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– Felicidade –

Pela análise da palavra Felicidade na Grécia antiga, sabe-se bastante sobre o que eles pensavam a respeito deste assunto. Para os gregos, a felicidade era algo concedido pelos deuses para os homens. Portanto, se era concedido, poderia ser tirado. Os principais filósofos gregos mais antigos achavam que a Felicidade era uma medida da sorte de uma pessoa desde seu nascimento até a sua morte. Portanto, não se podia dizer que uma pessoa era feliz antes que ela morresse.

Acreditava-se que o homem deveria aceitar a sorte que os deuses lhe deram e viver bem com isso. Quando uma pessoa não conseguia “digerir” isso e buscava mais do que lhe foi dado, ele era punido pelos deuses e toda a sua sorte retirada. Várias tragédias gregas contam exemplos disso. Por exemplo, em Édipo Rei, de Sófocles.

Em outras palavras, para ser feliz na vida, os gregos achavam que a pessoa precisava acima de tudo ter auto-controle. Aceitar o que a vida lhe dá. Quando você perdia o auto-controle, estava fadado a desejar o que não podia ter e isso levava ao sofrimento. Não é à toa que na entrada do templo de Apolo, em Delphos havia duas inscrições:

“Conheça-te a ti mesmo” e “Nada em Excesso”.

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


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Está com dificuldade para comentar? APRENDA AQUI
  • Um comentário para acrescentar uma coisa. Na abertura do episódio eu cito uma frase do John Lennon. Aqui está a belíssima, linda, incrível música onde ele fala esta frase.

    É do Álbum Branco.

    http://youtu.be/qE2Vdcv9Q_o

  • Larissa Abreu

    Fala galera!

    Parabéns por mais um episódio maravilhoso. Superaram minhas expectativas ein! Como sempre todos com muitas coisas a acrescentar sobre assunto, o que me trouxe uma visão diferente do conceito de felicidade.

    Bom, sabem que não sou muito boa com palavras. Então vou acabando por aqui.

    Beijooooos seus lindos!

    • Pois é Larissa… desta vez, como você não pode participar do episódio acabou ficando de ouvinte!!
      Obrigado pelo comentário e esperamos poder contar com sua presença por aqui mais vezes hehehe!

      bj

  • Um episódio difícil de se comentar, mas vou tentar!
    Dois pontos interessantes que eu levo comigo e que foram comentados:
    – Ser feliz por conta de bens materiais: Vejo muita gente trocando de smartphone o tempo todo, comprando vídeo game no dia do lançamento, comprando comprando comprando, para suprir um vazio que tem em suas vidas. Eu acho que focar a felicidade em compra de alguma coisa beira o ridículo, infelizmente vejo isso bem de perto e não concordo, deixo passar para não criar nenhuma briga e afinal de contas não é meu dinheiro. É claro que eu não posso ser hipócrita aqui e dizer que comprar um eletrônico novo não é um pequeno prazer, porque com certeza é, até gera uma certa felicidade, mas ao deixar cair o aparelho com menos de 15 dias de uso e riscar a tela você entra em depressão subitamente (meu caso), claro que refletindo depois cheguei a conclusão que é só uma bosta de um celular e não valeria ficar triste por conta disso, ufa não tenho nenhum problema psicológico.
    – Manter as aparências: isso é algo que me irrita muito, o sujeito não tem onde cair morto e ostenta uma vida falsa de felicidade, de conquistas, etc, que não refletem a realidade, se veste de modo as outras pessoas admirarem e na verdade não passa de uma pessoa infeliz, triste, também vejo isso acontecendo muito e é lamentável. No mesmo caso que o anterior, é preciso comprarmos coisas para manter um certo nível mínimo de padrão de vida, mas levar isso ao ponto de gerar satisfação e felicidade. A pior coisa do mundo pra mim são as mulheres que vão pro Shoping fazer compras pra aumentar a auto-estima, extremamente bizarro pensar nisso.
    Para concluir, temos que ter um certo equilíbrio entre felicidade e tristeza, muito demais dos dois lados pode ser prejudicial, podemos usar o exemplo de um cara que é extremamente feliz, ou aparenta ser pra todo mundo, mas quando chega em casa é triste e infeliz, e o contrário também, o cara que aparenta ser triste mas na verdade ele é feliz de um jeito bizarro dele, é um conceito meio estranho mas ocorre.
    Senhores, mais um ótimo programa, gostei bastante e me senti feliz ao final do episódio, ou será que não!
    Valeu Abraço

  • Ótimo comentário Leo. Eu também acho que deve existir um equilíbrio entre os dois lados: alegria e tristeza. Um lado te puxa para cima e o outro te chama para a razão.

