Origem da Favela:

Como vimos no Episódio #18 do Temacast, que narra os eventos da Guerra de Canudos, o Exército brasileiro fracassou nas primeiras três expedições que pretendiam destruir a cidade de Belo Monte – como o arraial de Canudos foi batizado pelos seus habitantes. Como solução final para os “irredutíveis canudenses”, o Presidente Prudente de Moraes, o primeiro Presidente civil da República brasileira, ofereceu aos soldados de baixa patente e a outros sertanejos que viviam por ali nas cercanias de Canudos o recebimento de terras no Distrito Federal (Rio de Janeiro) caso eles o Exército fossem vitoriosos contra os “rebeldes”.

Assim, após a morte de Antônio Conselheiro e a destruição de Canudos, que se deu em 5 de outubro de 1897, esses ex-combatentes de guerra vieram todos com suas famílias para o Rio de Janeiro, mas chegando lá não encontraram lugar para morar e passaram a ocupar o Morro da Providência, no centro da cidade, bem próximo a Estação Central do Brasil. Em princípio, essa ocupação era de caráter provisório – até que o Governo Federal cumprisse a promessa de dar moradia aos veteranos de Canudos – mas, como o Governo Federal nunca cumpriu a promessa feita por Prudente de Moraes, a ocupação provisória acabou se tornando permanente.

Entretanto,

Apesar de a chegada dos soldados ter ampliado o número de habitantes ali no Morro da Providência, ele já vinha sendo ocupado havia quatro anos, desde 1893, quando o então prefeito do Rio, Barata Ribeiro, mandou demolir o maior cortiço do centro da cidade: o “Cabeça de Porco”. Com a chegada dos miseráveis que compunham as tropas de Canudos, o Morro da Providência passou a ser apelidado de Morro da Favella, em alusão a um arbusto abundante no sertão baiano que produzia frutos com sementes semelhantes às da fava e que era popularmente chamado no norte de faveleira, faveleiro ou favela. A faveleira ou favela é o arbusto da mandioca brava, umas das poucas coisas que nasciam no solo pedregoso do Morro da Providência. Assim como os montes que cercavam Canudos, o Morro da Providência era completamente recoberto dessas faveleiras…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio sobre a origem da favela.


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  • Livro: A Invenção da Favela, Licia do Prado Valladares
  • Depoimento pessoal
  • Outras fontes

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Rocinha nos seus primórdios
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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Arlindo Cruz  – Favela
  • Bezerra da Silva – Eu sou Favela
  • Renato da Rocinha – Moro lá
  • Renato da Rocinha – Qualquer Lugar
  • Realidade da Favela – A voz não cala
  • Seu Jorge – Eu Sou Favela
  • Renato da Rocinha – Misticidade
  • Cidinho e Doca – Rap da Felicidade
  • Mc Bob Rum – Rap do Silva
  • Renato da Rocinha – Roçando
  • Mc Dollores – Guerra de Ambição (Trilha do Filme ‘Fuga da Rocinha’)
  • Renato da Rocinha – Outros Tempos
  • Luiz Melodia e Escola de Música da Rocinha – Cruel
  • Renato da Rocinha – Chega de Fazer Pirraça
  • Ultraje a Rigor – Nós vamos invadir sua praia
  • Renato da Rocinha – Rocinha
  • Abertura (Francis Hime   Sinfonia do Rio de Janeiro de São Sebastião)
  • Agostinho dos Santos   A felicidade (Happiness)
  • Thiago Kobe – Grito Negro
  • Renato da Rocinha – Horizonte Perdido
  • Paralamas do Sucesso – Alagados
  • Grand Funk Railroad – Feelin’ Alright
  • Grateful Dead – Just A Little Light
  • Grateful Dead – Althea
  • Deep Purple – Black Night
  • Black Sabbath – The Warning
  • Black Sabbath – Children of the Grave
  • Black Sabbath – Changes

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Lei de Murphy:

Existe uma lei mais implacável que a gravidade, mais absoluta que a física, mais inevitável que o destino. É um fator que desafia a ciência e talvez a única certeza que possamos vislumbrar nessa vastidão de dúvidas que é a vida: A Lei de Murphy que diz: Se alguma coisa pode dar errado, dará.

