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– Revolução Constitucionalista de 32 –

Bem, caro ouvinte, se você escutou nosso episódio anterior sobre a Revolução de 1930, sabe que no cerne desse movimento estava o embate entre os interesses paulistas que foram sobrepostos pela vitória da Aliança Liberal, liderada principalmente pelas oligarquias de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Se você não ouviu o nosso episódio anterior, que foi o TemaCast 23, nós aconselhamos que você volte lá e dê uma escutadinha. É bom observar que a chegada ao poder de Getúlio Vargas em 30, para exercer um governo provisório, foi recebida pela população paulista com muita euforia e festas nas ruas em comemoração a mudança. O episódio anterior terminou com a subida de Getúlio Vargas ao poder no que ficou conhecido como o “Governo Provisório”. Começou ali um período que vai até 1945 e foi chamado posteriormente de “A Era Vargas”. Então, nada melhor do que começar este episódio com esse período, não é mesmo?
A Era Vargas foi um período conturbado da história republicana brasileira, com a ocorrência de alguns levantes armados contra o presidente, que comportava-se ao mesmo tempo como um ditador e como um populista. Dentre esses levantes encontra-se a Revolução Constitucionalista de 1932, que, como você sabe, é o tema que estamos abordando hoje.
O motivo inicial para esta revolução foi a oposição aos interventores nomeados por Getúlio Vargas para governar o estado de São Paulo, durante seu governo provisório. Vargas representava uma aliança de forças políticas e econômicas que se opunha justamente a essa elite cafeeira. Entretanto, desde o início de seu mandato, tentou flertar com os cafeicultores através da política de proteção à cafeicultura e à industrialização, cujo polo principal estava em São Paulo. Mas era ambígua essa política, pois poderia fortalecer novamente essa elite.

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


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Cartaz MMDC

Cartaz MMDC

Cartão Postal MMDC

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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO

■ Homenagem aos heróis Paulistas na revolução de 1932

■ Paris Belfort  –  Hino 9 de Julho  MMDC

■ Hino do Estado de São Paulo

■ Scottaltham – Never Heard a Rhyme Like This Before

■ AlexBeroza – Improvisation on Friday…

■ Djlang59 – Drops of H2O ( The Filtered Water Treatment )

■ Black & Jones – Souvenir

■ Blank & Jones – After Love (Ambient Mix)

■ Caetanos Veloso – Sampa

■ São Paulo, A Sinfonia da Metrópole

■ Banda Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo – Amanhecento

■ Adoniran Barbosa – O samba do Ernesto

■ Adoniran Barbosa – Tiro ao Álvaro

■  Adoniran Barbosa – Aguenta a mão João

■ Demônios da garôa – Isto é São Paulo


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Se você quer participar do nosso grupo basta ir em https://www.facebook.com/groups/temacast.saibamais/. Participando você poderá sugerir pautas, interagir com outros ouvintes do Temacast e saber com antecedência de várias coisas que ocorrerão num futuro breve.


  • Marcio Castro

    e la vamos nos mergulhar na historia do nosso pais novamente 🙂

  • Adaljan Marques

    Saindo do bairrismo paulista e indo pro bairrismo gaúcho, tem possibilidade de Temacast sobre a Revolução Farroupilha???

    • Adaljan,
      A Guerra de Farrapos ou Revolução Farroupilha já está solicitada e agendada nas nossas pautas para o futuro… 🙂
      Só não entendi o lance de bairrismo…

    • Não tem bairrismo não, até porque o Francisco mora em Porto Alegre.

    • Adaljan Marques

      Bom dia, ótimo saber que terá Temacast sobre a Revolução Farroupilha, não conheço muitos podcasts que tratem da história do Brasil, e gostei disso no Temacast!
      Sobre o bairrismo, não tentei falar que foram bairristas, mas sim que essa revolução, assim como a farroupilha, acende o bairrismo paulista e gaúcho.
      Parabenizo o pessoal do Temacast pelo trabalho, está muito bom!!!
      Ps. Sou um gaúcho fronteiriço e talvez um pouco bairrista… hahahahaha

      • Tranquilo Adaljan, obrigado por participar aqui nos comentários
        abraço

      • Cliff Rodrigo Silva

        Tentamos fugir o máximo possível de bairrismos. Mas era inevitavel falar sobre São Paulo em si, por ter sido o palco da revolta e por guardar uma memória muito significativa sobre isso. Muito obrigado e abraços!