    Foi o que eu comentei sobre o pensamento do Ari (stóteles): equlíbrio entre os dois extremos.

  • Cliff Rodrigo Silva

    Senhor Francisco Seixas e cia e seus temas sempre surpreendentes! Felicidade, poxa não esperava essa! Parabéns pela maneira com que abordaram o tema, certamente renderia um cast muito maior – que, imagino, iria passar num piscar de olhos. Felicidade é um conceito difícil de se analisar, haja visto a quantidade de pensadores, das mais diversas formações, que tentou explicar o que é felicidade. Nunca parei para me debruçar sobre o tema, além de estudos superficiais, como a leitura de Platão (não que ler Platão seja superficial, apenas que não me aprofundei no tema.) então, mais uma vez vocês me trouxeram muitas informações novas. Sobre a pergunta que lançou no final, Francisco, sobre o que é felicidade….Acredito que felicidade seja viver com o mínimo para uma vida digna, fazendo o bem, agindo de acordo com nossas convicções, buscando sempre alcançar o melhor que pudermos ser. Acredito que isso seja viver uma vida plena, realizada…o que vejo como uma vida feliz. Digo que, como professor, posso dizer que sou feliz quando percebo a diferença que faço na vida de meus alunos,quando percebo que, graças a mim, conseguiram atingir seus objetivos e, melhor, se tornaram pessoas críticas e sensatas. Isso me faz feliz, pois me sinto realizado. Talvez minha definição de felicidade se modifique com o tempo, mas por hora é assim que defino felicidade. E felicidade pra mim também é ouvir mais um Temacast, pois é sinônimo de uma qualidade ímpar nas internets! =) Continuem o bom trabalho e abraços!

    • Bela a definição que deu sobre a “tua felicidade”
      Juro que respirei fundo porque fez muito sentido pra mim e deu pra perceber que é sincero…

      Pra mim, além do que já disse no cast, um motivo de felicidade é ler algo assim:

      E felicidade pra mim também é ouvir mais um Temacast, pois é sinônimo de uma qualidade ímpar nas internets!

      Obrigadão pelo comentário e elogio!

      abraços

    • Obrigado pelo comentário, Cliff. Felicidade é um tema que sempre me interessou, pois gosto muito de filosofia. Então, pensar na pauta e falar a respeito também me deixou muito feliz.

      Tomando a liberdade de acrescentar um parêntesis em seu comentário, eu colocaria o elogio não apenas ao Francisco, que é um ótimo host, mas também à toda equipe, como a Larissa, e convidados, como neste caso foi o Leandro (sempre com conteúdo de grande valor). Mesmo o host sendo “a cara” do cast, todo mundo tem grande importância para a qualidade do programa.

      Que bom que está gostando de nossa proposta. Esperamos sempre surpreender.

      Um abraço!

      • Cliff Rodrigo Silva

        Igor, meu caro, o elogio é para toda equipe! Pois, sem vocês, a qualidade não seria tão alta. Suas incursões filosóficas são sempre importantes para os temas abordados, assim como o conhecimento dos convidados. Parabéns a todos os envolvidos. Citei o nome do Francisco primeiro mais pelo fato de ele ser o host do que como demérito ao restante da equipe. Todos estão de parabéns, sou muito fã do trabalho de todos. O adendo que faço é que a Larissa Abreu fez falta. Seria muito interessante saber o ponto de vista dela sobre o assunto, além de que a voz dela é muito gostosa de se ouvir. =) Uma vez mais, parabéns pelo trabalho, o temacast já virou meu podcast favorito. Aguardo ansiosamente pelo próximo! Parabéns, Igor, Larissa, Leandro e Francisco pelo trabalho! Abraços!

        • Cliff Rodrigo Silva

          Ah, sim. Aguardo ansiosamente novas surpresas! =)

        • Com certeza que qualquer elogio e crítica que o Temacast receber sempre será entendido como para toda a equipe e os convidados que sempre tornam os casts melhores!

          Obrigado novamente!

        • Larissa Abreu

          Cliff, fico muito feliz em saber que sentiu minha falta e obrigada pelo elogio =D.