Esse Murphy era o engenheiro aeroespacial Edward Aloysius Murphy e formulou sua lei em 1949 depois de descobrir que estavam mal conectados todos os eletrodos de um equipamento para medir os efeitos da aceleração e desaceleração em pilotos. No começo o que ele disse foi específico para o técnico que cometeu o erro. “Se houver uma única maneira de fazer algo errado, ele o fará”. O gerente de projetos que trabalhava com a equipe anotou aquela frase num caderninho onde ele mantinha frases que achava engraçadas e deu o nome de Lei de Murphy. Com base naquela lei, que o gerente reescreveu na forma com que conhecemos hoje, várias precauções foram tomadas para que erros assim não acontecessem de novo e com isso o projeto acabou sendo concluído com sucesso.

Mas, afinal, a Lei de Murphy existe? Muitos acreditam que sim, principalmente quando estão completamente tomados pela raiva de certos acontecimentos.

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


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Lei de Murphy e as filas

A lei de Murphy e as filas


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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • John Lee Hooker – No Shoes
  • Bonny Tyler – I put a spell on you
  • Buddy Guy Cover by Scott Holt – One Room Country Shack
  • Fausto Papetti – Samba Pati
  • Magic Slim – How unlucky can one man be
  • Alvin Lee – Bluest Blues
  • Stevie Ray Vaughan – Tin Pan Alley
  • Neal Schon – Caruso
  • Junior Wells – Why are people like that
  • Blues Company – Silent Night
  • Van Morrison and Tom Jones  – Sometimes we cry
  • Mckinley Mitchell – Trouble Blues
  • Joe Bonamassa – Stop
  • Blind Boy Fuller- Walking my Troubles away
  • Beth Hart and Joe Bonamassa – I’ll Take Care Of You
  • John Lee Hooker- Night time is the right time
  • Popa Chubby Black Coffee Blues Band –  Messin’ With The Kid
  • Dire Straits – Sultans Of Swing

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Muhammad Ali:

Considerado por muitos o maior boxeador de toda a história, Muhammad Ali foi três vezes campeão mundial de boxe na categoria de Peso Pesado, campeão olímpico e um dos mais importantes ativistas pelos direitos dos negros americanos. Ele foi o único boxeador até hoje a conquistar o título mundial três vezes assim como foi o único a ser escolhido por cinco anos o Lutador do Ano pela revista Ring Magazine. Ele também foi escolhido o Atleta do Século XX pela revista Sports Illustrated e a Maior Personalidade do Esporte pela rede BBC.

Em uma época em que os lutadores pouco falavam, deixando as entrevistas a cargo de seus agentes, Muhammad Ali foi uma das vozes mais sensatas e ouvidas de sua geração. Ele lutou até o fim pelo que acreditava e sua importância está muito acima do que ele fez nos ringues. É dele que vamos falar hoje, mas para isso vamos começar entendendo de onde ele veio a afim de compreender o homem além do mito.

Muhammad Ali nasceu com o nome de Cassius Marcellus Clay Jr. no dia 17 de Janeiro de 1942 na cidade de Louisville, Kentucky. Ele tinha uma irmã e quatro irmãos e era filho de Odessa O’Grady Clay e Cassius Marcellus Clay Sr, que recebeu esse nome (Cassius Marcellus) em homenagem a um político republicado abolicionista do Século XIX que era também do estado de Kentucky. Obviamente um político branco, algo que incomodaria muito ao personagem deste episódio anos depois…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Syl Johnson – Is It Because I’m Black
  • Stevie Wonder – I Wish
  • Stevie Wonder – Signed, Sealed, Delivered I’m Yours
  • Ray Charles – Moon over Miami
  • Muddy Waters – I’m Ready
  • Michael Kiwanuka – Always Waiting
  • Michael Kiwanuka – Black Man In A White World
  • Michael Kiwanuka – Any Day Will Do Fine
  • Michael Kiwanuka – Bones
  • Michael Kiwanuka – I’m Getting Ready
  • Michael Kiwanuka – Home Again
  • Michael Kiwanuka – Tell Me A Tale
  • Michael Kiwanuka – Waterfall
  • Michael Kiwanuka – Worry Walks Beside Me
  • The Staple Singers – Respect Yourself
  • Sixto Rodrigues – This Is Not a Song, It’s an Outburst- Or, The Establishment Blues
  • Sixto Rodrigues – Inner City Blues
  • Sixto Rodrigues – I Wonder
  • Carpenters – Please Mr. Postman
  • Al Green – Im Still In Love With You
  • Al Green – Sha – La – La (Make Me Happy)
  • Ann Peebles – My Man He’s A Lovin Man
  • Ann Peebles – Trouble, Heartaches And Sadness
  • Ann Peebles – Old Man With Young Ideas
  • Ann Peebles – Chain Of Fools
  • Ann Peebles – I Didn’t Take Your Man
  • Ann Peebles – You’re More Than I Can Stand
  • Ann Peebles – Put Yourself In My Place
  • Ann Peebles – I’d Rather Leave While I’m In Love