  • Washington Lins

    Olá, sou eu de novo 🙂

    Comentando sobre o tema com a esposa, ela me contou a historia do bisavô dela, que já viúvo, deixou a filha aqui em Manaus para foi tentar a sorte em São Paulo e acabou por fazer parte da revolução de 32 como soldado lutando com os paulistas. Formou familia e acabou ficando por lá.

    Felizmente (pra mim) a avó da criança (que pelos meus calculos seria a tataravó da minha esposa) não deixou que a neta fosse pra São Paulo depois, criando ela por aqui mesmo.

    • Que história legal, Washington. Obrigado por compartilhar.

    • Washington,
      obrigado por participar e por compartilhar tua história bem legal!

      abraço

  • Homero Luz

    Olá bem como Igor falou gostei muito deste episódio, apesar de hoje ter fixado residencia em Curitiba sou da area rural de Pelotas e por crescer em tal lugar sempre ouvi algumas historias dispersas dessa epoca, inclusive de uma propriedade onde um bisavo trabalhou que nessa epoca mudou de dono e algum tempo depois retornou a familia que era dona anteriormente, mas um detalhe interessante que na epoca quevteve esse dono provisorio minha mae ainds era criança e se referia a ele como Coronel e era de uma familia de donos de terras e industrias naquela região. Sempre tentei montar o quebra cabeca de quais forças estavam envolvidas na regiao mas o pessoal mais velho sabe muito pouco e fala menos ainda.
    Quanto ao que o Fransisco falou no episódio sim Lindolfo collor é avô do Fernando collor que acabou saindo do Rio Grande do Sul por problemas com Getulio.

    • Interessante a história Homero.
      Com certeza o Lindolfo Collor foi “saido” do RS pelo GV. Lembre-se que ele foi um dos que se revoltou contra o modo de destruir jornais de oposição adotado pelo governo do Getúlio.

      abraço

    • Bacana Homero, muito legal seu comentário. Eu sabia que este episódio traria muitas histórias pessoais, pois são coisas que nossos avós contam até hoje.

      Um abraço.

  • Oi Fracisco e Igor

    Mais um episódio excelente do Temacast.

    Pessoalmente tive até mesmo laços afetivos com este, pois meu pai, e grande parte da familia dele é de Cruzeiro-SP. Meu avô portanto, segundo histórias de meu pai (e ele adora inventar) ele lutou nesta guerra. Meu avô materno foi morar logo depois na cidade por conta de uma fábrica que foi aberta na região por conta da politicagem da época para acalmar as pessoas da região.

    Minha avó inclusive recebia pensão por conta desta relação de meu avô com o exercito paulista.

    Um outro aspecto, desta vez por parte da minha mãe leve desprezo que meu avô materno (vivo até hoje) guarda de Getúlio Vargas quando se refere a ele.

    Eu mesmo quando criança morei na cidade.

    Sempre frequento São Bento do Sapucaí (por conta da Pedra do Baú) e que na época era de Minas Gerais e foi “conquistada” pelos Paulistas e faz parte do estado até hoje, mesmo tendo DUAS cidades de minas gerais como vizinha 🙂

    Os nomes das ruas MMDC, 23 de Maio, 9 de julho e outras datas foram lições de histórias que levarei para explicar a todos os nomes das ruas.

    Porém eu acredito que o motivo da Fundação Getúlio Vargas ser na Avenida 9 de Jullho. Acredito que pela história entre os dois, o governo do estado deixou algo que referenciasse a Getúlio (no caso a fundação) somente se houvesse algo bem na porta que lembrasse o passado. Mesmo que com o tempo esta referencia ficasse somente no plano da Ironia.

    Caso necessitem de algum documentário que toca no assunto da guerra, e na simplicidade das pessoas que vivem na serra da mantiqueira, sugiro o “Caminhos da Mantiqueira”.

    Parabéns a todos mais uma vez pelo episódio.

