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– Agressividade na WEB –

Agressividade parece ser um “lugar comum” quando falamos da internet. Para nós, o fato de sabermos que as chances de sermos duramente atacados por qualquer motivo quando interagimos com outros internautas serem grandes soa como se estivéssemos diante de uma situação irreversível e definitiva. É como se este fosse o padrão esperado para este tipo de ambiente. Em função disso, muitos optam por TAMBÉM serem agressivos ou para se protejerem ou para se adequarem a situação gerando assim uma espiral de retaliações onde o foco e o objetivo da comunicação se perdem dando espaço para a agressão sem causa, sem limites e sem perspectiva de um retrocesso neste comportamento.

Para justificar o acontecimento desse fenômeno e apontar a existência de uma subcultura desviante na Internet, foi fundamentado que os indivíduos no meio virtual estão acobertados por um novo conjunto normativo, diverso daquele construído no espaço físico. Este novo conjunto normativo inspira-se, aparentemente de forma deturpada, no modelo de proteção norte-americano de liberdade de expressão, em que se prega a manifestação do pensamento a todo custo em detrimento de outros direitos dos indivíduos. Isto, somado ao efeito desinibitivo do ambiente virtual acaba por gerar um comportamento onde o usuário experimenta a sensação de que o que ocorre naquele mundo virtual é de fato pertencente apenas naquele mundo do faz-de-conta e portanto não passível de julgamentos e punições do mundo real.

Você se acha agressivo na WEB?

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


PARTICIPANTES
 

FONTES
  • UFSC
  • Outras fontes…
Está com dificuldade para comentar? APRENDA AQUI

 
  • Nilda Alcarinquë

    Olá!

    Excelente episódio
    Gostei muito de terem abordado o que é linguagem, tipos de comportamento e influência do meio nestes comportamentos.
    É bom escutar algo mais profundo sobre este tema, que é um fenômeno ao mesmo tempo novo, por causa da internet, e antigo, por ser comunicação humana.

    Só 2 pontos:
    1 – considero o tuíter como um bom exercício de concisão e síntese na internet
    2 – não sei se dá pra ter conta do G+ sem ter um Gmail, mas só de ter um Gmail a conta no G+ é criada. e fica esperando a configuração e uso.

    Fico na espera do próximo episódio

    abraços

    • Olá Nilda! Bom te ver por aqui…
      Olha, no contexto de exercício para prática de síntese na internet eu também concordo que o Twitter é ótimo, mas para clareza nas msgs é quase um quebra-cabeça, embora a abordagem no episódio fazia referência aos limitados recursos da linguagem escrita e que pode ser piorada se o espaço para escrever for limitado como é no twitter. Mas, é válida a tua observação, sim… desde que haja real interesse em fazer de um espaço tão pequeno um lugar possível de sintetizar idéias com o mínimo de prejuízo no repasse das mesmas.
      Quanto ao 2, não sei te dizer, mas suponho que para visitar uma página do g+ não é necessário ter conta no google.
      De qualquer maneira, fico muito feliz em ter você participando aqui nos comentários do Temacast e trazendo mais conteúdo para ser discutido.
      Só não sei qual é a pronúncia correta do teu sobrenome? Se você puder escever como se pronuncia seria legal para que qdo lermos o teu nome no próximo episódio saia correto, ok?

      abração

    • Obrigado pelo comentário Nilda. é Muito bom ter o feedback dos ouvintes, ainda mais quando são gabaritados em diversos assuntos como você.

  • Que bosta esse episódio, fizeram eu perder uma hora da minha vida, que lixo, mimimimimimimi hahaha

    OK ok, parei com a zuera, mas eu queria ver a cara do Francisco ao começar a ler o comentário rsrs.

