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– O Brasil tem jeito? –

Uma imagem que existe do brasileiro é a de que somos muito paternalistas. Enxergamos os políticos ou o próprio chefe, como um paizão que vai nos salvar dos problemas. É isso mesmo ou essa é uma visão errada? Um dos principais males do paternalismo é criar a expectativa de que “alguém” de algum lugar irá surgir e nos salvar, o que na prática acaba em uma eterna esperança que é alicerçada em algo ou alguém.

A gente espera que surja um político decente que mude os rumos do país… temos esperança que alguém tome as rédeas e FAÇA alguma coisa para que possamos sair do marasmo… e esperamos… com fé… fé em algo ou alguém que não sabemos o que é ou quem seja… esperamos… um milagre, afinal Deus é brasileiro!

“Deus é brasileiro” é todo o discurso que o acomodado precisa, porque afinal, “se Deus vai resolver tudo eu não preciso fazer NADA”! Isso é um poço que é a cara da cultura brasileira e, enquanto isso, os espertos de plantão estão comendo a nossa carne e triturando os nossos ossos…

Neste episódio, discutimos sobre as crenças que nos move para este estado letárgico que faz com que cruzemos os braços e que acreditemos que o Brasil é um país do futuro, embora nada seja feito para que isso se torne realidade.


PARTICIPANTES

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FONTES
  • Lucianopires2

    FIRST! Rararara… Obrigado pelo convite Francisco, muto bom o bate papo. O tema é realmente espinhoso e precisa de muito mais gente debatendo para que as ideias, um dia quem sabe, se transformem em ação. Um abraço!

    • Luciano, nós é que agradecemos a tua presença e, de fato, é necessário muito mais gente engajada para que tenhamos o objetivo alcançado.
      abraço e obrigado, também, por vir comentar!

    • Luciano, foi uma imensa honra gravar com você. Obrigado mais uma vez por sua disponibilidade e por comentar aqui no site.

      Um grande abraço!

  • Primeira vez aqui! já gostei da abertura, e achar um podcast sobre guerra fria? SENSACIONAL! Obrigado, já assinei o feed!

  • Alexandre

    Muito bom! Gostei da maneira de como o tema foi abordado no decorrer do programa. Tenho que confessar, esse programa me incentivou a praticar cada vez mais ações que possa de alguma forma contribuir positivamente para a construção de uma sociedade despocotizada. Acredito que uma grande parte da população esta infectada com o vírus: Brasil Vira Lata, ou seja permite que o pessimismo tome conta de tudo. Creio que não podemos ser utópicos, em achar que tudo está uma maravilha, porém os mesmos olhos que vêem o pessimismo nesse inicio de ano, devem estar abertos para captarem notícias boas, pois doses de otimismo no dia a dia também é essencial para um Brasil melhor.
    Um forte abraço e nos veremos.

    • Olá Alexandre,
      Que bom saber que conseguimos passar a você um incentivo para ter uma postura positiva acerca do nosso país e do nosso futuro… ambos necessitando que descruzemos os nossos braços para realizar o que ainda está para ser feito por tanto tempo!
      Bem vindo a bordo, amigo!

      abraço

    • Muito obrigado, Alexandre. Que outras pessoas façam como você.

  • Gente, o programa ficou excelente com o selo de qualidade Temacast carimbado pelo querido Luciano Pires.

    Sobre a conversa em si, é muito triste tudo que acontece aqui, da um desanimo foda pensar em todo esse lixo que o governo joga por debaixo do tapete, e o buraco só aumenta, não consigo ver uma melhor em pouco tempo, talvez como comentaram, daqui uns 15/20 anos com outra cultura, poderíamos ter políticos pensando no povo ao invés dos próprios bolsos. Os exemplos do Luciano “Faça você mesmo” são excelentes e cada vez mais comuns, dada o atraso que o governo dá pra tudo que põe a mão.

    Muito obrigado pelo ótimo conteúdo, gostei muito!

    Abraço

    Léo Bruski – Recrutador oficial de ouvintes para o temacast!

    • Ahahahahahaha! Grande Léo! Recrutador oficial de ouvintes para o Temacast ficou excelente… e verdadeiro também! Muito obrigado por tudo e pela tua participação aqui nos comentários, ok?

      Abraço

    • Leo, o cara mais gente boa da Poddosfera. Obrigado por seu comentário e continue mandando ouvintes para nós! 🙂

  • Excelente episódio, Francisco e Igor. Convidado espetacular. =)
    O Temacast vai ficando melhor a cada episódio.

    Pro Brasil ter jeito teria que haver uma mudança de mentalidade de cerca de 200 milhões de pessoas. Acho isso impossível. Nós mesmo estamos incluídos nessa faixa.

    Acredito que a maioria das pessoas tem boa índole, sabe bem o que é certo e o que é errado, mas também tem o sentimento natural de não querer ser passado pra trás. Isso causa tanta desconfiança e medo do que é bom.

    Por isso eu me incluo dentre as pessoas que não tem esperança numa mudança desse tipo.

    • Grande Thiago! Que legal receber a tua visita aqui no Temacast…
      Obrigado pelos elogios!
      Thiago, não esqueça que destes 200 milhões que vc citou uma grande parte já estará morta daqui alguns anos e uma outra parte, também imensa, ainda está engatinhando e irá formar seu caráter e postura baseado nos exemplos que observar. Portanto, se eu puder dar um bom exemplo para 2 pequeninos destes estarei fazendo a minha parte e quando eles se tornarem adultos substituirão dois que já se foram para o andar de cima! Acredito que é possível ir mudando (lentamente, claro) o modo de ser e de se relacionar das pessoas.
      Vejo assim: é como fazer uma vaquinha onde cada um dá 50 centavos e a soma total é de um milhão!
      Grande abraço e obrigado pela visita e comentário

    • Valeu Thiago! Obrigado por seu comentário e por também fazer a sua parte sendo o Rei da podosfera. O Mundo Podcast ajuda muitas pessoas e isso torna possível diversas iniciativas.