          Quem sabe daqui um tempinho eu não tenha a oportunidade de expôr o meu ponto de vista sobre felicidade, que até lá pode até estar diferente do que penso hoje (sim, minha definição de felicidade muda constantemente as vezes rs).

          Grande beijo!!!!

        • 🙂

  • Ótimo comentário Leo. Eu também acho que deve existir um equilíbrio entre os dois lados: alegria e tristeza. Um lado te puxa para cima e o outro te chama para a razão.

    Foi o que eu comentei sobre o pensamento do Ari (stóteles): equlíbrio entre os dois extremos.

  • Esse Leozito…
    Cara, que comentário legal o seu, viu?
    E você está certo sobre o equilíbrio das coisas, sobre a dosagem das partes e sobre se presentear, se agradar com um mimo, com algo que possa te dar um prazer, mas não transformar isso num caso de polícia.
    Quanto às mulheres ( e não são só elas…) que gastam o que não podem em shoppings pode ser uma doença psicológica que – se não me engano – é chamada de Transtorno do Controle de Impulso, ou ainda, a pessoa pode ser bipolar e fazer tal ação na fase depressiva para auto recompensa ou na fase eufórica por perder a noção das coisas e, ainda, simplesmente porque a pessoa atende aos apelos de uma sociedade consumista onde consumir é visto como uma obrigação para se sentir inserida no contexto e, portanto, ser feliz!
    Complicado o ser humano, né? E como falar de felicidade o é também!

    Muito obrigado por mais esta participação aqui conosco e por expôr tua opinião e agregar mais conteúdo ao cast!

    Grande abraço!

  • Olá, pessoal!

    Acho que vocês conhecem esta frase, mas eu troquei a palavra “liberdade” por “felicidade” para adequá-la ao assunto; aqui vai:

    “Felicidade é uma palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.” (adaptado de Cecília Meireles)

    Complicado tentar definir do que se trata esta tal felicidade. Assim, acho que é mais fácil saber aquilo que NÃO nos faz felizes – excluindo-se isso de nossas vidas, aí sim estaremos mais próximos do sentimento de felicidade.
    Desta forma, invoco mais uma citação a fim de exemplificar o que quero dizer:

    “Se hoje fosse o último dia de minha vida, queria fazer o que vou fazer hoje? E se a resposta fosse não muitos dias seguidos, sabia que precisava mudar algo.” (Steve Jobs)

    Sou incapaz de dizer o que é felicidade, mas posso certamente saber quando não estou me sentido bem, me sentindo feliz. Naturalmente, não quero dizer que a felicidade é apenas a ausência de infelicidade; só que é algo que apenas sinto.

    Enfim, um comentário longo para não dizer absolutamente nada! Hahahaha
    Mas fico FELIZ por poder compartilhar isso com vocês, e espero que você também fiquem felizes por isso. hahaha

    Grande abraço!

    • Então Fabrício… é complicado, né?
      Me ocorreu também que os seres humanos são essencialmentes carentes de atenção, carinho e de se sentirem amados e aceitos. Acho que quando um destes 4 item não estão acima da linha do zero no gráfico acabamos tendo aquele sentimento de incomodação, de desconforto e que muitas vezes não conseguimos identificar prontamente.
      Talvez este desconforto, essa desolação seja o que chamamos de estar infeliz. Se isso proceder, o contrário disto seria a tal felicidade.
      Não sei se fui muito FELIZ nesta viajada que dei, mas receber um comentário seu por aqui é uma felicidade!!!

      obrigado pelo comentário e por repartir conosco tuas impressões!

      abração

    • Fabrício,

      Este conceito de definir o que é uma coisa excluindo o que ela não é, é bastante comum na filosofia para explicar conceitos abstratos difíceis de serem compreendidos.

      Obrigado por seu comentário! 😉

  • Antes de mais nada vou logo avisando: talvez esse comentário seja longo! haha

    Então, tô aqui tentando entender como vocês fizeram pra compactar um assunto denso como esse tão bem. Nossa, fiquei realmente impressionada! São muitos teóricos que trataram/tratam diretamente ou não da temática e vocês conseguiram dar uma pincelada em alguns de maneira precisa e objetiva, gostei bastante.