    Senhores, mas um ótimo programa, não tenho muito a acrescentar só dizer mesmo que é uma coisa triste o que acontece na internet, as pessoas não sabem mais discutir um tema (pegou pegou o trocadilho Tema Cast) sem partir pra briga, sem xingamentos, é lamentável, e como tem a questão do anonimato tudo fica muito pior, eu mesmo evito direto postar coisas mais polêmicas nas redes sociais para evitar conflitos, foi assim nas eleições e será assim sempre, não gosto de me meter em brigas tolas que não levam a nada. Sobre o que falaram que xingar a pessoa pelo telefone e internet e depois encontra-la pessoalmente é certeiro pessoal, antigamente eu tinha uma rixa com uma cara na internet, falou que ia me bater se me encontrasse na rua e tudo mais, certo dia jogando em uma lan house o tal cara apareceu, levantei e falei pra ele “E aí cara, fala aí o que tu tinha pra me falar e que ia me bater, como que é isso?”, ele ficou pianinho com aquele clássico “Veja bem, não era bem isso, vamos conversar”, claro que o meu 1,87 de altura e um corpanzil avantajado trouxeram uma certeza vantagem sobre a conversa, mas é clássico, atendente de suporte xinga o cliente no mudo do telefone até não poder mais e quando ele vem pessoalmente a empresa são amigos desde criancinha hahah!
    Ótimo programa pessoal, valeu pela trollada do Seu Chico sobre o meu comentário anterior!
    Abraço

  • Meu comentário foi apagado, é isso produção?

  • Era brincadeira gente kkkkkkkkkk

  • Senhores, mas um ótimo programa, não tenho muito a acrescentar só dizer mesmo que é uma coisa triste o que acontece na internet, as pessoas não sabem mais discutir um tema (pegou pegou o trocadilho Tema Cast) sem partir pra briga, sem xingamentos, é lamentável, e como tem a questão do anonimato tudo fica muito pior, eu mesmo evito direto postar coisas mais polêmicas nas redes sociais para evitar conflitos, foi assim nas eleições e será assim sempre, não gosto de me meter em brigas tolas que não levam a nada. Sobre o que falaram que xingar a pessoa pelo telefone e internet e depois encontra-la pessoalmente é certeiro pessoal, antigamente eu tinha uma rixa com uma cara na internet, falou que ia me bater se me encontrasse na rua e tudo mais, certo dia jogando em uma lan house o tal cara apareceu, levantei e falei pra ele “E aí cara, fala aí o que tu tinha pra me falar e que ia me bater, como que é isso?”, ele ficou pianinho com aquele clássico “Veja bem, não era bem isso, vamos conversar”, claro que o meu 1,87 de altura e um corpanzil avantajado trouxeram uma certeza vantagem sobre a conversa, mas é clássico, atendente de suporte xinga o cliente no mudo do telefone até não poder mais e quando ele vem pessoalmente a empresa são amigos desde criancinha hahah!
    Ótimo programa pessoal, valeu pela trollada do Seu Chico sobre o meu comentário anterior!
    Abraço

    • Hahaha! Esse Léo…
      Muito obrigado pelo comentário amigão!!
      A propósito, eu sempre te achei uma das pessoas mais gentis no tratamento com os outros e é sempre um prazer ter seus comentários aqui!

      Grande abraço

    • Grande Leo! Obrigado por seu comentário! Eu acho que deveria ter uma lei que ameaças na Internet a pessoa deveria ser obrigada a fazer também “ao vivo”. Quero ver se só se um monte de gordinho valentão não iria se acalmar.

  • Aline Lopes

    Oi pessoal!! Fiquei toda boba ao ouvir meu nome no fim do podcast!

    • Olá Aline!
      Quem nunca foi meio ou completamente estúpido ou grosseiro na WEB? Acho que, como vc falou, o exercício de escrever e ler antes de mandar é fundamental para que evitemos uma confusão. Como a escrita é um meio muito pobre, mesmo assim ainda haverá alguém que vai ler coisa que vc não escrever, mas aí o problema é da pessoa!
      Ter empatia é fundamental para o exercício de comunicação no mundo virtual!
      Muito obrigado pelo teu comentário e vc vai estar de novo no próximo episódio! hehehe

      abraço!

