As revoluções russas [1/2]:

Antes de entrarmos no assunto As revoluções russas [1/2], precisamos entender como a Rússia estava quando os líderes socialistas russos emergiram e as revoluções pipocaram, precisamos voltar muitos anos no tempo e ir até o século XVII, em 1649, quando a Rússia instituiu no seu código de leis um sistema chamado de Krepostnoie Pravo, que em tradução livre significa “sujeição ao solo”. Essa sujeição ao solo era um regime de servidão que obrigava os camponeses ou servos a permanecerem nas terras de seus senhores por toda a vida.

Um sistema que diferia bem pouco de um outro sistema que a gente, aqui no Brasil, conhece bem que é a escravidão propriamente dita, e que também existia na Rússia. Na Rússia, os escravos eram conhecidos como Kholops e eram inferiores aos servos por serem em geral estrangeiros capturados em guerra ou camponeses russos reduzidos à escravidão por dívidas, por se casarem com pessoas de outra etnia ou por terem cometido crimes graves.

Essa tal sujeição ao solo foi instituída em todo o czarado russo pelo czar Aleixo I. E ele fez isso devido a crescente fuga de camponeses motivada principalmente pela fome e pelas péssimas condições de trabalho no interior da Rússia. Além disso, nesse ano de 1649, a Guerra Civil Inglesa ou Revolução Puritana, que vinha assombrando os reis da Europa e igualmente o czar russo desde 1642, havia chegado a um clímax sombrio: o exército liderado pelo líder do Parlamento britânico, Lord Oliver Cromwell, havia destronado o rei da Inglaterra, Carlos I, e feito o quê? O decapitado! Atemorizado de que essa moda pudesse pegar lá na Rússia também, o czar Aleixo I determinou, por decreto, que os camponeses russos passariam a ser obrigados a manter-se na terra onde nasceram, sem no entanto possuir essas terras.

Saiba mais sobre isso ouvindo As revoluções russas [1/2].


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FONTES
  • Livro: “Os dez dias que abalaram o mundo”, John Reed
  • Livro: “História da Revolução Russa”, Trotsky
  • Livro: “Russia and the Russians: A History”, Geoffrey A. Hosking
  • Livro: “Russia in the Age of Reaction and Reform 1801-1881”, David Saunders
  • Outras fontes

TRANSCRIÇÃO DO ÁUDIO

Equipe de Transcrição:
Carlos Barbosa – Linkedin
Fernanda Marini – Twitter: @femarini
Karla Michelle Braga –  Facebook
Rafael Rezende – Twitter: @KoreiaPS

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  • AzBats

    Interessante as pequenas coincidências da vida e do universo, o lançamento deste assunto/tema do TemaCast com o acirramento das discussões do que é comunismo, socialismo, se ditaduras podem ser de esquerda ou direita e a forma um tanto quanto desleixada que a mídia brasileira trata dessas discussões, quando não, estimula interpretações bem errôneas de eventos históricos, alugando seu apoio em troca de anúncios governamentais para aumentar a receita em momentos de retração financeira. Obrigado pelo podcast.

    • Olá AzBats,
      Obrigado pela visita e comentário. Realmente a mídia tocada por anunciantes pagando fortunas pode ser, em alguns assuntos, tendenciosa nos seus comentários em detrimento de levar a informação verdadeira e isenta ao público. Nós aqui no TC fazemos o máximo possível para sermos imparciais.
      grande abraço!

  • Bruno Weiss

    Excelente podcast como de costume. Muito interessante ver a “prequela” da Revolução Russa e como o Império Russo tentou se adaptar as mudanças que ocorriam no mundo ocidental naquele momento. Um terreno fértil para o florescimento de um governo de ideias socialista e comunista (pena que a prática passou longe da teoria). Por mais temacasts sobre a revoltas nativistas, revoltas regenciais, República Velha e invasões de piratas no Brasil. Acabaram de ganhar mais um apoiador.

    • Obrigado pela visita, comentários e considerações, mas… afinal, teu sobrenome se pronuncia como “Vais”, “Uais”, “Veis” ou “Ueis”?
      Grande abraço

      • Bruno Weiss

        Olá Francisco. Pronuncia se “Vais”, significa branco em alemão.

  • Darley Santos

    Estou esperando ansiosamente a segunda parte desse cast primoroso!! E volto a dizer… de que adianta ter, lado a lado, a fortuna e a perseguição, o glamour e difamação, o poder e a morte…? A história dos poderosos é marcada também pela infâmia e desgraça – como aceitar que um governante como Alexandre II tenha tido um fim tão deplorável? A política pode ser um jogo de interesses fatal!

    • Jorge Virgilio

      Olá, Darley. Obrigado pelo elogio e pela mensagem. De fato, a política é tudo menos justa. Abraços!

  • Jorge Virgilio

    ERRATA: em dado momento do episódio, durante a coroação de Alexandre III e Maria Feodorovna, é dito que eles foram coroados “czar e czarevna”. Czarevna é o equivalente a princesa em russo. Portanto, Maria foi coroada “czarina” e não “czarevna”.

  • Episódio incrível parabéns Francisco e Jorge, um dos melhores podcast da internet brasileira sem sombra de dúvida.

    • Jorge Virgilio

      Obrigado pela mensagem e pelos elogios, Vitor.

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