  • Muito bom o programa, parabéns ao Francisco, Igor e Luciano.

    Não costumo comentar muito sobre esse tema, pois como os próprios participantes comentaram, acabo virando o “chato” da turma.

    Mas gostaria de deixar registrado que fiquei muito contente de ouvir e ver que tem mais gente que compartilha dessa ideologia, de não ficar esperando por tudo ou por alguém e que é necessária a “despocotização” pra quem sabe esse futuro do Brasil, chegue de verdade.

    Uma coisa que percebi quando fiz um intercâmbio pra Irlanda, é que o grupo/ambiente que você está inserido, tem uma forte influência no seu comportamento. Um exemplo que aconteceu comigo foi quando estava em um supermercado que não possuía caixas rápidos e eu tinha apenas alguns itens nas mãos. Uma pessoa que estava com um carrinho cheio de compras, me cedeu a vez e inicialmente eu estranhei a gentileza (justamente como foi citado no programa hahaha), meio sem acreditar, agradeci e passei a frente.
    Bom, eu achando que foi apenas sorte, dias depois repetiu-se situação e novamente me cederam a vez. Outra vez, outro dia a situação se inverteu, era eu que estava com o carrinho e outra pessoa com alguns itens, naturalmente eu tive a vontade de ceder a minha vez.

    Conclusão que tirei disso: gentileza gera gentileza, porém tbm acho que isso seja válido para as atitudes e esse é o efeito da pedra na lagoa em sua essência 🙂

    Abraço

    • Olá Charles.
      Mas é exatamente assim que as coisas funcionam… um começa uma atitude boa (no teu exemplo, uma gentileza, uma prova de bom senso) e com certeza será recebida com desconfiança, afinal estamos habituados ao padrão de que ninguém “faz nada de graça pra ninguém”. Mas, nós que detemos a consciência da situação caótica da nossa sociedade devemos nos armar de paciência e perseverar, afinal, a pedrinha recém foi lançada na água e se faz necessário aguardar que as ondas geradas por ela se propaguem…
      Não é fácil ser assim num país onde ser pilantra e desonesto é sinônimo de ser inteligente, onde ser gentil e sensato é sinal de ser um trouxa, um babaca!
      Enfim, alguém tem que fazer alguma coisa para mudar isso, para transformar atitudes pessoais em ações globais!
      Muito obrigado pela tua visita e participação aqui nos comentários e por ajudar a enriquecer o tema que abordamos!

      abraço

      • Gabriele Tschá

        Olá, Igor, Francisco e Luciano. Ouvi o podcast por indicação do Charles (meu namorado), que por sua vez ouviu por indicação de um amigo (olha as ondas da pedra na lagoa). 🙂

        Realmente, quando voltamos do nosso intercâmbio, voltamos cheios de vontade de ser gentis e amigáveis, principalmente no trânsito, já que os irlandeses são bastante cautelosos ao dirigir. Mas, infelizmente, aqui no Brasil, quem dirige dentro da Lei leva buzinada e, dentro de uns três meses de volta, acabei voltando a dirigir acima da velocidade e às vezes ser impaciente com os outros motoristas (não que eu me orgulhe disso, mas tem dias que não consigo me controlar).

        Confesso que, depois de um ano de volta ao Brasil, eu já estava bem triste, desanimada, revoltada com tudo e com todos, colocando a culpa de tudo que acontece de errado na burrice do povo brasileiro.

        Mas ouvir o podcast me abriu os olhos para o fato de que eu também posso ajudar com minha parte, mesmo que seja pequena. Me empolguei para participar de um projeto de recuperação de mata ciliar aqui na minha cidade (que está sendo desenvolvido por um morador).

        Enfim, eu só queria agradecer e que continuem com o ótimo trabalho. Apesar do Temacast ser novinho, a qualidade do conteúdo, ritmo e edição está muito boa. Com certeza vou ouvir os episódios anteriores também. 🙂

        Abraço.

        • Olá Gabriele.
          Que legal que você também tenha vindo aqui compartilhar um pouco da tua experiência e enriquecer o tema. Claro que tomar uma postura do tipo que você citou não é algo que faça as pessoas te admirarem e baterem palmas, mas acredite, alguém, de alguma forma notou e intimamente registrou como algo bom e talvez repensado sobre as próprias ações. O fato de não nos darem qualquer indicativo de aprovação nos faz ter um certo desânimo em ter um comportamento destes. Acho que não deve esperar nenhum tipo de aprovação explícita e simplesmente seguir em frente…
          Obrigado pelos elogios e por estar conosco!

          abraço

    • O que você disse é verdade, Charles. Inclusive no programa que gravamos sobre Agressividade na Web, citamos um exemplo de como alemães se comportam como italianos quando estão na Itália e italianos são educados quando estão na Alemanha.

      Obrigado por seu comentário.

  • Ainda não terminei de escutar, mas prometo solenemente comentar. Parabéns pelo debate sadio e proveitoso.

