Portugueses no Japão do século XVI:

A situação religiosa no Japão nos apresenta um quadro complexo. Na história da religião no Japão, há um longo processo de influência mútua entre as diferentes tradições religiosas, particularmente o Xintoísmo e o Budismo, que são as principais. Xintoísmo (shintô) é a religião que mais preserva a crenças nativas do Japão. Ela enfatiza a pureza do ritual nas relações com os kami, seres divinos que fazem parte de todos os aspectos da vida e manifestam-se sob várias formas. Com a introdução do Budismo no Japão no século VI, via Coreia, as crenças budistas e xintoístas começaram a interagir. O Budismo, uma religião originária da Índia, teve que adaptar-se à tradição japonesa para conquistar seu espaço. Igualmente o Confucionismo, Taoísmo e o Cristianismo desempenharam papel importante na sociedade japonesa.

É nesse contexto religioso, com características muito próprias, que o cristianismo é introduzido pelos comerciantes e jesuítas portugueses no Japão durante o século XVI, quando o país vivia intenso conflito interno, e no qual o Budismo estava fragmentado em várias seitas. Com uma cultura muito própria, o Japão adotou muitos elementos da cultural ocidental para modernizar-se, mas manteve sempre a sua identidade cultural. Algumas das maiores fontes de divulgação da cultura ocidental foram as escolas e seminários fundados pelos os jesuítas no Japão…

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PARTICIPANTES
FONTES
  • DIDIER, Hugues. Francisco Xavier. São Paulo: Paulinas. 1996.
  • BERNABÉ, Renata Cabral.  A construção da Missão Japonesa no século XVI. 2012. Dissertação  apresentada ao programa de pós – graduação em História Social- Departamento  de Filosofia, Letras e Ciências Humanas- Universidade São Paulo.
  • LACOUTURE, Jean. Os jesuítas. Lisboa: Estampa 1993
  • MARTINS, Armando Janeira. O Impacto Português sobre a Civilização  Japonesa. 2.ª ed. Traduzido do japonês (Namban Bunka Noraiki, The Simul Press, Japão, 1970) por Takiko Matsuo. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1971.
  • OSSWALD, Maria Cristina. São Francisco Xavier no Oriente-Aspectos de devoção de e iconografia. CIUH- Universidade do porto. 2006.
  • YAMASHIRO, José. Choque Luso no Japão dos Séculos XVI e XVII. São Paulo: IBRASA, 1989.
  • YAMASHIRO, José. Japão: passado e presente. São Paulo: Editora Hucitec,  1978.
  • Diálogo de civilizações: viagens ao fundo da história, em busca do tempo perdido, Por João Gouveia Monteiro
  • Encontros culturais Portugal-Japão-Brasil, Por Américo Pellegrini Filho,Mitsuru Higuchi Yanaze SATO, Francisco. Cultura Japonesa.
  • Outras fontes

PAUTA
  • Maria Freire (blog)

VITRINE

SÉRIE INDICADA NO EPISÓDIO

Shogun (IMDB)


MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Tea Ceremony
  • Hot Springs
  • Sushi Restaurant
  • Feudal Castle
  • Bonsai Trees
  • Zen Garden
  • Cherry Blossoms
  • Falling Snow
  • Mount Fuji
  • Japanese Lanterns
  • Kitsune Woods
  • Samurai Warrior
  • Prince of the Sun
  • Honor of the Samurai
  • Shadow Ninja
  • Ninja Master
  • Dulce Pontes – Canção do Mar
  • Dulce Pontes – ‘Amor a Portugal’
  • Dulce Pontes – Lusitana Paixão
  • Paul Schwatz – Secret tear
  • Paul Schwatz – Willow
  • Moby & Mark Lanegan – The Lonely Night (Moby’s January 14th Mix)
  • Bliss – End Titles

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– Felicidade –

Pela análise da palavra Felicidade na Grécia antiga, sabe-se bastante sobre o que eles pensavam a respeito deste assunto. Para os gregos, a felicidade era algo concedido pelos deuses para os homens. Portanto, se era concedido, poderia ser tirado. Os principais filósofos gregos mais antigos achavam que a Felicidade era uma medida da sorte de uma pessoa desde seu nascimento até a sua morte. Portanto, não se podia dizer que uma pessoa era feliz antes que ela morresse.

Acreditava-se que o homem deveria aceitar a sorte que os deuses lhe deram e viver bem com isso. Quando uma pessoa não conseguia “digerir” isso e buscava mais do que lhe foi dado, ele era punido pelos deuses e toda a sua sorte retirada. Várias tragédias gregas contam exemplos disso. Por exemplo, em Édipo Rei, de Sófocles.

Em outras palavras, para ser feliz na vida, os gregos achavam que a pessoa precisava acima de tudo ter auto-controle. Aceitar o que a vida lhe dá. Quando você perdia o auto-controle, estava fadado a desejar o que não podia ter e isso levava ao sofrimento. Não é à toa que na entrada do templo de Apolo, em Delphos havia duas inscrições:

“Conheça-te a ti mesmo” e “Nada em Excesso”.

