Escravidão:

Como definição, a escravidão é um regime jurídico ou econômico onde o princípio de propriedade privada é aplicado também a seres humanos, permitindo que pessoas sejam classificadas como propriedade. Sendo assim, elas podem ser compradas e vendidas e não podem, por sua vontade, se desvencilhar desta relação de exploração. Além disso, o escravo a princípio não recebe nenhum tipo de remuneração pelo trabalho que executa e suas atividades bem como seu tempo são controlados por quem detém sua posse. Essa é a definição clássica de escravidão e, por estes termos, ela é considerada ilegal em todos os países. O último a abolir em definitivo a escravidão foi a Mauritânia em, pasme, 2007! Apenas poucos anos atrás. No entanto, isso não significa que a escravidão tenha deixado de existir.

Há, nos tempos atuais, também a definição de “condição análoga à escravidão” que é onde uma pessoa trabalha para a outra sem na prática ter a opção de sair daquele emprego ou mesmo se mudar para um outro lugar. Dentre as formas que vamos ver que mantém uma pessoa ainda hoje em dia nessas condições estão desde questões financeiras até mesmo o uso da força por parte de seus captores.

Falando em etimologia, a palavra “escravo” em português ou “Slave” em inglês vem do Latim SCLAVUS, “pessoa que é propriedade de outra” e de de SLAVUS, “eslavo”. Mas, Eslavo, da etnia eslava? Sim, já que em guerras antigas muitos desta etnia foram capturados e escravizados…

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio…


BAIXAR VERSÃO ZIPADA

Escravidão: download versão zipada


PARTICIPANTES
FONTES 

VEJA MAIS

VITRINE

MÚSICAS DESTE EPISÓDIO

NOSSA PLAYLIST NO SPOTIFY:

Link


NOSSO GRUPO NO FACEBOOK

Se você quer participar do nosso grupo basta ir AQUI. Participando você poderá sugerir pautas, interagir com outros ouvintes do Temacast, participar de sorteios e saber com antecedência de várias coisas que ocorrerão num futuro breve.

  • Willian Rochadel

    Temacast incrível com uma bela percepção da escravidão.
    É impressionante notar como esse é um problema tão atual. Portanto, é triste pensar em um realidade figurada nas mais diferentes formas.
    Como principal efeito negativo disso, é o impedimento do crescimento pessoal, enclausurando seja física, pscicológica ou economicamente o indivíduo. Ou seja, evitando que haja uma mobilização de libertação pelo medo ou esperança.

    Parabéns pessoal por abrir esse tema, e por ampliar o assunto como um tema tão atual.
    Abraços;

  • Mas que baita trilha, hein? Blues é a minha praia! Escravidão é um tema sempre difícil de lidar. Eu tenho uma opinião meio pessimista sobre o tema: acho que a história da humanidade é a história da escravidão. Tudo o que conhecemos hoje só existe porque o ser humano teve escravos. Temos vários vilões e mocinhos em todos os lados. Uma coisa que na escola não me contaram é que, por exemplo, os escravos que vieram ao Brasil foram VENDIDOS por outros africanos, que eram escravistas, e não arrancados brutalmente das floresta, como num desenho da Disney. Geralmente os escravos eram de prisioneiros de tribos inimigas ou simples estrangeiros (leia-se qualquer um que não fosse daquela etnia) capturados. Daí os europeus os compravam e traziam para cá. Outra coisa que não se fala muito é que havia escravidão DENTRO dos quilombos. Isso sem contar dos ex-escravos que passavam a ter escravos, ou seja: o ser humano sempre foi escravista por natureza. Felizmente isso está acabando, pelo menos no imaginário consciente,como algo aceitável, mas aos poucos, bem aos poucos.
    Essa justificativa do “ele não tem alma” ainda é usada hoje para justificar nossa sociedade assumidamente escravista… De outras espécies. Como seria nossa sociedade sem o gado preso ao curral, sem o coelho que serve de testes para cosméticos e remédios, sem a carroça que faz todo o trabalho pesado para o homem trabalhador? Pior, isso é tão impregnado que, mesmo não concordando, nós somos incapazes de viver em sociedade sem o escravismo. Se resolvêssemos ser justos com todos os que são vítimas disso, pelo simples fato de estarem numa situação de desvantagem, voltaríamos à era da pedra lascada, onde o homem caçava e plantava para sobreviver. Ou seja: o escravismo REAL, aquele que não usa dois pesos e duas medidas, só acaba quando a humanidade acabar.
    A ideia que sustenta o escravismo sempre foi a de que o escravo é sempre o “outro”: o sem alma, o indigno, o que não é filho de Deus, o estrangeiro, etc. São argumentos usados como mera desculpa para justificar o óbvio: escravo é aquele que não faz parte da minha linhagem, família, tribo, espécie, etc, que é mais fraco do que eu e está submetido à minha vontade. Se ele ainda for incapaz de se rebelar, violenta ou verbalmente, melhor ainda. É algo que sempre dependeu da força. Hoje não vemos escravos pela rua porque os que usariam disso não são mais fortes do que a lei que proíbe a escravidão. Mas ainda vemos, por exemplo, empregadas domésticas que moram na casa do patrão e vivem sim num regime escravista, disfarçado APENAS pelo fato de ela receber salário, longe da sua família e praticamente sem vontade própria. Os animais, bem… Se eles falassem nossa língua, com certeza seria diferente. Como não é bem assim, acontece o que meus avós sempre me disseram: “eles não vão pro céu”.

    Abração e até o próximo ep.

    • De novo um excelente comentário!
      Muito obrigado e um grande abraço

    • Erick Suzart

      Excelente comentário, quanto ao fato das empregadas existe um filme brasileiro chamado “Que horas ela volta” com Regina Casé que aborda a vida de uma empregada doméstica que, em busca de um sustento, se muda de sua cidade natal de um interior do Brasil para a casa de uma madame trabalhar por lá.

      Dentre outras coisas o filme aborda a situação de escravismo, se assim posso dizer, da empregada doméstica na casa da patroa. Fica a indicação pra complementar o episódio.

      A única diferença de algumas situações da atualidade é que não é um escravismo explícito, tal como o foi “nos moldes da idade média”, mas sim algo mais subjetivo.

  • Cláudio Hase

    Ainda nem assisti, mas deve ser bom (como sempre…). Fazendo download para ouvir no carro amanhã na estrada !

  • Primeira vez que ouço, e impressionou de bom! Por acaso, este que nos fala aí é o Capitão Falcão, dos Sentinelas?

    • Fala João!
      obrigado pela visita e SIM sou o Capitão Falcão dos Sentinelas!

      abração

  • José Fernandes

    O bom filho a casa retorna. Faz muito tempo que não ouço e nem comento no temacast. Gostaria de parabenizar pela qualidade mais uma vez e agradecer pelo conteúdo. Só queria deixar uma pequena complementação interessante: A lei dos sexagenários era também chamada de “lei da gargalhada nacional” pois os escravos libertos não tinham expectativa de vida após a liberdade uma vez que tinham tão avançada idade. Em alguns casos era até pior pois ficavam desamparados já que poucos chegavam a essa idade e pouco conseguiam em um mundo cheio de preconceitos.

    Sugestão de tema: O grunge da década de 90!

    • Valeu pela visita e comentário.
      obrigado pela sugestão também!

      abração

  • Ouvi de novo hoje. Muito bom mesmo.

  • Rodrigo Ribeiro
TemaCast © 2014-2017
Scroll Up