    Luciano

    • Grande Luciano!
      Olha só, este episódio fez com que grande parte dos ouvintes até agora tivesse uma história relativa a revolução de 32. Muito interessante mesmo.
      Obrigado por mais esta visita e um grande abraço

    • Legal Luciano! Ótimo comentário. Às vezes passamos pelos lugares que são repletos de História, mas nem nos damos conta disso. É legal contribuir para que as pessoas conheçam alguns destes fatos.

  • Jun Ohashi

    Olá Temacast, vim aqui para cobrar as fotos dos ” tanques ” e armamentos que prometeram postar no post … Obrigado por despertarem minha curiosidade, foi bem interessante a forma como abrangeram o tema . Quem disse que história é chato ?
    ” O melhor Presente para o Futuro é conhecer seu Passado ” .
    *não lembro quem disse *
    Abraços
    Jun Ohashi

    • Olá Jun!
      É verdade… esqueci de postar, mas quando ler esta resposta certamente já estarão no post!

      abraço

  • Lucas Hemetério Oliveira

    Mais um ótimo cast parabéns…! indicando o Temacast a todos meus amigos, princialmente aos professores de historia para que possam mostrar aos seu alunos.
    Agradeço por trazerem cultura e entretenimento à internet.
    Abraço!

  • Priscila Guerrero

    Olá, pessoal! Gostei do episódio, foi muito bem pontuado e interessante. Mas em um cursinho que fiz, um professor de história disse que havia um Quinto mártir dessa revolução, que foi atingido, mas levado ao hospital e morrido por lá. Acho que durante o episódio vocês até comentaram sobre 5 mortos, mas depois só falaram mesmo do MMDC (que já confundi muito com MMC e MDC da matemática, rs). Esse professor também disse que houve bombardeio no centro de SP e em Campinas. Chegaram a ver algo sobre isso? Ahh! Em uma viagem ao interior e agora não me lembro bem se a cidade foi Socorro, porque faz tempo mesmo, lembro de ter entrado em um pequeno mercado local e visto algumas medalhas num quadro, capacete, algumas flâmulas também e recortes de jornal da época. Quando minha mãe perguntou ao dono o que era aquilo, pq a princípio ela achou que era da 2ªGGM, eis que o dono do local disse cheio de orgulho algo como: “isto são relíquias da revolução paulista. Meu pai lutou nessa guerra.” Na época eu nem fazia ideia que houve essa revolução, mas ouvindo o episódio lembrei disso. eheheh Olha só, Temacast reavivando memórias de pré-adolescência! ehhehehe Bom, pessoal, forte abraço a todos! 😀

    • Priss, o quinto foi o Alvarenga, mas ele não entrou na equação porque ele só veio a falecer em agosto de 32 e aí já estava implantada a MMDC com os 4 que morreram em 23 de maio.
      Quanto aos bombardeios houve sim mas acabamos deixando de lado por esquecimento talvez.
      Aí vem você e coloca os pingos nos “is”, certo?

      abração e obrigado por vir e compartilhar mais uma história pessoal sobre esta revolução!

      abraço

      • Priscila Guerrero

        Ahhh! É ele mesmo, o Alvarenga. E esqueci de mencionar, que realmente, em SP a gente tem um ranço com Getúlio Vargas. Lembro que minha avó não gostava dele e quando eu perguntava porque, ela dizia que era por causa da guerra de SP. Nunca entrei em detalhes com ela, mas imagino que seja por isso. Ela veio de Sorocaba para SP e deve ter vivido esse período, embora moremos afastadas do centro de SP, mas acho que o clima de guerra era geral.

    • Eu também não sabia muito desta guerra até me mudar para São José dos Campos em 2001. Foi lá que eu corri atrás do prejuízo e estudei mais.

  • Muito bom.

  • Wilson Brancaglioni

    Olá amigos,

    Sou o Wilson Brancaglioni, 39 anos e Bancário de São Paulo/SP

    Mais um programa de altíssima qualidade. Discutir esse temas de nossa história é resgatar sob um olhar diferente da escola e muitas vezes aprender algo novo, pois não me recordo de ter aprendido isso na escola. Sei pelas leituras que fiz ao longo da vida que existiu essa revolução. E o mais importante é que não consegui defini quem está certo nessa guerra, afinal, pequenos grupos estavam defendendo a sua permanência no poder. Só por curiosidade há uma Escola Técnica em São Paulo chamada Getúlio Vargas meu irmão estudou nela. É um símbolo daquela época.