    De fato, o ideal de felicidade varia de acordo com o contexto histórico. Quanto ao apanhado teórico só posso dar os parabéns, nem vou me ater a considerações (até porque se eu começar esse comentário vai virar um tcc, hahaha). Sinto uma satisfação enorme ao acompanhar um podcast que consegue trazer essas discussões, porque a princípio só havia encontrado “mais do mesmo” que não fugiam muito de conteúdos “nerds”, tecnológicos e coisas afins. Não que não me interesse por coisas desse tipo, mas né, as Humanas correm pelas minhas veias, é inevitável não ficar empolgada.

    Sou assistente social e minha profissão me fez repensar por várias vezes o que seria o ideal de felicidade. Acredito também que não cabe se comparar às mazelas de outras pessoas pra conseguir reconhecer o quanto temos. Mas posso garantir que aprendi a não reclamar tanto da vida ao dar de cara com uma mizéria material tão cruel que me fez por muitas vezes voltar do trabalho aos prantos de tanta dó. A pobreza, a violência, a invisibilidade em que muitas pessoas vivem são realmente impactantes. Por outro lado, conheci histórias de vida marcadas por mazelas sociais diversas, mas que isso não as impedia de afirmar que eram felizes.

    Uma das coisas que sempre me questiono é que me parece que vivemos em uma sociedade onde o que é sensível é completamente sufocado. Ninguém suporta mais a idéia de fracasso, todos precisam ser (ou se demonstrar) fortes, vencedores, sadios e felizes. Essa imposição da felicidade e realização é, ao meu ver, o grande mal do nosso tempo. As crianças são educadas a jamais sentirem dor, a jamais fracassarem, a jamais pedirem perdão. E como resultado o que temos? Gerações de pessoas que se escravizam com antidepressivos, soníferos e ritalina. Não existe hora nem lugar para lamentações, reflexão, digerir problemas e repensar soluções. Dopa-se para seguir em frente e assim tentar escapar ileso.

    Fiquei emocionada com o relato do Igor quando ele disse que foi libertador não ter a busca pela felicidade como meta de vida. Como bem disse nosso querido Belchior “… a felicidade é uma arma quente”. Essa incessante busca por realização mais nos prende do que liberta. Não acredito na felicidade plena, acho que a vida tem que ser vivida na sua totalidade e isso inclui momentos de paz e outros de turbulência. Acho que o caminho é ter serenidade pra fazer boas escolhas, humildade para reconhecer erros e coragem para por em prática as decisões, tendo em mente que sempre se perde algo no caminho. A felicidade é efêmera: é uma fatia de torta de limão naquele dia de sol, um abraço apertado de alguém querido e uma mensagem inesperada no fim do dia. Esses pequenos presentes do cotidiano, mesmo em dias em que parece que tudo vai do mal ao pior. Pra mim é uma questão de educar o olhar e tentar perceber o lado positivo das coisas.

    Uma passagem que eu tenho como lema de vida é esse trecho de um livro da Hilda Hilst: “Pra onde vão os trens, meu pai? Para Mahal, Tamí, para Camirí, espaços no mapa, e depois o pai ria: também pra lugar algum meu filho, tu podes ir e ainda que se mova o trem, tu não te moves de ti”. O exercício de se conhecer, se questionar e por tantas vezes se perdoar é libertador. A felicidade plena não existe, mas tentar ser o mais honesto consigo em todos os momentos da vida e estar em paz com o outro, respeitando suas limitações e diferenças é um bom caminho.

    Acho que já falei demais (de novo), mas pelo menos avisei! Fico agradecida por não terem revelado publicamente minha confissão no último comentário, apesar de já ter sido motivo de muitas piadas entre meus amigos, claro hahahaha Na realidade não era nenhum segredo, eu tenho um arsenal de histórias e gafes no meu arquivo pessoal, vocês não acreditariam! haha

    Ah, quase esqueci! Preciso fazer uma reclamação: não acredito que vocês colocaram aquela música “Happy” do Pharrell Williams, gente! Essa música gruda no inconsciente e nunca mais sai, vou precisar ouvir “Total Eclipse of The Heart” pra tirar ela da cabeça. (Eu tenho uma teoria de que essa música é capaz de tirar qualquer outra que teime em grudar no pensamento hahahaha)

    Um abraço a toda equipe! E Francisco, pode deixar que dessa vez o café, os biscoitos e o bolo de laranja ficam por minha conta. Até mais!

    • Comentário grande? Bom, isso é relativo, pois quando cheguei ao final do seu comentário, fiquei com um gostinho de querer ler mais.