  • Olá!!

    Conheci o programa pelo post da Larissa e descobri que ela também participa, vejam só! E o Igor também, que escuto sempre lá pelo Mundo Freak. Quanto ao Francisco, prazer!

    Gostei do tema porquê saiu um pouco de como é abordado comumente nos programas a questão dos comentários raivosos, os haters. Mas eu vim aqui mesmo ser um pouco de “Advogado do Diabo”.

    Eu sou leitor e frequentador do MdM há mais tempo que gostaria de admitir e foi engraçado quando o Igor mencionou o caso do Anticast e toda a confusão com os Olavetes. Na verdade eu acho que o MdM em si constitui um ótimo estudo (é sério) de comportamento de grupos. Frequento desde o tempo que as pessoas comentavam com seus nomes de verdade e pude ir vendo a evolução no decorrer dos anos, levado por brincadeiras internas, como exemplo o leitor que não vou mencionar, que tinha um flogão (!!!) onde postava seus desenhos e comentava como se fosse um profissional mas era muito amador. Isso gerou um flash mob e depois a piada interna de não chamar o menino de mongol porquê dava processo, então surgiu o leitor “Mongol da Mongólia”. E é assim desde então, tem pessoas de todos os tipos, sociopatas de verdade ou não. Volta e meia o MdM tem que puxar o freio dos leitores mas hoje, ao que já foram, são muito mais controlados ao meu ver.

    E é interessante ver como o comportamento deles se expande pra outros lugares da internet pois nos sites que menos espero às vezes vejo um comentário que, se não é de um leitor MdM, é de alguém que já tá falando aquele bordão sem nem saber de onde veio (mas veio do MdM). Eles gostam de ser xingados, gostam de xingar, gostam de ser mencionados como “Lamentáveis da Semana” (já fui duas vezes!) porém a grande maioria deles restringe o comportamento AQUELE local ou pelo menos pra onde dão uma mínima abertura, vide o Anticast. Se você entende isso e que é assim que aquele grupo se porta, não é difícil se enturmar mas caso não, vai ficar ofendido prontamente porquê alguém disse que “comeu sua mãe, aquela piranha!”.

    Até hoje rio alto da história do Igor Gudima dos Comentadores, que foi procurar o FEED do MdM e ficou muito ofendido pois no título do FEED estava “O feed tá no seu cu”. Entendo o ponto do Gudima perfeitamente ele tem razão, mas é como falei, se você não tá dentro… Tá fora.

    Não defendo muitas coisas que fazem ou dizem nos comentários e às vezes sequer comento pra não ter meu nome relacionado, mas entendo como funciona. Na verdade entendo mais como funciona a cabeça de sociopatas como eles do que de pessoas que, quando lhes falta argumento, tem quase um orgasmo ao rebaixar a ortografia ou um mínimo erro que seja em troco de nada.

    Eu aprendi a sempre responder “Tá atraaiixxxxx de vocêaan” e “Dá pra ele então”, que isso geralmente acaba a maioria das conversas.

    Ótimo programa! Agora vou fuçar pra ver o que mais vocês tem por aqui!

    • Olá Stuart!
      Muito legal teu comentário! Vou te contar uma coisa: O Catena iria participar deste episódio e acabou tendo um problema pessoal e não veio. Antes de mais nada, que fique claro que o episódio não fazia qq alusão direta ao MdM. Aliás, como vc mesmo disse, lá é um lugar onde já se sabe o que vai rolar! A nossa abordagem era bem genérica mesmo e vc sabe que a coisa as vezes pega pesado em termos de ofensa. Lá no MdM se vc não disser alguma coisa sobre a mãe de alguém o errado é você !!!! Hahahahaha!
      Mas, valeu mesmo pela participação e espero te ver mais vezes por aqui!

      abraço

    • Oi Stuart,

      Eu também sou ouvinte do MdM e gosto muito do conteúdo deles. Neste episódio não falamos mal dos leitores do site, a ideia foi mostrar o efeito da influência do grupo no comportamento individual. E, pelo fato de eles não se comportarem assim em todos os locais, é mais uma indicação da aplicação da teoria das janelas quebradas que explicamos.

