Janeiro de São Sebastião)
  • Agostinho dos Santos   A felicidade (Happiness)
  • Thiago Kobe – Grito Negro
  • Renato da Rocinha – Horizonte Perdido
  • Paralamas do Sucesso – Alagados
  • Grand Funk Railroad – Feelin’ Alright
  • Grateful Dead – Just A Little Light
  • Grateful Dead – Althea
  • Deep Purple – Black Night
  • Black Sabbath – The Warning
  • Black Sabbath – Children of the Grave
  • Black Sabbath – Changes

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California:

Está localizada na costa oeste dos Estados Unidos e é banhada pelo Oceano Pacífico. Pode não parecer, já que se você olhar no mapa o estado é só uma tripinha, mas ele é o terceiro maior estado americano em área, ficando atrás do Alasca e do Texas. Em riqueza, ela está em primeiro lugar no país e é bem mais rica do que muitos países. O estado tem um produto interno bruto de 2.2 Trilhões de dólares por ano, o que equivale a 13% de todos os Estados Unidos e é maior que o PIB de quase todos os países do mundo, com exceção de 7: o próprio Estados Unidos, a China, o Japão, a Alemanha, a França, o Reino Unido e o Brasil. E essa lista vai mudar, porque acredita-se que já neste ano de 2015 supere o PIB do Brasil. Hoje o nosso PIB e o PIB da California é praticamente o mesmo.

Pois é, isso quer dizer que ela é mais rica que a Itália, Rússia, Espanha e vários outros “ban ban bans” por aí.
Falando sobre as regiões da California, resumidamente nós temos o Norte da California, onde fica San Francisco, todo o famoso Vale do Silício e a capital do estado, Sacramento e temos o Sul da California onde fica a segunda maior cidade dos EUA, Los Angeles e tem também San Diego, já na fronteira com o México. Essas são as principais cidades do estado: Los Angeles, San Francisco, San Diego e Sacramento. No quesito populacional, ela também é o estado mais populoso dos EUA, com 38 milhões de pessoas, tem 8 cidades dentre as mais populosas do país e com a segunda maior área metropolitana: Los Angeles, que tem quase 19 milhões de pessoas.

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


PARTICIPANTES
FONTES 

VEJA MAIS

VITRINE

MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Dead Kennedys – California Über Alles
  • Led Zeppelin – Going to California
  • Ray Conniff – It Never Rains In California
  • Harpo – San Francisco night
  • Maroon 5 – Leaving California
  • Chuck Berry – California
  • Billy Scott – The Prophets ‘California’
  • Counting Crows – Los Angeles
  • Lenny Kravitz – California
  • Manfred Mann’s Earth Band – California
  • Eagles – Hotel California
  • Roy Orbison – California Blue
  • Ennio Morricone – A Fistful Of Dollars
  • Ennio Morricone – The Good, The Bad and The Ugly
  • The Mamas & The Papas – California Dreamin’
  • Scott McKenzie – If You’re Going To San Francisco
  • U2 – California (There Is No End To Love)
  • Marlena Shaw   California Soul
  • Beach Boys – California Girls
  • Soul Kid – We got more bounce in California
  • Red Hot Chilli Peppers – Californication
  • The Adicts – California
  • Rosa Maria – California Dreamin’
  • Chris Isaak – San Francisco Days
  • Pet Shop Boys – Go West
  • Stereophonics – Have a Nice Day

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– Guerra Fria – parte 2 –

O computador que você tem agora à sua frente; a Internet, rede em que este podcast foi publicado; o seu relógio digital e até a viagem do homem à Lua são, de certa forma, frutos da Guerra Fria. Tecnologias das mais variadas áreas foram influenciadas por ela.

Sem a ameaça do bloco adversário, o desenvolvimento de satélites e foguetes se daria em outro ritmo. Há quem acredite que sem a constante sombra do Kremlin, os Estados Unidos sequer se interessariam pelo desenvolvimento de foguetes. Isso porque muitos militares do alto escalão americano acreditavam que os aviões bombardeiros eram o transporte ideal da grande vedete do setor bélico: a bomba atômica. Deslumbrados pelo grande poder destrutivo da bomba, demonstrado em Hiroshima e Nagasaki, os militares concentrariam esforços, e dinheiro, no desenvolvimento de artefatos nucleares, deixando descobertos outros setores de pesquisa. Mas os avanços dos foguetes soviéticos não deixaram os EUA dormirem no ponto.

Os embates deram-se como numa partida de xadrez, em que cada movimento de um dos lados era seguido de uma resposta, quase que imediata, do oponente. O primeiro lance foi dos Estados Unidos, que já em 1946 fez um teste nuclear no Atol de Bikini, no Pacífico. A repercussão mundial levou o estilista francês Jaques Heim a batizar seu maiô de duas peças com o nome do atol. A URSS recebeu o recado e, em 1949, já testava o seu primeiro artefato nuclear.