      Obrigado por seu comentário e reflexões Flavia, são sempre de grande valor. É difícil às vezes expor algo pessoal para centenas de ouvintes, mas é legal ver que quem nos ouve entende o que queremos com isso.

      Sobre a frase do Belchior, o safadinho copiou a frase do John Lennon da belíssima música “Happiness is a Warm Gun”.

      Um abraço e até ao próximo episódio.

      PS: Ao responder o seu comentário no episódio do Raul Seixas, eu dei uma discreta dica de qual seria o tema do Temacast seguinte. Você percebeu?

      • Poisé, o Belchior deu uma copiadinha mesmo, mas eu gostei da ousadia, haha. Happiness is a Warm Gun é uma música incrível, uma das poucas do Lennon que eu gosto.
        Quando eu vi o título do podcast matei a charada do teu comentário, e eu até tava pensando em falar sobre isso mas escrevi tanta coisa que acabei esquecendo. Inclusive tô dando uma ouvida no Literofobia, hoje escutei o programa sobre Bukowski e achei demais! Mas isso é outro assunto… hahaha Já ouvi vários, espero que tu retomes com ele em breve. Um abraço!

        • 🙂 Legal. Sim, em 2015 vou me dedicar mais a estes projetos parados. Já tenho um novo Literofobia gravado. Também vou retomar meu canal no Youtube.

          Abraço.

    • Flávia!!!
      Não tem comentário muito longo… Quando o comentário é bom a gente lê e depois relê, como este que vc escreveu!
      Muito legal você dizer de certas experiências que te fizeram ponderar mais a própria vida e calibrar teus sentimentos com relação à felicidade.
      Concordo com tudo que você escreveu e quando o assunto é polêmico como este parece que “todas” as palavras ainda não são suficientes para expressar o que queremos…

      Quanto ao “Happy” do Pharrell Williams eu só lamento, mas é uma música bem legal, acho!
      Para mim a música que gruda e não “sorta mais” é a “Set fire to the rain” da Adele…

      Me ensinaram um truque que para mim funciona: Quando você estiver exausta de tanto cantarolar uma música mentalmente, dê um grito de CHEGA! – na sua mente e não em voz alta!

      Opa! o negócio tá ficando incrementado!!! Agora tem até bolo de laranja?

      Valeu pelo comentário Flávia e um abração pra ti!

  • Mais um tema “fora da caixa”. Já o terceiro programa de vocês que escuto, e estou adorando a proposta de vocês. Dentro dessa podosfera tão grande, é difícil se destacar. Mas os temas, e a pauta estudada, engrandecem muito o programa. Continuarei escutando e passarei a comentar aqui sempre que der.
    Ah, e é legal escutar o Igor aqui também, visto que já o escuto no Mundo Freak.
    Pra finalizar, queria esclarecer uma dúvida. No meio do programa, o Igor cita um estudo feito com gêmeos pra saber a relevância da genética na felicidade. Infelizmente, não consegui pegar direito o que o estudo fez pra chegar as suas conclusões, e como chegou a estas mesmas.
    Grande abraço

    • Olá Padu!
      Bom te ver novamente por aqui… Ter o Igor aqui no Temacast é um privilégio assim com a Larissa. Achoq ue formamos uma bela equipe. Quanto a tua dúvida vamos esperar que o @igoralcantara:disqus esclareça para você já que foi ele quem achou o estudo e citou no programa.
      Muito obrigado pelo teu comentário e por estar aqui conosco sempre!
      Continuaremos fazendo o máximo para sempre levar conteúdo diferenciado aos nossos ouvintes.

      Grande abraço e feliz 2015

    • Oi Padu,

      Obrigado por seu comentário, que bom que gostou do episódio. Sobre o estudo, o que os cientistas fizeram foi uma série de questionários às pessoas. Os questionários foram repetidos mais algumas vezes ao longo de dois anos para eliminar possíveis resultados pontuais relacionados a momentos específicos da vida de cada pesquisado.

      • Fala, Igor. Mas de que forma eles chegaram a conclusão, com os resultados obtidos, de que é 50%? Isso que não entendi.. 50% dos gêmeos idênticos apresentava indices de felicidade parecidos, enquanto os gemeos não identicos apresentaram relatorios aleatorios?

        • Funciona assim: baseado nos questionários, os pesquisadores calculam um índice de felicidade para cada paciente. Aí eles comparam esse número com o irmão gêmeo. Com uma margem de erro, ele determina quais irmãos tem o mesmo índice. Nos gêmeos idêntidos, a quantidade de valores iguais dentro da margem de erro foi na razão de 1.5 em comparação com os não idêntidos.