      Que bom que gostou do programa. Espero que escute e goste dos outros episódios também.

      Um abraço!

      • E aí Igor! Eu entendi, não foi por algo que disseram contra, mas só porquê como você mesmo mencionou, é a maior turma unido em prol de algo ruim que conheço, daí achei que valia o adendo hauhauhauhauh.

        • É verdade, os leitores do MdM são o grupo mais unido neste que é o país do Rio São Francisco. Não não, perdão, Amazonas.

  • Flavia Novais

    Oi!

    Acredito que vocês se superaram com esse episódio. Conseguiram sintetizar temáticas e teorias de uma forma tão natural que tudo parece mais simples do que realmente é.

    A comunicação na internet sofre uma série de interferências e “ruídos”, talvez pelas limitações que a mensagem de texto possui, ou talvez pelo fato de que a cada dia que passa as pessoas se distanciam cada vez mais de um diálogo mais amplo, em vários aspectos da vida.

    Esse processo eleitoral transformou as redes sociais em verdadeiros ringues ideológicos, e acho que todo mundo acabou se vendo no meio de uma discussão mesmo que sem querer. Eu fui chamada de “petralha” mesmo dizendo com todas as letras que não era partidária do PT, pura e simplesmente porque não concordava com alguns posicionamentos.

    Falta empatia, educação e sensibilidade, acredito eu. O que posso perceber nessas discussões é que quem agride dificilmente está aberto a uma conversa, não quer nem de longe discutir idéias, só tem o intuito de agredir por agredir mesmo e fim de papo. O que além de lamentável é muito sério. Já consigo
    perceber que um pouco disso tem mudado, as pessoas estão começando a perceber que a internet não é terra de ninguém e os casos de processos envolvendo agressões online tem ganhado cada vez mais espaço na mídia. Apesar de algum avanço nesse sentido, acho que ainda temos muito pela frente. Ainda estamos bem longe do ideal, porque como disse anteriormente, as pessoas estão cada vez mais
    isoladas e presas aos seus próprios dogmas e ideais, apesar da ilusão de “proximidade” e “conectividade” que essas redes sociais proporcionam.

    Ainda há quem confunda liberdade de expressão com legitimidade pra agredir e ofender. Algumas pessoas simplesmente não conseguem perceber a gravidade de algumas expressões direcionadas a grupos historicamente marginalizados e silenciados, e é triste ver isso sendo legitimado na mídia por “humoristas” como o Gentilli, que não vê o menor problema em chamar um negro de “macaco”, por exemplo. O problema é bem mais sério e as redes sociais acabam por demonstrar essa realidade de intolerância e conservadorismo de grande parte da sociedade.

    É um assunto denso e olha, dá panos pra manga! Gostei da iniciativa e acho que vocês conseguiram levantar o debate de uma maneira muito interessante. Acho que o mais importante é mesmo esse tipo de provocação, que faça com que o público pense, debata com amigos, familiares e afins. Porque no
    fim das contas se as pessoas refletissem um pouco mais antes de sair agredindo gratuitamente, tudo seria um pouco mais leve e nós poderíamos de fato “relaxar” nas redes sociais.

    Desculpem, eu tento mas não consigo enxugar meus comentários, sempre acabo escrevendo demais! Muito obrigada pelo agradecimento no último episódio, garanto que minha presença aqui já vai ser rotina, daqui a pouco vou pedir um café e colocar os pés na mesa, haha.
    Um abraço!

    • Obrigado por seu comentário Flavia, gostamos de comentários grandes, por isso, não se acanhe. O mais legal neste espaço é quando os ouvintes, como você fez, trazem informações que complementam o episódio.

