Guerra do Paraguai (parte 1)

A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul no século 19. Rivalidades platinas e a formação de Estados nacionais deflagraram o confronto, que destruiu a economia e a população paraguaia.

É também chamada Guerra da Tríplice Aliança. Na Argentina e Uruguai é chamada de Guerra de la Triple Alianza e de Guerra Grande, no Paraguai.

A Guerra do Paraguai durou seis anos. Teve seu início  em dezembro de 1864 e só chegou ao fim no ano de 1870, com a morte de Francisco Solano Lopes em Cerro Cora.
Desde o final do Império até o início do Regime Militar, a versão oficial do conflito defendida pela historiografia brasileira era a que o Brasil havia sido forçado à guerra pelo ditador Solano López que, ambicionando expandir seus domínios até o Atlântico e criar o “Paraguai Maior”, havia invadido partes do território brasileiro, uruguaio e argentino. É importante ressaltar que ao longo de todo esse período – República Velha, Era Vargas e República Nova – o Brasil foi comandado por uma elite política, tanto civil quanto militar, ligada diretamente à Guerra do Paraguai. A República brasileira foi fundada por heróis da guerra do Paraguai, como Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto e Pinheiro Machado, e nas décadas seguintes, foi encabeçada por descendentes de ex-combatentes, tais como Hermes da Fonseca, Getúlio Vargas e Eurico Gaspar Dutra…

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VITRINE

MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Hino Nacional do Paraguai
  • Audiomachine – Akkadian Empire
  • Ivan Torrent – The Light Crusaders
  • Jasper Blunk – World of Fireflies (feat. Merethe Soltvedt)
  • PostHaste Music – Riven (Mark Petrie)
  • Audiomachine – Land of Shadows (Paul Dinletir)
  • Valentin Boomes – Avalon
  • Future World Music – Journeyto Pandora
  • Future World Music – Victory of Life
  • Audiomachine – Breath and Life
  • Ivan Torrent – Before I Leave This World
  • West One Music – Jewel of África
  • Epic Score – Smash them Ali (No Vocais)
  • Epic Score – Hells Army
  • Two Steps From Hell – Love and Loss
  • Epic Score – Unstoppable Forces
  • Black Phoenix Music – Elven’s Dawn (feat. Julie Elven)
  • Audiomachine – Guardians atthe Gate
  • Audiomachine – Blood and Glory
  • Kyueko – Better Fly
  • West One Music – lllumination
  • Future World Music – Aqua Vitae
  • E.S. Posthumus – Mosane
  • Future World Music – New Beginnings
  • Corner Stone Cues – El Morro
  • Position Music – Kingdom of Avilion
  • KillerTracks – Kingdom of Ashes
  • Immediate Music – Serenata lmmortale
  • Two Steps From Hell – Kronos
  • PP Music – Fulgor Solaris
  • Groove Addicts – Interstellar
  • Groove Addicts – Wings of Glory
  • Two Steps From Hell – Blackheart
  • Audiomachine – Épica
  • Zack Hemsey – Evolution
  • Two Steps From Hell – Heart of Courage
  • Immediate Music – Dark Side of Power
  • Audiomachine – Knights and Lords
  • Two Steps From Hell – Elementum
  • Audiomachine – Reign of Chaos
  • Roland Mair-Gruber – The Reunion
  • Epic North – Falling Giants
  • Alex Must – Birth of Fairies
  • Audiomachine – Back In Da Loop
  • Two Steps From Hell – Breathe
  • Veigar Margeirsson – Rise Above

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  • Cesar Moreira de Sousa

    Esse tema vem sendo pedido ha mais de um ano e quando sai, vem em trÊs partes! Já imagino mais um daqueles casts marcantes, e o tema merece mesmo! Bora ouvir!

  • Anderson B. Cunha

    Já ouvi duas vezes (e pretendo ouvir mais uma) para absorver tanta informação. Vocês se superaram neste cast. Meus parabéns!

    PS: Aguardando ansioso pelas partes 2 e 3…

    • Valeu Anderson e vem informação por aí!