    Parabéns amigos,

    Wilson Brancaglioni
    http://www.estantedowilson.com.br/

    • É complicado definir o certo e errado… acho que ninguém que disputava o poder estava certo… como hoje não estão, mas atente para a ação do povo de SP que se uniu pelo que acreditava ser o melhor para o país… houve traição? houve exageros? Vamos refletir e aprender para que não haja espaço para novas ditaduras, arrochos e mortes entre irmão da mesma pátria…

      abraço

    • O que aprendi é que, com raras exceções, quando há guerra é por que não houve antes o diálogo e isso muitas vezes torna os dois lados errados.

  • Embora haja muitos marcos no Estado de São Paulo, entre monumentos, nomes de ruas e praças, e tantos outros, a memória do paulista não se encontra muito integrada a história. Aliás, se o brasileiro já tem memória curta, imagine o paulistano, escravo do trabalho.

    • Isso é verdade Gilberto.
      Mas, vamos ajudar no que for possível, não é mesmo?

      abraço

      • Pois é Francisco, ajudar a não deixar a memória se perder no tempo é nossa meta.
        Grande abraço

    • E é por isso que gostamos de trazer esses temas no TemaCast, para ajudar a lembrar estes fatos da nossa História.

  • Jorge Virgilio

    Eu gosto bastante do Temacast, mas confesso que achei esse episódio bem aquém dos anteriores. Achei-o bastante enviesado na verdade. Não acredito na neutralidade na interpretação de fatos históricos, mas acho que faltou um pouco de senso crítico… Tenho a impressão de que a maioria dos participantes queria tanto passar uma imagem heroica da Revolução de 32 e de SP face a um ditador terrível que esqueceram de comentar que SP comandava o país quase que sozinho antes de 30 e que a população brasileira vivia numa República tão fajuta e tão ruim que até um ditador como Vargas conseguiu ser melhor do que o que havia antes. Vale lembrar, por exemplo, que a ideologia de embranquecimento da população brasileira era defendida fervorosamente pelas oligarquias paulistas uma vez que SP era o Estado com a maior população negra do Brasil (e continua sendo até hoje). Enquanto milhões de negros (que eram 80% da população brasileira no começo do sec XX) passavam fome e eram impedidos de adquirir propriedade em qualquer parte do país, SP pagava para trazer milhares de outros miseráveis de países europeus e asiáticos para “limpar” a população brasileira. Tanto que uma das primeiras atitudes de Vargas foi justamente criar COTAS pra brasileiros, obrigando todo e qualquer empreendimento a ter ao menos 2/3 de brasileiros natos no seu quadro de funcionários e proibindo a imigração europeia (exceto no caso dos portugueses). Particularmente não gosto do Vargas, mas é totalmente compreensível que RS, PB, MG e RJ, entre outros Estados, fossem querer dar o troco em SP depois da República Velha, que inviabilizou os demais Estados (principalmente o nordeste, já que não poderia haver um porto no norte que rivalizasse com Santos) e que massacrou a maior parte da população brasileira, por essa ser negra. Além disso, não vejo nenhuma grande vitória na constituição de 32, o máximo que aconteceu foi as oligarquias de SP fecharem um acordão com o Getúlio, que em troca do apoio de SP, favoreceu a industrialização do Brasil em SP.

    • Jorge,
      Obrigado pelo comentário.

      abraço

    • Não foi abordada a Era Vargas em si, por isso não foi falado sobre Vargas ser bom ou ruim. Não houve de nossa parte intenção de parcialidade, mas isso é algo natural e que acontece de uma forma ou de outra.

      No entanto, nós falamos sim no episódio que o real motivo da guerra não foi a luta pela liberdade e pela democracia e sim um grupo oligárquico que queria defender seus interesses econômicos.

  • Daniel Mendonça

    Excelente programa!

    A revolução de 32 desmente alguns mal informados que sempre afirmam que no país nunca aconteceram guerras.