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FONTES
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– Lampião-

O próprio termo “cangaceiro”, em suas origens, faz referência ao termo “canga”, peça de madeira usualmente colocada sobre o pescoço de animas de carga. Assim, a palavra cangaceiro faz alusão aos utensílios que os cangaceiros carregavam em seu corpo. Além disso, essa ideia heroica sobre os cangaceiros é equivocada. Os primeiros cangaceiros de que se tem relato eram, de fato, “prestadores de serviço” aos chefes políticos locais. Perseguiam e matavam os inimigos políticos dos coronéis de uma região. Segundo alguns historiadores o início do cangaço remonta o ano de 1870. A atuação do cangaço abrangeu os estados da Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

Do ponto de vista da lei os cangaceiros eram bandidos e criminosos da pior espécie já que matavam, roubavam e praticavam outros crimes como estupros e negociatas sujas com políticos e fazendeiros. Do ponto de vista político eles faziam parte de uma pequena porção da população que não aceitaram, desde os tempos da colonização, o modelo oligárquico onde o poder econômico e político pertencem a uma minoria privilegiada em detrimento do sofrimento da grande maioria para qual o que restava era a submissão, o sofrimento ou revoltar-se contra a situação através de ações transgressoras das leis vigentes fazendo-se valer de regras e leis particulares.

Daí que muitos endeusam os cangaceiros quando olham pelo prisma político e outros os julgam como simples arruaceiros, covardes, usurpadores, assassino sem compaixão e corruptos, comparando-os aos chefes de tráfico atuais que tornam-se comandantes da comunidade a que pertencem através de pequenos favores e de muito medo gerado pela violência extrema.

Virgulino Ferreira, vulgo Lampião, foi e ainda é considerado por muitos como o rei do cangaço. Tornou-se cangaceiro para vingar-se da morte do pai e foi tido por muitos como o Robin Hood do sertão.


PARTICIPANTES
  • Francisco Seixas
  • Larissa Abreu
  • Igor Alcantara
  • Fabrício Soares
 

FONTES

LINK PARA LIVRO CITADO

Trinta e três – Autor: Igor Alcantara

FILMES RELACIONADOS COM O ASSUNTO
  1. Lampião, o Rei do Cangaço (1936) – Benjamim Abrahão
  2. O cangaceiro (1954) – Lima Barreto
  3. A morte comanda o Cangaço (1961) – Carlos Coimbra
  4. Três cabras de Lampião (1962) – Aurélio Teixeira
  5. O lamparina (1963) – Glauco Mirko Laurelli
  6. Deus e o diabo na terra do sol (1964) – Glauber Rocha
  7. Memória do Cangaço (1965) – Paulo Gil Soares
  8. Maria Bonita, Rainha do Cangaço (1968) – Miguel Borges
  9. Corisco e Dadá (1996) – Rosemberg Cariry
  10. Baile perfumado (1997) – Paulo Caldas e Lírio Ferreira

 


FOTO MENCIONADA NO EPISÓDIO
Decapitados

Cabeças decapitadas dos cangaceiros


TRILHA SONORA

* Luiz Gonzaga – Mulher rendeira
* Ruben Brasil – Bio Lampião
* Ropiário Júnior – Coração de cangaço
* Júlio Vieira – Veredas do cangaço
* Júlio Vieira – Lampião rei do cangaço
* Antonio Nobrega e Teca Calazans – Cavalos do cão
* Erivan Gomes – Culpado ou inocente
* Anderson Ramalho – Sertão
* Mano Carlão e DJ Rill – Passado e futuro
* Herbert Lucena – Herói, vilão ou libertário
* Escurinho – Nas entrafas de Bom Nome
* Ernesto Teixeira – Convite a Lampião
* Jamil Santos e Antonio Cabral – A última noite de Lampião
* Rui Grudi – Maria Bonita
* Amelinha – Mulher nova, bonita e carinhosa

A maioria das músicas foram tiradas do YouTube.
Basta procurar por “I Festival de Músicas do Cangaço”


FILME ORIGINAL DE LAMPIÃO FEITO POR BENJAMIN ABRAHÃO (SEM SOM)

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– O sal –

Seu uso e comércio sempre estiveram intimamente relacionados com o homem. Ele foi ao longo dos tempos a única rocha comestível por humanos. Seu uso é difundido em todas as cozinhas do mundo, como um condimento ou conservante de alimentos, como o caso da carne e do peixe. O sal foi a causa de grandes crises econômicas da civilização e está ligado a riqueza e prosperidade de muitas nações no passado. Embora hoje o sal não tenha mais o valor de ouro como no passado, devido as técnicas modernas de extração e abundância em todo planeta, continua sendo de grande importância para o ser humano que o utiliza não apenas como tempero e conservante. O sal se apresenta também na indústria, em hospitais, na prevenção de acidentes,  viabilizando deslocamento das pessoas e sendo utilizado na fabricação de mais de 14000 produtos dos mais diversos. Certamente, porque a vida surgiu no mar, tanto a água como o sal são partes integrantes e vitais dos organismos. E, nós humanos não fugimos a esta regra. Temos sal em todos os líquidos orgânicos: nas lágrimas, na saliva, na urina e no sangue, cujo teor é de 6,5 g por litro. Respeitados os limites aconselhados o sal é absolutamente indispensável, a nós e aos animais, em cujas rações também se inclui o sal.

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