    • Jorge Virgilio

      Obrigado pelos elogios.

  • Alessandro Bezerra

    Conforme recomendação por e-mail do Francisco Seixas ta aqui nos comentários também na integra o e-mail que enviei. para que os interessados possam acessar os links.

    episodio 48.

    Ola amigos Francisco Seixas, Igor alcântara, e também Jorge Virgílio. (pausa para as palmas)
    Não ha como não aplaudir o excelente cast que vcs fizeram.
    A espera valeu apena, pois o cast ficou inigualável. a qualidade da pauta, o direcionamento e ritmo perfeitos, e como vcs mesmo falaram não tem como ser curto, pois é muuuuuuuuiiiiiiita informação, é uma guerra de 6 anos mas que possui tantos eventos marcantes que parece que foram 6 décadas.
    meus parabéns.

    ps.
    apenas uma pequena correção. quando o Francisco fala a aproximadamente 50 min sobre o municipio de Dourados, na verdade se trata da Colonia Militar de Dourados, um forte que ficava na atual cidade de Antonio João, que se localiza próximo da cidade de Bela Vista.
    atualmente o local da batalha do “herói” Antônio joão, patrono da cidade que resido a cidade de Dourados, fica o parque histórico da Colonia Militar de Dourados. nenhuma das cidades (Dourados e Antonio João ) existia na época da guerra, apenas pequenos povoamentos conhecidos como campos de Vacarias atual municípios de Dourados e Rio Brilante.
    Segue links para complementação.

    bela Vista foi

    ps2.: Sobre os comerciantes que acompanhavam as tropas isso era comum na guerra do Paraguaí, e um destes comerciantes chamado Tomas Laranjeira, fazendeiro do Rio Grande do Sul, foi primordial para o sucesso da campanha, pois atuou no comercio de charque do RS durante o confronto e no pós Guerra atuou junto a comissão de terras do Brasil e Paraguai, fornecendo Viveres e outras atividades, onde fez diversos amigos, e assim conseguiu a concessão da exploração dos ervais nativos do então MT, fundou a Cia Mate Laranjeira empresa que foi fundamental para a colonização da região no pós guerra. mas isso é assunto para outro cast, um pós guerra do Paraguai quem sabe.

    Fui professor de Geo-Historia do Mato Grosso do Sul no Senac e as aulas sobre os episódios de guerra do Paraguai e o pós guerra era o que os alunos mais gostavam, e obviamente o que eu também… kkk

    Um forte abraço e sigo ansioso para as partes 2 e 3 ou 4 e 5 se forem os casos do cast. ha proposito gosto dos episódios longos pois normalmente tem mais conteúdo. sei que dão mais trabalho mas são ótimos.

    localização das cidades de Bela Vista, Antonio João e Dourados(onde eu moro)
    https://www.google.com.br/maps/dir/Bela+Vista/Antonio+Jo%C3%A3o/-22.2042547,-54.841167/@-22.1630475,-56.2017047,9z/data=!4m30!4m29!1m5!1m1!1s0x94633f39c361b553:0x8ee70deedbe6bf42!2m2!1d-56.5268052!2d-22.1077832!1m20!1m1!1s0x9462ee13a095b70b:0xbb1f999ec698eab9!2m2!1d-55.951522!2d-22.1893923!3m4!1m2!1d-55.7339076!2d-22.5269609!3s0x94626f1f6a08318b:0xc326f883f2e9ec5f!3m4!1m2!1d-55.4813205!2d-22.5490042!3s0x9489df81ff5feb91:0x121726ea916f6e11!3m4!1m2!1d-55.4813205!2d-22.5490042!3s0x9489df81ff5feb91:0x121726ea916f6e11!1m0!3e0

    http://br.geoview.info/entrada_para_o_parque_historico_colonia_militar_dos_dourados,11571628p