      Que bom que gostou e, mais ainda, que bom que deixou aqui seu feedback.

      • Flavia Novais

        Obrigada, Igor! É sempre um prazer participar, voltarei sempre que possível.

    • Flávia,
      Que bacana este seu comentário tão cheio de reflexões… Era isto mesmo que nós queríamos, que o episódio gerasse este tipo raciocínio e, no teu caso, transformasse ele em palavras como as que você utilizou nesta mensagem.
      E você está certa quando diz que se cada um tentasse ser um pouco mais empático e educado as coisas melhorariam bastante no tratamento virtual!
      Parabéns pelo teu comentário e muito obrigado por mais esta participação!

      Ah! sinta-se a vontade para colocar os pés na mesa. Você já é da casa! Açucar ou adoçante?

      abraço

      • Flavia Novais

        Açúcar, por favor! haha Obrigada Francisco, esse cuidado de vocês com os comentários é muito legal e gratificante. Já estou curiosa pelo próximo episódio, espero que não demore. Inclusive, é uma pena que “perdemos” a oportunidade de falar sobre o dia da consciência negra, pensando no formato do programa acho que seria uma temática interessante, mesmo porque muita gente não compreende a importância da data. Mas oportunidades para tocar no assunto não faltarão, com certeza. Um abraço e até breve!

        • É verdade, o tema racismo com certeza será abordado por nós muito em breve.

  • Henrique Valério

    Ola galera do TemaCast, tudo bem com vcs ?
    Parabéns pelo o episódio, um ótimo tema e como vcs abordaram foi dez.
    A edição esta muito boa tb e cont. com o ótimo trabalho 🙂
    Abraços

  • Pingback: O Chá dos Cinco – Noves-Fora #002: JOGATINA COM TEMACAST (Francisco Seixas & Igor Alcântara)()

  • Ah, a internet! Que lugar acolhedor, não?

    Não se você está disposto a discutir pontos de vista, porque há sempre a patrulha que defende o ponto de vista contrário, que veloz e ferozmente irá atacá-lo; quando se percebe, você se vê num picadeiro, preso e lutando contra leões – e o público está ali, assistindo tudo e rindo. É uma festa.

    Há quem se diverte sendo agressivo na internet, e há quem se diverte vendo esta agressividade toda. Acho uma pena.

    Sentados em frente do computador, na terra sem lei que acham que a internet é, essas pessoas abusam do direito de dizer o que pensam e do direito de serem mal educadas (embora tenham mesmo o direito de receberem educação… enfim, etc…).

    Conversando com um colega que vi dizendo coisas com as quais
    não concordo na internet, ele justifica-se dizendo: “Relaxa, é que na internet eu sou da zueira”. Fico pensando o que exatamente ele quis dizer com isso. Será que é uma pessoa diferente na internet, acha que isso é aceitável e que todos levam na brincadeira como ele, ou será que deixa seus verdadeiros pensamentos fluírem pelos dedos sem culpa (como deve achar). Não sei, mas acho curioso que exista essa cultura da “zueira”; de repente tudo se justifica, afinal, é a outra pessoa que não sabe brincar – “Se está na internet, tem que aguentar”.

    Falando sobre mim, evito discussões na internet como evito fora dela: sou bem tranquilo e tenho um bom estoque de paciência. Além disso, acho que consegui alguma educação, pelo menos o suficiente para saber respeitar as pessoas.

    Estou aqui, dando minha opinião, porque sei que este é um espaço para discussões de ideias, de maneira respeitosa. Isso sim me atrai para uma discussão.

    Mas há também que ache que este meu textinho é agressivo – muito provavelmente porque pensa de maneira diferente. Essa é a armadilha. Tudo é motivo para arrumar encrenca! Hahahaha

    Obrigado pelo ótimo episódio, e lamento a demora para comentar; as coisas têm estado complicadas por aqui.

    Grande abraço!