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Escravidão:

Como definição, a escravidão é um regime jurídico ou econômico onde o princípio de propriedade privada é aplicado também a seres humanos, permitindo que pessoas sejam classificadas como propriedade. Sendo assim, elas podem ser compradas e vendidas e não podem, por sua vontade, se desvencilhar desta relação de exploração. Além disso, o escravo a princípio não recebe nenhum tipo de remuneração pelo trabalho que executa e suas atividades bem como seu tempo são controlados por quem detém sua posse. Essa é a definição clássica de escravidão e, por estes termos, ela é considerada ilegal em todos os países. O último a abolir em definitivo a escravidão foi a Mauritânia em, pasme, 2007! Apenas poucos anos atrás. No entanto, isso não significa que a escravidão tenha deixado de existir.

Há, nos tempos atuais, também a definição de “condição análoga à escravidão” que é onde uma pessoa trabalha para a outra sem na prática ter a opção de sair daquele emprego ou mesmo se mudar para um outro lugar. Dentre as formas que vamos ver que mantém uma pessoa ainda hoje em dia nessas condições estão desde questões financeiras até mesmo o uso da força por parte de seus captores.

Falando em etimologia, a palavra “escravo” em português ou “Slave” em inglês vem do Latim SCLAVUS, “pessoa que é propriedade de outra” e de de SLAVUS, “eslavo”. Mas, Eslavo, da etnia eslava? Sim, já que em guerras antigas muitos desta etnia foram capturados e escravizados…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


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Corrupção na Ditadura:

O último período do Brasil sob comando dos militares ocorreu após o golpe de Estado em março de 1964 e durou até 1985, com a saída do general João Baptista Figueiredo. O regime foi marcado pelas restrições ao trabalho do Legislativo e do Judiciário, blindagem do Executivo e, consequentemente, de todas as instituições civis e militares subordinadas ao governo federal, censura à imprensa e repressão à sociedade civil. Os ouvintes que quiserem saber mais sobre o regime militar poderão ouvir o episódio #04 do Temacast.

O historiador Pedro Henrique Pedreira Campos afirma: “A falta de fiscalização autônoma a agentes públicos praticamente impedia o combate à corrupção na ditadura. “Era um cenário ideal para práticas corruptas”, diz o autor do livro “Estranhas Catedrais – As Empreiteiras Brasileiras e a Ditadura Civil-militar”, que aborda a ligação das empresas de construção com o regime.

E continua: “Isso de dizer que havia menos corrupção é uma falsa impressão. Não é que eram menos casos, pelo contrário. É que a denúncias eram menos publicadas. Os mecanismos de fiscalização eram bem menos eficientes. A imprensa estava cerceada, censurada, várias empresas foram forçadas à falência. A pequena imprensa foi duramente perseguida”.

“Os mecanismos do Estado também eram ineficientes. O Congresso ficou fechado algumas vezes; dentro da oposição oficial, o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), quem não seguisse a linha poderia ser cassado pelo AI-5. A Polícia Federal e o Ministério Público eram usados para finalidades diretas da ditadura; a margem de independência do Judiciário era muito pequena. Era um cenário montado para impedir contestação.”…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


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FONTES 

VÍDEOS

Motivos para não querermos os militares no comando

Liberdade de imprensa – Gal Newton Cruz (Tratamento dado a um repórter)

Guerra de palavras: entrevista com o Gal Leônidas Pires Gonçalves

Que história é essa Newton Cruz?


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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Originais Do Samba – Se Gritar Pega Ladrão
  • Aerus – Me dá um dinheiro aí
  • João Bosco – Bala com bala
  • Chico Buarque – Hino Da Repressão
  • Caetano Veloso – Podres Poderes
  • Elza Soares – Mas que nada
  • Chico Buarque – Roda viva
  • Caetano Veloso – O Quereres
  • Chico Buarque – Corrente
  • Gonzaguinha – Comportamento geral
  • Chico Buarque – Vai passar
  • Chico Buarque – Apesar de você
  • Chico Buarque – Tema de “Os inconfidentes”
  • Chico Buarque – Bye bye Brasil
  • Chico Buarque – Pelas tabelas
  • Gonzaguinha – Vamos à Luta
  • Chico Buarque – Cálice
  • Bezerra da Silva – Vírus da Corrupção
  • Cássia Eller  – Malandragem
  • Cássia Eller – Lanterna dos Afogados
  • Jota Quest – As Dores Do Mundo
  • Legião Urbana – Que País é Este
  • Tim Maia – Vale tudo
  • Gilberto Gil – Realce