  • Confesso que fiquei bastante tentada a não ouvir o episódio, porque fiquei insegura com o teor do que seria dito. Concordo plenamente com a crítica a cultura paternalista dos brasileiros, por acreditar que um salvador da pátria vai brotar do chão e arrumar tudo como num passe de mágica. Não, isso não vai acontecer. Vivemos num estado democrático e se as coisas estão como estão e essas pessoas ocupam aqueles cargos, foi porque em algum momento muitas pessoas votaram pra que eles estivessem ali. E eu não to falando exclusivamente do executivo, obviamente. Acredito de verdade que a maioria dessas pessoas que anda confirmando presença nesses eventos patéticos (será que eles sabem que no caso de um quem assume não seria o Aécio e sim o Vice que é do temido PMDB?) em prol do impeachment não lembram em quem votou pra vereador, senador, deputado e etc. Afinal de contas, precisamos tomar bastante cuidado em quem escolhemos pra ocupar esses lugares, porque no fim eles que vão determinar o andar da carruagem do mandato de qualquer presidente que a gente eleja. O resultado disso é essa bancada conservadora que só cresce e da voz a Bolsonaro e afins, ou seja, é de chorar.

    Essa questão de ter a esperança como estratégia é realmente muito clara, e lamentável. O jeitinho de resolver tudo em cima da hora, e o fato das pessoas só olharem pro erro do outro, mesmo cometendo pequenas corrupções diariamente é muito, mas muito grave. Vivemos num país onde um juíz usa os bens do réu porque assim decidiu, e penaliza uma agente de trânsito que o parou cometendo infração grave. Isso é muito sério, triste e realmente lamentável.

    Aqui cabe uma certa crítica ao episódio. Mas antes de qualquer coisa, que fique bem claro que eu não estou aqui para defender um ou outro partido, até porque nenhum deles me representa haha. Mas achei que as falas de vocês foram muito tendenciosas, faltou um contraponto. Em um dado momento achei que houve uma certa chacota aos “esquerdistas” e militantes em geral. Ideologias à parte, acho que existe sim uma forma de conversar sobre os problemas de nosso país sem desbancar para uma polarização assim dizendo. Uma fala que posso destacar foi a que vocês comentaram a respeito do “politicamente correto”. Não há motivo pra se incomodar se agora as pessoas tem voz pra falar quando se sentiram ofendidas e desrespeitadas. Se incomodar por não poder mais humilhar e desrespeitar alguém publicamente é muito grave. E eu falo isso por ser mulher, negra e nordestina, sei bem o que é ouvir alguns comentários e sei o valor que é poder ter voz pra falar abertamente sobre isso.

    Acho de verdade que muito além de apontar o dedo pro outro, o que se deve fazer é cobrar de quem já ocupa o poder tudo que foi prometido em campanha. Sou do Maranhão, um estado que foi por décadas dominado por uma mesma família e mais do que ninguém acredito na alternância de poder como uma alternativa. Mas pra que isso aconteça de verdade é preciso que se tome bastante cuidado com o direcionamento que damos ao nosso voto, não só pra presidente da república. Saindo um pouco sobre os 12 anos de PT, o que dizer dos muitos anos de PSDB em São Paulo e o estado está do jeito que está? Isso só demonstra que definitivamente as pessoas não andam pensando em absolutamente nada na hora de encarar a urna.

    E enfim, acho que é basicamente isso. O episódio foi melhor do que imaginei, apesar de sentir falta de um contraponto, como disse antes. Falta muito pra vivermos num país ideal, ainda há muito por se fazer. Não sou completamente cética, acredito que com algumas ações podemos sim ir construindo aos poucos algo melhor daqui pra frente. E a educação com certeza é a chave pra tudo isso. Caminhando e cantando e seguindo a canção.

    E respondendo: não, eu não fui pra Índia, gente! haha Quem dera! Fui passar um tempo na minha terra e tomar muita água de côco pra sobreviver a esse calor do Rio Grande do Sul que é de matar. Vou negar o café por hoje, fico só com uma água mineral.
    Um abraço pra todo mundo!

    • Flávia!!!
      Que bom que você ouviu e melhor ainda que tenha opinião e a expresse!
      Quando resolvemos fazer este episódio que iria falar sobre cultura, hábitos e política sabíamos que as opiniões seriam diversificadas. Quanto a nós termos sidos tendenciosos eu acredito que não. Todo o episódio foi construído de forma que ficasse exposta a nossa cultura com relação às coisas que acontecem no dia-a-dia de nós brasileiros, de como nos conformamos com isso e o que achávamos que pudesse ser feito por cada um de nós para ajudar o Brasil sair desta situação. Só!
      Outros assuntos que abordamos foram para a construção da ideia principal que estávamos discutindo que era O Brasil tem jeito?
      Obrigado pelos comentários, excelentes como sempre!

      abraço

      • Pois sim, então famaços do nosso país um lugar melhor pra se viver! Eu tenho fé que cada um pode contribuir um pouco pra isso, mas ainda falta muito…
        Agora que vi o quão enorme foi meu comentário, hahaha
        Abraços!

        • Enorme em menos de uma fração da importância que vc tem pra nós!

    • Flavia, concordo com o que você disse. Sobre partidos, eu acho que o maior problema é que os três maiores partidos do Brasil são igualmente sujos, corruptos e canalha: PT, PSDB e PMDB. Bem, talvez o PMDB seja um pouco pior que os outros dois.

      Por isso que a mudança tem que começar mais de baixo, do cidadão para depois chegar à política.

      • Concordo plenamente contigo, Igor. Os partidos mais influentes e poderosos do país estão mais sujos de pau no galinheiro, como se diz por aí. E tudo que vem acontecendo só reforça exatamente isso que tu disse, que a mudança tem que começar de baixo, no dia-a-dia, nas urnas e por aí. Sigo acreditando, apesar de tudo estar como está.

  • Marcos Rodrigo

    Pessoal, sempre gostei muito do temacast.