Saiba mais sobre o assunto ouvindo este episódio e, de quebra, perceba que fazer podcast com amor pode significar estar gravando com terremotos rondando a sua casa, se você mora em Los Angeles…


PARTICIPANTES

LINKS CITADOS NO EPISÓDIO

FONTES

TRILHA SONORA DESTE EPISÓDIO

Iron Maiden   The Final Frontier
Two Step From Hell
Tema do Tetris
Beatles – Back to the URSS
Carpenters – Please, Mr. Postman
Aerosmith – Love me two times
Aerosmith – Crazy
Bee Gees – More than a woman
Bruno Mars – Show me
Bruno Mars – Locked out of heaven


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– O Brasil tem jeito? –

Uma imagem que existe do brasileiro é a de que somos muito paternalistas. Enxergamos os políticos ou o próprio chefe, como um paizão que vai nos salvar dos problemas. É isso mesmo ou essa é uma visão errada? Um dos principais males do paternalismo é criar a expectativa de que “alguém” de algum lugar irá surgir e nos salvar, o que na prática acaba em uma eterna esperança que é alicerçada em algo ou alguém.

A gente espera que surja um político decente que mude os rumos do país… temos esperança que alguém tome as rédeas e FAÇA alguma coisa para que possamos sair do marasmo… e esperamos… com fé… fé em algo ou alguém que não sabemos o que é ou quem seja… esperamos… um milagre, afinal Deus é brasileiro!

“Deus é brasileiro” é todo o discurso que o acomodado precisa, porque afinal, “se Deus vai resolver tudo eu não preciso fazer NADA”! Isso é um poço que é a cara da cultura brasileira e, enquanto isso, os espertos de plantão estão comendo a nossa carne e triturando os nossos ossos…

Neste episódio, discutimos sobre as crenças que nos move para este estado letárgico que faz com que cruzemos os braços e que acreditemos que o Brasil é um país do futuro, embora nada seja feito para que isso se torne realidade.


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– Barão de Mauá –

Irineu Evangelista de Souza com seu espírito empreendedor, revolucionário e progressista teve que, durante toda a sua vida como homem de negócios, enfrentar as dificuldades e obstáculos criados por uma sociedade cuja economia era centrada na produção rural e na mão de obra dos escravos. Para as elites da época as ideias e os ideais de Irineu se opunham aos interesses deles.

Por este motivo, nota-se que Irineu foi fortemente combatido por leis feitas para dificultar seus negócios, por sabotagens, trapaças e, portanto, teve vários reveses financeiros na sua vida. Por outro lado, seu talento e perseverança sempre o colocava novamente em novos empreendimentos e o pioneirismo foi sempre a sua marca mais visível!

Apesar disso, em 1865 a fortuna pessoal do Barão de Mauá era de 10.000 contos de réis (ou 10 toneçadas de ouro) corrigida para valores de hoje seria aproximadamente de R$ 1 bilhão e 40 milhões pela conversão do preço da gr de ouro da época para o preço de hoje. Já o capital da sua empresa Mauá & Cia era de 115.000 contos de réis ou R$11 bilhões 960 milhões. O orçamento do império era de 97.000 contos de réis…


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– Regime Militar –

Na madrugada do dia 31 de março de 1964, um golpe militar foi deflagrado contra o governo legalmente constituído de João Goulart. A falta de reação do governo e dos grupos que lhe davam apoio foi notável. Não se conseguiu articular os militares legalistas. Também fracassou uma greve geral proposta pelo Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) em apoio ao governo. João Goulart, em busca de segurança, viajou no dia 1o de abril do Rio, para Brasília, e em seguida para Porto Alegre, onde Leonel Brizola tentava organizar a resistência com apoio de oficiais legalistas, a exemplo do que ocorrera em 1961. Apesar da insistência de Brizola, Jango desistiu de um confronto militar com os golpistas e seguiu para o exílio no Uruguai, de onde só retornaria ao Brasil para ser sepultado, em 1976. Antes mesmo de Jango deixar o país, o presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, já havia declarado vaga a presidência da República.

O presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumiu interinamente a presidência, conforme previsto na Constituição de 1946, e como já ocorrera em 1961, após a renúncia de Jânio Quadros. Logo em seguida é eleito o primeiro presidente militar, Castelo Branco, que daria início a 21 anos de repressão, endurecimento, trunculência, torturas e desaparecimentos de vários cidadãos que se opunham ao modelo ditatorial dos militares. Acompanhem-nos nesta abordagem que irá desde o golpe em 1964 até o início da abertura política e a saída dos militares do poder.


