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Invasões Holandesas e a União Ibérica: Para contextualizarmos o período ao qual nos referimos se faz necessário dizer que o nordeste brasileiro era o maior produtor de açúcar do mundo no século XVII. Sendo o Brasil na época colônia era obrigado, pelo pacto colonial, a vender todo o açúcar produzido para Portugal. Este por sua vez, não vendia o açúcar diretamente para os consumidores e sim, vendia o mesmo para a Holanda que fazia a distribuição do produto por toda a Europa. Muito bem, depois deste breve resumo onde pode-se ver que Portugal ganhava sendo colonizador e atravessador e Holanda também ganhava tendo o monopólio de distribuição do açúcar, por que a Holanda viria a invadir o Brasil? Bom, é isso que vamos aprender neste episódio de hoje.

Países baixos

Neste período histórico possui vários atores importantes. Além de Espanha e Portugal, tem o território conhecido como “Países Baixos”. Antes de falar porque eles são importantes, vamos definir o que são os Países Baixos, que em holandês se pronuncia mais ou menos como “Nei-der-land” (país baixo).
Nos Séculos XV e XVI, a Holanda era parte das chamadas 17 províncias, que corresponde mais ou menos ao que hoje são os territórios da Holanda, Bélgica, Luxemburgo, norte da França (na região de Calais) e uma porção pequena do oeste da Alemanha…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


PARTICIPANTES
FONTES 

VITRINE

MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Hino Nacional da Holanda
  • 1 Hora de música épica   Two Steps from Hell   Volumen 1 (YouTube)
  • Enigma – Mea Culpa
  • Hino Nacional da Espanha
  • Hino Nacional de Portugal
  • 10 Canciones Épicas Para Tus Vídeos 1 (YouTube)
  • Era – Impera
  • Carpenters – Please, Mr. Postman
  • Popa Chubby Black Coffee Blues Band – Messin’ With The Kid
  • Chris Isaak –  Dixie Fried
  • D*Note – D*Votion
  • DAB – Delayed
  • Creedence Clearwater Revival – It’s Just A Thought
  • Creedence Clearwater Revival – Have You Ever Seen The Rain

 


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INDICAÇÃO DE LIVRO NO CAST

A Guerra dos Hereges – O Grande Romance Histórico da Invasão Holandesa a Pernambuco, por Aydano Roriz (Romance Histórico Brasileiro)


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  • Washington Lins

    comentando os comentários.
    Acho muito chato esse generalismo onde ou você é de esquerda ou de direita. Capitalista ou comunista (ou socialista, sei la) Mocinho ou bandido. “É a favor de programas sociais? Comunista petralha”. “O que? Apoia o livre mercado? Seu coxinha bebedor de black label”. Pode não parecer, mas é possível ser um pouco de cada e apoiar uma coisa ou outra de cada lado.

    Em um dos pontos o Igor se justificou que apoiar o casamento homoafetivo não o classificaria como Socialista/Comunista/Esquerdista. Eu complementária que quem diz isso no minimo desconhece (pra não dizer outra coisa) que ate o fim da União Soviética, os homossexualismo era crime e visto como ato contra a revolução. Na China as coisas também não deviam ser muito boas.

    Enfim, o socialismo é muito bonito e tem aquelas ideias legais de igualdade, mas vocês viram como o novo iphone é bonito?

    Sobre o tema do cast pra não fugir do tema, como assim vocês esqueceram de uma das melhores heranças que os holandeses deixaram no brasil que foi a Mariana Ximenes? 😀

    • Pois é Washington… concordo contigo… o comunismo/socialismo é lindo no papel!
      Ah… sobre a Mariana foi uma mancada sem desculpas… como fomos comer essa bola!!!!
      ahahaha!

      abraço

    • Homero Luz

      Me metendo aqui, Cuba também se diz socialista comunista sei lá o que eles se reivindicam, mas liberdade de orientação sexual não pe algo comum lá, mas sim tem muita gente que propaga não sei da onde a tal “ditadura gayzista comunista que serve churrasco de crianças”.