    Agora, usar Eike Batista pra demonstrar que rico é rico porque batalhou saiu pela culatra né?

    • Ops! Se tivesse sido está a ideia realmente teria sido, mas não foi.
      O Elke foi citado (com reservas feitas pelo @igoralcantara:disqus) para exemplificar como que nós brasileiros adoramos ver os outros entrando pelos canos e, SIM, como qualquer um que obtenha sucesso é imediatamente visto como alguém que deva ter usado de recursos ilícitos para chegar lá!
      Escuta de novo lá Marcos!

      Obrigado pelo comentário!

      abraço

      • Marcos Rodrigo

        Exato. Você usar usar o exemplo do Eike “que utilizou recursos ilicitos para chegar lá” pra dizer que o brasileiro esta errado de achar que “qualquer um que obtenha sucesso é imediatamente visto como alguém que deva ter usado de recursos ilícitos para chegar lá!” não faz sentido. Enfim.

        Valeu,

        Abraço 🙂

    • Como disse o Francisco, usamos o nome dele com ressalvas, pois mesmo antes de descobrirem as falcatruas, ele já era odiado.

  • Olá a tdos.
    Já houvi alguns episódios, mas só agora vim postar um comentário.
    No geral o episódio foi excelente e as reflexões muito interessantes. Porém, preciso fazer um esclarecimento sobre o que foli dito (ahco que foi o Igor que falou) que gostaria que os cartórtis deixassem de existir no Brasil.
    Eu até entendeno a indignação dele diante do excesso de exigências ou de requisitos que devem ser preenchidos para que certos atos Notariais de de Registro seja praticados. E só posso supor que esse comentário de “cartórios deveria desaparece” é apenas fruto de indignação e total ignorância do Igor em relação ‘a função dos Atos Notariais e de Registros Público.
    Entaõ voui tentar explicar um pouquinho. Vamos lá.
    Dis o artigo 1º da Lei 6105/73 que “Os serviços concernentes aos Registros Públicos, estabelecidos pela legislação
    civil para autenticidade, segurança e eficácia dos atos jurídicos.
    Então a razão de ser do “cartórios” é garantir a Sergurança Jurídica dos Atos e Negócios privados, através da Autencidade e da Publicidade.
    É bom ressaltar que a sistemática barsileira dos Atos Notariais e de Registros Públicos é tida como uma das mais eficientes do mundo no que diz respeito ‘a garantia da segurança jurídica e tem servido de modelo para inúmeras nações qua aqui buscam conhecimento e “inspiração”.
    Se o tema do Episódio era “ajeitar” o Brasil, devo dizer que um dos potnos de partida deve ser uma mudança de mentalidade, justamente da mentalidade do empirismo e do “achismo” para a mentalidade da ciência e do conhecimento.
    Assim deixo aqui um apelo à consciência de todos para que, antes de criticar só por criticar e correr o riscoi de falar uma grande bobagem, que procurem entender as rasões de de SER dos institutos e instituições, sua falhas e fraquezas técnicas e conveituais para só então afirmar que esta ou aquela instituição deveria deixar de existir.
    Do contrário corre-se o risco da fazer exatamente aquilo que o Luciano Pires condenou, ou seja de agir por impulso e deixar as coisas ainda piores do que já estão.

    • Valeu Márcio pelo teu comentário!
      Vou deixar o Igor responder a você!

    • Marcio,

      O que falei é baseado em minha experiência no exterior. Em diversos países por onde passei e nos EUA, onde moro, não existe cartório e a burocracia e exigência por papéis, autenticações, etc é bem menor.

      Existem aqui tabeliões, que são quase que profissionais liberais, mas de tudo o que eu fiz hoje aqui, e olha que já fiz de tudo desde comprar carro, assinar contratos, etc, eu nunca, em momento algum precisei usar estes serviços. Tudo foi rápido e com o mínimo de burocracia.

      Esses mesmos países têm índices de corrupção e fraudes bem mais baixos do que o Brasil, que possui todo esse sistema de cartórios, registros, etc.

      Então, eu ainda sonho sim com o dia em que o Brasil terá níveis burocráticos iguais a países desenvolvidos. Obviamente sei que existe muita coisa que precisa mudar antes, como agilizar e desburocratizar nosso sistema judiciário.

      • Quem bom que você mora nos Estados Unidos. Assim fica fácil de você entender um exemplo que ilustra bem o qual equivocada é a sua visão.
        Você certamente lembra da “Crise da Hipotecas”certo ? Isso foi notícia no mundo inteiro por volta de 2011.

        Pelo ue foi divulgado o governo dos
        EUA, através da Agência Federal de Financiamento Imobiliário (FHFA, na
        sigla em inglês), processou cerca de dezessete bancos e instituições
        financeiras americanos, acusados de fraudes e manipulações que
        culminaram na crise de crédito do setor hipotecário americano
        (subprime), iniciada em 2007, de acordo com a própria FHFA.

        São processos que envolvem instituições tradicionais e de grande porte como JPMorganChase, Goldman Sachs, Bank of América e Deutsche Bank. De acordo com o jornal americano ‘The New York Times’, a FHFA exigiu o reembolso dos 30 bilhões de

        dólares que o Fannie Mae e o Freddie Mac perderam em títulos de créditos hipotecários. Trata-se de dois organismos semi-estatais de refinanciamento hipotecário, salvos da falência pelas autoridades federais americanas em
        setembro de 2008, com dinheiro dos contribuintes. Esses dois bancos,
        sozinhos, são responsáveis por 90% de todo o crédito imobiliário
        acordado nos Estados Unidos.