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Filmes que falam sobre o regime militar:

  1. MANHÃ CINZENTA (1968), Olney São Paulo – Em plena vigência do AI-5, o cineasta-militante Olney São Paulo dirigiu este filme, que se passa numa fictícia ditadura latino-americana, onde um casal que participa de uma passeata é preso, torturado e interrogado por um robô, antecipando o que aconteceria com o próprio diretor. A ditadura tirou o filme de circulação, mas uma cópia sobreviveu para mostrar a coragem de Olney São Paulo, que morreu depois de várias sessões de tortura, em 1978.
  2. PRA FRENTE, BRASIL (1982), Roberto Farias – Um homem comum volta para casa, mas é confundido com um “subversivo” e submetido a sessões de tortura para confessar seus supostos crimes. Este é um dos primeiros filmes a tratar abertamente da ditadura militar brasileira, sem recorrer a subterfúgios ou aliterações. Reginaldo Faria escreveu o argumento e o irmão, Roberto, assinou o roteiro e a direção do filme, repleto de astros globais, o que ajudou a projetar o trabalho.
  3. NUNCA FOMOS TÃO FELIZES (1984), Murilo Salles – Rodado no último ano do regime militar, a estreia de Murilo Salles na direção mostra o reencontro entre pai e filho, depois de oito anos. Um passou anos na prisão; o outro vivia num colégio interno. Os anos de ausência e confinamento vão ser colocados à prova num apartamento vazio, onde o filho vai tentar descobrir qual a verdadeira identidade de seu pai. Um dos melhores papéis da carreira de Claudio Marzo.
  4. CABRA MARCADO PARA MORRER (1984), Eduardo Coutinho – A história deste filme equivale, de certa forma, à história da própria ditadura militar brasileira. Eduardo Coutinho rodava um documentário sobre a morte de um líder camponês em 1964, quando teve que interromper as filmagens por causa do golpe. Retomou os trabalhos 20 anos depois, pouco antes de cair o regime, mesclando o que já havia registrado com a vida dos personagens duas décadas depois. Obra-prima do documentário mundial.
  5. O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? (1997), Bruno Barreto – Embora ficcionalize passagens e personagens, a adaptação de Bruno Barreto para o livro de Fernando Gabeira, que narra o sequestro do embaixador americano no Brasil por grupos de esquerda, tem seus méritos. É uma das primeiras produções de grande porte sobre a época da ditadura, tem um elenco de renome que chamou atenção para o episódio e ganhou destaque internacional, sendo inclusive indicado ao Oscar.
  6. AÇÃO ENTRE AMIGOS (1998), Beto Brant – Beto Brant transforma o reencontro de quatro ex-guerrilheiros, 25 anos após o fim do regime militar, numa reflexão sobre a herança que o golpe de 1964 deixou para os brasileiros. Os quatro amigos, torturados durante a ditadura, descobrem que seu carrasco, o homem que matou a namorada de um deles, ainda está vivo –e decidem partir para um acerto de contas. O lendário pagador de promessas Leonardo Villar faz o torturador.
  7. CABRA CEGA (2005), Toni Venturi – Em seu melhor longa de ficção, Toni Venturi faz um retrato dos militantes que viviam confinados à espera do dia em que voltariam à luta armada. Leonardo Medeiros vive um guerrilheiro ferido, que se esconde no apartamento de um amigo, e que tem na personagem de Débora Duboc seu único elo com o mundo externo. Isolado, começa a enxergar inimigos por todos os lados. Belas interpretações da dupla de protagonistas.
  8. O ANO EM QUE MEUS PAIS SAIRAM DE FÉRIAS (2006), Cao Hamburger – Cao Hamburger, conhecido por seus trabalhos destinados ao público infantil, usa o olhar de uma criança como fio condutor para este delicado drama sobre os efeitos da ditadura dentro das famílias. Estamos no ano do tricampeonato mundial e o protagonista, um menino de doze anos apaixonado por futebol, é deixado pelos pais, militantes de esquerda, na casa do avô. Enquanto espera a volta deles, o garoto começa a perceber o mundo a sua volta.
  9. HOJE (2011), Tata Amaral – Os fantasmas da ditadura protagonizam este filme claustrofóbico de Tata Amaral. Denise Fraga interpreta uma mulher que acaba de comprar um apartamento com o dinheiro de uma indenização judicial. Cíclico, o filme revela aos poucos quem é a protagonista, por que ela recebeu o dinheiro e de onde veio a misteriosa figura que se esconde entre os cômodos daquele apartamento. Denise Fraga surpreende num papel dramático.
  10. TATUAGEM (2013), Hilton Lacerda – A estreia do roteirista Hilton Lacerda na direção é um libelo à liberdade e um manifesto anárquico contra a censura. Protagonizado por um grupo teatral do Recife, o filme contrapõe militares e artistas em plena ditadura militar, mas transforma os últimos nos verdadeiros soldados. Os soldados da mudança. Irandhir Santos, grande, interpreta o líder da trupe. Ele cai de amores pelo recruta vivido pelo estreante Jesuíta Barbosa, que fica encantado pelo modo de vida do grupo.
  11. BATISMO DE SANGUE (2007), Helvécio Ratton – Apesar do incômodo didatismo do roteiro, o longa é eficiente em contar a história dos frades dominicanos que abriram as portas de seu convento para abrigar o grupo da Aliança Libertadora Nacional (ALN), liderado por Carlos Marighella. Gerando desconfiança, os frades logo passaram a ser alvo da polícia, sofrendo torturas físicas e psicológicas que marcaram a política militar. Bastante cru, o trabalho traz boas atuações do elenco principal e faz um retrato impiedoso do sofrimento gerado pela ditadura.
  12. ZUZU ANGEL (2000), Sergio Rezende – Brasil, anos 60. A ditadura militar faz o país mergulhar em um dos momentos mais negros de sua história. Alheia a tudo isto, Zuzu Angel, uma estilista de modas, fica cada vez mais famosa no Brasil e no exterior. O desfile da sua coleção em Nova York consolidou sua carreira, que estava em ascensão. Paralelamente seu filho, Stuart, ingressa na luta armada, que combatia as arbitrariedades dos militares. Resumindo: as diferenças ideológicas entre mãe e filho eram profundas. Ela uma empresária, ele lutando pela revolução socialista e Sônia, sua mulher, partilha das mesmas idéias. Numa noite Zuzu recebe uma ligação, dizendo que “Paulo caiu”, ou seja, Stuart tinha sido preso pelos militares. As forças armadas negam e Zuzu visita uma prisão militar e nada acha, mas viu que as celas estavam tão bem arrumadas que aquilo só podia ser um teatro de mau gosto, orquestrado pela ditadura. Pouco tempo depois ela recebe uma carta dizendo que Stuart foi torturado até a morte na aeronáutica. Então ela inicia uma batalha aparentemente simples: localizar o corpo do filho e enterrá-lo, mas os militares continuam fazendo seu patético teatro e até “inocentam” Stuart por falta de provas, apesar de já o terem executado. Zuzu vai se tornando uma figura cada vez mais incômoda para a ditadura e ela escreve que não descarta de forma nenhuma a chance de ser morta em um “acidente” ou “assalto”.