  • Jorge Virgilio

    Olá amigos do Temacast. Parabéns pelo episódio. Como sabem os episódios de história do Brasil são em geral os meus favoritos. Gostaria apenas de fazer dois adendos : o primeiro, é sobre a questão dos bosnegers (“negros da mata”) [1] que não foi abordada no cast. Uma das principais razões pelas quais a colonização holandesa não deu certo no Brasil é que eles tinham muita dificuldade de administrar os escravos. Houve um aumento significativo de quilombos nesse período, culminando no famoso Quilombo de Palmares, visto que os holandeses não eram tão eficientes em manter os escravos sobre controle quanto os portugueses. Eles chegaram inclusive a contratar portugueses só com esse propósito de comandar os escravos. As constantes guerrilhas travadas entre holandeses e negros livres levou ao enfraquecimento da Nova Holanda. O segundo adendo, é sobre o que Francisco comentou sobre Nova York não está relacionado a Yorkshire (condado de York). Eu discordo disso. Tanto que o nome NOVA York só faz sentido se tiver uma velha York. E a York que eles se referem é a York City [2], capital de Yorkshire (Cities eram cidades fortificadas nessa época, diferente de Town que não era fortificada). O Duque de York é o proprietário das terras do condado de York, que até hoje é o maior condado da Inglaterra. São terras normalmente associadas ao poder real (tanto que a bandeira da Inglaterra é uma versão adaptada da bandeira de York). A mesma coisa na França em relação a cidade de Orléans [3]. Não coincidentemente a capital da Louisiana, antiga colônia francesa, era a “Nouvelle Orléans”. Em geral os duques dessas cidades são os irmãos do rei. James era o duque de York porque era o segundo filho de Charles I. Quando os britânicos tomaram Nova Amesterdã em 1664 o seu irmão Charles II deu-lhe essas terras e ela se tornou a nova cidade de York (New York City) porque estava ligada a administração da York City original. A mesma coisa com Nova Orléans, que foi dada por Luís XV a seu irmão, o Duque de Orléans, proprietário/administrador de Orléans.

    [1]http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/cacada-aos-bosnegers
    [2]https://pt.wikipedia.org/wiki/Iorque
    [3]https://pt.wikipedia.org/wiki/Orle%C3%A3es

    • Grande Jorge!
      Realmente faltou falarmos ao menos um pouco dos negros e a dificuldade dos holandeses administrá-los. Obrigado pelo enriquecimento do cast. Sobre o nome de Nova Iorque eu falei de improviso pois fiquei curioso enquanto o Igor falava sobre a Zelândia e fiz uma busca rapidinha e encontrei, em algum lugar que não anotei, algo que falava exatamente aquilo que eu disse no cast. Mas, pensando bem não faz muito sentido mesmo não se referir a York inglesa e a americana ter um New na frente…
      Ah! encontrei (não o mesmo artigo) um lugar que fala mais ou menos o que eu tinha lido em outro lugar e que não encontrei agora:

      https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_cidade_de_Nova_Iorque

      Onde se pode ler:

      1674 – 1760
      Os Países Baixos e a Inglaterra enfrentaram-se em três guerras, as Guerras Anglo-Holandesas, que duraram de 1652 a 1670. Em 1664, a força naval inglesa forçou a entrada na baía de Nova Iorque, enfrentando mínima resistência dos habitantes da cidade. Os ingleses renomearam a cidade de New York, em homenagem a Jaime, Duque de Iorque.

      Obrigado e abração

  • Augusto Ganzert

    Ótimo episódio! Vou compartilhar no grupo do facebook sobre História. Bom trabalho!

    • Olá Augusto!
      obrigado pela visita, comentário e apoio.

      abraço

    • Olá Augusto. Qual grupo você divulgará? talvez eu conheça!

      • Augusto Ganzert

        É um grupo bem pequeno, tem menos de 300 membros. rsrsrs Chama-se História Agora.

  • Homero Luz

    Adorei o episódio, como sempre gosto de temas históricos, mas uma coisa que escuto muito de algumas pessoas, “se os hoilandeses tivessem continuado no Brasil aqui seria uma grande Nova York” e eu sempre respondia ou um grande Suriname, agora nunca tinha pesquisado que outros lugares eles colonizaram agora eu posso usar outros argumentos em tretas.

  • joaoolavo

    Olá Francisco e Igor! Esse vídeo abaixo é muito bom para (tentar) explicar o porquê da confusão entre os nomes Holanda e Países Baixos. Pelo jeito, não é só no Brasil que esse país é conhecido como Holanda, Holland ou pela sua respectiva tradução.

    Quer um exemplo? O vídeo mostra: o site oficial de turismo do país é o http://www.holland.com.

    Ativem as legendas do vídeo para acompanhar a muitorápidaexplicação em português. 😉

    https://www.youtube.com/watch?v=eE_IUPInEuc

    • Muito bom, mas para ler a legenda do vídeo tem que ter o dedo na pausa o tempo todo! ahaha!
      Valeu pelo vídeo e pela participação Joaoolavo!

  • Petrus Augusto

    Sobre o cast, ótimo.. Muito bom mesmo! Conhecia bem a historia de PE (sou daki), mas, com o cast.. Só fez complementar.