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– Intolerância (A era dos extremos) –

A Intolerância é o nome dado quando falta a uma pessoa ou a um grupo o seu oposto: a tolerância. Tolerância é uma palavra derivada do latim Tolerare que significa “suportar” ou “aceitar” e está relacionada ao grau de aceitação diante de um elemento contrário a uma regra, seja ela moral, religiosa, cultural, civil ou física.

Quando dissemos grau, é isso mesmo que você entendeu. Segundo a definição do conceito, existem diferentes graus de tolerância. A pessoa pode ser completamente tolerante a algo, completamente intolerante ou parcialmente tolerante.

Um exemplo

Disso é a questão da intolerância de pessoas quanto à homossexualidade. Existem pessoas que são completamente tolerantes a isso e encaram como algo normal e acham que homossexuais devem ter seus direitos garantidos por lei, incluindo o direito ao casamento civil e adoção de crianças. Existem pessoas que são completamente intolerantes e que acham que a homossexualidade deve ser banida, sugerindo até uma coisa meio esdrúxula que é a chamada “cura gay”. No entanto, a maioria das pessoas possui diferentes graus de intolerância a isso. Existem aquelas que toleram a existência de homossexuais, mais não quer que eles tenham direito algum, existem aquelas que defendem o direito ao casamento civil, mas são contra a adoção, além de diversas variações desta intolerância.

Então, quando a gente fala que existe intolerância de X sobre Y, não necessariamente é a intolerância total. Na maioria das vezes a intolerância é parcial. Além disso, é importante a gente dizer aqui que as pessoas acham que intolerância acontece apenas partindo do grupo que pertence à maioria contra as minorias, mas isso não é verdade. É bem comum que minorias vivam isoladas por intolerância em relação ao mundo externo. Existem diversas religiões, como os Amish por exemplo, que se encaixam neste perfil.

Outra curiosidade é que a primeira vez que a expressão Tolerância foi usada foi no século XV e designava quando uma pessoa conseguia uma permissão das autoridades religiosas para se ver livre de alguma obrigação. Por exemplo, quando um casamento era anulado. Por isso, essa palavra começou a ser usada no âmbito da religião para depois adquirir um significado mais amplo. Entretanto…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


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FONTES

MÚSICAS DESTE EPISÓDIO

■ Annie – Anthonio (Berlin Breakdown Version)

■ Sia – Chandelier

■ Jace Everett – Bad Things

■ Seal (Featuring Mikey Dread) – Lips Like Sugar

■ The Rolling Stones – Let It Loose

■ Harry Nilsson – Everybody’s Talkin’

■ Ryan Star – Brand new day

■ Milo Greene – What’s The Matter

■ Nouvelle Vague – In a Manner of Speaking

■ Georg Levin – Leisure Suit

■ Battleme – Hey Hey, My My

■ Bic Runga – Sway

■ Billy Paul – Thanks For Saving My Life

■ Soulful House Stephanie Cooke – What Makes The World Go Round

■ Gerry Rafferty – Baker Street

■ Pet Shop Boys – Being Boring

■ Georg Levin – (I Got) Somebody New

■ Zamfir – The Lonely Shepherd

■ La Caina – Sweet Sunset

■ Modaji ft. Jag – No Disquise

■ Afterlife – Breather 2000 (Arithunda Mix)


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– Revolução Constitucionalista de 32 –

Bem, caro ouvinte, se você escutou nosso episódio anterior sobre a Revolução de 1930, sabe que no cerne desse movimento estava o embate entre os interesses paulistas que foram sobrepostos pela vitória da Aliança Liberal, liderada principalmente pelas oligarquias de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Se você não ouviu o nosso episódio anterior, que foi o TemaCast 23, nós aconselhamos que você volte lá e dê uma escutadinha. É bom observar que a chegada ao poder de Getúlio Vargas em 30, para exercer um governo provisório, foi recebida pela população paulista com muita euforia e festas nas ruas em comemoração a mudança.

O episódio anterior terminou com a subida de Getúlio Vargas ao poder no que ficou conhecido como o “Governo Provisório”. Começou ali um período que vai até 1945 e foi chamado posteriormente de “A Era Vargas”. Então, nada melhor do que começar este episódio com esse período, não é mesmo?