fonte (filmes de 1 a 11): Pragmatismo Político

ENTREVISTA COM O MATADOR DO REGIME MILITAR

CLÁUDIO GUERRA – Ex-delegado do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social)

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– O sal –

Seu uso e comércio sempre estiveram intimamente relacionados com o homem. Ele foi ao longo dos tempos a única rocha comestível por humanos. Seu uso é difundido em todas as cozinhas do mundo, como um condimento ou conservante de alimentos, como o caso da carne e do peixe. O sal foi a causa de grandes crises econômicas da civilização e está ligado a riqueza e prosperidade de muitas nações no passado. Embora hoje o sal não tenha mais o valor de ouro como no passado, devido as técnicas modernas de extração e abundância em todo planeta, continua sendo de grande importância para o ser humano que o utiliza não apenas como tempero e conservante. O sal se apresenta também na indústria, em hospitais, na prevenção de acidentes,  viabilizando deslocamento das pessoas e sendo utilizado na fabricação de mais de 14000 produtos dos mais diversos. Certamente, porque a vida surgiu no mar, tanto a água como o sal são partes integrantes e vitais dos organismos. E, nós humanos não fugimos a esta regra. Temos sal em todos os líquidos orgânicos: nas lágrimas, na saliva, na urina e no sangue, cujo teor é de 6,5 g por litro. Respeitados os limites aconselhados o sal é absolutamente indispensável, a nós e aos animais, em cujas rações também se inclui o sal.

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– Geração Canguru –

Neste episódio fala-se de um fenômeno que ocorre há várias décadas em todo o mundo. Trata-se de uma forma de comportamento adotada por boa parte da população de jovens que por motivos variados preferem permanecer morando na casa de seus pais, embora já tenham idade suficiente para encararem a vida sozinhos. Eles pertencem a chamada Geração Canguru. Os motivos para este fenômeno, em que faixa etária ele se dá e as consequências também são discutidas. O episódio tratará da relação entre pais e filhos neste processo que vem aumentando a cada década e como, em alguns casos, a falta de motivos para que ocorram o fenômeno de permanência junto aos pais pode trazer prejuízo para as partes envolvidas no processo.


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Psicóloga fala na Rede Record sobre a ‘Geração Canguru’: Filhos apegados aos pais que não trocam a casa da família por independência.

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