    • É Daniel… o lance de que brasileiro é “bonzinho” não passa de mito.
      Somo briguentos, violentos e matadores e arrisco dizer que os políticos deveriam estudar história um pouco pra saber com quem estão se metendo…
      E ainda nem falamos de outras revoluções, levantes e coisas do tipo!

      abraço

    • É verdade Daniel. Obrigado por seu comentário.

  • Chasqueiro

    Inicialmente quero vos dizer que o Temacast é um dos poucos podcasts cujos novos episódios aguardo ansiosamente, tanto pela sempre excelente qualidade do conteúdo, quanto pela boa condução do programa, tudo alicerçado numa pauta sólida. Não é à toa que, saindo do espaço tradicionalmente reservado à mídia, também está sendo retransmitido por uma rádio FM.

    Quanto ao episódio em si, e não querendo puxar brasa pro lado dos gaúchos – apesar de sê-lo – após o término fiquei refletindo um pouco sobre a questão das oligarquias (a saída do café com leite e “entrada” do leite com churrasco, se bem me lembro), quando um dos membros cita que, para os que buscavam o poder então, qualquer oligarquia servia, menos a do café com leite, tendo sido esta quebrada, tirando boa parte do poder político paulista; ignorando que, até aquele momento, vigorara outra política excludente representada pelo domínio político de SP e MG, que deixava o resto do país à margem das decisões importantes.

    No mais, como o Temacast já abordou diversos conflitos internos – aqueles em que, como dito, compatriotas lutam contra compatriotas, defendendo ideais conflitantes – sugiro seja avaliada a possibilidade de retratar, em um futuro episódio, a Revolução Farroupilha, ou Guerra dos Farrapos.

    De seu atencioso ouvinte,

    Dirceu Follmann – Escrivão Judicial – São Leopoldo (RS).

    • Tchê! (olha a intimidade gauchesca!)
      Guerra de Farrapos está encilhada para um futuro próximo! E, olha só, muito bom você vir aqui compartilhar tuas ideias e enriquecer o Temacast.
      Grande abraço!

      • Chasqueiro

        Vou aguardar ansiosamente o episódio.

        Obrigado, Francisco!

    • Seu ponto-de-vista é interessante, mas mesmo com a queda da República Velha, o Nordeste, Norte e Centro-Oeste continuaram esquecidos pelo Governo Federal.

      Farroupilhas será um episódio futuro sim, assim como outras revoluções brasileiras.

      • Chasqueiro

        Normalmente, quando um grupo (qualquer que seja), busca o poder, usa o discurso do bem comum (ou pelo menos da maioria) para conseguir apoio, dizendo que o poder é um meio para alcançá-lo; no entanto, depois de conseguir esse mesmo poder, tal grupo começa a mostrar que, na verdade, o poder era um fim.

        Gracias, Igor, e aguardarei o episódio.

        • isso mesmo… e sendo o poder a razão em si para tal busca, ao alcançá-lo parte-se então para a manutenção do mesmo, ou seja, governa-se para manter-se no poder… e a roda gira, gira…

  • Rodrigo Bamondes

    Olá pessoal, se me lembro bem do episódio não foi comentando que a Bandeira do Estado de São Paulo é a bandeira da revolução que queriam colocar para o Brasil. E por isso é que ela tem o mapa do Brasil e é baseada nas três raças que formaram o país, e é baseada na bandeira dos EUA

  • Rodrigo Bamondes

    No site do Governo de SP cita que a bandeira somente foi adotada após a revolução de 32: http://www.saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/historia_bandeira

    • Olha que legal esta informação! Eu não conhecia este detalhe… valeu mesmo!

      abraço

    • Muito interessante isso. Eu também não sabia disso.

  • Mateus

    Venho aqui dar os meus parabéns para o podcast que já se tornou uns dos meus preferidos. Acompanhando os últimos casts vejo que há uma certa predileção a falar pouco e nesse pouco falar com demérito dos presidentes/imperadores do Brasil. Eu conheci muita coisa que não sabia deste tema mas fiquei curioso em saber um pouco mais como Getúlio conseguiu fazer o que Washington Luis não conseguiu. Onde ele acertou? Como ele conseguiu um acordo tão vantajoso? Como foram as negociações?
    Da mesma forma no cast da Revolução de 30. Getúlio é citado muito superficialmente. Foi dado uma grande ênfase à João Pessoa e alguma enfase a Julio Prestes mas quase nada se falou do principal favorecido desta revolução.
    Mais uma vez no excelente cast do Barão de Mauá, não ficou tão claro para mim porque este era tão mau visto pelo Imperador. Era pura e simplesmente birra por ele ser plebeu?