        As ações questionaram o papel desempenhado pelos bancos na renegociação de

        créditos hipotecários de alto risco, baseados em investimentos de devedores

        artificialmente incrementados e inclusive falsificados, sob a forma de títulos da dívida

        vendidos nos mercados.

        Esses créditos, chamados subprime, provocaram a crise financeira que
        teve início em 2007 e seu auge, ao que consta, em 2008, quando o sistema
        como um todo entrou em colapso após o calote de milhares de devedores e
        a queda dos títulos. O evento resultou na bancarrota do banco de
        investimentos Lehman Brothers, no dia 15 de setembro de 2008.

        Como sabido, brasileiro em geral sofre da síndrome do vira-latas e adora é falar mal de suas coisas e instituições. Incide com impressionante freqüência, mesmo entre as camadas tidas

        como mais preparadas e cultas, um certo provincianismo atávico.

        Já ouvi, para meu completo espanto, inclusive de
        alguns eminentesoperadores do direito, que em comparação rasa e
        simplista questionavam até mesmo a necessidade da existência de
        cartórios no Brasil.

        – Deveriam simplesmente acabar, diziam.

        Buscavam comparação justamente com o ‘modelo’ estadudinense, tido como mais eficiente que o nosso, na medida em que mais simples, rápido e menos oneroso.

        Pois a questão central que o problema das hipotecas podres coloca é
        simplesmente a falta de um bom e seguro Sistema Registral naquele país.

        Essa crise que, com maior ou menor intensidade, se tornou global, afetando
        até o hoje os mercados financeiros, ao menos teve o mérito de alertar os
        incautos sobre a fragilidade do mercado hipotecário do império do
        norte.

        Nos EUA os registros são simples agências que recolhem as declarações que são

        preenchidas em formulários na internet e sufragam os dados em seus
        sistemas, sem que haja uma prévia qualificação (validação) do título em seus vários
        aspectos.

        Além disso, a fraude aí tem tido campo fértil, especialmente na aplicação do golpe

        denominado identity theft mortgage, algo como subtração de identidade pessoal e

        hipoteca, ou simplesmente roubo de casas, que por ter alcançado níveis
        alarmantes, exigiu a pronta atuação do FBI – Federal Bureau of
        Investigation, que cuidou de divulgar em seu site um alerta, fornecendo
        indicações de como o negócio funciona – e muito bem – naquele país,
        acautelando e informando os cidadãos norte-americanos. Os fraudadores se
        apresentam como possível compradores, ou como simples corretores
        imobiliários, perguntam sobre o imóvel, obtendo os dados pessoais
        dos proprietários.

        Caberia anotar que os registros norte-americanos não são como os cartórios

        brasileiros ou registros de imóveis que encontramos em várias partes do mundo. Os

        cartórios brasileiros, plasmados pelo gênio de Nabuco de Araújo no século XIX,

        resolveram historicamente o problema das fraudes como as que hoje ocorrem nos

        EUA.

        O Brasil adotou e aperfeiçoou o sistema do notariado latino, presente em
        cerca de 80 diferentes países, o que corresponde a 60% da população
        mundial. Há uma

        preocupação maior com a segurança jurídica e uma gama enorme de questões –

        germes de demandas futuras -, são resolvidas preventivamente. As vantagens são

        enormes, em que pese pouco divulgadas. O custo com o Judiciário é sete
        vezes menor – em média, 0,5% do PIB -, contra 3,6% nos países que
        optaram pelo sistema anglosaxão (EUA, Grã-Bretanha e ex-colônias).
        Nestes últimos, cerca de 30% dos instrumentos notariais são objeto de
        procedimentos judiciais, contra apenas 0,05% nos países do notariado
        latino. Segundo a ONU, a salvação do Haiti está em disciplinar o
        registro imobiliário – até hoje inexistente – e o modelo brasileiro foi
        escolhido a fim de ser implantado naquele país que, por razões
        históricas, e não por coincidência, permanece em construção. Não é à toa
        que justamente a China, país-continente onde aparentemente não há
        ingênuos, iminente superpotência, está desenvolvendo estudos de forma a
        adotar o mesmo sistema que o nosso.

        Afinal, cabe indagar se toda burocracia é, por si só, ruim?

        No caso brasileiro, se por um lado ainda há no que avançar com a adoção do
        registro eletrônico (e-folium) e uma lei federal que discipline um cadastro municipal
        obrigatório de imóveis rurais e urbanos, permitindo a necessária
        interconexão com o álbum imobiliário, por outro, dispomos da burocracia
        saneadora do mercado imobiliário que adota o sistema da segurança preventiva e ela atende pelo nome de Registros de Imóveis e Notários.

        Conclusão: Sistema Registral Brasileiro é mas lento, mas é MAIS SEGURO.

        PARA SABER MAIS:
        http://biblioteca.fadergs.edu.br/tccdireitoimobiliario/tcc_biancagiustinadireitoimobiliario.pdf

  • Despocotizar a população brasileira é possível, mas dará um baita trabalho, visto que a maioria da população é influenciada pela mídia e fica muito satisfeita com esta condição. Convidar o Luciano Pires para “compor a mesa” foi uma ideia de gênio. Parabéns por mais um ótimo podcast.

    • Olá Gilberto.
      Primeiramente, muito obrigado pela visita e comentário! É… como dito, é um trabalho de formiguinha, lento e que certamente encontrará muitos obstáculos, mas não tentarmos será como se conformar com o que aí está desde há muito!!!

      Grande abraço!

      • Concordo plenamente contigo e é por isto que ainda não desisti de tentar acordar alguns, embora a maioria queira viver na fábula do “país das maravilhas”

  • Andrechc

    cast muito oportuno, e excelente escolha do Luciano Pires, mais uma vez parabéns.