A Era Vargas foi um período conturbado da história republicana brasileira, com a ocorrência de alguns levantes armados contra o presidente, que comportava-se ao mesmo tempo como um ditador e como um populista. Dentre esses levantes encontra-se a Revolução Constitucionalista de 1932, que, como você sabe, é o tema que estamos abordando hoje.

O motivo inicial para esta revolução foi a oposição aos interventores nomeados por Getúlio Vargas para governar o estado de São Paulo, durante seu governo provisório. Vargas representava uma aliança de forças políticas e econômicas que se opunha justamente a essa elite cafeeira. Entretanto, desde o início de seu mandato, tentou flertar com os cafeicultores através da política de proteção à cafeicultura e à industrialização, cujo polo principal estava em São Paulo. Mas era ambígua essa política, pois poderia fortalecer novamente essa elite.

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


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FOTOS

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Cartaz MMDC

Cartaz MMDC

Cartão Postal MMDC

Cartão Postal MMDC


MÚSICAS DESTE EPISÓDIO

■ Homenagem aos heróis Paulistas na revolução de 1932

■ Paris Belfort  –  Hino 9 de Julho  MMDC

■ Hino do Estado de São Paulo

■ Scottaltham – Never Heard a Rhyme Like This Before

■ AlexBeroza – Improvisation on Friday…

■ Djlang59 – Drops of H2O ( The Filtered Water Treatment )

■ Black & Jones – Souvenir

■ Blank & Jones – After Love (Ambient Mix)

■ Caetanos Veloso – Sampa

■ São Paulo, A Sinfonia da Metrópole

■ Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo – Amanhecento

■ Adoniran Barbosa – O samba do Ernesto

■ Adoniran Barbosa – Tiro ao Álvaro

■  Adoniran Barbosa – Aguenta a mão João

■ Demônios da garôa – Isto é São Paulo


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– Revolução de 30 –

Antes de falarmos da Revolução de 1930, precisamos falar do período que a antecedeu. Estamos falando da República Velha. Ela começou em 15 de Novembro de 1889 com a Proclamação da República e durou até 1930 quando aconteceu o momento histórico que vamos abordar neste episódio. Foram 41 anos e 13 presidentes diferentes.
Falando brevemente sobre a República Velha, o primeiro presidente foi o Marechal Deodoro da Fonseca, que proclamou a República e conquistou o mandato através do Governo Provisório.
O Governo Provisório foi responsável por acabar com a mediação da Igreja nos interesses políticos. Deodoro da Fonseca, em seu governo, separou Igreja e Estado, determinou o fim do padroado e fez com que o casamento se tornasse um registro civil obrigatório.
Em 1891, foi elaborada a Primeira Constituição da República, baseada no texto constitucional dos Estados Unidos. Dentre as principais mudanças estavam o rompimento com o sistema monárquico, a divisão dos três poderes independentes entre si (Legislativo, Executivo e Judiciário) e a alternância da presidência com eleições diretas realizadas no período de 4 anos. Todos os homens com mais de 21 anos letrados eram obrigados a votar e as províncias passaram a ser denominadas estados, obtendo mais autonomia federativa…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


PERSONAGENS DA VITRINE

Da esquerda para direita:

  • Getúlio Vargas
  • João Pessoa
  • Washington Luis
  • Júlio Prestes

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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO

■ Renato Borguetti

■ Marcus Viana – Pátria Minas

■ Tom Zé – São, São Paulo

■ Roaring Twenties – Berlin Jazz Melancoly, 1929

■ Fanny Brice  – I’d Rather Be Blue Over You, 1929

■ Demônios da garôa – Trem das onze

■ Os Serranos – É disso que o velho gosta

■  Afonso Gadelha – Baião da lua azul

■ Paulinho Pedra Azul – Só pra você

■ Suspense  Intrigue ‘ Music – Best of the Best (fonte YouTube)

■ Neto Fagundes – Canto Alegretense

■ Afonso Gadelha – O amor

■ Beto Guedes – São Paulo

■ Flávio Venturini – Beija Flor

■ Kleiton e Kledir – Maria Fumaça

■ Kleiton e Kledir – Deu pra ti

■ The Beatles – When I’m Sixty-Four

■ Alphaville – Forever Young


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– Guerra de Canudos –

Guerra de Canudos, ou Campanha de Canudos, foi o confronto entre o Exército Brasileiro e os integrantes de um movimento popular de fundo sócio-religioso liderado por Antônio Conselheiro, que durou de 1896 a 1897, então na comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia, no nordeste do Brasil. O governo da Bahia, com apoio dos latifundiários, não concordavam com o fato dos habitantes de Canudos não pagarem impostos e viverem sem seguir as leis estabelecidas. Afirmavam também que Antônio Conselheiro defendia a volta da Monarquia.