    http://guerradoparaguaimatogrossodosul.blogspot.com.br/2014_10_01_archive.html

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%B4nia_Militar_dos_Dourados

    • Jorge Virgilio

      Obrigado, Alessandro, pelos elogios e pela complementação das informações apresentadas no cast. Sobre Dourados e outros não serem municípios naquela época: acabamos não adentrando muito por esses detalhes na pauta porque já era muita informação e preferimos por deixar as localidades com o nome que elas possuem atualmente. O mesmo ocorreu, por exemplo, com o Duque de Caxias. Várias vezes nos referimos a ele como “duque” porque é como ele entrou pra história -na realidade, ele só se tornou “duque” de fato no final da Guerra do Paraguai. O correto seria dizer então o Marquês de Caxias nesse período do conflito. Mas a ideia aqui é o cast servir de introdução para quem não conhece nada do tema e servir de norteador para aprofundarmos a discussão aqui nos comentários. De modo que é sempre relevante esse tipo de intervenção – principalmente vindo de pessoas que habitem em regiões onde os eventos narrados se deram – que complemente ou eventualmente corrija o que foi falado no cast. Forte abraço!

  • Ronaldo

    Ola amigos,
    Vocês tem lançado excelentes Podcasts, superando a cada edição. Mas dessa vez o nível subiu demais. A riqueza de detalhes, as histórias que não são contadas normalmente (origens do Solano, famílias que acompanhavam os soldados) .
    Enfim, ansioso pelo próximo episódio.

    • Olá Ronaldo,
      obrigado pela visita, comentários e elogios!
      abraço

    • Jorge Virgilio

      Obrigado, Ronaldo.

  • Malandragem

    Olá, gostei muito e estou sempre acompanhando!! esperando a parte 2, 3 e 4 kkk

    • Não sei se chegaremos a 4ª parte, apesar de ter assunto pra isso hehehehe

    • Jorge Virgilio

      Obrigado pelos elogios.

  • Felipe Barboça

    Excelente temacast, conheci o podcast de vocês a pouco tempo e me surpreende como vocês abordam bem o tema de forma quase completa, não deixam de passar praticamente nada. Muito bom mesmo virei fã.

    Nesse temacast vou defender um pouco o atual Exército Brasileiro. Como eu já servi e gosto do exército vou puxar um pouco a sardinha deles e defender alguns pontos que foram ditos rsrs. O exército Brasileiro atualmente esta se reformulando e atualizando com o que há de melhor, a 20 anos atrás poderia se afirmar que o Exército estava sucateado mas hoje em dia não está mais. Claro que não é uma potencia como o US Army ou o Exército Russo, até porquê não tem necessidade. Brasil é um país da paz mas na minha opinião os únicos países que são ameaças para nós são nossos vizinhos aqui da América do Sul e o Exército Brasileiro é o maior da America Latina, pra mim isso já esta de ótimo tamanho, mas seria muito legal ver mais investimentos no Exército.

    Agora o negocio que se tem só 1 hora de munição para guerra é bem simples. a maioria dos exércitos do mundo só tem 1 hora de munição para guerra também, porque estamos falando das munições fabricadas que já existem. Obviamente em caso de uma guerra, haverá maior produção de armas e munições. Mesmo porque uma guerra dificilmente acontece da noite para o dia.

    esperando as próximas partes aqui! abraços…

    • Jorge Virgilio

      Oi, Felipe. Tudo bem? Eu também sou de formação militar, servi na Força Aérea Brasileira aqui no Rio de Janeiro, e concordo com as suas colocações. Também acho que as nossas Forças Armadas são muito melhor preparadas do que muita gente pensa mas se formos debater esse tema iremos fazê-lo num episódio específico. O problema das FAs, ao meu ver, é o fato de que 80% do Orçamento é destinado a pagamento de pessoal e portanto sobra pouco ou quase nada para investir em P&D (ainda que de 2003 pra cá isso tenha melhorado muito). Inclusive, o laboratório onde eu trabalho participou da modernização do sistema de vigilância da Amazônia da FAB (nos anos 2000) e temos também participação na Amazônia Azul S/A, que está aumentando a frota de submarinos da Marinha, além de desenvolver nosso primeiro submarino nuclear. Também participamos do desenvolvimento das três gerações de satélites brasileiros, juntamente com o Programa Aeroespacial Brasileiro. Então, sim, não temos as FAs que gostaríamos mas estamos longe de sermos “irrelevantes”. Abraços e valeu pelos elogios.