  • Olá!

    Olha só, que convidado excelente! Adoro o Café Brasil e acho que o Francisco irá se lembrar de que bem no comecinho do Temacast eu lhe disse que me lembrava bastante o Café Brasil. Bom, o modelo do podcast mudou, mas a qualidade permaneceu a altíssima (e cada vez melhorando).

    O Brasil tem jeito. Noto que as últimas gerações parecem mais engajadas em política e responsabilidade social e isso, claro, é um avanço notável. Ainda dá para melhorar – as coisas meio que extrapolam, às vezes, como no tocante ao “politicamente correto”; o medo de parecer um homem das cavernas no trato aos iguais aliado a vontade de abraçar o mundo meio que engessam o convívio social. Paciência. Acho que é para melhor. Aparemos as arestas e sim, neste sentido, o Brasil tem jeito; tem gente que está sim a fim de agir e não ficar esperando um salvador.

    Quanto a política, concordo com tudo que foi dito. De fato, acho que minha visão política está bem alinhada com a dos participantes deste episódio.

    Enfim, obrigado pela reflexão. Este é certamente um episódio que usarei para recomendar o Temacast aos meus amigos.

    Grande abraço!

    • Olá Fabrício!! Bom ter você aqui novamente.
      Obrigado pelos elogios e por compartilhar as tuas impressões sobre o que discutimos no cast.

      grande abraço

  • Alô Themacast !!

    Um impecável e irrepreensível episódio sobre o triste e patético “Modus Vivendum” do Brasileiro, e as pequenos sapos que engolimos todos os dias achando que fosse norma.

    Praticamente todos os exemplos citados foram retratos muito bem definidos do problema que possuímos : a completa ausência de senso de excelência.

    Podemos ter a melhor educação do mundo (e não temos), mas a cultura de “é assim mesmo” irá nos puxar para baixo.

    Aumentos abusivos, impostos ridículos e serviços de terceira categoria são problemas rotineiros. Mas infelizmente não são apenas “problemas”, são consequências de nossa cultura.

    A cultura de ausência de punição para tudo : desde pequenos atos como andar do lado direito da escada rolante, até mesmo desvio de verbas do governo.

    Somos na verdade culturalmente educados para sermos um bando de indivíduos dividindo o mesmo espaço, e cada vez menos uma sociedade como um todo.

    Hoje é “feio” você entregar um delator (no trabalho, escola e família), você é considerado “polêmico” se reclama de atos abusivos de empresas, governo e pessoas. É taxado de “chato” se exige ser respeitado quando ninguém respeita.

    Respondendo à pergunta do Podcast, acredito que não saiba responder. Sim, não sei se o Brasil tem jeito. Prefiro acreditar que sim, mas somente para os netos de nossos netos. Se começarmos a fazer agora a nossa parte. Mesmo que nos sintamos sozinhos nos pequenos atos de excelência.

    Parabéns novamente pelo trabalho de excelente qualidade e escolha de tema.

    • Olá!
      Obrigado por vir novamente dar as tuas opiniões sobre o tema que tratamos.
      Sim, nada do que possamos fazer para melhorar o Brasil será para amanhã, para o nosso próprio benefício. Entretanto, se nada for feito por nós que temos consciência da situação, nossos bisnetos e todo o futuro bom que desejamos para a nossa prole será submetida a este modelo que aí está, porém muito pior.
      Só nos resta enfrentar a situação criando ações individuais para que haja futuro neste país ou darmos de ombros para tudo e condenar os que nos substituirão ao mesmo brasilzinho em que vivemos!

      grande abraço!

      • Ahahahah Eu sei !!!! Coloquei o “H” para descontar sobre o “escada” da primeira leitura de e-mail 😉

        Grande abraço

        • então estamos quites, mas eu tive que “ajueiá no mío”, lembra?
          hahahahahahahaha!

  • Carlos Nani

    O temacast hoje é um dos meus podcast favoritos. Esse como os outros episódios, está fantástico. Parabéns a equipe e um super abraço.

  • Wilson Brancaglioni

    Olá Francisco tudo bem?

    Sou Bancário da capital paulista. Tenho 39 anos.

    Mais um programa de altíssima qualidade. Era um podcast desse que estávamos precisando. Eu acredito no país, pois tem reservas naturais e um povo batalhador. O que falta são investimentos pesados na educação com planos a longo prazo. A vontade de mudar passa pela política e me parece que os nossos não tem interesse de investir nessa área. Sou fã do programa. Parabéns.

    Wilson Brancaglioni
    http://www.estantedowilson.com.br

    • Olá Wilson!
      Bom ter você por aqui…. obrigado pela tua participação e fique conosco

      abraço

  • Olá Francisco, prometi que voltaria para comentar, e estou aqui (atrasado por motivos pessoais mas estou).

    O Luciano é sempre cheio de opinião e a grande maioria se encaixa perfeitamente ao que penso, então pro Luciano forte abraço.

    Agora sobre o tema cast tenho uma crítica. A periodicidade, bem que poderia ser a cada dois ou três dias né? Cara, seu podcast está no meu top 10, fico sempre escutando até o ultimo segundo e embora não lhe conheça pessoalmente gostaria muito de um dia lhe dar um abraço e agradecer pelo excelente conteúdo.

    • Gledson!
      Cara de palavra… prometeu e voltou. Você deve estar maluco mesmo, né? A cada três dias só se eu tivesse uma equipe de 15 pessoas e cada um fazendo uma coisa! hahahaha! Três dias é o mínimo que levo para editar um episódio, mas entendi o elogio e eu e o Igor ficamos muito agradecidos por isso. Quem sabe um dia a gente se depare um com o outro ao vivo para tomar uma gelada e por um papo em dia?