    • Grande Fabrício!
      Bela abordagem sobre o assunto e muito cheia de verdades. As vezes basta a tua opinião, pura e simples, para que isso seja um grande motivo para agressões e “tiração de sarro”…
      Quanto às pessoas que são “outras pessoas” qdo estão na internet só posso dizer que é falta de maturidade e que talvez qdo a hora chegar elas entendam que a internet é um lugar para se beneficiar e não para destruir. Comparo os haters da internet com as pessoas que destroem orelhões ou os bancos de uma praça. Acham que estes objetos não são coisas das quais eles possam vir a precisar. Lamentável!

      E você não demorou para comentar não Fabrício! Os comentários sempre são bem vindos a qualquer tempo!

      Obrigado pela participação e por enriquecer o conteúdo do episódio!

      abraço

  • Cliff Rodrigo Silva

    Parabenizá-los pelos cast já virou redundância. O tema foi muito bem escolhido,é um caso realmente curioso o nível de violência e agressividade que se encontra no mundo virtual. Me falta arcabouço teórico para refutar ou corroborar o viés psicológico, mas acredito que, além dos próprios elementos da psique humana que explicam esse fenômeno, a cultura e a formação social e histórica da nossa sociedade tem papel fundamental para explica-lo. Foi abordado em um trecho do cast a questão do “clubismo” que existe nas pessoas, a paixão exacerbada por algo, alguém, ou alguma causa. É da natureza do latino, como vocês bem apontaram, a paixão. Somos passionais, o que talvez explique o ímpeto agressivo com que nos opomos aquilo que nos ofende. Seria uma de muitas perspectivas para tentar entender esse fenômeno. Quanto a questão mais dos argumentos daqueles que apresentam atos agressivos, é inegável que o anonimato, a falsa sensação de inobservância social pode leva-los a agir agressivamente – o que leva jogadores brasileiros a serem banidos de servidores internacionais em jogos online, por exemplo- mas, além disso, acho que a educação exerce papel fundamental. A educação no sentido mais de valores éticos, morais e de bom senso do que o acumulo de conhecimentos. O sistema educacional brasileiro, ainda mais de algumas décadas para cá, nunca se preocupou em formar cidadãos valorosos – no sentido de éticos e morais – mas sim de apenas “ensinar” para o trabalho. E na nossa sociedade, onde os pais dão presentes e mimos para os filhos ao invés de atenção e educação moral, sinto que esse quadro só ira se agravar. Uma ressalva, apenas, não levem a mal, mas acredito que a escrita pode sim ser uma forma plena de comunicação desde que se tenha, agora sim, uma educação no sentido formal da palavra, para apreender suas múltiplas funcionalidades. Muitas pessoas, especialmente aqueles que vivem da escrita, conseguem transmitir os mais diversos sentimentos e intenções atraves da palavra escrita. Mas, uma vez mais, num sistema educacional sucateado e em um país onde há pouco incentivo a leitura, não é de se surpreender que a população não consiga expressar-se satisfatoriamente. Descrevi apenas a questão nacional, pois me falta conhecimento sobre o cenário internacional, mas acredito que não deva ser diferir muito de nosso em alguns aspectos. Perdão pelo comentário extenso. Uma vez mais, parabéns pelo cast. Continuem assim! Abraços!

    • Poxa Cliff! O que falar de um comentário destes?
      Todas as observações feitas por você são muito consistentes e a abordagem sobre o quadro de educação no país é bem oportuno. Parabéns!
      Quanto a tua observação de que a escrita poder ser um instrumento adequado de comunicação eu diria o que já disse no episódio:

      vai depender de qualidades particulares de cada um…

      Não pode ser tomada como regra! Normalmente a escrita é um instrumento que na mão dos menos habilidosos vira uma arma carregada e pronta para suscitar a ira e reações das mais diversas e mais avassaladoras na comunicação virtual!
      De qualquer maneira, fiquei muito gratificado com as tuas colocações sobre o tema!
      Muito obrigado por vir aqui somar mais conteúdo ao Temacast e, por favor, comentários longos e com conteúdo não são um problema, são uma dádiva! Ficamos muito felizes por produzir conteúdo que faz com que o ouvinte tenha um monte de coisa boa a dizer!