          Não são esses números exatos, mas é como 750 duplas de gêmeos idênticos têm o mesmo índice de felicidade, sendo que para gêmeos não idênticos esse número é de 500.

  • Luis Sant Anna

    Ótimo post!! Conseguiram se aprofundar um pouco no tema e serem breves, bom, me estimulou a ler mais sobre o assunto, adoro temas filosóficos. Obrigado!!

    • Olá Luis,
      Que bom que gostou do episódio e melhor ainda que tenha sido inspiração para você ir atrás de mais informação.
      Obrigado pelo comentário, elogios e por participar!

      abraço

  • Carlos Henrique Meireles Corbo

    Eu não sei se vocês leem comentários de programas antigos, mas eu não tenho como não comentar um episódio tão bom como esse. Eu ainda não consegui fazer a maratona do Temacast, mas estou ouvindo aos poucos na medida possível.

    Eu achei excelentes as colocações sobre o conceito de felicidade em seus diversos aspectos. Fica
    evidente que a felicidade é realmente subjetiva. Eu gostaria de acrescentar o conceito de felicidade sobre o ponto de vista de Espinosa que diz que a alegria é ganho de potência de agir e isso pode oscilar. No meu caso, por exemplo, na hora que eu acordo as 05h30min a minha potência de agir é baixíssima. Eu moro no Rio de Janeiro e ao contemplar o sol brilhando pela janela me faz de ter um ganho de potência. Mais adiante o engarrafamento pode provocar uma perda de potência e ganhar novamente ao chegar a meu trabalho com o ar condicionado gelando, minha mesa arrumada porque a “tia” da limpeza caprichou na arrumação e o café fresquinho no refeitório.

    Conclusão, quando uma pessoa chega à felicidade é porque consegue estabelecer o equilíbrio da potência de agir.

    Bem, essa foi a minha humilde contribuição.

    Minhas congratulações pelo excelente episódio.

    • Olá Carlos!
      Sim, nós lemos comentários de episódios antigos e posso provar! hahahahaha!
      Obrigado pelo comentário e espero que continue conosco.

      abraço

  • Bárbara Damasceno

    Olá!
    Faz um bocado de tempo que escutei esse programa, aliás, foi o primeiro do Temacast que ouvi e é um dos meus preferidos.
    Eu encontrei por caso, através do Facebook, uma série de vídeos de Filosofia ligados à felicidade e fiquei fascinada.
    Na mesma hora lembrei de vocês e achei injusto da minha parte não compartilhar esse achado.

    Segue o link:

    http://filosofiaemvideo.com.br/documentario-shopenhauer-nietzsche-montaigne-seneca-epicuro-socrates-um-guia-para-a-felicidade-legendado-portugues/

    Forte abraço!

  • Cesar Moreira de Sousa

    Oi

    Ouvi esse cast no domingo, acho, e só queria acrescentar, para quem tiver interesse, uma menção a “Clube da Luta”. Na parte em que vocês comentam sobre o ato de consumir, de comprar, no sentido que algumas pessoas buscam felicidade por esse meio. Juro que fiquei esperando vocês mencionarem o filme ou o livro; não rolou, mas as sugestões de cafés filosóficos foram muito enriquecedoras, adoro as palestras do Leandro Karnal (o Luiz Felipe Pondé também é bom, desde que se mantenha no plano filosófico puro, sem entrar na política e tal. Nada demais). Mas Clube da Luta é sensacional, e diz muito sobre esse tema. De um modo altamente agressivo (literalmente!) e por vezes absurdo, mas vale conferir! Fica a sugestão.

    Abraço a todos, e parabéns pelo sempre impecável trabalho!

  • Vitor Urubatan

    Caras excelente programa.

    Rsss acho que felicidade está muito atrelada a momentos da vida. Em sua natureza não é algo constante ou fixo. E talvez por esse motivo tenha tamanho valor.

    Há uma história que ilustra de forma simples o que penso a respeito da felicidade em si. Essa história parece ser mega popular e também possuí as mais diversas variações. Infelizmente não descobri a fonte da mesma.