Por outro lado, Antônio Conselheiro defendia o fim da cobrança dos impostos e era contrário ao casamento civil. Ele afirmava ser um enviado de Deus que deveria liderar o movimento contra as diferenças e injustiças sociais. Era também um crítico do sistema republicano e como ele funcionava no período…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


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FOTOS DA ÉPOCA
Os prisioneiros de Canudos - foto de Flávio Barros - 1897

Os prisioneiros de Canudos – foto de Flávio de Barros – 1897

Vista geral de Canudos - foto Flávio de Barros

Vista geral de Canudos – foto Flávio de Barros

Soldados e um conselheirista ao centro - Foto de Flávio de Barroa

Soldados e um conselheirista ao centro que seria degolado em seguida – Foto de Flávio de Barros – 1897

Corpo de Antônio Conselheiro morto - Foto de Flávio de Barros

Corpo de Antônio Conselheiro morto – Foto de Flávio de Barros – 1897


MÚSICAS DESTE EPISÓDIO

■ Edu Lobo – Canudos
■ Meyson – Cordel para Conselheiro
■ Daniel Zanna – Canudos
■ Raimundo Fagner – Antonio Conselheiro
■ Grupo ECCO – Sobradinho
■ Chico Pottier – Guerra de Canudos
■ Chico Mário – Guerra de Canudos
■ Quinteto Amorial – Zabumba Lanceada
■ Fábio Paes – Salve Canudos
■ Trio Nordestino – Antonio Conselheiro
■ Fernanda Takai – Diz que fui por aí
■ Gal Costa – Meu bem, meu mal
■ Maria Bethania – Brincar de viver
■ Tim Maia – Não vou ficar
■ Tribalistas – Carnavália
■ Cássia Eller – O segundo sol


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– Inveja e solidão –

Inveja, palavra proveniente do latim invidia, (olhar com malícia, de olhar mal, de mau-olhado. Aliás, na Itália meridional, tirar o mau-olhado significa expulsar a inveja) ou seja, inveja significa o desejo de obter algo que outra pessoa possui e que você não tem. Representa a tristeza ou o pesar pelo bem alheio. Invejar também tem a regra de que se eu não tenho o que o outro tem, quero destruir o que o outro tem e o próprio outro, inclusive. Na Índia budista a inveja é considerada a fusão do ciúme com cobiça, pois ambos sentimentos bloqueiam o caminho para o Nirvana que significa o estado de libertação atingido pelo ser humano ao percorrer sua busca espiritual.

Para o judaísmo a inveja é considerada as vezes como um elemento motor para as conquista individuais, ou seja, se vc tem o que eu não tenho vc me incentiva a buscar obter o mesmo e com isso crescerei. Ainda para o judaísmo a inveja só se torna pecado quando eu quero tirar de você o que você tem e eu não tenho. Mas, não se iluda! não existe inveja boa ou inveja “branca”. Ela é sempre corrosiva, destrutiva e ambivalente, ou seja, ela prejudica a quem tem o sentimento e a vítima do invejoso. A não ser que você seja invejado e muito rico! Neste caso, só o invejoso se dá mal!

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


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MÚSICAS NESTE EPISÓDIO

■ Rita Lee – Erva venenosa
■ Gilberto Gil – Por que alguém tem inveja de você
■ Bezerra da Silva – Bruta Inveja
■ Nerildo e Nerivam – Inveja
■ Edmar Miguel – O vizinho invejoso
■ Zeca Pagodinho – Cuidado com a inveja
■ Bob Seger – Shame on the moon
■ Bread – Dismal day
■ Bryan Ferry & Roxy Music – More than this
■ Bryan Ferry & Roxy Music – Avalon
■ Elcho – Lazy Summer Days
■ Afterlife – Breather 2000 (Arithunda Mix)
■ Blank & Jones – Desire (Ambient Mix)
■ DAB – Delayed
■ Cláudio Zoli – Noite de Prazer
■ Vinícius Cantuária – Cheio de amor
■ Hanoi Hanoi – Totalmente demais
■ Vinícius Cantuária – Só você
■ Lulu Santos – Parabéns, Feliz aniversário


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