      Ah! dizer que você é da casa também já virou redundância!

      Muito obrigado mesmo, Cliff!

      Abraço

      • Cliff Rodrigo Silva

        Perdão, Francisco, havia me escapado a parte das “qualidades particulares de cada um.” Acabei refutando algo que não estava errado, afinal. Mas ouvi o cast quando estava na rua, precisei pausá-lo algumas vezes, o que talvez tenha feito esse trecho importante escapar á minha atenção. Nesse caso, não ha ressalva alguma a ser feita, e sim apenas merecidos elogios.
        Pode esperar mais comentários oportunos e, na medida do possível, longos. E fico muito grato por já ser considerado parte de uma casa com tanta qualidade. Abraços!

        • Tranquilo Cliff!
          A tua observação fez com que nós sublinhacemos que a comunicação escrita depende sempre das habilidades e, por que não dizer, vontade de ser claro da parte de quem escreve!

          abraço!

    • Oi Cliff.

      Obrigado por seu comentário. Sobre a questão dos latinos, acho que nosso sangue quente diferente dos anglo-saxônicos em uma briga no mundo “real”, mas acho que no virtual “eles” não ficam muito atrás de nós pelo que algumas pesquisas mostram. O anonimato faz com que eles se comportem de uma forma que não há espaço no convívio offline. Para eles é bem uma válvula de escape.

      • Cliff Rodrigo Silva

        Vou procurar comentários em sites estrangeiros para ter uma idéia. Como disse, me baseei nos casos que conheço – os brasileiros.Mas acredito que seja um fenômeno mundial, o que torna seu estudo mais complexo e, por isso, mais importante. Muito grato pelo apontamento, procurarei informações para não ser vago em meus próximos comentários. =) (carinha para não deixar dúvidas que minhas intenções com esse comentário são as melhores e mais sinceras possíveis). Abraços!

        • Sem problema algum Cliff, os estudos sobre isso ainda são novos e não totalmente conclusivos. Muito obrigado por seus comentários, são muito importante para nós.

  • Fernando Minotto

    Fala galera!

    Excelente programa!
    Parabéns aos envolvidos!

    Att,

    Minotto

  • Pingback: Os Comentadores #35 - Qual é a missão de um podcast? | Mundo Podcast()

  • Olá Léo!
    Agora entendi o que aconteceu!!! Sabe aquela segunda palavra que você usou lá no começo? Então, é que tem um filtro para comentários que tenham esta e mais umas outras. Quando elas aparecem nos comentários eles caem para moderação… sorry!
    Mas, já coloquei você e outros ouvintes que comentam com qualidade na Whitelist.
    Quanto ao resto deste comentário eu já respondi no outro!

    Grande abraço Léo!

  • Ronaldo

    Ola amigos !
    Descobri o podcast essa semana, ja estou fazendo uma maratona ao contrario. Do mais recente para o mais antigo.
    Parabéns, continuem assim.

    • Olá Ronaldo!
      Obrigado pela tua visita e comentário. Esperamos poder contar com você sempre por aqui nos ajudando a fazer o podcast!

      Grato pelo elogio

      Abraço!

    • Obrigado Ronaldo! Continue nos escutando! 🙂

  • Paulo Fernando

    Parabéns pelo texto/roteiro desse programa, principalmente a introdução do Francisco sobre os modelos de comunicação. Tenho como regra pessoal jamais discutir por telefone procuro explanar meu ponto mais objetivamente possível e só passar a emoção pessoalmente é muito fácil ser “valente” por qualquer meio eletrônico principalmente telefone O anonimato dá pontos extras de coragem para os valentões quero ver pessoalmente. abraço a todos.