      Grande abraço e obrigado por ter vindo participar.

  • João Paulo Simões

    Vim por meio do grande Luciano Pires, e tive uma grata surpresa.
    Um Podcast de altíssima qualidade com grandes participantes, o qual já me tornei assinante.
    Parabéns pelo trabalho que é árduo mais recompensador.
    Valeu demais!!!

    • Olá João!
      Que legal te receber por aqui. Esperamos que se sinta em casa… pode entrar! hehehe

      abraço

  • Excelente podcast. Adoro ouvir os temas de humor dos outros casts, mas nada como se “despocotizar” com uma boa discussão politica. Estou recomendando muito este. Parabéns a todos.

    • Olá Alexandre.
      Obrigado pela visita, pelo comentário e por nos indicar!

      abraço

  • Carlos Teixeira

    Olá! Cheguei aqui através do Café Brasil. Foi um ótimo programa, parabéns!

  • phcostabh

    Mais um podcast pro meu feed! Também cheguei através do Café Brasil e pretendo ficar. Curti os assuntos abordados por vocês nos outros podcast. Vai rolar uma maratona…

    Parabéns!

    • Olá phcostabh!
      Muito bom ter você por aqui. Obrigado pela visita, pelo comentário e por ficar também conosco!

      abraço

  • Alex Martinelli

    Francisco, bom dia!

    Acabei de ouvir o cast 447 do Café Brasil e conheci o Temacast. Já assinei seu podcast e ouvirei todos!
    Gostei muito da dinâmica do programa e a profundidade com que aborda os assuntos! Parabéns pelo excelente trabalho!

    Forte abraço!

    Alex Martinelli

    • Alex, muito grato pela visita e pelo comentário!
      Esperamos que continue por aqui ouvindo e participando!

      grande abraço

  • André Dascal

    Parabéns pela iniciativa!!! Já acompanho o Luciano há muitos anos….é muito bom saber que tem mais gente nesta luta!!! Pedra no lago é tudo de bom!!! Vamos joga-las!!! Abs André

  • Petrus Augusto

    Ótimo podcast.

    Mas, a verdade mesmo… é que o povo brasileiro não tem mais jeito. É triste isso, mas é a verdade… vejo gente comemorando linchamentos, criticando o DH, entre outros… Sinceramente, a sociedade brasileiro já era. Digo a todos, se puderem sair do Brasil, saia. Isso aqui não tem mais jeito. Só tende a piorar.

    Acabo de ver uns comentários no facebook, e não se enganam, comentários terríveis de todas as classes sociais… E vendo isso cheguei a conclusão que, tirando alguns que de fato, são lúcidos e esclarecidos, eu odeio o povo brasileiro.

    • Olá Petros! Eu já tive este sentimento também… ele é sincero eu sei, mas este é o NOSSO país e cabe a nós não entregarmos ele para os imbecis de plantão e que são muuuuitos!
      Força aí jovem e muito obrigado pela visita e comentário!

      abraço

  • Fábio Adriano Gaspar

    Excelente podcast. Realmente nós brasileiros esperamos que as mudanças venham sempre de cima. E o que nos resta é reclamar e clamar para que alguém resolva nosso problema. Concordo que temos que levantar a bunda da cadeira e melhorar a parte da sociedade que nos está mais perto, a exemplo da cooperativa que asfaltou a rua. 🙂

    Francisco parabenizo pelo Temacast, foi uma agradável surpresa encontrar seu podcast (conheci através do SciCast). Continue com o excelente trabalho e qualidade 🙂

    Fábio A. Gaspar
    Professor de História
    Curitiba – Paraná.

    • Olá Fábio!
      Muito obrigado por comentar e tb pelos elogios..

      abraço

  • Heavy Neto

    Acabei de ouvir o episódio.
    Que difícil é achar solução pra gente, né?

    Bom, eu sou o Neto, advogado, 37 anos e moro desde 2014 em Realeza, sudoeste (selvagem) do Paraná, mas morei por muitos anos em Brasília e passei de 2010 a 2014 em Recife, ambas cidades fantásticas.

    Eu sou do time que acha que o Brasil tem SIM solução. Não é coisa a ser deixada para os fracos de espírito e de vontade.

    Não somos todos educados, é fato, e nem todos somos respeitadores das leis, mas em linhas gerais eu ainda acredito que o brasileiro médio tenha compaixão, e isso é algo que pode ser expandido e utilizado para chegarmos a um ponto em que as pessoas tenham mais atenção às outras, que cumpram as regras de segurança (que são para si e para outros), e, principalmente, que as pessoas tenham mais consciência de que deixar de cumprir uma obrigação é o mesmo que desrespeitar um dever, não de um, mas de todos os outros.

    Claro, tudo é lindo no papel e o caminho é difícil, tanto que vocês contaram com a ilustre presença do Luciano Pires nesse programa, um incansável lutador na arte de fazer o Brasil melhorar.

    De princípio, temos que nos conscientizar politicamente e buscarmos parlamentares probos, dar fim à carreira de todos os que fazem da carreira política uma escada para ascensão pessoal e buscarmos, dentre esses probos, aqueles que estejam comprometidos com a educação.

    Não acho que nada seja mais prioritário do que isso, pois educar nossas crianças é o único jeito de garantir uma nova leva de brasileiros educados, conscientizados e preparados para nos tirar do buraco onde estamos há tantos anos nos escondendo. Educar é diminuir a criminalidade, melhorar a economia, etc, etc, mas isso só trará resultados no longo prazo, e, como dito no programa, nós só conseguimos pensar em soluções pra HOJE.