    • Obrigado Felipe pela visita e pelo comentário. Nem vou entrar na discussão já que você e o Jorge já falaram tudo.

      abração

  • Lucas Rigamont

    Mais um tema muitíssimo bem trabalhado por vocês, parabéns! Um único comentário, em certo momento, agora não me recordo quem foi que falou, afirmou que ainda hoje a profissão militar é para “quem não tem opção”. Discordo veemente desta afirmativa visto que os militares que ingressam através do ITA são militares altamente qualificados, sendo suas vagas super concorridas, além disso, no caso da PMMG, da qual faço parte, para o ingresso é necessário curso superior o que já daria ao candidato outras possibilidades, além disso o salário de um policial em minas é melhor do que de muitas outra profissões, mesmo estando parcelado. Existem estados que o salário é bem pior, mas em outros falar que é quem não tem opção é completamente descabido. Cabe salientar ainda que existem aqueles que amam a profissão, estes não importa o salário vão estar lá porque gostam.

    • Jorge Virgilio

      Olá, Lucas. Obrigado pelos elogios e pela mensagem. Quanto ao comentário que você mencionou, ele se refere não a profissão militar como um todo, mas especificamente aos praças, e mais especificamente ainda, aos praças da PM. Falando aqui do Rio que eu conheço melhor: dos amigos que estiveram comigo na FAB e que desejavam seguir na carreira militar, tornar-se praça da PMRJ foi a última opção. Alguns ficaram na FAB ou ingressaram em alguma outra força (como os Bombeiros), e acabou indo para a PM os mais desfavorecidos, os mais pobres, os que tiveram menos oportunidade de estudo (Ensino Médio completo, no máximo). Por exemplo, daqueles que eu conheço que estão na PM, acho que nenhum gostaria que o filho viesse a ser praça da PMRJ (no máximo oficial mas 99% vai dizer que prefere que o filho siga carreira militar ou de policial em outro lugar: Exército, PF, PC, etc). Afinal, como praça da PMRJ, você possui uma escala extremamente apertada, corre o risco constante de ser assassinado, dentro e fora do serviço, para receber extremamente mal no final. O motivo principal pelo qual muitos não desistem de ser PM aqui no Rio, mesmo quando amam a profissão, é porque é difícil para eles conseguir outro emprego que ofereça estabilidade (e aí a questão de ter menos oportunidade entra nesse contexto). Fora isso, lá no episódio, dissemos que os praças do Exército naquela época, nas palavras do próprio Caxias, eram tipos mal vistos pela sociedade (muitos eram ex-presidiários, por exemplo). Hoje em dia, de fato, essa não é a situação. Mas a comparação vem do fato de que para o grosso da sociedade o soldado da PM é um personagem mal vista, marginal (no sentido de estar a margem da sociedade). A visão do PM hoje vai de um “pobre coitado” a um “bandido de farda”, como muitos se referem. Não existe aqui no Brasil digamos uma deferência e respeito pela PM (como ocorre com os Bombeiros) porque a sensação geral em relação a nossa polícia é que ela é ineficiente, rude e despreparada. Já vi muita gente totalmente honesta e correta dizer que tem mais medo de PM do que de bandido. E é muito ruim que seja assim. Faço votos para que num futuro não muito distante possamos mudar essa realidade. Tanto da relação da PM com a população, quanto das condições insalubres de trabalho dos PMs, em geral.

      • Lucas Rigamont

        Sim, no Rio com certeza a situação é essa, e também no passado aqui em MG, e isso digo passado recente(decáda de 90), foi assim. Ainda que lenta tenho visto uma mudança tanto no comportamento quanto na mente dos policiais, ao menos em Minas que é onde estou, e creio que essa valorização de qualificação e salarial do profissional tenha uma forte influência para isso.
        Assim como você, torço para que mudemos essa realidade.

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