    Em suma, não sei é uma tendência dos historiadores a demonizar os presidentes (todos os meus professores de história falavam mal), até um participante falou que JK foi o pior presidente do Brasil mas não explicou. Estou sedento de mais informações. Como pessoas que chegaram ao topo do posto de comando de um país pode ser simplesmente um alienado, um ingênuo ou um puro sanguinário? Acho que cada um deles tem uma história muito rica e gostaria que vocês tivessem mais carinho quando fossem abordar temas que envolvam a vida deles.

    Conheci muito de Lampião no cast dele, foi falado pouco de Antônio Conselheiro (talvez por poucas informações), mas são estes detalhes que fazem a diferença no cast de vocês. Vocês contam meandros que vão além do padrão que os professores de história nos contavam.

    Resumindo, sou ouvinte fiel do podcast e tenho muito carinho por ele, gosto muito do tom e da seriedade com que pesquisam o assunto mas gostaria que os personagens centrais do tema fossem melhor explorados, contando como foi sua ascenção, como pensavam, como eram suas personalidades, etc., assim como foi muito bem explorado nos casts do Barão do Rio Branco (explicando porquê foi morar em Liverpool), o Barão de Mauá, Lampião, João Pessoa, etc.

    Muito obrigado pelo excelente trabalho e “Fiquem em paz”

    • Olá Mateus,
      Bom sobre as tuas perguntas eu poderia te dizer o seguinte:
      Sobre Getúlio, ele era um grande articulador e um uma pessoa com grande poder de convencimento e deve-se levar em conta toda a conjuntura da época onde havia uma certa “revolta” desde a proclamação da república onde o poder estava nas mãos dos paulistas e mineiros. Eu diria que se não fosse o Getúlio seria outro. DE qualquer maneira, optamos por falar superficialmente de Getúlio Vargas porque no futuro falaremos sobre a Era Vargas e não quisemos queimar o assunto.
      Quanto ao Mauá, ele não era bem visto pelo império porque ele tinha ideias progressistas, ou seja, contra a escravidão e pró industrialização. Com isso ele incomodava muitos que não queriam mudanças no que estava estabelecido, ou seja, barões ganhando muito dinheiro com mão de obra escrava e frequentando a corte (babando o imperador). Ganhou a antipatia do imperador porque os “outros” exerciam influência nas decisões da corte. Ele era o que poderíamos chamar de subversivo na época.
      Com relação a afirmação de que JK foi o pior presidente do Brasil eu particularmente não concordo, mas que ele endividou o país isso ele fez. Sugiro ver quem fez a afirmação (não me lembro mais) e entrar em contato direto com a pessoa através dos links que estão no post.
      Sobre o Conselheiro, não havia mais o que falar já que não há muita informação disponível sobre ele. Se havia, o governo deu um jeito de fazer desaparecer!!!
      Finalmente, atente para o detalhe de que ao não irmos muito fundo na história do personagem principal é muitas vezes para não queimarmos a pauta de um episódio futuro, ok?

      Um grande abraço pra você Mateus

  • Roberto Falcão

    Oi pessoal, meu nome é Roberto, tenho 30 anos, sou advogado de formação mas trabalho como coordenador de logistica (longa história hehe)
    Conheci o Temacast há alguns meses e estou fazendo um intensivão, principalmente nos episódios referentes à história do Brasil, creio que pouco se fala habitualmente e estou adorando me aprofundar.
    Uma pergunta sobre este episódio: vcs comentaram que GV habilmente conseguiu reverter os outros estados aliados de SP, mas como especificamente ele fez isso? Fiquei muito curioso porque pra tirar todo mundo do páreo só no gogó o cara teria que ser o maior orador do mundo.
    Obrigado pela atenção e parabéns pelo podcast! Já os recomendei para amigos!

    • Olá Roberto,
      Vamos comentar tuas dúvidas na leitura de email e comentários, ok?
      Obrigado pela visita e pelo comentário
      abraço

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