    Enfim… ainda estou processando melhor o que acabei de ouvir, mas deixo aqui meus parabéns, tanto pela participação do Luciano Pires, o que por si só já é sempre muito bom, mas também pelo papo de alto nível de todos no cast. Como o Luciano falou, temas como esse podem não dar o mesmo destaque que falar sobre vingadores 2, mas saber que estão efetivamente contribuindo para melhorar pouco a pouco a vida de outras pessoas e ajudando os ouvintes com o aumento de repertório intelectual é um retorno que eu espero estar fazendo muito bem a vocês.

    Abraço,

    Neto.

    • Fala Neto!!!
      Cara, muito legal as tuas colocações… são bem do tipo das coisas que tentamos abordar no episódio e ainda recheado de percepções pessoais tuas que são umas pérolas!
      Obrigado por vir participar!

      grande abraço

  • Victor Camargo

    Qual é o texto do Brecht ?

    • Victor, o texto o Brecht está entre os dois “plim” do áudio….

      🙂

  • Likurgo Likdown

    Francisco
    Excelente!
    Obrigado pelo convite.

    • Likurgo!
      Rapá… obrigado a você por vir aqui se manifestar e desculpe por não ter visto tua msg antes!
      abraço

  • Vitor Urubatan

    Puts velho que excelente esse programa.
    Acabei por me identificar muito já que recentemente tive um choque de realidade referente a essa cultura brasileira. Vou tentar resumir a história:

    Eu estava fazendo um curso disponibilizado pelo governo “gratuitamente” referente a profissão que estou aperfeiçoando em paralelo a profissão que exerço hoje.
    Claro que fiquei encantado com essa iniciativa já que vejo pouca vontade por parte dos nossos governantes disponibilizar cursos desse tipo.

    Bom estava tudo bem no curso, exceto por irregularidades que não condiziam pelo profissionalismo que esperava por parte da escola.
    Não convém citar nomes nem detalhar muito as irregularidades que sofri, mas resolvi por minha própria conta levar minhas queixas ao professor em questão, que simplesmente deu de ombros com a minha situação.
    Então tomei a iniciativa de buscar o coordenador do curso e o mesmo dispôs apenas de uma falsa intenção de querer auxiliar no problema que logo foi esquecido completamente (Mesmo insistindo várias vezes).
    Foi então que busquei a direção da escola, na intenção de resolver de uma vez por todas, já que as pessoas “competentes” que deveria intermediar a situação falharam.

    Foi então que resolvi expor de modo cordial, porém agressivo minhas queixas. Não fui nenhum momento mal educado, apenas expus minhas queixas de forma séria e realista. E sabe como brasileiro tem um sério problema para feedback negativo ou simplesmente ouvir a realidade.
    Acabou que depois de muita discussão, uma pessoa da alta direção simplesmente fez eu “ganhar” a noite dizendo algo do tipo “Não sei porque está se queixando tanto, o curso é de graça”.

    Ali simplesmente eu vi, que não é um ou outro. São todos zuados, como se estivesse no hospício e o único normal fosse eu.
    E o pior, quando você se impõe, acaba sendo taxado com tolo, reclamão, mal humorado entre outras coisas.

    Só o que sei que nenhuma iniciativa do governo é gratuita. Tudo que o governo provém é do esforço conjunto de muitas pessoas (Nosso dinheiro). Então imagine como fiquei ao lidar com isso (Puto demais).

    Mas os integrantes do cast estão certos.
    Eu mesmo tenho corrido atrás de algumas ações para fazer o mundo melhor para mim.
    Se outros irão se beneficiar com isso é consequência, mas o que quero é fazer as coisas para mim, sem tem que depender de um grupo de pessoas incompetentes e sem qualquer senso de respeito.

    Puts, foi um desabafo rssss. Peço desculpas por isso.

    Parabéns pelo excelente programa. E obrigado, fico contente em saber que tem muito mais gente que pensa dessa forma do que eu imaginava.

    • Cara, não se preocupe com textos longos. Fique a vontade e obrigado por nos dar retorno!

      abração

      • Vitor Urubatan

        Por agora prefiro comentar rsss.
        Já que são casts mais antigos. Mas assim que terminar de ouvir até os mais recentes mando um e-mail geralzão rsss.

  • DefendaSeuDinheiro

    Cast simplesmente sensacional. Um ano atrás e parece que foi gravado agora, nada mudou e vem outro protesto aí.

  • Washington Lins

    Refazendo essa mesma pergunta 1 ano depois diante dos últimos acontecimento será qual seria a resposta? bem que podia rolar um parte 2 desse cast hein? 🙂

    • Quem sabe mais adiante fazemos algo do tipo…
      obrigado pelo comentário

  • Erick Suzart

    Muito bom o cast como sempre, inclusive me pôs a refletir sobre meu próprio comportamento e como que essa sociedade em que estamos inseridos nos molda. Acabei me identificando muito com aquela pessoa que espera “as coisas acontecer” e que no “final vai dar tudo certo” o que é lamentável e tenho pena de mim mesmo por esta atitude, me identificar um tanto assim me faz querer mais que nunca mudar e sair da “manada”.

    Mais atual do que nunca. Abraços e um caloroso obrigado!

    • Olá Erick,
      A maioria de nós se enquadra neste modelo que você citou. Acredito que faça parte da nossa cultura e que devemos ter sempre em mente que as mudanças maiores num país começam dentro da nossa casa, dentro de nós mesmos!
      Obrigado pela visita e comentário!
      abração

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