    Conta a história de um rei no qual havia encomendado uma coroa para que pudesse usar. Porém havia uma condição para que fosse feito tal trabalho. Pediu que a pessoa que fizesse tal joia colocasse uma frase para que o mesmo refletisse quando estivesse em momentos ruins. Porém esta mesma frase deveria também fazê-lo refletir quando estivesse em momentos felizes.
    O envolvido com a joia muito sabiamente colocou na coroa a seguinte frase:
    “Vai passar.”

    Acho que essa definição nestas simples palavras é o verdadeiro valor para momentos felizes e até mesmo nos momento difíceis.
    Rss e apesar de eu não ser rei, eu sempre cara, sempre penso nisso.
    Estou eu todo maroto em momento feliz e logo reflito na minha mente “vai passar”. Então isso me faz aproveitar o máximo possível aquele sentimento legal.
    E quando estou em momentos difíceis a mesma frase surge na mente hahaha!

    • Ahahaha! Essa do “vai passar” eu não conhecia, mas é muito boa!

      abraço

  • donihq

    Tristeza não tem fim, mas o salário sim! 🙂

    • É… sobra mês, SEMPRE!

      🙂

    • DefendaSeuDinheiro

      ótima kkkkkk

  • Filipe Constantino

    Gostei muito deste episódio, foi um dos melhores. A abordagem histórica e filosófica foi muito rica e ponderada. Os comentário do Igor também são muito construtivos. Pensar sobre a felicidade sobre os pontos de vistas suscitados por vocês me fez ver melhor essa grande questão.

  • DefendaSeuDinheiro

    Vou baixar estes dois da felicidade, que para mim nada mais do que uma questão de expectativas, ou seja, quem quer muito, consegue pouco, logo fica frustrado e infeliz. A ciência da propaganda, marketing e vendas usa a desculpa da busca pela felicidade pra vender cada vez mais e mais. Assistam o documentário propaganda :

    http://defendaseudinheiro.com.br/video-documentario-propaganda#

  • DefendaSeuDinheiro

    episódio excelente sobre felicidade, olha que não esperava nada sobre o mesmo, me surpreendi, na era do comércio da felicidade!

  • Leonardo Persan

    Parabéns pelo episódio, ficou muito completo, aprendi muito com ele.

    Um dia entrei numa discussão sobre felicidade com um amigo, ele dizia que felicidade acontece em momentos, eu discordei dizendo que isso era alegria, eu dizia que felicidade era um estado de consciência que se alcançava ao aceitar a si mesmo e o mundo a sua volta, ele discordou dizendo que isso era paz de espirito.

    “A felicidade é um estado de espírito. Se a sua mente ainda estiver num estado de confusão e agitação, os bens materiais não vão lhe proporcionar felicidade. Felicidade significa paz de espírito”
    ― Dalai Lama

    Isso parece utópico no caos que as megalópoles nos apresentam hoje, mas para mim não quer dizer que a felicidade deva ser buscada de outra forma.

    Felicidade é o domínio sobre si mesmo, pensamentos e sentimentos, somado a uma forte empatia, assim quando o outro é avarento ou arrogante, você não sente raiva, mas compaixão por que entende que na verdade ele não se entende e por isso sofre e por sofrer acaba descontando nos outros, sem ao menos enxergar que ele é o próprio problema.

    Acredito ate que é possível ser feliz na doença, sem ter segurança e o que comer, mas se torna muito mais fácil se essas necessidades estão satisfeitas.

    Eu sou assim? Eu vivencio isso todos os dias? Jamais, seria um mentiroso se dissesse que não me irrito ou me deprimo, mas é essa plenitude que eu busco e acredito.

    Sobre a doutrina espírita, ela prega a resiliência logo o que ela diz não é que não há felicidade no plano terreno, mas que sempre haverá dor, mas assim como budismo, também dizem, que o sofrimento é opcional e sofre aquele que ainda está em conflito consigo mesmo e com a realidade que o cerca.

    Os católicos e protestantes pregam o paraíso perfeito, no qual não acredito, mas a felicidade plena, não é monótona, pois não é a ausência de conflitos ou dores, mas é a ausência de duvidas e medos, é a ausência de sofrimento.

    Sobre a felicidade acompanhar uma realização, pressupõe que você deve conseguir fazer algo, deve ser útil, mas existem doenças que te incapacitam fisicamente e não mentalmente, estes estariam fadados a infelicidade.

    Longe de mim ser o dono da verdade e a forma como vocês mostraram a evolução desse conceito e o quanto ele esta deturpado na contemporaneidade foi incrível, só queria dizer que eu creio na utopia.

    Abraços.

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