    • Olá Paulo!
      Obrigado pela visita e pelo comentário. Realmente, como você disse, no tete-a-tete os valentões se encolhem e viram pessoas normais.

      Grande abraço e apareça sempre para nos prestigiar!

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  • Vitor Urubatan

    Nossa já começou sinistra essa parada.

  • Vitor Urubatan

    Muito, muito legal esse cast.
    Consideraria um prequel do cast “Era dos Extremos”.

    Quando tinha meus 13~14 anos era mais tóxico na internet. Apesar daquela época o social na internet se resumir apenas nos ICQs da vida.
    Mas não tinha mesmo imaturo, um senso que ditava o limite do que devia falar.
    Hoje, procuro ser extremamente ponderado quando vou comentar em algum cast ou site.

    Rsss não que tenha nenhuma opinião extrema ou polêmica. Mas acho que a internet é uma ótima forma de se ter e trocar conhecimentos, experiências, ideias e etc.
    Tudo isso muito rápido.

    Tão rápido que jamais uma mensagem dessa via carta teria a resposta do Francisco em poucas horas rsss.

    • O problema Vitor é que as vezes as pessoas passam por dificuldade para entender o que a outra pessoa está tentando dizer via escrita. As chances de dar confusão aumentam mais ainda se a pessoa já vem com vontade de brigar.

      • Vitor Urubatan

        Sem sombra de dúvidas está corretíssima essa afirmação.

        Algo que me deixou um pouco confuso diz respeito ao jogo MMO onde é possível cometer o estupro.
        Talvez tenha ficado um pouco equivocado tal coisa, na realidade não existe um Massive Multiplayer Online que tenha tal coisa. (Ao menos que eu saiba)

        O máximo que se tem são servidores PVP (Player VS Player) nos quais a jogatina é diferente. É algo voltado mais pela competição.
        Mesmo em um jogo como no caso o MMO existem regras para esse tipo de coisa. Um jogo que se preze tem uma moderação e um sistema contra práticas de crime. Então se houver qualquer tipo de agressão verbal condizente a etnia, classe social, gênero e qualquer outra coisa que se apresente crime. O próprio jogo tem recursos para denuncia e banimento desse tipo de jogador.

        Isto é, a ideia de “matar” um outro player faz parte do jogo. Porém mesmo no jogo existem regras e punições caso eu seja um player mais experiente e mais forte e mate um player mais fraco. No qual seria incapaz de se defender ou fugir.
        Este tipo de servidor permite que os jogadores se organizem para lutar em guerras e conquistarem territórios, recursos, fama e dinheiro. (Todos virtuais hahaha)

        Há casos também de jogadores que interpretam seus personagens. Mas ai entra uma outra vertente que não cabe ao caso aqui.
        Mas resumindo seriam jogadores que usam dos seus personagens em jogo para interpretarem como uma grande mesa de RPG.

        Rsss só um adendo eu não sou fã de PVP, sou um cara que preza mais o trabalho em equipe.

  • Leonardo Persan

    Parabéns pelo cast, a forma como esse tema complexo, foi categorizado e tratado de forma completa.

    É realmente fascinante a capacidade que temos de ao ler um comentário, não percebemos que existe alguém do outro lado.

    Gostaria de fazer dois adendos dizendo que a conversar pessoalmente traz também a velocidade de resposta, onde quem fala algo mau interpretado, vê o mau entendido ser expresso na fisionomia do outro e prontamente pode interromper, antes que o ofendido possa expor em palavras, coisa que o digital, mesmo sendo instantâneo não te da e as vezes o ofendido não se expressa e guarda a magoa.

    E que a falha de comunicação no digital também acontece quando tentamos passar uma ideia complexa em um texto curto, ele é sempre mau compreendido, o que acontece também na fala, mas no tete a tete existe o dinamismo de corrigir.

    • Falou um monte de verdades!

      Obrigado pelo comentário e pela visita!
      abraço

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