    Comentando os Comentários:

    Sobre o Olavo, olha, sendo franco.. Sim, ele é um idiota, e não, ele não está ajudando em nada as ‘discussões’ politicas.. Muito pelo contrário, tá só piorando… E não, ele não é um pensador, ele não é um filósofo, NENHUMA pessoa que queria, de fato, pensar sobre politica, sabe que, não existe essa maniqueísmo.. Pelo amor de deus, esse papo de ‘golpe comunista’ é ridículo, no mínimo.

    O Olavo é esperto em ganhar dinheiro! Ele achou uma mina de ouro soltando essas “opiniões” rasas, mais rasas que uma tampinha de cerveja… “Opiniões” tipicas que o (desculpa a palavra) povão adora ouvir.. Cheio de senso comum e em grande maioria, totalmente infundadas.

    Sobre ser taxada de comunista/coxinha/etc/etc:

    Meus parabéns, vocês são muito calmos.. Eu não teria sido tão polido assim nas respostas.

    E sobre isso.. Bem, SEMPRE que eu vejo alguém com esse papo de ‘esquerdistas’ ou ‘coxinha’ (sim, já fui chamado dos dois.. Incrível né?), etc, etc.. Eu não perco tempo discutindo (não seriamente, se eu o fizer, é para zoar a pessoa).

    Bem.. é isso, vou evitar me estender mais para não sair algo reprovável, pois, isso (esse babo de ‘bem vs mal’, ‘esquerda vs direita’, ‘pessoas de bem vs pessoas do mal’), é algo que me estressa muito atualmente.. Pois, raramente sai algo que preste… Apenas senso comum e hipocrisia. Sem falar que, em geral, as pessoas mal sabem o que é isso. Apenas, repetem frases de facebook.

    • Ave Petrus!
      Muito boas colocações as tuas.
      Obrigado por vir nos prestigiar com teus comentários e um grande abraço!

    • Seguindo a dica passada, eu ouvi o episódio 150 do Anticast (“~Dossiê~ do Olavão”). Acompanho o podcast há pouco tempo, ainda não tive tempo de ouvir os antes do 200.

      Vou dar meu chute (só por diversão mesmo) de qual é do Olavo de Carvalho: tou com Petrus, ele tá rindo de todo mundo que concorda com ele e de quem perde tempo o rebatendo. Ele não está nem aí com a confusão que gera e só faz isso por dinheiro mesmo, para vender livro, gerar receita, etc.

      Putz, bem que ele poderia deixar progamado o envio de um email automático quando ele morrer em que estaria escrito “Rá! Pegadinha do Malandro!”. Troll total, como disseram no episódio.

      Isso, ou ele é doido mesmo e pronto.

  • Ricardo Tamanini

    Olá pessoal. Quando mencionaram que o Pernambucano fala que durante o Brasil Holandês foi o melhor período da região, foi essa a fagulha que me fez procurar mais sobre o assunto. É curioso que o Nordeste por um tempo foi o centro do Brasil e mais tarde foi sendo deixado de lado, para que o Sudeste e Sul ficassem mais desenvolvido. Uma pena, visto que todas as regiões do país tem potencial para serem ótimos lugares cada um com sua variedade.
    Uma curiosidade que descobri foi com o nome Vanderley. Diziam que era de origem Holandesa, mas achei que era brincadeira de brasileiro, visto que na Holanda há Van Basten, Van der Sar, Van der Vaart, Van Halen, Van Gogh. No entanto, um dia na TV Cultura assisti um documentário chamado Doce Brasil Holandês, em que uma holandesa vem até o Brasil para pesquisar sobre a família. E era verdade! Havia a família Van der Ley. Muito interessante.
    Agradeço por terem começado do começo, rs. Digo, explicando o contexto histórico da Europa até chegar no Nordeste do Brasil. Essa parte eu desconhecia.
    Sobre as cores da Bandeira Brasileira, só sabia aquilo que a escola me ensinou. Prefiro a versão original que tem muito mais história. Melhor que essa comparação atual de cores com algo do país. Se fosse assim, o verde e o amarelo poderiam ser mais desbotados visto que já não há tanta floresta ou ouro.
    Para finalizar, indico alguns livros para o pessoal que quiser se aprofundar: O Negócio do Brasil e Nassau. Os dois de Evaldo Cabral de Mello. O primeiro confesso que apanhei muito para ler. É bem escrito, com uma vasta informação, mas por algum motivo não consegui aproveitá-lo por completo. Já o segundo é uma biografia de Maurício de Nassau.
    Abraços e até o próximo cast!

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