Guerra do Paraguai parte 2:

O governo argentino esperava uma guerra rápida contra o Paraguai. Mitre havia prometido perante uma multidão que estaria “em 24 horas ao quartel, em quinze dias em Corrientes, em três meses em Assunção”. A promessa acabou não se cumprindo visto que o Exército argentino carecia de todo tipo de recurso possuindo apenas 2993 soldados na infantaria e 2858 na cavalaria. A artilharia contava com 540 homens e com obsoletos canhões fabricados em fins do século XVIII.

Não havia corpos de engenharia e entre os oficiais havia também muita rivalidade. Para engrossar o efetivo argentino, tal como ocorreu no Exército brasileiro, foi alistada, contra a vontade, os condenados pela Justiça e homens endividados. Por exemplo, os “Voluntários de Córdoba” foram enviados para o combate atados uns aos outros por correntes para não fugirem.

Em La Rioja, os homens se esconderam nas serras para não se alistarem, enquanto que os “Voluntários de Salta” se rebelaram ao chegar a Rosário, dando vivas ao Paraguai e gritando que não queriam lutar em união com os portenhos.

Tanto em Buenos Aires quanto no interior, os membros da Guarda Nacional realizaram sorteios para definir aqueles que iriam para a guerra contra o Paraguai. Contudo, os mais ricos, tal como no Brasil, podiam contratar um personero, um substituto para representá-lo na guerra. Neste episódio, Guerra do Paraguai parte 2, falamos das suas principais batalhas.

Saiba mais sobre isso ouvindo este episódio sobre a Guerra do Paraguai parte 2…


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PARTICIPANTES
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MÚSICAS DESTE EPISÓDIO
  • Vivandeira
  • Pyhare – Alberto de Luque y Quemil Yambay
  • Primavera – Amambay Cardozo Ocampo
  • Che jazmin Paraguay
  • Mi barquito de esquelita
  • Lidia Mariana
  • Che iru che reja
  • A mi tierra – Perla del Paraguay
  • 7 notas musicales de E.R.Fernandez
  • Che mandu’avo – Anibal Lovera
  • Nde juru mbyte – Anibal Lovera
  • De lejos vengo – Quemil Yambay
  • La ultima letra – Duo Qujntana Escalante
  • Un tiempo era va’ekue chave – Duo Perez Peralta
  • Kuña guapa – Duo Mongelos Torales
  • Falso juramento – Rafael Vargas
  • Ndajekehai de mi suerte – Rafael Vargas
  • Despierta joven amada – Rafael Vargas
  • Iñiru Kañyva – Triunfadores Carapegueños
  • Ko’ere che mandu’a – Quemil Yambay
  • Ka’aruete – Quemil Yambay
  • Oda pasional – Duo Quintana Escalante
  • Ko’eti jave – Duo Quintana Escalante
  • Nde rechaga’u mainumbymi – Duo Quiñonez Moray
  • Kuña Paraguay rembiasa asy – Duo Quiñonez Moray
  • La cautiva – Tavarandu
  • Mi sueño dorado – Tavarandu
  • Siete notas musicales – Tavarandu
  • Puerto Irala poty – Flaminio Arzamendia
  • Ndaha’einte oñoirura – Duo Quiñonez Moray
  • Nde mborayhu che cambia – Folk tres
  • Seras dueña de mi vida – Grupo Magistral
  • Jahechake mba’epa oiko che hegui – Duo Quiñonez Moray
  • Ejujeyna Blanquita – Los Placenteros
  • Punteada Okara
  • Juan Carlos Oviedo y Los Hermanos Acuña – Pájaro Choguy
  • J C Oviedo y Los Hermanos Acuña – Bajo el cielo del Paraguay

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  • Inoue

    Esperando a terceira parte,pior que terei que ouvir as duas anteriores,é um costume que eu tenho,se ouvir só a terceira parte parece que falta algo.hehehe
    Vida longa e próspera.

    • Pra mim a terceira parte é a melhor…

    • Jorge Virgilio

      Valeu, Inoue. Espero que esteja curtindo! Abraços!

  • Luiz Antonio Miazzo

    Pessoal do Temacast, seria poucas as minhas palavras para elogiar tão bom trabalho que vocês realizam. Meu primeiro comentário foi no episódio Barão de Mauá, após ter lido o livro de Jorge Caldeira, fui extremamente feliz ao encontrar o episódio. Comentei lá sobre o formato agradável, imparcial e objetivo do cast e pelo tema super relevante ao ter abordado esse personagem da história brasileira, tão relegado nos dias de hoje. Tenho ouvido todos os episódios, mesmo àqueles que não me chamam a atenção, por exemplo, o episódio da História da Olimpíadas, que me deu claramente o contexto e a origem dos jogos olímpicos.
    Sobre os episódios da Guerra do Paraguai, fiquei maravilhado, havia estudado poucas coisas em minha época de ensino médio, na escola pública, que infelizmente não abordava, ou não aborda, de forma relevante os temas históricos essenciais na formação político social do cidadão. Aprendi com vocês nos dois episódios da Guerra do Paraguai, quem verdadeiramente foi o ditador Solano Lopez, que erroneamente havia aprendido que tratava-se de um governante afrente de seu tempo, quando na verdade tratava-se de um déspota como muitos na história.
    Parabéns Francisco Seixas, Igor Alcantara e Jorge Virgílio, sou fã de vocês e sempre que tenho oportunidade indico o Temacast, principalmente para meus filhos Pedro Henrique e Isabelle. Grande abraço a todos, e vida longa ao Temacast.
    Luiz Antonio Miazzo 45 anos, morador de Itu-SP

    • Olá Luiz!
      Muito obrigado pela visita, elogios, ponderações e principalmente pelo incentivo que dá ao nosso trabalho. Não perca a 3ª parte da Guerra do Paraguai.

      abraço

    • Jorge Virgilio

      Obrigado pelos elogios, Luiz. Realmente existe muita romantização entorno de Lopez (no caso brasileiro, por parte da esquerda. E no caso paraguaio, do lado da direita). É importante entender que todo estudo é ideológico (inclusive esse do Francisco Doratioto), o que não invalida totalmente a pesquisa. Entretanto, entender a visão política do autor e da sua escola (historiografia) ajuda a filtrar os fatos da opinião. Todo texto é intencional (possui uma visão que deseja transmitir, não existe neutralidade). Por isso mesmo, é sempre bom ler mais de um autor de mais de uma escola pra tentar chegar numa “verdade” mais moderada (e embasada em fatos documentados). Abraços!

  • Ricardo Tamanini

    Duas histórias que lembro no livro do Doratioto:
    – Um destacamento de soldados brasileiros que veio da Região Norte ou Nordeste e morreu no Sul por causa do frio.
    – Um soldado que não aguentava mais tirar as moscas de cima da comida, resolveu amassá-las e comer junto ao arroz.

    • Jorge Virgilio

      Essa história do soldado que come o arroz amassado com as moscas é realmente tensa. Só empalidece diante das crianças paraguaias desnutridas bebendo o sangue de uma vaca moribunda mais para o final da guerra.

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